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segunda-feira, maio 03, 2010

Aconteceu em Porto Alegre


Que eu adoro futebol isto não é segredo para ninguém. Que eu adoro o Palmeiras ainda mais que o futebol em si é outro fato, mas isto não me impede de apreciar o futebol. E quando eu falo 'futebol', eu acho que me diferencio da maioria, pois eu não sou o maior fã do futebol arte e pra mim ele é um esporte, não um espetáculo.

Mas tá, a questão é que neste domingo, sem Palmeiras jogando, eu fui com a Carol assistir ao Gre-Nal da decisão do Gauchão num bar lá pros lados de Santo Amaro, com a torcida do Grêmio em São Paulo. O lugar estava lotado de gaúcho, pois reconheço que deve ser foda morar em outro Estado, longe dos seus e, principalmente, longe do seu time. Assim, qualquer oportunidade de se reunir é mais que válida.

O jogo foi disputado, o Inter ganhou mas não levou, na soma dos placares, o que deu o título para o Grêmio. Apesar das dificuldades, a gauchada não parava de cantar um minuto, o que eu acho bacana, apesar de não consigo, quando fico nervoso, fico quieto, mal converso.

Ao final, valeu a experiência. Claro, não era o Palmeiras jogando e, principalmente, sendo campeão, mas me diverti muito, afinal, com futebol, cerveja e amigos, quase tudo fica bom, e assim, por uma tarde, me senti em Porto Alegre. Ou qualquer outra cidade gaúcha.

Ps: uma coisa que não posso deixar de citar é que eu não me lembro de, alguma vez na minha vida, ter visto tanta mulher bonita num espaço tão pequeno. Sem palavras.

segunda-feira, março 15, 2010

Some Days Will Never Return

Where do we go, nobody knows
Don't ever say you're on your way down, when..
God gave you style and gave you grace
And put a smile upon your face, oh yeah

Hoje eu fui tomar umas cervejas com o Fábio Mendes, conversar sobre futebol, besteiras, futebol, amigos e claro, futebol. Como eu trampo no Centro e ele mora na Praça da Árvore, marcamos um ponto intermediário, a Rua Augusta. E como marcamos um lugar para nos encontrar, escolhemos o Charm. Sentamos, bebemos e falamos.

Quase na hora de irmos embora, fui ao banheiro, que fica no andar inferior. Desci as escadas, e de repente tive um 'insight'. Por um segundo, vi no canto uma mesa comprida, com diversas pessoas sentadas, com CDs caseiros em mão, conversando alto e bebendo. Fechei os olhos, e quando abri já não havia mais nada. Subi as escadas e comentei com o Fábio, e ele me disse ter sentido a mesma coisa.

Pois é, o que eu me referi foi o dia 20 de dezembro de 2003, quando naquele mesmo Charm, naquele mesmo andar inferior, perto dos banheiros, um grupo de amigos, alguns recém conhecidos, outros que já haviam se visto uma ou duas vezes, se encontravam para uma celebração de final de ano, com um amigo secreto de CDs gravados.

E juntos, eu e o Fábio concluímos que aquele dia foi daqueles que, quanto mais o tempo passa, mais parece que ele não existiu, e sim que foi um sonho, ou um devaneio, de tão perfeito que foi. É daqueles que se fosse possível, eu voltaria no tempo para revivê-lo cada vez que eu estivesse triste, carente ou solitário. Ou então para acreditar na amizade, e que dias podem ser inesquecíveis quando se está com pessoas que você gosta.

Mas o mais bacana é que, daquele dia muitos ainda são amigos, e outros surgiram. E posso afirmar que aquele dia foi primordial na minha decisão de mudar para essa cidade caótica, cinza e abarrotada chamada São Paulo.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Em Um Sábado Ensolarado

I will not go
Prefer a feast of friends
To the giant family


Em 1999 eu estava terminando a faculdade, tinha um grupo de amigos legais e comecei a namorar uma menina. O namoro até que durou bastante tempo, mas acabou. Porém, deste relacionamento eu herdei o melhor espólio de qualquer outro que já tive até hoje: três grandes amigas. Elas se juntaram ao nosso grupo imediatamente e logo nos tornamos inseparáveis.

