Eu não lembro exatamente quando foi, acho que foi por volta de 1997, quando eu tinha 20 anos. Já era apaixonado por música, mas era um completo leigo. Vivia na casa do Ricardo, que ensaiava num quarto da casa dele com os primos e, um dia, o Fabrício, que as vezes tocava com eles, falou que nem poderia mais, pois estava com outra banda e tal, e no meio da conversa, o Ricardo me perguntou porque eu não aprendia a tocar baixo. Eu, que não tinha muito idéia o que era um baixo, entrei na brincadeira e, com ajuda do Fabrício, comprei um baixo Washburn Lion, modelo jazz bass.
Comecei a fazer aulas e, um dia, resolvemos levar a brincadeira a sério, e passamos a ensaiar. Até que em fevereiro de 2000, numa festa de aniversário, entre outras pessoas, fizemos um pocket show, com 5 músicas. Bem longe do primor da técnica, foi até um show divertido.
Depois disso, toquei em duas bandas em Sta Bárbara, até 2002 e, depois que mudei pra São Paulo, em 2004, eu comecei a tocar com o Bresser, banda onde estou até hoje.
Foram 6 anos de banda, com muitas histórias. Tocamos covers que ninguém conhecia, fizemos shows em lugares mais variados possíveis, ensaiamos em horários absurdos, compusemos músicas muito boas, mas, acima de tudo, ficamos muito amigos.
O Bresser deixou de ser uma banda, para ser uma família. Nos divertimos, rimos, bebemos, fizemos besteiras. Fomos companhia nos bons e nos maus momentos. Apoiamos um ao outro quando foi necessário, sofremos juntos em diversas situações. Enfim, foi um período inesquecível.
Mas como tudo na vida, um dia acaba. E por mais que você ame o que faz, as vezes precisa tomar algumas difíceis decisões. Porque o Bresser cresceu, e era isso que a gente queria. Só que cresceu de uma forma que passou a exigir de mim mais do que eu poderia dar. Mais do que o 'músico' medíocre que sou poderia oferecer. E isto não é justo.
Exatamente por isso, naqueles momentos em que a gente respira fundo e consegue colocar a razão na frente da emoção, decidi tomar a dura decisão de pegar aquele mesmo Washburn, que me acompanha há 13 anos, colocá-lo no canto e, finalmente, aposentá-lo.
Muitas lembranças ficam, mas isto que é o maravilhoso de lembranças, elas nunca nos abandonam. E o que vivi nestes anos, ninguém nunca mais vai tomar de mim. Vou sentir falta dos ensaios aos sábados de manhã, das discussões com relação ao repertório, de compor, de ver uma música surgir do nada e, de repente, tomar corpo, de se preparar para os shows e, claro, de subir no palco e fazer uma das coisas que mais amo na vida: tocar.
Eu amo música, e nunca vou deixar de amar. Assim como não vou deixar de amar os caras do Bresser. Mas quem ama, quer o melhor praquilo, e o melhor pro Bresser hoje é seguir sem mim. Sei que os caras vão dar conta e vão continuar com esse legado bonito. E, mesmo fora do palco, eu sempre vou estar perto, pois um pedacinho daquilo tudo é meu, e sempre será.
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domingo, maio 16, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
Show do Bresser
Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução

Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução:

Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução:
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Perfeições Pop
Via-Crúcis - Bresser
No Mosteiro de São Bento, monges budistas buscam alento
Na Capela dos Aflitos, resolvem-se todos conflitos
Na Catedral da Sé, põe-se à prova toda fé
Na Igreja dos Enforcados, vencem os desesperados.
Franciscanos, jesuítas, marianos, carmelitas
Santa Donata, Santa Cecília – mártires em sua vigília
Novenas, trezenas, fiéis em centena, rosário de contas pequenas
Nossa Senhora da Boa Morte, faça com que eu seja forte.
João Mendes, Patriarca, prostitutas e barracas
Ciganas, cartomantes, mães-de-santo e quiromantes
Pastores ensandecidos pregando a desgraça na praça
Será minha fé tão verdadeira quanto estas igrejas com cadeiras de praia?
Hare-krishnas nas ruas confusas, freiras tímidas louvando reclusas
Todo mundo tem razão, todos têm a explicação
Odeio cheiro de incenso, tudo isto é contra-senso
Caboclos, guias, psicografia – quero apenas ver à luz do dia!
No Mosteiro de São Bento, monges budistas buscam alento
Na Capela dos Aflitos, resolvem-se todos conflitos
Na Catedral da Sé, põe-se à prova toda fé
Na Igreja dos Enforcados, vencem os desesperados.
Franciscanos, jesuítas, marianos, carmelitas
Santa Donata, Santa Cecília – mártires em sua vigília
Novenas, trezenas, fiéis em centena, rosário de contas pequenas
Nossa Senhora da Boa Morte, faça com que eu seja forte.
João Mendes, Patriarca, prostitutas e barracas
Ciganas, cartomantes, mães-de-santo e quiromantes
Pastores ensandecidos pregando a desgraça na praça
Será minha fé tão verdadeira quanto estas igrejas com cadeiras de praia?
Hare-krishnas nas ruas confusas, freiras tímidas louvando reclusas
Todo mundo tem razão, todos têm a explicação
Odeio cheiro de incenso, tudo isto é contra-senso
Caboclos, guias, psicografia – quero apenas ver à luz do dia!
