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sexta-feira, dezembro 31, 2010

Someday I will walk away and say, “You disappoint me"

Nem tudo são flores. E 2010 trouxeram algumas decepções, e é sobre elas que nós vamos falar aqui. Mas primeiro, é preciso deixar bem claro que está não é uma lista de piores do ano, mas sim de desapontamentos, algo que você espera muito e, ao final, fica um gostinho amargo da decepção.

Álbum

Tivemos muita coisa ruim este ano, mas muita mesmo, mas a maior decepção do ano veio justamente daquela que é, para mim, a maior de todas: Sheryl Crow. Não é segredo para ninguém que eu a adoro, tenho todos os seus álbuns, mais uma porrada de bootlegs e singles, além de DVDs e MP3s, desta forma qualquer lançamento dela é, para mim, uma alegria. Porém, o 100 Miles From Memphis foi decepcionante. De longe, o pior álbum dela, com umas influências bizarras que eu nem sei definir e uma cover irritante do Jackson Five. É tão ruim que eu ainda nem tive coragem de comprar o original pra coleção.



Filme

Esta é uma escolha complicada, pois eu não vi muitos filmes este ano e, os que eu vi, a grande maioria eu gostei. Os filmes que eu nutria alguma expectativa, eu gostei, como Zumbilândia, Machete, Príncipe da Pérsia e Nosso Lar, então, partindo por essa linha de pensamento, o que me decepcionou um pouco foi o Scott Pilgrim. Certo, não foi um mega desapontamento como foi o Indiana Jones e a Caveira de Cristal, mas acho que ficou faltando algo.



Série

Outra complicada, pois eu não experimentei muitas sérias novas este ano, já que estou acompanhando um monte, mas acho que o nível de desapontamento pode ser medido pelo fato dos episódios de uma série estarem baixados no seu computador, mas você sempre arrumar uma desculpa para não assisti-los, sempre baixando uma nova. E neste ponto eu escolheria a Life Unexpected. Ela começou muito boa mas, principalmente na segunda temporada, deu uma declinada, apelando demais no melodrama e se tornando cansativa.



Show

Este é fácil, num ano de muitos e bons shows, o troféu só pode ir para o senhor Axl Rose e sua banda cover do Guns n Roses. Sejamos honestos, se você vai a um show do Guns o que você espera? Os clássicos! Pena que não é isso que a diva obesa pensa, pois deve achar que todo mundo ama o Chinese Democracy, ao ponto de tocarem todas as músicas no show. Além disso, seu estado físico está lastimável, não conseguindo emendar duas músicas na sequência e sua voz já era. Papelão.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

You Wanted The Best, You Got The Best

E 2010 acabou. Todo final de ano eu faço uma listinha dos melhores do ano e tal, e este ano não poderia faltar né? O ano foi cheio de altos e baixos, com coisas muito boas e outras bem ruins, decepcionantes até, mas desta vez eu resolvi escolher apenas os melhores do ano, nada de primeiro, segundo, terceiro e décimo quinto colocados. Algo assim como: "E a Espanha na Copa do Mundo deste ano foi:"

Melhor Álbum


Até que tivemos alguns bons álbuns em 2010, como o do Bret Michaels (Custom Built), os homônimos do Stone Temple Pilot e do Slash e o da Charlotte Gainsbourg (IRM), mas o melhor de todos, fácil, foi o "All in Good Time" do Barenaked Ladies, o que não deixou de ser uma surpresa, pois eu não sabia o que esperar após a saída do Steven Page. Certo, o álbum perdeu um pouco da alegria dos anteriores, mas foi praticamente perfeito, mostrando uma melancolia que eu não sabia que eles tinham, mas sem perder o estilo.



Ps: antes que alguém me pergunte, não, eu não esqueci do Arcade Fire, eu simplesmente não achei nada do que o povo está dizendo dele.

Melhor Canção

E não é que neste ano tivemos uma dobradinha? Além de melhor álbum, o Barenaked Ladies levou o prêmio de melhor canção, com a sensacional, maravilhosa e triste "You Run Away". E olha, só não leva como melhor canção da década porque existe "The Scientist".



Merecem menções honrosas as do Bret Michaels e Miley Cyrus (Nothing to Lose), Bush (Afterlife), Charlotte Gainsbourg e Beck (Heaven Can Wait), Scorpions (The Best Is Yet To Come), She & Him (In the Sun) e STP (Cinnamon).

Melhor Filme


No ano dos filmes nerds e geeks (os videogames cinematograficos de Scott Pilgrim e Príncipe da Persia, o violento Kick-Ass e o sério Redes Sociais), não tem como não premiar um. E portanto o melhor do ano é Zumbilândia. Praticamente tudo que você espera de um filme, você encontra: premissa interessante, bons atores, ótimas tiradas, trilha sonora boa e muitas risadas. Tá, vão me dizer que faltou roteiro mas, me respondam, desde quando filme de zumbi tem roteiro?! Ok, Extermínio tinha, mas é uma exceção (e um ótimo filme).



Melhor Série


Poucas séries foram lançadas este ano e eu acompanhei, a maioria foram as antigas que eu já assistia e, destas a temporada que mais me marcou foi a do Dexter. As quarta (que só vi este ano) e a quinta foram algo de tirar o fôlego. Sensacionais e esperando pela próxima temporada já.



Melhor Show

No ano que um ex-Beatle toca no Brasil um repertório de 3 horas, que o mesmo considera este show o melhor do ano e um dos melhores da carreira (e que eu estava lá), pode parecer impossível um outro show ser escolhido o melhor do ano, certo? Errada. Apesar do show ter sido ótimo, o melhor do ano aconteceu alguns dias depois, no Via Funchal lotado, com uma banda piromaníaca que canta em alemão. Sobre o show do Rammstein, só há uma coisa a ser dito: O que foi aquilo?

segunda-feira, outubro 25, 2010

Nunca Cometam o Pecado de Trocar Nosso Time

Parece que eu sou meio monotemático, mas não é bem assim. Cá vou eu falar de duas coisas que eu falei recentemente aqui: Futebol e o tal do livro Comer Rezar e Amar, mas num contexto diferente do habitual.