Durante este dez anos fiz e perdi incontáveis amigos, mas sempre mantivemos um tipo de um núcleo, que tenta não perder o contato e que, sempre que possível, se encontra para falar besteira, contar histórias e se divertir.

Histórias é o que mais temos, histórias de bebedeiras principalmente, as quais não cansamos de relembrar, para desespero dos agregados. Mas muito mais do que isso, criamos uma amizade que se mostrou que vai se perpetuar para sempre, independente do que aconteça.

E neste sábado, um novo capítulo foi contado: o casamento da Lara. Foi o primeiro casamento de fato de um de nós, após diversas tentativas fracassadas, e justo da mais novinha. Mas não importa, o importante é que sábado cedo, estávamos lá (e, pra variar, os primeiros a chegar): eu, Du, Israel, Marina e Laís (faltou o gordo anti-social do Bacchin).

Bebemos, comemos, rimos, tiramos fotos, cornetamos, falamos mal das pessoas e de nós mesmos, relembramos histórias, fizemos trabalho pra Má engravidar, roubamos os banners indicativos do lugar da festa e, principalmente, nos divertimos muito. E nos emocionamos. Nos conhecemos novos e, sem exagero, crescemos juntos. Crescemos etária, mental e emocionalmente juntos e, quando chega numa data como essa e você vê olha para o lado e vê seus melhores amigos lá, é uma coisa inexplicável.

Tenho grandes amigos, mas não tenho um grupo de amigos tão especiais como este, pois, juntos, passamos pelos melhores e pelos piores momentos, e isso apenas nos fortaleceu. E por isso que eu amo essas pessoas!

E que venha o próximo casamento, aniversário ou simplesmente uma desculpa qualquer pra beber e conversar.

sábado, outubro 10, 2009

O Livro dos Sonhos

E está aí o Paulo de volta, desta vez com uma peça infantil:




terça-feira, setembro 15, 2009

She Bangs the Drums, And Plays a Samba

Se tem uma coisa com que eu sou chato pra caralho (mais do que o normal) é com música. Eu não escondo que sou um pouco radical, que só ouço o que eu gosto e que me sinto extremamente desconfortável em ambientes os quais a música não é do meu agrado. Somado a isto, sou pouco ou quase nada aberto há novos estilos musicais, especialmente os regionalismos, acho tudo a mesma coisa e não tenho paciência.

Carnaval pra mim, desde quando deixei de ser adolescente (na época, eu ia para 'o clube' todas as noites, enchia a cara e tentava pegar quem me desse bola), passou a ser um período de retiro. Onde fosse mais distante e isolado de qualquer coisa que lembrasse o Carnaval, lá estava eu. E, se não desse, eu me escondia em casa mesmo, fazendo porra nenhuma.

Porém, neste último domingo fui convidado para uma experiência nova e, até então única: assistir à um ensaio de uma escola de samba, a Águia de Ouro, pra ser mais preciso. Até pouco tempo atrás, tal seria completamente inconcebível para mim, mas as meninas aqui do trabalho quiseram ir, me convidaram e eu, que estou tentando deixar de ser cuzão, fui.

Fora a companhia agradável e a cerveja, eu fiquei entusiasmado com a bateria. Nem era uma bateria muito grande, duvido que chegavam a 100 integrantes, mas o som, a altura, a intensidade me impressionaram. Lembro que já que entrei, me aproximei e fiquei alguns minutos chapado, prestando a atenção nos instrumentos, nos timbres, na batida.

É algo mesmo sensacional, e não dá pra ficar com o pé parado. A batida do surdo faz vibrar cada parte do teu corpo, contagia. Confesso, adorei a experiência.

Assim, voltei pra casa querendo voltar, e com a impressão que eu não sou mais tão chato quanto eu pensava ser.

quarta-feira, setembro 09, 2009

É Porque a Gente Toca, a Gente Bebe e a Gente Se Diverte

Eu comecei a tocar baixo com 20 anos, de uma maneira oposta à grande maioria. Meus amigos tinham uma banda, falaram pra eu comprar um baixo e aprender a tocar, pra tocar com eles. Comprei, aprendi aos trancos e barrancos e logo estávamos fazendo shows. Claro, é pra ser considerado que os outros três tocavam muito bem.