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segunda-feira, novembro 23, 2009
Bresser Fest, o Set List

O Túnel
Regresso pro Futuro
Infinito
Via Crúcis
Antes de Partir
Today
Perdi Minha Vez
Acontece
Cartas Marcadas
Dia Anterior
Sing/Garoto de Aluguel
I Wanna Be Charlie Sheen
Olhos de Cão Azul
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quarta-feira, novembro 04, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
1.a Bresser Fest
IMPERDÍVEL - republicando
Quem quiser, eu tenho ingressos pra vender, por R$12. Na hora vai estar mais caro, não sabemos ainda quanto
Quem quiser, eu tenho ingressos pra vender, por R$12. Na hora vai estar mais caro, não sabemos ainda quanto
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quarta-feira, setembro 09, 2009
É Porque a Gente Toca, a Gente Bebe e a Gente Se Diverte
Eu comecei a tocar baixo com 20 anos, de uma maneira oposta à grande maioria. Meus amigos tinham uma banda, falaram pra eu comprar um baixo e aprender a tocar, pra tocar com eles. Comprei, aprendi aos trancos e barrancos e logo estávamos fazendo shows. Claro, é pra ser considerado que os outros três tocavam muito bem.
Neste tempo toquei em três bandas e diversas formações diferentes. Toquei com cinco bateristas, cinco guitarristas, três vocalistas e dois tecladistas. Toquei também com amigos e com caras que eram apenas colegas de banda, toquei em formações divertidas e outras apenas suportáveis, mas é preciso constatar que nunca toquei num ambiente tão gostoso e agradável como essa formação do Bresser.
Certo que o Fábio e a Dany já falaram sobre isso, mas eu também preciso dar a minha opinião. E que não difere da deles. Chegamos num ponto em que quase nenhuma banda consegue chegar, e já convivi com muitas, posso falar com propriedade isso. Dentro do estúdio as músicas fluem, as composições tomam forma, o que já existia é aprimorado e o que não existia é criado. Mas não é só isso.
Neste tempo toquei em três bandas e diversas formações diferentes. Toquei com cinco bateristas, cinco guitarristas, três vocalistas e dois tecladistas. Toquei também com amigos e com caras que eram apenas colegas de banda, toquei em formações divertidas e outras apenas suportáveis, mas é preciso constatar que nunca toquei num ambiente tão gostoso e agradável como essa formação do Bresser.
Certo que o Fábio e a Dany já falaram sobre isso, mas eu também preciso dar a minha opinião. E que não difere da deles. Chegamos num ponto em que quase nenhuma banda consegue chegar, e já convivi com muitas, posso falar com propriedade isso. Dentro do estúdio as músicas fluem, as composições tomam forma, o que já existia é aprimorado e o que não existia é criado. Mas não é só isso.
Eu costumo falar para eles que os nossos ensaios são, para mim, a mais barata e eficaz terapia que existe. Porque mais do que colegas de banda, viramos amigos, e mais do que amigos, viramos irmãos. E pela graça de Deus fazemos parte de uma família que cresce a cada dia pois temos a sorte de estarmos cercados de pessoas incríveis, que nos visitam, nos conhecem e passam a frequentar nossos ensaios, nossos shows, nossas Bressers Nights. E cada um traz uma coisinha nova e de boa pra gente.
Hoje o Bresser é uma família de quatro irmãos, duas cunhadas, uma pessoa que a gente não tem palavras para descrever e um monte de primos. E que, quando a família se reúne, sai de baixo!!!
Então, falo em nome dos outros três para agradecer todos que hoje fazem parte desta família Bresser, os que nos viram crescer ou os que nos conheceram agora, não tem problema, nós amamos todos vocês.
Obrigado Carol, Mariana, Kilt, Dayana, Luciana, Angélica, Paulo, Larissa, Ju D'Orácio, Ader e Ju, Dany, Regiane, Alê, Lara, Du, Renata, Roger e Sá, Fábio e Érica, Carol e Manu, Carla, Sarah, Re Prazeres, e quem mais eu possa ter esquecido. E que essa família aumente, pois nos nossos corações e nas mesas de boteco cabem muito mais.
Valeu, porque aqui é Bresser, porra!!!
quinta-feira, maio 21, 2009
Terapia
2 horas de ensaio = R$ 11,00
4 latinhas de cerveja = R$ 10,00
1 passagem de metrô = R$ 2,55
Voltar pra casa com 100kg a menos das costas = não tem preço
Há coisas que o dinheiro não compra, e apesar do mastercard não querer me dar um cartão, eu toco no Bresser, então eles que se fodam!
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segunda-feira, março 09, 2009
Curtas
- acabei não assistindo ao Watchaman
- festa de aniversário na sinuca, com poucas pessoas, mas apenas as especiais. Adorei.
- a gente nem marcar horário em estúdio consegue. A gente erra de uma vez só horário e endereço.
- #derbybresser: 26 garrafas de cerveja, amendoim, pizza, caminhada noturna atrás de cerveja, baratas do cemitério desviando da gente e muita, mas muita besteira.
- impedido de dormir a noite.
- novidades muito boas muito próximas.
- ingresso do Radiohead enfim em mãos.
- muita vontade de ir ao Kiss.
- gordo filho da puta.
- festa de aniversário na sinuca, com poucas pessoas, mas apenas as especiais. Adorei.
- a gente nem marcar horário em estúdio consegue. A gente erra de uma vez só horário e endereço.
- #derbybresser: 26 garrafas de cerveja, amendoim, pizza, caminhada noturna atrás de cerveja, baratas do cemitério desviando da gente e muita, mas muita besteira.
- impedido de dormir a noite.
- novidades muito boas muito próximas.
- ingresso do Radiohead enfim em mãos.
- muita vontade de ir ao Kiss.
- gordo filho da puta.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Funhouse

Finalmente eu consegui sentar um pouco e posso escrever sobre o show de sábado na Funhouse. Obviamente que não vou me meter a besta de fazer uma resenha, seria egocentrismo demais, mas que foi uma experiência incrível, isso foi.