Certo, além disto não é exatamente sobre o livro, mas sim sobre o filme (que eu não assisti) e futebol não é sobre o Palmeiras (se fosse seria no outro blog), apesar de eu citá-lo como exemplo pessoal.

No pouco que li do livro tem uma parte que a protagonista vai ao Estádio Olímpico de Roma com um amigo assistir um jogo da Lazio, e que este amigo era um tifosi fanático. Bem, então o livro virou filme e, na hora de retratar esta parte da história um (desculpe o termo) imbecil decidiu que eles iriam assistir um jogo da... Roma!

Está certo que norte-americano não entende nada de futebol, mas eles entendem de esportes e sabem que tal pecado não deve ser cometido jamais, trocar o time de um homem! Ainda mais em se tratando de Lazio e Roma que, para quem não sabe, é uma das rivalidades mais brutais e selvagens do mundo. Para terem idéia é como fazessem um filme da minha vida e colocassem meu protagonista torcendo para os Gambás ou para os Bambis. Inadmissível, imperdoável.

Confesso que não estava afim de ver o filme, mas esta informação me deixou completamente brochado. Soa muito mais do que uma simples desinformação, e sim como uma ofensa! Caro Spaghetti, eu compartilho da tua dor e apoio a sua revolta!

quinta-feira, setembro 16, 2010

Livros Para Meninas e Para Meninos

Eu queria a um tempo ler o "Beber, Jogar, F@#er" do Bob Sullivan, mas me disseram que para entendê-lo eu precisava primeiro ler o "Comer, Rezar, Amar". Certo, lá fui eu tentar ler um livro de menininha e best-seller, coisas que definitivamente não me dão tesão nenhum, mas paciência. Li um pouco, aos trancos e barrancos, caindo no sono sempre depois de meia dúzia de páginas, e na metade do primeiro arco (são três), eu desisti. Desisti e resolvi começar a ser o outro.

Realmente admito que ler pelo menos a introdução daquele livro ajudou a entender melhor a 'piada'. Fica claro desde o começo que é uma sátira deslavada, ácida e até certo ponto machista do original, mas o que é válido, pois ele era muito menininha e fofinho, de uma forma que a vida real e as mulheres reais não são (ok, até onde eu li), além do que, se elas podem ser as mocinhas e nós os vilões em um livro, porque o contrário não pode acontecer em outro?

Não é questão de contar ou não o(s) livro(s) e sim de constatar que, no meio de muitos nichos, ainda existem estes, um para mulheres e outros para homens, onde a escrita, o direcionamento e até as piadas são direcionadas para um dos gêneros. E não há nada de errado nisto, errado é achar que isto é sexismo, misoginia, preconceito. Sem hipocrisia, as mulheres precisam do romance e dos contos de fada e os homens da putaria e o humor escrachado, pelo simples fato de que isto é legal, a gente gosta e ponto, não precisam de explicações científicas nem psicológicas.

Por um tempo o politicamente correto e o patrulhamento tentaram matar isso. A mulher tinha que ser forte como o homem e o homem tinha que ser sensível como a mulher, qualquer coisa que saísse desta linha era sinal de fraqueza. Mas sabe qual é a graça de existirem homens e mulheres? É que eles são diferentes, graças a Deus. E antes que comecem o patrulhamento contra homofobia, uma coisa não tem nada a ver com a outra, muitos podem não concordar comigo, mas e daí? Esta é a beleza da dialética e das discussões de mesas de bar, a diferença de opinião.

Mas voltando ao foco da conversa, parece que isto está se aliviando, e finalmente se tocaram que uma mulher não é menos forte ou menos profissionalmente sucedida se ela gosta de um filme ou livro de romance água com açúcar e sonha com o príncipe encatado e um homem não é um troglodita ignorante e espancador de mulheres se ele assiste um filme do estilo "Se Beber Não Case" ou ri de uma piada machista. Deixem o mundo em paz com as suas diferenças, pois isto é que faz dele divertido e interessante.

segunda-feira, julho 05, 2010

Um Contador de Histórias

Vendo ontem um filme bobo, daquelas comédias com cara de domingo, onde você não quer pensar, me vi pensando. O fato é que eu acabo me vendo pensando em praticamente todos os filmes e seriados que assisto, livros e quadrinhos que leio, propagandas de carros nas revistas que vejo.

Na verdade, tudo que que é escrito é feito para nos fazer pensar, mesmo que de uma forma inconsciente. Um filme não precisa ser sério, denso, para nos levar a refletir algo, mesmo na simplicidade a mensagem pode, e deve, ser transmitida. E quando falo de filme, é porque foi o que me fez pensar, mas vale para qualquer mídia que dependa da criatividade de alguém para criar algo.

As vezes me pego pensando, qual é a utilidade para a sociedade de alguém que escreve. Não salva vidas, não alimenta, não esquenta, não protege das intempéries da natureza, não cura, não transporta, não alivia a dor. É, teoricamente, uma coisa da qual podemos viver sem.

Teoricamente, pois graças a Deus não é assim que funciona. A vida é muito mais do que o tangível, e precisamos daquilo que não podemos dimensionar. Precisamos aprender lições, precisamos sonhar e acreditar. Porque sim, uma história salva vidas, alimenta a alma, esquenta nosso espírito numa noite fria e solitária, nos protege da chuva e do frio, cura nossas tristezas, nos transporta para um lugar mais bonito, colorido e feliz, alivia as nossas dores, dores da alma, dores do coração, dores da vida.