Neste tempo toquei em três bandas e diversas formações diferentes. Toquei com cinco bateristas, cinco guitarristas, três vocalistas e dois tecladistas. Toquei também com amigos e com caras que eram apenas colegas de banda, toquei em formações divertidas e outras apenas suportáveis, mas é preciso constatar que nunca toquei num ambiente tão gostoso e agradável como essa formação do Bresser.

Certo que o Fábio e a Dany já falaram sobre isso, mas eu também preciso dar a minha opinião. E que não difere da deles. Chegamos num ponto em que quase nenhuma banda consegue chegar, e já convivi com muitas, posso falar com propriedade isso. Dentro do estúdio as músicas fluem, as composições tomam forma, o que já existia é aprimorado e o que não existia é criado. Mas não é só isso.

Eu costumo falar para eles que os nossos ensaios são, para mim, a mais barata e eficaz terapia que existe. Porque mais do que colegas de banda, viramos amigos, e mais do que amigos, viramos irmãos. E pela graça de Deus fazemos parte de uma família que cresce a cada dia pois temos a sorte de estarmos cercados de pessoas incríveis, que nos visitam, nos conhecem e passam a frequentar nossos ensaios, nossos shows, nossas Bressers Nights. E cada um traz uma coisinha nova e de boa pra gente.

Hoje o Bresser é uma família de quatro irmãos, duas cunhadas, uma pessoa que a gente não tem palavras para descrever e um monte de primos. E que, quando a família se reúne, sai de baixo!!!

Então, falo em nome dos outros três para agradecer todos que hoje fazem parte desta família Bresser, os que nos viram crescer ou os que nos conheceram agora, não tem problema, nós amamos todos vocês.

Obrigado Carol, Mariana, Kilt, Dayana, Luciana, Angélica, Paulo, Larissa, Ju D'Orácio, Ader e Ju, Dany, Regiane, Alê, Lara, Du, Renata, Roger e Sá, Fábio e Érica, Carol e Manu, Carla, Sarah, Re Prazeres, e quem mais eu possa ter esquecido. E que essa família aumente, pois nos nossos corações e nas mesas de boteco cabem muito mais.

Valeu, porque aqui é Bresser, porra!!!

quinta-feira, julho 30, 2009

Straight Eye for the Queer Guy

Antes um aviso: esse texto não faz questão alguma de ser politicamente correto. Assim, quem se irrita facilmente ou não sabe brincar, nem precisa continuar a leitura. Tchau.

No casamento do Roger e da Sá, estávamos bebendo e conversando eu, ele, o Fábio, o Toloi, o Naka e o Paulo, quando começou a tocar uma música da Madonna e um monte de gente foi dançar. Daí começamos a discutir se um homem pode gostar de Madonna e, chegamos a conclusão que ele pode até achar algumas músicas legais e achar ela gostosa, mas não pode ser fã dela, pois isto está restrito às mulheres e aos gays. Mas o problema é que existem alguns heterossexuais que gostam dela!

E, na verdade, o grande problema mesmo é que vivemos um momento em que a sociedade está tornando os homens cada vez menos homens, como se isso fosse um problema. Hoje, os exemplo de homens são o Hugh Grant, o Kaká e o Backham, filhos da mamãe bunda moles e que usam mais cremes que mulheres.

Para deixar bem claro, eu não estou falando de homossexuais, isso é uma outra história. Respeito eles, convivo muito bem com eles e quem me conhece sabe do que eu estou falando, mas sim dessa merda de 'macho' sensível que inventaram. Certo, como eu post na lista abaixo, o homem tem sim que respeitar a mulher, saber cozinhar, ajudar na casa e cuidar da aparência (com moderação) mas ao mesmo tempo não perde por nada o seu futebol, sabe trocar o pneu do carro e o chuveiro do banheiro, não ter problema em sentar num boteco sujo pra beber cerveja, comer amendoim e falar das gostosas.