Primeiro que é sempre bom fazer um show numa casa com uma estrutura bacana e para um público não composto apenas por convidados da banda. Claro que não dá para esperar uma acolhida calorosa, mas mostrar o trabalho pras pessoas faz parte do que desejamos.
Depois, que o simples fato de tocar é do caralho! Vai dando entrosamento pra banda, o pré show é uma coisa muito legal e, meu, tocar é do caralho!
Finalmente, a Funhouse é um lugar com história, foi a primeira casa da cena que eu fui, lá pelos longínquos 2002, quando eu comecei a ir para São Paulo, numa epopeia que incluía sair de SBO nas tardes de sábado, ficar na noite até abrir o metrô e pegar o primeiro ônibus do domingo de volta para casa. Exatamente por isso, estar naquele palco teve um gostinho especial para mim.
Foi um sábado muito feliz e agradeço a todos que lá estiveram!
Primeiro que é sempre bom fazer um show numa casa com uma estrutura bacana e para um público não composto apenas por convidados da banda. Claro que não dá para esperar uma acolhida calorosa, mas mostrar o trabalho pras pessoas faz parte do que desejamos.
Depois, que o simples fato de tocar é do caralho! Vai dando entrosamento pra banda, o pré show é uma coisa muito legal e, meu, tocar é do caralho!
Finalmente, a Funhouse é um lugar com história, foi a primeira casa da cena que eu fui, lá pelos longínquos 2002, quando eu comecei a ir para São Paulo, numa epopeia que incluía sair de SBO nas tardes de sábado, ficar na noite até abrir o metrô e pegar o primeiro ônibus do domingo de volta para casa. Exatamente por isso, estar naquele palco teve um gostinho especial para mim.
Foi um sábado muito feliz e agradeço a todos que lá estiveram!
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quarta-feira, outubro 08, 2008
VMB 2009
Porque adaptar (plagiar?) com estilo é uma arte
VMB 2008: A melhor festa do ano (para variar)
por Felipe Machado, Seção: Baladas s 13:24:57.
Como sempre, o Video Music Brasil da MTV foi a melhor festa do ano. Eu divido o ano, inclusive, em duas partes: antes do VMB e depois do VMB. Como a festa acontece sempre nessa época (mais ou menos), dá para dizer que a festa marca o início... do fim do ano. É isso aí: eu já estou pensando em 2009.
Antes de falar da festa, no entanto, vamos falar da premiação. E isso também foi como sempre: um pouco longa, mas com uma produção incrível, momentos divertidos, alguns micos.
O apresentador Marcos Mion, por exemplo, foi muito bem. É claro que o egocentrismo dele irrita um pouco, principalmente pela necessidade de tirar a camisa e mostrar que está fortão, etc. Mas acho que ele está mais na boa, perdeu um pouco aquele jeito adolescente/trash que ele tinha há alguns anos. Hoje, ele parece ser um cara engraçado e inteligente. Não sei se foi porque Daniela Cicarelli era muito ruim (só valia a pena para quem assistisse o programa sem som, porque, convenhamos, ela é muito linda), mas Mion tem o ritmo perfeito para o VMB: é divertido, ágil, tem boas sacadas. É engraçado perceber isso, mas em um país com tradição forte em TV como o Brasil, parece que ainda falta gente com aptidão para o papel de Mestre de Cerimônias, principalmente em um evento jovem e descolado como o VMB. Talvez o Marcelo Adnet, que também foi muito bem ontem, possa ser uma aposta para o ano que vem. Ele foi muito engraçado, principalmente nas imitações - Dinho Ouro Preto, por exemplo, ficou igualzinho.
Uma coisa que eu acho ridícula nas bandas que ganham o VMB: ninguém fala nada com nada na hora que sobe no palco. Os indicados poderiam pelo menos pensar num textinho para o caso de ganharem. Não precisa ser uma lista do Oscar, mas pelo menos alguma coisa que fuja do 'Porraaaaaaaa', 'Demaaaaaais', 'Aêêêê', 'Valeeeeeeuuuu' e coisas do tipo. Alguém ainda acha que falar palavrão na TV ao vivo é símbolo de subversão? É burrice e só. Não precisa declarar a teoria da relatividade, mas pelo menos alguém podia subir no palco e dizer alguma coisa interessante. Seria inédito.
A premiação do VMB também marcou a estréia da banda Nove Mil Anjos. Eles se acham uma 'superbanda', mas estão longe disso. No máximo eles são uma superbanda teen, mas acho que nem isso. Para quem não sabe, NMA é a banda do Junior-da-Sandy-&-Junior, também conhecido como Junior Lima. A banda tem, sim, bons músicos: Junior é um bom baterista, Champignon (ex-Charlie Brown) é um bom baixista, Peu (ex-Pitty) é um bom guitarrista. O vocal é um cara desconhecido, o nome dele é Péricles/Perí. Mas acho que sobrou um pouco de atitude e faltou som na apresentação de ontem. Os caras estavam tão ansiosos que passaram a música inteira pulando de um lado para o outro; isso é legal para agitar o público, mas fica meio 'over' quando ninguém conhece a música ou a banda. O som deles é uma mistura de Red Hot Chili Peppers com Velvet Revolver; um hard rock com pegada anos 70 e um pouco de groove. Parece bom no papel, não? Mas 'Chuva Agora' podia ter um refrão mais forte, uma linha vocal mais definida... é o tipo de 'somzera' meio indefinida que quando acaba você nem se lembra de como era a música. Mas desejo boa sorte a eles, se tiverem humildade e deixarem de achar que são uma 'superbanda', pode ser que apresentem coisas interessantes no futuro próximo. Músicos para isso a banda tem.