A escrita é um dom e o contador de histórias tem tanto valor quanto um médico ou um engenheiro, pois de que adianta um corpo são e pão na mesa, se a alma está vazia?

terça-feira, junho 08, 2010

Um Gostinho de Muito Tempo Atrás

Eu não sou muito fã de games, mas um dos jogos que eu mais joguei na minha vida foi o 'Príncipe da Pérsia', ou simplesmente 'prince', como ele era mais conhecido, pois naquela época você precisava digitar o nome do arquivo executável no prompt do DOS. Lembro inclusive que foi a primeira coisa que eu vi em um monitor colorido (entenda-se monitor colorido um CGA de 16 cores, quase todas tons de rosa e verde).

Lembro que joguei muito este jogo, mas ele era foda, você tinha apenas uma hora pra terminar, e quando você morria voltava lá pro começo da fase. Só consegui terminar quando alguém inventou um cracker que liberava o tempo, daí eu consegui superar as 13 (acho) fases e finalmente matar o Vizir. Só que, apesar de gostar muito dele, não joguei nenhuma das versões que vieram depois, nem tenho a mínima idéia como elas são.

Só que, quando começaram a falar sobre o filme, eu fiquei interessado. Não sou de assistir adaptações de games para o cinema, até porque a maioria deles são de jogos que eu nunca joguei (menos Doom e Alone in the Dark, mas estes pessoas de alta credibilidade disseram para eu me manter longe), mas desta vez fiquei curioso. Primeiro porque parecia ter um orçamento decente depois porque, oras, o jogo era legal pra caralho!

Acompanhei os trailers e achei bem legal. Quanto a história, isso para mim tanto fazia, pois a história do primeiro jogo era a mais banal possível: Vizir sequestra a princesa (ou sei lá o cargo que ela tem) e o mocinho precisa invadir o castelo para libertá-la. Ou seja, qualquer história seria melhor do que isso. Mas daí eu vi que o roteiro seria escrito pelo criador do game, o que impediria de haver uma destruição da história, e me animou mais ainda.

Então, segunda-feira a noite, lá vou eu ao cinema, assistir ao filme. Sala quase vazia, como era de se esperar, bastaram poucos minutos para perceber que o roteiro seguiria o ritmo frenético do jogo, com muita ação, os malabarismos de sempre, imprimindo a idéia de um game de plataforma mesmo. A história? Não sei se tem a ver com algum dos jogos subsequentes, mas é devolver uma adaga mágica para o seu lugar de destino, impedindo desta forma que ela caia em mãos erradas, que já estão de olho nela.

Na real, o filme é bem previsível, só o final que não é tanto, e tem de tudo que Hollywood gosta: ação, aventura, romance e comédia. Mas quem disse que isto é uma crítica? Eu gostei muito do filme, me diverti nas quase duas horas que lá estive e saí com um gostinho que ele poderia ter até durado um pouco mais.

Só que é um filme para duas classes: meninos e nerds. Como eu sou os dois, eu curti bastante, mas não é o melhor filme pra ser ver num dia dos namorados. A não ser que ela seja uma nerd também.

terça-feira, abril 27, 2010

It's Show Time!

Ontem a noite, depois das tarefas domésticas de um prendado #MachoDeRespeito, resolvi deitar no sofá para assistir algo. Não estava afim de ver nenhuma série, e comecei a zapear e, entre filmes já começados e mesas redondas com velhos rabugentos, vi que estava começando um programa sobre a NBA do meu tempo.

Pelo informativo vi que se tratava de um documentário da série ESPN 30 for 30 chamado 'Winning Time - Reggie Miller vs The New York Knicks' dirigido pelo Dan Klores, que tratava da rivalidade entre Indiana Pacers (no caso representada pelo seu único grande jogador, Reggie Miller) e o New York Knicks no início dos anos 90.

O documentário passa por diversas fases, desde o draft de Miller, a contragosto de todo estado de Indiana até estes épicos embates, em playoffs. Mostra a provocação dele para John Starks, a troca de agrados entre ele e o diretor Spike Lee e jogos históricos, além de ótimos depoimentos dos envolvidos.

Eu não conhecia esta série, mas vou atrás dos outros, até porque ontem, numa segunda-feira sozinho em casa, a NBA trouxe-me de volta aquele gostinho gostoso da nostalgia e de uma épica boa.

Pra quem quiser conferir:

quinta-feira, março 25, 2010

Filme A ou B?

Esta semana assisti dois filmes com muito e pouco em comum. Em um primeiro momento, 'Strippers Zombies' e 'Garota Infernal' são semelhantes, pois são histórias de terror, monstros e sangue, e apelam pra protagonistas gostasas, sensuais e com pouca roupa. Mas as semelhanças acabam aí, se não fosse por um detalhe involuntário que logo citarei.

O primeiro, 'Strippers Zombies', como o próprio nome entrega, foi feito para ser um filme B, e é fácil encontrar muitos indícios claros disso: A filmagem é meio tosca, os diálogos exagerados, o visual forçado. Já o roteiro, não há muito o que dizer, é um soldado mordido por um zumbi, que se esconde numa casa de striptease, e daí começa a putaria! Um mordendo o outro e, por algum motivo-não-motivo, que serve apenas pra dar graça ao filme, as mulheres quando transformadas em zumbis permanecem com a consciência.

Com isso começa um festival de cenas escatológicas, stippers com pouca - ou nenhuma - roupa, dançando no palco cobertas de sangue e em decomposição, para delírio dos caras, que se esbaldam com o espetáculo. E neste meio, não faltam outras características clássicas de filmes do gênero, como tiros, pedaços de corpo explodindo, gente morrendo aos pedaços.