Naquele casamento, com a pinga na cabeça, começamos a discutir como isso poderia mudar, como evitar que nós, machos de respeito, fossemos substituídos por essa coisa de metrossexual. Porque um macho de respeito abre a porta do carro pra mulher, mas quem dirige é ele. Passa perfume, mas não divide o creme com a namorada. E, se possível, não torce para o São Paulo. E chegamos a conclusão que essas coisinhas (também conhecidas na adolescência como emos) precisam é de um tratamento de choque.

Não existia na TV um programa chamado Queer Eye for the Straight Guy, onde cinco gays ajudavam um hetero? Então, nesta onda de reality shows concluímos que cairia muito bem um
Straight Eye for the Queer Guy, ou Machômetro, onde esses rapazinhos seriam levados para fazer coisas de macho, como tomar pinga as cinco da tarde em um bar de peão, trabalhar como servente de pedreiro, trocar o pneu de um carro e ir clube de strip, tendo que passar a mão na bunda das meninas e falar impropérios como 'gostosa, 'vagabunda' ou 'cachorra'.

Certo, são coisas extremas, exageradas, mas é parte da piada, ou do tratamento de choque mesmo. Cara quer ser homossexual, maravilha, é um direito de cada um escolher o que quer fazer com as suas coisas, mas não me venha com essa porra de macho sensível. Porque a mulher não quer um macho sensível, ela quer um gay para melhor amigo e um homem de verdade na cama.

E vivam os machos de respeito! Vamos tomar uma cerveja, dar uma coçada no saco e pegar umas gostosas pra comemorar.

terça-feira, julho 21, 2009

Fotos Emboloradas no Sótão 2

Continuando a saga de separar as coisas velhas e jogar fora o que não presta, ontem a noite eu peguei os meus álbuns de fotos (pois é, antigamente a gente usava filme pra tirar foto e tinha que revelar em papel) e tratei de organizá-los. Primeiro, para colocar as fotos em um álbum só, de maneira mais organizada e também para descartar um monte desnecessárias.

Fotos, por motivos óbvios, nos remetem às lembranças do passado. Situações vividas e pessoas que você não tem mais contato, mas que, por um período de tempo, foram constantes em nossas vidas. Pelo fato de quase sempre tirarmos fotos em momentos alegres e descontraídos, as lembranças são as melhores possíveis. Tenho fotos de viagens, de churrascos, de bebedeiras, de shows, tanto tocados como assistidos ou mesmo fotos de nada, de ocasião especial alguma, apenas uma desculpa para fazer pose para uma máquina.

Eu não tenho muito o costume de tirar fotos, tanto que a minha máquina, que ainda está em SBO, é uma Kodak 2.o, que eu comprei no Canadá, em 2003, a qual eu raramente uso, então eu dependo da boa vontade dos outros para conseguir fotos. Mas tudo bem, sempre tem um viciado com uma câmera.

As fotos mais novas são digitais, e estão no HD do meu computador, de forma que as fotos selecionadas ontem têm, no mínimo 6 anos, e são filhas únicas, pois os negativos desapareceram.

Vendo as fotos, eu cheguei às seguites conclusões:

- eu era feio pra cacete

- eu me vestia muito mal

- eu tinha (tenho) cara de criança sem barba

- já tive uma porrada de corte de cabelo diferente

- muitos amigos que estão em muitas fotos pertencem à minha vida até hoje, pra minha alegria

- a gente adorava (adora) sair pra beber

- eu tive muitos momentos feliz

- e eu era feio pra cacete. ah, eu já disse isso...

sexta-feira, junho 05, 2009

Please, Don't Kick Me

Continuando no mesmo tema do post anterior, cada vez mais eu estou convencido que nossa vida daria um seriado muito engraçado, porque, queiramos ou não, fazemos um monte de merdas, temos ótimas histórias e damos altas risadas quando nos encontramos. Não é a toa que este núcleo é amigo há pelo menos 10 anos.

Então, conversando besteira com a Lara pelo MSN, resolvi começar a brincar com isso. Escrevi uma breve descrição de cada personagem e do ambiente e mandei pros manés. Tenho certeza absoluta que eles vão me xingar, mas vão se divertir, porque um dos nossos programas preferidos é contar histórias uns dos outros. E haja história.