Rapidinhas: O Ben Harper tocou duas músicas, uma com Vanessa da Mata. O cara estava tão em casa que não duvido que ele mude para o Brasil num futuro próximo; O NXZero, que ganhou quase tudo, é um fenômeno entre as teens; a melhor banda estrangeira foi o Paramore, banda que eu nunca nem tinha ouvido falar; os baianos do Cascadura têm uma das melhores bandas de rock do País; a categoria 'banda dos sonhos', com músicos escolhidos pelos artistas presentes, teve o Chimbinha do Calypso na guitarra - ele toca bem, mas daí a ser a banda dos sonhos... de quem, cara pálida? Entre os indicados, o Lúcio Maia (Nação Zumbi) era o melhor; a Mallu Magalhães é legalzinha - quando ela aprender a tocar violão vai ser muito melhor.
Mico da noite: o Bloc Party, uma das bandas inglesas mais hypadas da atualidade, era uma das minhas favoritas até fazer uma palhaçada na noite de ontem. O caras dublaram, dá para acreditar? Playback na cara dura. Estavam os quatro músicos no palco, um superequipamento; luzes incríveis; um repertório bem legal... e como se não bastasse uma, os caras dublam duas músicas! Foi inacreditável, muito decepcionante. Foram vaiados, merecidamente. E o Mion fez a sua melhor participação da noite: "Quem sabe faz ao vivo..." Foi aplaudido, merecidamente.
Agora vamos falar sobre a festa... foi incrível. Este ano o evento foi na Pacha, na Zona Oeste, e mais uma vez teve a produção do Lallo Amaral - esse cara sabe fazer uma festa. Quem sabe eu o convido para fazer minha festa de aniversário de 40, daqui a dois anos. (até parece que eu tenho esse cacife).
Podem falar o que quiser, mas festa boa é festa com mulher bonita. E isso não faltou ontem: faz tempo que eu não vejo uma festa com tanta mulher bonita. Pena que isso é tudo o que eu posso falar sobre a festa.
Abaixo, os vencedores do VMB 2008
CLIPE DO ANO - PELA ÚLTIMA VEZ (NXZero)
WEBHIT -A DANÇA DO QUADRADO
SHOW DO ANO - PITTY
ARTISTA INTERNACIONAL - PARAMORE
APOSTA MTV - GAROTAS SUECAS
HIT DO ANO - PELA ÚLTIMA VEZ NXZero
VC FEZ - FÁBIO VIANA
REVELAÇÃO - STRIKE
ARTISTA DO ANO - NXZero
Então vem...
VMB 2009: A melhor festa do ano (para variar de novo)
por Felipe Machado, Seção: Baladas s 13:24:57.
Como sempre, o Video Music Brasil da MTV foi a melhor festa do ano. Eu divido o ano, inclusive, em duas partes: antes do VMB e depois do VMB. Como a festa acontece sempre nessa época (mais ou menos), dá para dizer que a festa marca o início... do fim do ano. É isso aí: eu já estou pensando em 2010.
Antes de falar da festa, no entanto, vamos falar da premiação. E isso também foi como sempre: um pouco longa, mas com uma produção incrível, momentos divertidos, alguns micos.
O apresentador Marcos Mion, por exemplo, foi muito bem. É claro que o egocentrismo dele irrita um pouco, principalmente pela necessidade de tirar a camisa e mostrar que está fortão, etc. Mas acho que ele está mais na boa, perdeu um pouco aquele jeito adolescente/trash que ele tinha há alguns anos. Hoje, ele parece ser um cara engraçado e inteligente. Não sei se foi porque Daniela Cicarelli era muito ruim (só valia a pena para quem assistisse o programa sem som, porque, convenhamos, ela é muito linda), mas Mion tem o ritmo perfeito para o VMB: é divertido, ágil, tem boas sacadas. É engraçado perceber isso, mas em um país com tradição forte em TV como o Brasil, parece que ainda falta gente com aptidão para o papel de Mestre de Cerimônias, principalmente em um evento jovem e descolado como o VMB. Talvez o Marcelo Adnet, que também foi muito bem ontem, possa ser uma aposta para o ano que vem. Ele foi muito engraçado, principalmente nas imitações - Dinho Ouro Preto, por exemplo, ficou igualzinho.
Uma coisa que eu acho ridícula nas bandas que ganham o VMB: ninguém fala nada com nada na hora que sobe no palco. Os indicados poderiam pelo menos pensar num textinho para o caso de ganharem. Não precisa ser uma lista do Oscar, mas pelo menos alguma coisa que fuja do 'Porraaaaaaaa', 'Demaaaaaais', 'Aêêêê', 'Valeeeeeeuuuu' e coisas do tipo. Alguém ainda acha que falar palavrão na TV ao vivo é símbolo de subversão? É burrice e só. Não precisa declarar a teoria da relatividade, mas pelo menos alguém podia subir no palco e dizer alguma coisa interessante. Ainda bem que esse ano tivemos a grata novidade da banda Bresser, dando um novo alento à cena rock.
Falando neles, é nessas horas que você anima com a música novamente, quando percebe que nem tudo está perdido e que o rock não está restrito aos Fresnos e NXZeros da vida. Uma ótima banda, super entrosada, com melodias grudentas e letras muito acima da média. Se não são grandes músicos, compensam com a empolgação. Mereceram todos os prêmios e vêm muito mais por aí, podem apostar.