Os atores? Perfeita as escolhas do eterno Freddie Krueger, Robert Englund para o papel de dono da casa e da ex-atriz pornô Jenna Jameson como a stripper mais gostosona - e mais desinibida. Afinal, quem procura um filme B de terror, não quer um roteiro bem construído e lógico, e sim muito sangue, cenas engraçadas - de preferência com humor negro - e mulheres com pouca roupa. Filme muito bom.

Já o 'Garota Infernal', nome engraçadinho e tosco, como de costume, que foi dado para o filme 'Jennifer's Body', apesar de ser um filme também de terror, buscava outro mercado. Para começar, o roteiro foi escrito pela ganhadora do Oscar com 'Juno', Diablo Cody e o papel principal coube à Megan Fox, uma das novas queridinhas e capa de dez entre dez revistas de cinema e para o público masculino - entenda-se, não revistas de mulher pelada - no último ano. Todo essa bagagem credenciava o mesmo para o sucesso. Não sei se o filme se pagou ou não, mas uma coisa eu posso dizer: ele é uma piada!

O roteiro é ridículo! Uma gostosona líder de torcida e sua melhor amiga nerd vão para um show de rock, num buraco qualquer, que pega fogo e, do nada, ela é convidada pelo vocalista da banda para 'ir com eles na van'. Horas depois ela retorna suja de sangue, esquisita e vomitando petróleo. Conforme o filme passa, a amiga nerd descobre que ela foi parte de um ritual mal sucedido de magia negra, e que um demônio dominou seu corpo e ela precisa de sangue humano pra rejuvenecer.

Então se sucede uma sequência de cenas igualmente toscas, efeitos especiais fracos, muito sangue e, principalmente, uma história extremamente idiota. Vergonha alheia total.

Certo, agora vem a questão. Pelo que eu descrevi, os dois filmes são semelhantes, mas um é bom e outro ruim. Qual é a lógica? Simples, o 'Stippers Zombies' foi feito para ser um filme B, com orçamento baixo e nenhuma preocupação em ter um roteiro que faça sentido. Por outro lado, 'Garota Infernal' é um filme de Hollywood, com grana, roteirista premiada, atriz conhecida e nenhum interesse em ser um filme B. Mas acabou virando, da pior forma.

Assim, se você quiser fazer um filme B, ou homenagendo o estilo, faça direito, do início ao fim, e não esconda isso de ninguém, pois corre o risco de acabar fazendo merda.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Susan Is in the In-Between

Que as distribuidoras brasileiras tem uma criatividade ao inverso, para criar nomes rídiculos para filmes, não é novidade para ninguém. Desta forma, "Um Olhar do Paraíso", nome nacional para o filme "The Lovely Bones", tenta simplificar a história e resumir, sem sucesso, no título, toda a história.

Falha porque, o filme, baseado na obra literária de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, não apresenta nada de Paraíso, muito pelo contrário, mostra a menina Susan, a adolescente assassinada, naquilo que é definido como o meio do caminho entre o Céu e a Terra.

A história? Uma adolescente de 14 anos conta, em off e com diversos flashbacks, a história do seu assassinato. Quem espera um filme de mistério vai se decepcionar, pois desde o começo fica claro quem é o assassino, apesar da polícia e da família não saber. O que a história conta é a dificuldade de todos em aceitar o que aconteceu. Dos pais e dos irmãos em aceitar a sua morte e, principalmente, dela, em aceitar que morreu, que seu corpo está desaparecido (em uma parte do filme, ela desabafa que não é ninguém, só 'uma garota desaparecida') e que não há nada que ela possa fazer, a não ser sentir raiva!

E é isto que acontece, a sua raiva, seu ódio pelo seu agressor, seu desejo de vingança, a impede de seguir em frente, mantendo-a presa nesta 'entre sala' do paraíso.

O filme, na minha opinião, é muito bom. Tem momentos de suspensa, angústia e tristeza, prendendo a atenção até o final, que não é assim tão previsível quanto eu li em diversos sites. Porém, o mesmo pode ser olhado de dois ângulos diferentes. O ângulo ficcional, no qual tudo que se passa é uma mera ficção, e o ângulo de quem crê naquilo que está acontecendo.

Como eu me encaixo na segunda opção, o filme acabou sendo para mim bem interessante. Creio em diversas coisas que são mostradas, como o que acontece com a negação do desencarne, a recusa em 'olhar para frente' até completar 'coisas inacabadas', a maneira como os desencarnados influenciam os vivos. Além disso, a concepção estética do 'outro lado' foi bem interessante, fugindo por completo do lugar-comum.

Gostei porque não é caricato nem forçado, uma história bem desenvolvida e um roteiro muito bom. Com isso, fiquei interessado em ler o livro, vamos esperar que logo ele é lançado, como todo que baseia um filme hollywoodiano.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Zumbilândia


Filmes de zumbis voltaram à moda, e praticamente todos eles têm um pezinho no trash, não tem como evitar. Porém, Zumbilândia resolve apelar e meter os dois pés no peito. É filme B, é trash, é gore. E é sensacional.

A história é a mais sem pé nem cabeça, um nerd fugindo dos zumbies (que em nenhum momento o filme tenta explicar como e quando surgiram), e que no caminho vai encontrando pessoas e aumentando o seu grupo. O objetivo deles? É mostrado como sendo tentar voltar pra casa, achar um doce ou ir até um parque, mas na verdade o objetivo é sobreviver. Nenhum deles quer salvar a Terra, achar um oásis livre dos zumbies ou o que seja, eles querem apenas continuarem vivos.

Certo, falando desta forma parece ser um roteiro fraco, mas as passagens e os diálogos são ótimos e os atores estão perfeitos nos papeis. O carinha que faz o nerd se encaixa com perfeição, mas meninas conseguem contrabalancear a docura e a malícia e o papel do Woody Harrelson foi escrito para ele, impossível imaginar outro ator fazendo aquele papel.