O motivo de ter escrito isto aqui? É pra encher o saco mesmo. Mas, quem sabe, um dia isso não vira uma boa série, uma vez que certa vez isso começou a ser feito, com outros amigos, mas não deu certo porque aquele povo não sabia brincar. E este aqui sabe!

quinta-feira, junho 04, 2009

Seriado da Vida Real

A minha vida com o Du aqui no apartamento daria facilmente um seriado, daqueles mais engraçados possível. Tenho vontade de anotar tudo o que acontece e, um dia escrever um baseado em nossas experiências (floreando um pouco, claro).

Que Friends o que nada!!!

terça-feira, maio 26, 2009

My Big Bang Theory

Descobri por acaso o The Big Bang Theory, em um dia, ano passado, na casa da minha irmã. Foi o episódio do 'Halo Night' e, apesar já estar na metade, ficamos eu e meu cunhado assistindo. Como eu não tinha tv a cabo em casa, passei a baixar todos para assistir e, bastaram poucos para eu me viciar na mesma.

Mas o tema aqui não é a série em si, mas o contexto, do universo nerd. Eu sei que, se alguns amigos lessem esse blog, eles me xingariam, mas como não lêem, fodam-se, posso falar toda sorte de besteira que eu quiser. Eu nunca gostei muito de estudar e não entendo porra nenhuma de física e química, o que 'aprendi' foi na época do cursinho e foi o suficiente para eu não zerar no vestibular, mas tive uma adolescência extremamente nerd, com amigos nerds, e muitos passatempos iguais aos deles.

Certo, eu jogava basquete e ia ao clube à noite nos fins de semana (quem viveu no interior sabe o que isso significa), mas não bebia, jogava joguinhos em computador, lia quadrinhos e jogava RPG. Véio, nerd pra caralho!!!

E quando o assunto é mulher, todo nerd se enquadra em um dos quatro estereótipos. Têm os que não ligam pra mulher, como o Sheldon, os que tem pânico perto de mulher como o Raj, os desesperados por mulher (e, consequentemente, atrapalhados), como o Howard e aqueles que ficam pensando um milhão de vezes pensando no que dizer para uma mulher, e que ao final são passados para trás por um cara mais cool e despojado.

Quando adolescentes, chamávamos isso de queijo, no qual o modelo era o Charlie Brown com sua famosa garotinha ruiva, mas nos anos 2000, creio que o Leonard poderia muito bem ocupar esse papel. E, pensando neste sentido, eu passei bons anos da minha vida 'produtiva' com síndrome de Leonard Hofstadter. Quantas e quantas vezes eu deixei de sair com alguém por puro cagaço, por achar que ela iria rir de mim, iria me ignorar. Quantas vezes não saí do campo do platônico.

Toda aquela merda que te ensinam quando você é criança, que você precisa ser educado, respeitar as mulheres, ser galante, somada com uma auto estima abalada (síndrome de patinho feio, esse texto tá parecendo tratado de psicologia), faz tua vida amorosa ser um área improdutiva, daquelas que o MST invade. 

Mas é foda, você cresce e percebe que não é assim que funciona. O Leonard dentro de você percebe que a Penny só está esperando você chegar nela com confiança, agarrá-la pela cintura, dar-lhe um beijo na boca de tirar o fôlego, e convidá-la para ir até tua casa. Ela não quer rodeios, ela quer ação.

E não é só isso, você descobre que de nada adianta ser o genro que toda mãe quer, se a filha não te quer. Melhor é ser aquele cara que está comendo a filha dela e que ela não gosta. É muito mais divertido e faz muito melhor pro teu ego (e pra outras coisas também).

O Leonard é um cara legal, assim como é o Charlie Brown, mas, como em tudo na vida, o campo amoroso não perdoa os bonzinhos. Não há espaço para aqueles muito respeitadores e, convenhamos, vocês mulheres podem me xingar, mas nenhuma de vocês gosta de caras bonzinhos. Vocês gostam de atitude e, queiram ou não, atitude vem num pacote onde aparecem outras 'qualidades' que não são as que eu descrevi acima, muito pelo contrário.

Se existe um adesivo escrito "mulheres boazinhas vão para o céu, e as más para onde quiserem", o dos homens poderia ser "homens bonzinhos não vão pra lugar nenhum e os maus vão pra cama com mulheres". É assim que funciona, vocês xingam a gente, mas no final só querem os que não prestam. Você tenta ser respeitador e, quando respeita os limites, é chamado de viado ou de brocha.