Rapidinhas: O Ben Harper tocou duas músicas, uma com o Ian McColloch e outra com o MC Serginho. O cara está em casa, fez bem em mudar para o Brasil ; O Bresser, que ganhou quase tudo, é um fenômeno entre as teens e as mais crescidinhas também, além de todos os que gostam da boa música; a melhor banda estrangeira foi o Emoboiola, banda que eu nunca nem tinha ouvido falar; os baianos do Cascadura têm uma das melhores bandas de rock do País; a categoria 'banda dos sonhos', com músicos escolhidos pelos artistas presentes, teve o Vanzo do Bresser na guitarra - ele toca bem, mas daí a ser a banda dos sonhos... Entre os indicados, o Lúcio Maia (Nação Zumbi) era o melhor; a Mallu Magalhães é legalzinha - quando ela aprender a tocar violão vai ser muito melhor.
Mico da noite: o Frolsdpkdfwsfs, mais uma dessas bandas suecas mais hypadas da atualidade, era uma das minhas favoritas até fazer uma palhaçada na noite de ontem. O caras dublaram, dá para acreditar? Playback na cara dura. Estavam os quatro músicos no palco, um superequipamento; luzes incríveis; um repertório bem legal... e como se não bastasse uma, os caras dublam duas músicas! Foi inacreditável, muito decepcionante. Foram vaiados, merecidamente. E o Mion fez a sua melhor participação da noite: "Quem sabe faz ao vivo..." Foi aplaudido, merecidamente.
Agora vamos falar sobre a festa... foi incrível. Este ano o evento foi na Pacha, na Zona Oeste, e mais uma vez teve a produção do Lallo Amaral - esse cara sabe fazer uma festa. Quem sabe eu o convido para fazer minha festa de aniversário de 40, daqui a um ano. (até parece que eu tenho esse cacife).
Podem falar o que quiser, mas festa boa é festa com mulher bonita. E isso não faltou ontem: faz tempo que eu não vejo uma festa com tanta mulher bonita. Pena que isso é tudo o que eu posso falar sobre a festa.
Abaixo, os vencedores do VMB 2009
CLIPE DO ANO - INFINITO - BRESSER
WEBHIT - A DANÇA DO DUNGA
SHOW DO ANO - BRESSER
ARTISTA INTERNACIONAL - EMOBOIOLA
APOSTA MTV - O ZÉ
HIT DO ANO - INFINITO - BRESSER
VC FEZ - O JOÃO
REVELAÇÃO - TONINHO DO DIABO
ARTISTA DO ANO - BRESSER
VMB 2008: A melhor festa do ano (para variar)
por Felipe Machado, Seção: Baladas s 13:24:57.
Como sempre, o Video Music Brasil da MTV foi a melhor festa do ano. Eu divido o ano, inclusive, em duas partes: antes do VMB e depois do VMB. Como a festa acontece sempre nessa época (mais ou menos), dá para dizer que a festa marca o início... do fim do ano. É isso aí: eu já estou pensando em 2009.
Antes de falar da festa, no entanto, vamos falar da premiação. E isso também foi como sempre: um pouco longa, mas com uma produção incrível, momentos divertidos, alguns micos.
O apresentador Marcos Mion, por exemplo, foi muito bem. É claro que o egocentrismo dele irrita um pouco, principalmente pela necessidade de tirar a camisa e mostrar que está fortão, etc. Mas acho que ele está mais na boa, perdeu um pouco aquele jeito adolescente/trash que ele tinha há alguns anos. Hoje, ele parece ser um cara engraçado e inteligente. Não sei se foi porque Daniela Cicarelli era muito ruim (só valia a pena para quem assistisse o programa sem som, porque, convenhamos, ela é muito linda), mas Mion tem o ritmo perfeito para o VMB: é divertido, ágil, tem boas sacadas. É engraçado perceber isso, mas em um país com tradição forte em TV como o Brasil, parece que ainda falta gente com aptidão para o papel de Mestre de Cerimônias, principalmente em um evento jovem e descolado como o VMB. Talvez o Marcelo Adnet, que também foi muito bem ontem, possa ser uma aposta para o ano que vem. Ele foi muito engraçado, principalmente nas imitações - Dinho Ouro Preto, por exemplo, ficou igualzinho.
Uma coisa que eu acho ridícula nas bandas que ganham o VMB: ninguém fala nada com nada na hora que sobe no palco. Os indicados poderiam pelo menos pensar num textinho para o caso de ganharem. Não precisa ser uma lista do Oscar, mas pelo menos alguma coisa que fuja do 'Porraaaaaaaa', 'Demaaaaaais', 'Aêêêê', 'Valeeeeeeuuuu' e coisas do tipo. Alguém ainda acha que falar palavrão na TV ao vivo é símbolo de subversão? É burrice e só. Não precisa declarar a teoria da relatividade, mas pelo menos alguém podia subir no palco e dizer alguma coisa interessante. Seria inédito.
A premiação do VMB também marcou a estréia da banda Nove Mil Anjos. Eles se acham uma 'superbanda', mas estão longe disso. No máximo eles são uma superbanda teen, mas acho que nem isso. Para quem não sabe, NMA é a banda do Junior-da-Sandy-&-Junior, também conhecido como Junior Lima. A banda tem, sim, bons músicos: Junior é um bom baterista, Champignon (ex-Charlie Brown) é um bom baixista, Peu (ex-Pitty) é um bom guitarrista. O vocal é um cara desconhecido, o nome dele é Péricles/Perí. Mas acho que sobrou um pouco de atitude e faltou som na apresentação de ontem. Os caras estavam tão ansiosos que passaram a música inteira pulando de um lado para o outro; isso é legal para agitar o público, mas fica meio 'over' quando ninguém conhece a música ou a banda. O som deles é uma mistura de Red Hot Chili Peppers com Velvet Revolver; um hard rock com pegada anos 70 e um pouco de groove. Parece bom no papel, não? Mas 'Chuva Agora' podia ter um refrão mais forte, uma linha vocal mais definida... é o tipo de 'somzera' meio indefinida que quando acaba você nem se lembra de como era a música. Mas desejo boa sorte a eles, se tiverem humildade e deixarem de achar que são uma 'superbanda', pode ser que apresentem coisas interessantes no futuro próximo. Músicos para isso a banda tem.