O que esperar? Zumbies em decomposição, tiros, explosões, sangue, sustos e muito humor negro. Enfim, tudo que um bom filme de criaturas das trevas deve ter, não essa lenga-lenga fofinha que fizeram com os coitados dos vampiros.

Para terminar, se existir um prêmio para melhor abertura de filme, esta ao som do Metallica merece o prêmio como a melhor da história.

Não assistiu? Vá!

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Avatar



Fui assitir Avatar mais pela experiência de ver um filme em 3D, pois nem estava muito empolgado. Não sou muito fã do trabalho do James Cameron, não gostei de Titanic nem Segredo do Abismo e nem ligo muito para a saga Exterminador do Futuro. Além disso, toda essa falação em torno do filme, com Oscar e tudo, faz com que eu peguasse birra.

Porém, posso dizer que valeu a pena. É um filme legal, com um roteiro simples mas bem escrito, até que poucos furos (muitos necessários para fazer tudo se encaixar) e efeitos especiais muito interessantes. Toda a estrutura do universo Na'Vi, desde a moradia deles, até a fauna e a flora convenceram. Sobre os atores, não há muito o que dizer, pois não é um filme complexo, apesar que deve ser difícil contracenar com um fundo verde o filme inteiro.

Se vale a ida ao cinema? Vale sim, especialmente no 3D, pois é uma história bem interessante, mas não consegui ver o 'marco da história do cinema' que muitos bradam. E olha que eu gosto desses filmes de nerd.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

2012. Ou o Fim do Mundo


Ontem, sem ter nada o que fazer a tarde na casa dos meus pais, eu acabei assistindo ao 2012 com meus irmãos. É mais um filme sobre a destruição da Terra, com imagens incríveis, uma história com furos técnicos e cheio de 'marmeladas' e coincidências absurdas.

Para um domingo preguiçoso foi um ótimo filme, pois o mesmo não é ruim e você nem precisa pensar muito para entender o mesmo: cientista descobre calamidade iminente + governo yankee tenta dar um jeito + tudo vai pro ar e morre um monte de gente, menos o mocinho. E agora o inimigo da vez é interno, a crosta terrestre que descola e gera um monte de tragédias e tal.

Não é o primeiro nem o último filme a explorar a catástrofe irreversível e devastadora, onde todo mundo vai morrer e ponto. Você olha as cenas e vê gente rezando, gente desesperada, gente chorando, gente alucinada. A proximidade do fim de tudo tem um efeito inesperado sobre a gente, mas nos atinge e formas diferentes.

Eu não creio que uma situação desta venha a acontecer com o planeta, e que o tal Apocalipse é uma grande metáfora, nada de destruição em massa, mas fico pensando como eu agiria se ligasse a TV e visse alguém afirmando que o mundo da forma que conhecemos está condenado e que, dentro de algumas horas não vai sobrar nada de ninguém.

A primeira coisa é que eu acho que não iria querer ver a coisa toda acontecer, seja meteoros caindo, ondas gigantes ou tudo desabando. Outra coisa é que provavelmente eu iria encher a cara, pra não sentir tudo o que acontece, pelo menos não estar totalmente consciente. Sei lá, se você morrer bêbado, você desencarna com ressaca? Acho que nem. E iria querer estar num lugar agradável, não sofrendo, nem chorando, nem em desespero.

É, resumindo, se o mundo fosse realmente acabar, eu ia tomar umas e depois morrer trepando. Não seria mal.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Oscar


Saiu a lista dos indicados ao Oscar. Pra mim não faz diferença porque quando a lista sai, eu normalmente não ouvi falar de 80% dos filmes e, com o tempo, eu assisto um ou dois. Só para situar, dos 10 (sim, esta ano são 10) filmes indicados eu só vi 2, sendo um animação (Up) e outro Tarantino (Bastardos Inglórios).

Mesmo assim, eu adoro listas e opiniões, e não posso me furtar de escolher meus preferidos. Nada de resenhas e análises embasadas e sérias, até porque eu não assisti - nem vou assistir - a maioria dos filmes, e sim escolhas sem o mínimo de lógica ou sentido.

Melhor filme
"Up – Altas aventuras" - porque eu queria ver uma animação ganhando

Melhor direção
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios” - porque é o Tarantino

Melhor ator
Morgan Freeman, “Invictus” - porque o cara é bom

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios” - como não tem o Russell de Up, fico com ele porque realmente o cara foi bem demais no filme

Melhor atriz
Gabourey Sidibe, “Preciosa” - porque ela difere dos padrões estéticos de Hollywood e ia ser legal ela ganhar

Melhor atriz coadjuvante
ou Penélope Cruz, “Nine” - porque é a mais gostosa
ou Maggie Gyllenhaal, “Coração louco” - porque é a mais bonita

Melhor animação
“Coraline” - porque é do Neil Gaiman

Melhor roteiro original
“Bastardos inglórios” - porque é do Tarantino

Melhor roteiro adaptado
“Educação” - porque é do Nick Hornby

terça-feira, janeiro 19, 2010

Você Acredita em Reencarnação?

Não, antes de tudo, esta não é uma postagem religiosa, pois eu não gosto disso e evito tal tema ao máximo. Eu tenho a minha crença e ponto, e eu acredito em reencarnação.

Existe uma teoria que tudo o que você viveu em vidas passadas está guardado em alguma parte do teu cérebro, uma parte conscientemente inacessível mas que, algumas vezes, dá uns 'estalos', como quando a gente vê ou está em um lugar nunca dantes visitado ou uma reencenação histórica, mas tem a plena sensação de que lá já esteve alguma vez antes, tem a certeza que conhece certa construção, ou certa situação.