Um dia o jogo mudou, e eu descobri que a vida é muito mais divertida quando você perde o medo de levar um fora (até porque daí você recebe muito menos) e descobre que dá sim pra sair comendo mulheres por aí, que isso não acontece só no cinema.

Fiz coisas divertidas demais no meu passado nerd, e ainda me considero um, pelos meus gostos e tudo mais, não tenho problema algum com isto, mas torna-se muito mais divertido quando você não transporta esta nerdice para sua vida amorosa. 

quarta-feira, abril 08, 2009

Show do Kiss


Peraí, que porra esse cara que não foi ao show do Kiss ontem quer falar sobre ele? É, eu não fui ontem ao show, tive que me trancar em casa e encher a cara de cerveja pra esquecer dele e minimizar minha tristeza. Mas então, pra não ficar sobrando nesta, vou falar de outro show do Kiss que aconteceu em abril, mas no longínquo ano de 1999, ou seja, exatos 10 anos atrás.

Era a tour da volta, do álbum Psycho Circus, com os quatro elementos originais, toda a parafernalha e ainda os efeitos em 3D. Cara, era o evento da década, desde que eles anunciaram a nova (na época) turnê, eu, o Luis e o Fabinho ficávamos sonhando com uma passagem pelo Brasil. Quase dois anos depois de iniciada, e depois de uns dois cancelamentos, finalmente o show foi confirmado para o dia 17 de abril de 1999, e a gente entrou em êxtase, combinando todos os detalhes. 

Tanto que, quando a venda se iniciou, descobrimos que uma loja de CDs de Piracicaba (onde estudávamos) estava vendendo ingressos e ainda combinando uma excursão pro dia e, assim, eu e o Fabinho enforcamos a aula e fomos pro centro comprar as tão sonhadas entradas.

De posse delas, iniciamos o planejamento. Achamos o set list, imprimimos todas as letras e gravamos fitinhas na ordem para escutarmos no período e acertamos que, como SBO é no caminho de Pira, os dois dormiriam em casa e pegaríamos o ônibus pela manhã.

Depois de uma noite de bebedeira, acordamos meio atrasados para o início da epopéia. A primeira coisa foi, para tristeza do meu pai, que não se conformava com isso, fazermos a maquiagem. Eu  de Gene, o Fabinho de Paul (meio a contragosto com o batom vermelho), o Luis de Ace e o Israel, que no meio do porre da noite anterior se alistou ao nosso Kiss Army, de Peter. 

O problema é que a tinta não era boa, dai ela endureceu e começou a coçar pra caralho, e o Fabinho, que acordou de TPM, ficou irritado e quis tirar a tinta. Impedido, fomos para encontrar o ônibus. Só que tinham dois problemas: o primeiro, é que combinamos de encontrá-lo debaixo de um viaduto, na estrada e o segundo é que ninguém tinha a mínima idéia do qual era o ônibus, então cada um que passava, por medo dele passar reto, a gente chamava a atenção.

Agora imaginem, quatro caras pintados de Kiss, na beira de uma estrada, precisam fazer algo mais para chamar a atenção? Óbvio que não, tão óbvio quanto o fato de que o ônibus nos viu e, quando entramos, foi uma festa, éramos os únicos pintados de lá. 

Porém, não os únicos pintados do evento, quando chegamos em Interlagos haviam milhares de nós. Chegamos na hora do almoço, porém eu nunca vi um lugar tão ruim para entrar do que o Autódromo! Pessoas furando fila, fila que passava no meio de botecos e vielas, entrada faltando 15 minutos para começo do show. 

Quando o som começou a dizer: If you want the best, you got the best... The hottest band in the world... KISS!!! e o pano caiu, só posso dizer que foi um sonho realizado. De um lado, o Luis comemorava como um gol, de outro o Fabinho estava com os olhos colados no palco. E eu? Eu estava finalmente vendo, ao vivo, o maior show da Terra. 

Como foi o show? Isso não importa, e sim tudo o que ele significou pra gente.