Rapidinhas: O Ben Harper tocou duas músicas, uma com Vanessa da Mata. O cara estava tão em casa que não duvido que ele mude para o Brasil num futuro próximo; O NXZero, que ganhou quase tudo, é um fenômeno entre as teens; a melhor banda estrangeira foi o Paramore, banda que eu nunca nem tinha ouvido falar; os baianos do Cascadura têm uma das melhores bandas de rock do País; a categoria 'banda dos sonhos', com músicos escolhidos pelos artistas presentes, teve o Chimbinha do Calypso na guitarra - ele toca bem, mas daí a ser a banda dos sonhos... de quem, cara pálida? Entre os indicados, o Lúcio Maia (Nação Zumbi) era o melhor; a Mallu Magalhães é legalzinha - quando ela aprender a tocar violão vai ser muito melhor.
Mico da noite: o Bloc Party, uma das bandas inglesas mais hypadas da atualidade, era uma das minhas favoritas até fazer uma palhaçada na noite de ontem. O caras dublaram, dá para acreditar? Playback na cara dura. Estavam os quatro músicos no palco, um superequipamento; luzes incríveis; um repertório bem legal... e como se não bastasse uma, os caras dublam duas músicas! Foi inacreditável, muito decepcionante. Foram vaiados, merecidamente. E o Mion fez a sua melhor participação da noite: "Quem sabe faz ao vivo..." Foi aplaudido, merecidamente.
Agora vamos falar sobre a festa... foi incrível. Este ano o evento foi na Pacha, na Zona Oeste, e mais uma vez teve a produção do Lallo Amaral - esse cara sabe fazer uma festa. Quem sabe eu o convido para fazer minha festa de aniversário de 40, daqui a dois anos. (até parece que eu tenho esse cacife).
Podem falar o que quiser, mas festa boa é festa com mulher bonita. E isso não faltou ontem: faz tempo que eu não vejo uma festa com tanta mulher bonita. Pena que isso é tudo o que eu posso falar sobre a festa.
Abaixo, os vencedores do VMB 2008
CLIPE DO ANO - PELA ÚLTIMA VEZ (NXZero)
WEBHIT -A DANÇA DO QUADRADO
SHOW DO ANO - PITTY
ARTISTA INTERNACIONAL - PARAMORE
APOSTA MTV - GAROTAS SUECAS
HIT DO ANO - PELA ÚLTIMA VEZ NXZero
VC FEZ - FÁBIO VIANA
REVELAÇÃO - STRIKE
ARTISTA DO ANO - NXZero
Então vem...
VMB 2009: A melhor festa do ano (para variar de novo)
por Felipe Machado, Seção: Baladas s 13:24:57.
Como sempre, o Video Music Brasil da MTV foi a melhor festa do ano. Eu divido o ano, inclusive, em duas partes: antes do VMB e depois do VMB. Como a festa acontece sempre nessa época (mais ou menos), dá para dizer que a festa marca o início... do fim do ano. É isso aí: eu já estou pensando em 2010.
Antes de falar da festa, no entanto, vamos falar da premiação. E isso também foi como sempre: um pouco longa, mas com uma produção incrível, momentos divertidos, alguns micos.
O apresentador Marcos Mion, por exemplo, foi muito bem. É claro que o egocentrismo dele irrita um pouco, principalmente pela necessidade de tirar a camisa e mostrar que está fortão, etc. Mas acho que ele está mais na boa, perdeu um pouco aquele jeito adolescente/trash que ele tinha há alguns anos. Hoje, ele parece ser um cara engraçado e inteligente. Não sei se foi porque Daniela Cicarelli era muito ruim (só valia a pena para quem assistisse o programa sem som, porque, convenhamos, ela é muito linda), mas Mion tem o ritmo perfeito para o VMB: é divertido, ágil, tem boas sacadas. É engraçado perceber isso, mas em um país com tradição forte em TV como o Brasil, parece que ainda falta gente com aptidão para o papel de Mestre de Cerimônias, principalmente em um evento jovem e descolado como o VMB. Talvez o Marcelo Adnet, que também foi muito bem ontem, possa ser uma aposta para o ano que vem. Ele foi muito engraçado, principalmente nas imitações - Dinho Ouro Preto, por exemplo, ficou igualzinho.
Uma coisa que eu acho ridícula nas bandas que ganham o VMB: ninguém fala nada com nada na hora que sobe no palco. Os indicados poderiam pelo menos pensar num textinho para o caso de ganharem. Não precisa ser uma lista do Oscar, mas pelo menos alguma coisa que fuja do 'Porraaaaaaaa', 'Demaaaaaais', 'Aêêêê', 'Valeeeeeeuuuu' e coisas do tipo. Alguém ainda acha que falar palavrão na TV ao vivo é símbolo de subversão? É burrice e só. Não precisa declarar a teoria da relatividade, mas pelo menos alguém podia subir no palco e dizer alguma coisa interessante. Ainda bem que esse ano tivemos a grata novidade da banda Bresser, dando um novo alento à cena rock.
Falando neles, é nessas horas que você anima com a música novamente, quando percebe que nem tudo está perdido e que o rock não está restrito aos Fresnos e NXZeros da vida. Uma ótima banda, super entrosada, com melodias grudentas e letras muito acima da média. Se não são grandes músicos, compensam com a empolgação. Mereceram todos os prêmios e vêm muito mais por aí, podem apostar.