Eu já senti isso diversas vezes, tenho praticamente certeza de alguns lugares e épocas históricas que eu vivi, pela sensação que tenho ao ver ou estar em certos lugares. Neste final de semana eu fui assistir ao filme do Sherlock Holmes, que se passa na Londres do final do século XIX. A retratação da cidade acabou ficando perfeita, suas ruas escuras, suas casas, a London Bridge em obras, talvez porque deram a honra de filmar as histórias de um dos maiores ícones ingleses para aquele que é, provavelmente, o diretor que melhor retrata do submundo londrino: Guy Ritchie.

Onde eu quero chegar? Eu acho a Grã Bretanha um lugar interessante, e que tenho vontade de visitar, mas não tenho a adoração por ela que algumas pessoas que conheço têm. Porém, qualquer referência à Londres obscura e decrépita dos anos 1800 me fascina de uma forma inexplicável. Eu sempre tive uma curiosidade absurda pela história do Jack o Estripador e outros histórias contemporâneas, e uma das coisas que eu vou fazer em Londres, quando for, será um passeio para conhecer estes lugares, que preservam a arquitetura característica da época.

Por isso e por tudo, eu sinto que vivi naquela época, não sei em que momento específico, nem em qual situação, mas eu simplesmente sei. E tenho outras sensações ou experiências semelhantes.

Quando eu fui para Toronto, foi algo muito estranho. Já tinha visitado outros lugares antes, mas nunca me senti tão confortável e adaptadoà nenhum deles como lá. No meu terceiro dia, eu estava voltando para a casa que eu fiquei, estava escuro, nevando e entre o ponto de ônibus e lá a caminhada era de aproximadamente uns 20 minutos. Conforme eu ia caminhando e olhando em volta, eu sentia que como se eu morasse lá há anos. A mesma sensação eu tive diversas e diversas vezes durante o tempo que fiquei lá, era uma absoluta sensação de volta à casa.

E outros lugares me despertam esta sensação, de uma maneira mais remota, tal como o Egito na época dos Faraós e a Romênia, numa época incerta e não sabida. Com certeza já vivi outras reencarnações em outros lugares, mas estas me são muito claras.

Acreditar ou não? Isto depende de cada um...

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Arquivando 2009

Livros

* O Cão da Meia-Noite - Marcos Rey
* Fender Benders - Bill Fitzhugh
* O Sequestro do Senhor Empresário - Levi Bucalem Ferrari
* Fantoches! - Marcos Rey
* Malditos Paulistas - Marcos Rey
* Motley Crue: The Dirt - Confessions of the World's Most Notorious Rock Band
* Coraline - Neil Gaiman
* Jogos da Atração - Breat Easton Ellis
* Faz Parte do Meu Show - Robson Pinheiro
* Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e Eu - Julián Fuks
* Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você - Greg Behrendt e Liz Tuccillo
* Mais uma Vez - Tony Parsons
* A Estrada da Noite - Joe Hill

Shows

* Copacabana Club
* Autoramas
* Ecos Falsos
* Radiohead
* Kraftwerk
* Los Hermanos
* Móveis Coloniais de Acajú
* Fino Coletivo
* Forgotten Boys
* Los Porongas

Filmes

* 500 Days of Summer
* Bastardos Inglórios
* 9
* O Anticristo
* Amantes
* Se Beber Não Case
* Pagando Bem que Mal Tem
* Era do Gelo 3
* Divã
* Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
* Anjos e Demônios
* Star Trek
* Wolverine
* Role Models
* Gran Torino
* Ele Simplesmente Não Está Afim de Você
* Watchmen
* O Lutador
* Operação Valquíria
* Noivas em Guerra
* O Menino do Pijama Listrado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Madagascar 2

Albuns e MP3's

* A Day to Remember - Homesick
* Alice in Chains - Black Gives Way to Blue
* Arctic Monkeys - Humbug
* Ben Kweller - Changing Horses
* Bob Dylan - Together Through Life
* Bruce Springsteen - Working on a Dream
* Cachorro Grande - Cinema
* Cheap Trick - The Latest
* Chickenfoot - Chickenfoot
* Colbie Caillat - Breakthrough
* Collective Soul - Afterwords
* Daughtry - Leave This Town
* Dave Matthews Band - Big Whiskey and the GrooGrux King
* Death Cab for Cutie - The Open Door EP
* Dolores O'Riordan - No Baggage
* Doves - Kingdom of Rust
* Franz Ferdinand - Tonight, Franz Ferdinand
* Gloriana - Gloriana
* Green Day - 21st Century Breakdown
* Hoobastank - For(n)ever
* Iggy Pop - Preliminaires
* Julian Casablancas - Phrazes for the Young
* Kassabian - The West Pauper Lunatic
* Kate Voegele - A Fine Mess
* Kelly Clarkson - All I Ever Wanted
* Kiss - Sonic Boom
* Lilly Allen - It's Not Me, It's You
* Ludov - Caligrafia
* Marilyn Manson - The High End of Low
* Metric - Fantasies
* Monsters of Folk - Monsters of Folk
* Muse - The Resistance
* Our Lady Peace - Burn Burn
* Pearl Jam - Backspacer
* Placebo - Battle for the Sun
* Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da
* Rascal Flatts - Unstoppable
* Regina Spektor - Far
* Rob Thomas - Cradlesong
* Sam Roberts - Love at the End of the World
* Sepultura - A-Lex
* Silversun Pickups - Swoon
* Son Volt - American Central Dust
* The Black Crowws - Before the Frost
* The Dead Weather - Horehound
* The Decemberist - The Hazards of Love
* The Flaming Lips - Embryonic
* The Lemonheads - Varshons
* The Watchmen - OST
* Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures
* They Might Be Giants - Here Came the 123
* Tinted Windows - Tinted Windows
* U2 - No Line on the Horizon
* Wilco - Wilco
* Yo La Tengo - Popular Songs
* Zero 7 - Yeah Ghost