Rapidinhas: O Ben Harper tocou duas músicas, uma com o Ian McColloch e outra com o MC Serginho. O cara está em casa, fez bem em mudar para o Brasil ; O Bresser, que ganhou quase tudo, é um fenômeno entre as teens e as mais crescidinhas também, além de todos os que gostam da boa música; a melhor banda estrangeira foi o Emoboiola, banda que eu nunca nem tinha ouvido falar; os baianos do Cascadura têm uma das melhores bandas de rock do País; a categoria 'banda dos sonhos', com músicos escolhidos pelos artistas presentes, teve o Vanzo do Bresser na guitarra - ele toca bem, mas daí a ser a banda dos sonhos... Entre os indicados, o Lúcio Maia (Nação Zumbi) era o melhor; a Mallu Magalhães é legalzinha - quando ela aprender a tocar violão vai ser muito melhor.
Mico da noite: o Frolsdpkdfwsfs, mais uma dessas bandas suecas mais hypadas da atualidade, era uma das minhas favoritas até fazer uma palhaçada na noite de ontem. O caras dublaram, dá para acreditar? Playback na cara dura. Estavam os quatro músicos no palco, um superequipamento; luzes incríveis; um repertório bem legal... e como se não bastasse uma, os caras dublam duas músicas! Foi inacreditável, muito decepcionante. Foram vaiados, merecidamente. E o Mion fez a sua melhor participação da noite: "Quem sabe faz ao vivo..." Foi aplaudido, merecidamente.
Agora vamos falar sobre a festa... foi incrível. Este ano o evento foi na Pacha, na Zona Oeste, e mais uma vez teve a produção do Lallo Amaral - esse cara sabe fazer uma festa. Quem sabe eu o convido para fazer minha festa de aniversário de 40, daqui a um ano. (até parece que eu tenho esse cacife).
Podem falar o que quiser, mas festa boa é festa com mulher bonita. E isso não faltou ontem: faz tempo que eu não vejo uma festa com tanta mulher bonita. Pena que isso é tudo o que eu posso falar sobre a festa.
Abaixo, os vencedores do VMB 2009
CLIPE DO ANO - INFINITO - BRESSER
WEBHIT - A DANÇA DO DUNGA
SHOW DO ANO - BRESSER
ARTISTA INTERNACIONAL - EMOBOIOLA
APOSTA MTV - O ZÉ
HIT DO ANO - INFINITO - BRESSER
VC FEZ - O JOÃO
REVELAÇÃO - TONINHO DO DIABO
ARTISTA DO ANO - BRESSER
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segunda-feira, outubro 06, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
Fim de Semana Cheio
Sobre esse final de semana, eu poderia dizer muitas coisas, pois muitas foram as que aconteceram.
Poderia iniciar com a sexta, com uma dupla sessão de cinema, que abriu com o perturbador Ensaio Sobre a Cegueira (eu PRECISO ler o livro) e fechou com o curta Dossiê Rê Bordosa (hilário).
No sábado, pude comparecer ao evento capitaneado pelo Randall e que, apesar de atrasado, pude rever amigos queridos que são encontrados em raros momentos.
Passado algumas horas, poderia também gastar linhas e linhas para comentar sobre o show do Bresser no Sattva, o primeiro depois de um ano e o primeiro com o Mariel na bateria, e discorrer sobre o quão legal foi encontrar muitas pessoas amigas dentre o público que lotou (sim, lotou) o local, que elas gostaram do nosso show em nosso novo formato alegrinho, que o álcool foi responsável por momentos bizarros como a dança do quadrado e um blackout mental total a partir da antepenúltima canção.
Poderia então falar sobre o domingo passado em casa, convivendo com uma ressaca menor que a esperada, mas suficiente para me derrubar e me fazer sentir quebrado até agora.
Passaria então pela excelente vitória do Verdão contra um adversário direto em pleno Mineirão, nos colocando no rumo certo ao título brasileiro e terminaria com a notícia que eu vou ao show do REM.
Mas na verdade eu poderia resumir dizendo que em todos estes momentos eu tive a companhia da mais incrível pessoa que eu poderia ter conhecido, uma pessoa que está sempre ao meu lado, me acompanhando, me amparando, me apoiando e, principalmente, me amando. E que, para ela, eu invadiria o palco do REM para pedir que eles tocassem At My Most Beautiful, só para ver o sorriso que iria se abrir no seu rosto, e guardaria esse sorriso para sempre comigo.
Poderia iniciar com a sexta, com uma dupla sessão de cinema, que abriu com o perturbador Ensaio Sobre a Cegueira (eu PRECISO ler o livro) e fechou com o curta Dossiê Rê Bordosa (hilário).
No sábado, pude comparecer ao evento capitaneado pelo Randall e que, apesar de atrasado, pude rever amigos queridos que são encontrados em raros momentos.
Passado algumas horas, poderia também gastar linhas e linhas para comentar sobre o show do Bresser no Sattva, o primeiro depois de um ano e o primeiro com o Mariel na bateria, e discorrer sobre o quão legal foi encontrar muitas pessoas amigas dentre o público que lotou (sim, lotou) o local, que elas gostaram do nosso show em nosso novo formato alegrinho, que o álcool foi responsável por momentos bizarros como a dança do quadrado e um blackout mental total a partir da antepenúltima canção.
Poderia então falar sobre o domingo passado em casa, convivendo com uma ressaca menor que a esperada, mas suficiente para me derrubar e me fazer sentir quebrado até agora.
Passaria então pela excelente vitória do Verdão contra um adversário direto em pleno Mineirão, nos colocando no rumo certo ao título brasileiro e terminaria com a notícia que eu vou ao show do REM.
Mas na verdade eu poderia resumir dizendo que em todos estes momentos eu tive a companhia da mais incrível pessoa que eu poderia ter conhecido, uma pessoa que está sempre ao meu lado, me acompanhando, me amparando, me apoiando e, principalmente, me amando. E que, para ela, eu invadiria o palco do REM para pedir que eles tocassem At My Most Beautiful, só para ver o sorriso que iria se abrir no seu rosto, e guardaria esse sorriso para sempre comigo.
segunda-feira, agosto 25, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
Tente Outra Vez
O que é uma banda senão uma desculpa socialmente aceitável para se tomar cerveja num domingo às 10 da manhã, antes mesmo do café da manhã?
Eu “aprendi” – porque na verdade eu não aprendi até hoje – a tocar baixo por volta dos meus 20 anos, quando eu ia à casa do Ricardo e ficava vendo os caras tocarem e pagando pau, até que, um dia eu fui falar com o Fabrício, que tocava baixo pra caralho antes de começar com frescura e parar de tocar e pedi para ele me ajudar a comprar um baixo e me dar uns toques. E sim, um dos motivos para eu escolher o instrumento é que parecia o mais fácil de todos.
Nestes mais de 10 anos eu já toquei, parei, voltei a tocar, voltei a parar e “re- voltei” a tocar, estou na minha terceira banda e adoro o meu instrumento, não me vejo tocando guitarra nem a pau, é muito sem glamour, o baixo tem muito mais pegada, swing, ritmo que qualquer outro instrumento, tanto que se um gênio aparecesse para mim e falasse que eu poderia escolher a aprender a tocar qualquer instrumento, eu com certeza pediria pra aprender tocar baixo de verdade. E pra ser sincero, acho que foi a única coisa que eu conquistei por pura persistência, pois não tenho dom nenhum para a música, mas um dia cismei que queria tocar e cá estou eu.
Mas nesse fingimento, esse humilde “wannabe bass player” vai levando as coisas, tocando reto, com poucas firulas – principalmente porque até hoje eu não aprendi as escalas – e atravessando o bumbo de vez em quando. Tanto que, pela primeira vez, de um ano para cá, estou com uma banda que compõe músicas e quer tocar em algum lugar pra alguém ouvir, mesmo que isso signifique queimar o filme.
Até porque queimar o filme é algo que a gente não se preocupa, afinal que banda que consegue beber até cair no meio de um ensaio-balada, contar piada pra preencher o tempo do show, dar showzinho depois de um show com evasão escolar, tocar com um cone na bateria, ir atrapalhar o ensaio das outras bandas e ainda gravar uma demo?
Daí vem neguinho e pensa: “meu, os caras devem ser foda, pra comporem em escala industrial e essas coisas”. Mal sabem que é mais fácil compor, porque daí ninguém tem como dizer que estamos tocando errado nem estragando as músicas dos outros.
E domingo sim, domingo não, estamos lá no Mad pra nossa sessão terapêutica quinzenal, tomando nosso suquinho e rindo sem parar. Claro, se pintar um show nesse meio tempo, melhor, desde que tenha cerveja na faixa e ninguém jogue tomate na gente.
Eu “aprendi” – porque na verdade eu não aprendi até hoje – a tocar baixo por volta dos meus 20 anos, quando eu ia à casa do Ricardo e ficava vendo os caras tocarem e pagando pau, até que, um dia eu fui falar com o Fabrício, que tocava baixo pra caralho antes de começar com frescura e parar de tocar e pedi para ele me ajudar a comprar um baixo e me dar uns toques. E sim, um dos motivos para eu escolher o instrumento é que parecia o mais fácil de todos.
Nestes mais de 10 anos eu já toquei, parei, voltei a tocar, voltei a parar e “re- voltei” a tocar, estou na minha terceira banda e adoro o meu instrumento, não me vejo tocando guitarra nem a pau, é muito sem glamour, o baixo tem muito mais pegada, swing, ritmo que qualquer outro instrumento, tanto que se um gênio aparecesse para mim e falasse que eu poderia escolher a aprender a tocar qualquer instrumento, eu com certeza pediria pra aprender tocar baixo de verdade. E pra ser sincero, acho que foi a única coisa que eu conquistei por pura persistência, pois não tenho dom nenhum para a música, mas um dia cismei que queria tocar e cá estou eu.
Mas nesse fingimento, esse humilde “wannabe bass player” vai levando as coisas, tocando reto, com poucas firulas – principalmente porque até hoje eu não aprendi as escalas – e atravessando o bumbo de vez em quando. Tanto que, pela primeira vez, de um ano para cá, estou com uma banda que compõe músicas e quer tocar em algum lugar pra alguém ouvir, mesmo que isso signifique queimar o filme.
Até porque queimar o filme é algo que a gente não se preocupa, afinal que banda que consegue beber até cair no meio de um ensaio-balada, contar piada pra preencher o tempo do show, dar showzinho depois de um show com evasão escolar, tocar com um cone na bateria, ir atrapalhar o ensaio das outras bandas e ainda gravar uma demo?
Daí vem neguinho e pensa: “meu, os caras devem ser foda, pra comporem em escala industrial e essas coisas”. Mal sabem que é mais fácil compor, porque daí ninguém tem como dizer que estamos tocando errado nem estragando as músicas dos outros.
E domingo sim, domingo não, estamos lá no Mad pra nossa sessão terapêutica quinzenal, tomando nosso suquinho e rindo sem parar. Claro, se pintar um show nesse meio tempo, melhor, desde que tenha cerveja na faixa e ninguém jogue tomate na gente.
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