Seriados

* House
* 10 Things I Hate About You
* Cupid
* Psychoville
* The Penguins of Madagascar
* Chuck
* Being Erica
* Dollhouse

terça-feira, dezembro 15, 2009

...and the Oscar goes to:

E o ano acabou (graças a Deus). Acho que nem vou mais escrever nada neste blog este ano, talvez só alguma coisa pra exorcizar esse ano do capeta, portanto, como de costume, vai aqui a lista de melhores do ano:

Na categoria Melhor Filme, os indicados são:

Gran Torino
Se Beber Não Case
Bastardos Inglórios
Watchmen
O Lutador

...e o Oscar vai para: Watchman

Na categoria Melhor Seriado, os indicados são:

Being Erica
House
Cupid
Chuck
Dollhouse

...e o Oscar vai para: Being Erica

Na categoria Melhor Album, os indicados são:

Ben Kweller - Changing Horses
Lily Allen - It's Not Me, It's You
Muse - The Resistance
Pearl Jam - Backspacer
Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da

...e o Oscar vai para: Muse - The Resistance

Na categoria Melhor Canção, os indicados são:

Muse - United States of Eurasia
Lily Allen - Fuck You
Dave Matthews Band - Funny the Way It Is
Pearl Jam - Just Breathe
Arctic Monkeys - My Propeller

...e o Oscar vai para: Muse - United States of Eurasia

quarta-feira, agosto 05, 2009

Refilmagem

Quantas vezes na vida você tem a sensação de estar passando por uma situação que já viveu antes? Não de forma idêntica, mais como um filme refilmado em outras locações, com outros atores, mas em que a história é a mesma.

Nas primeiras cenas você já reconhece o roteiro, pois está muito óbvio. Passa a segunda, a terceira cena e cada vez é mais claro. Por se tratar de um diretor diferente, as nuances e forma como a história se desenrola muda um pouco, os diálogos também, mas só isso. Os personagens continuam agindo da mesma maneira.

Ou não. Porque nesta refilmagem existe a possibilidade de mudar o roteiro, desde que o ator principal assim deseje. Também, porque ele conhece o outro filme, e pode corrigir algumas falhas.

Agora, se isso fará o filme melhor? Impossível dizer, pois alterar algumas partes do roteiro pode alterar o filme. E o anterior, apesar dos pesares, teve um final feliz.

Vale a pena?

terça-feira, junho 30, 2009

E Porque no Final É Quase Tudo Sobre o Amor. Ou Alguma Coisa Perto Disto

Qual a receita de um bom filme? Calma, eu não estou falando daquelas obras primas, que surgem uma vez na vida, com um tema completamente inovador e que explodem o cérebro de quem assiste, mudando suas vidas para sempre e tornando-se atemporais. Não, eu falo bem menos do que isto, eu falo de um bom filme para mim, uma pessoa ‘comum’, que não conhece mais do que cinco diretores, que assiste mais filmes no DVD do que no cinema, mas que, por outro lado, adora se emocionar, se divertir ou se aterrorizar com eles.

Houve uma época da minha vida em que o filme precisava ter explosões ou lutas ou aventura ou mortes ou tudo ao mesmo tempo. Mas eu me cansei disto, ainda assisto alguns destes gêneros, mas estão longe de ser uma aposta certeira. Porém, eu acredito que não exista necessariamente uma receita, como de bolo, para ser fazer um grande filme, mas alguns quesitos ajudam em muito.

Um filme que nos divirta é sempre muito bem vindo. Claro, adoro alguns densos, mas nem sempre é o horário. É aquilo que chamo de filme de domingo a noite, quando você não está necessariamente a fim de pensar muito, apenas imergir numa história ficcional por aproximadamente duas horas, de pessoas imaginárias em situações imaginárias, mas que arranquem de nossos rostos carrancudos e cansados um sorriso.

Um bom roteiro também ajuda muito. Dá para ser bom sendo óbvio e dá para estragar uma história inovadora, mas convenhamos que sair do básico é muito interessante. Novidades, situações imprevisíveis, nada que nos deixe com um gosto de café requentado na boca.

Também gostamos de nos identificar com os personagens. Quando os vemos com problemas, dúvidas, angústias, sofrimento, conquistas, alegrias semelhantes àquelas que vivenciamos, temos uma tendência a nos apaixonar por eles, a torcer ou sofrer por e com eles. Afinal, todos nós passamos por estas sensações no decorrer de nossas vidas, mas temos a tendência egoísta de achar que tudo é conosco e apenas conosco, principalmente as situações mais amargas. E, vermos cenas que presenciamos na tela de uma TV ou do cinema nos faz sentirmos mais humanos.

Encaixando tudo isto, uma ótima trilha sonora. Canções que se encaixam em cada situação, que amplifiquem a emoção, tornando parte do universo retratado. Uma canção que nos faça sorrir ou que nos faça chorar. Porque a música tem esse poder, esse dom mágico de atingir a parte mais inatingível de nossa alma e arrancar nossos sentimentos à força.

Porém, precisamos de atores carismáticos e com química, pessoas que olhemos e nos espelhamos. Homens e mulheres que nos façam desejá-los, loucamente, e não porque eles são maravilhosos deuses gregos do photoshop, mas sim porque são normais, e isto é o que mais nos atrai.

E, finalmente, o amor. Sempre ele. O maldito amor. O bendito amor. O amor que constrói e o amor que destrói. O amor da certeza e o amor da dúvida. O amor puro e o amor turvo. O amor que você ama e o amor que você odeia. O amor, ou alguma coisa perto dele.

Sofremos com os personagens porque sofremos em nossas vidas. Também perdemos nossos amores, deixamos eles escapar pelos nossos dedos, como a areia levada pelo vento litorâneo, em direção ao mar. Sofremos porque fazemos merdas, insensatas e impensadas, que maculam tudo o que um dia foi perfeito e puro. Sofremos porque vemos a porta de nossas vidas abrir, o amor sair por ela e batê-la, para nunca mais abrir.

Mas também nos deleitamos com o primeiro amor, o primeiro verdadeiro amor, aquele que, ao sentimos, percebemos imediatamente que todos os que anteriormente vivemos não foram o que achávamos que eram. Sentimos borboletas no estômago e frio na espinha, mãos suadas, voz fraquejante e frases desconexas, a perda do senso crítico. Sentimos também a redescoberta do amor, o árduo trabalho de remover toda a rocha que cresceu em volta de nosso coração, deixando o rubi lapidado e brilhante para, então, perceber que a vida continua, que sempre há espaço para mais felicidade, basta deixarmos. E sabermos ler nas entrelinhas e nos pequenos detalhes da vida.

Muitos filmes já vi que se encaixam neste modelo, daqueles que você termina e pergunta ‘por que não posso ter uma vida dessa para mim’, mas dois são especiais. O primeiro é ‘Elizabethtown’, pois a primeira vez que eu o assisti, foi um tapa na minha cara, por estar num momento depressivo e solitário da minha vida e por mostrar que existe vida após o final no poço, basta sabermos deixar a vida fazer a sua parte. É um vídeo que agora faz parte da minha videoteca e que, com certeza verei e reverei novamente. E, como todo bom filme, o melhor não é o roteiro em si, e sim as pequenas partes.

Partindo disto, duas me são extremamente deliciosas. A primeira é a conversa que ambos tem por celular, que dura horas e horas, sem nunca acabar. Quem já se encantou por alguém sabe o que é perder horas num único telefonema e, assim que desligar, ficar com aquele gostinho amargo de quero mais. O segundo é a parte da viagem final, com as músicas e o mapa. Primeiro pelas canções em si, por eu ser um verdadeiro fanático por música e o segundo, pela sensação de liberdade de dirigir horas e horas a fio, sozinho, sem nada em que pensar e sem saber para onde a estrada vai te levar. Prometi, com isto, a mim mesmo, que assim que acertar a minha situação, farei uma desta, levando comigo apenas muitas canções, um mapa e o incerto, parando em cada ponto que me identificar para jogar as cinzas de uma era espinhosa, mas que moldou meu caráter. A despedida de uma vida e a celebração de uma nova era. É o roteiro que eu gostaria de ter escrito, se tivesse capacidade. E não exagero quando digo que é o filme da minha vida.

O segundo que me atingiu como um soco no queixo foi ‘The Last Kiss’. É uma história de dúvidas, de angústias, de mudança de uma fase para outra da vida, como se estivéssemos na beira de um desfiladeiro e tenhamos que escolher permanecer nesta beirada ou pularmos para o outro lado, pois é isto que esperam da gente. É sobre decisões. É sobre deixar para trás.

Afinal, estamos prontos para seguir adiante? E será que é mesmo necessário deixar para trás uma vida para viver outra? Casamentos que ruem por causa de filhos, separações que ruem corações, medos que ruem nossa confiança. Mas, afinal, amar não é ceder? E quem disse que o lado de lá não tem as suas vantagens?

Minto ao dizer que não penso muito sobre isto. Estou com 32 anos, tenho um sobrinho maravilhoso da minha irmã que é mais nova do que eu, estou vendo meus amigos se casarem, terem filhos, e eu, no momento encontro-me no limbo. Minto se disser que não quero isto novamente, pois já tive antes e me foi maravilhoso. Mas também minto se disser que não tenho medo, do que pode virar a minha vida com tão importante decisão.

Medo, é este o maior tempero da vida. Não existe nada na vida sem uma pontinha de medo, muito menos o amor. O amor e o medo caminham lado a lado, pois a comodidade é o pior inimigo do primeiro e o segundo é o ingrediente mágico para acabar com ela.

É, o amor é a razão de tudo. ‘All you need is love’. E é por ele que acordamos todos os dias. Para conquistá-lo ou para mantê-lo. Para descobri-lo ou para redescobri-lo. Para nos propiciar nosso maior sorriso, para abraçar a pessoa amada sem qualquer razão, para o doce sofrimento que só a saudade pode gerar. O amor é o mel e o fel, um completando ao outro. É a esperança, pois pior que a lágrima do amor perdido, é a dor de nunca ter amado.

quarta-feira, maio 20, 2009

Star Trek 2009

Ontem fui assistir ao filme do Star Trek. Diferentemente do Wolverine, eu nunca fui muito fã desta série, tanto que não tinha idéia do que esperar, nem me lembro se assisti ao filme original, muito menos a sua história.

Certo, sempre fui meio nerd, mas nunca gostei das séries de tecnologia, ficção científica, guerra espacial, como a própria Star Trek, Star Wars e mesmo o moderno Matrix; minha 'nerdice' se restringia aos quadrinhos e à ficção medieval (LoTR, RPG...), desta forma fui ao cinema como mero e humilde espectador.

Assim, o filme que vi, de forma isenta, foi muito bom (melhor que o do Wolverine). Efeitos especiais legais, boas cenas de luta e algum humor. Valeu a pedida.

segunda-feira, maio 18, 2009

Wolverine

Fui assistir ao filme do Wolverine. Mas, já fui com um pé atrás, fã xiita que sou, desde muito antes dele ficar famoso, eu gostaria de esperar uma mistura de Origens com Arma X, mas tinha certeza não veria nada disto.

Certo, os filmes baseados em quadrinhos melhoraram muito nesta década, com adaptações muito boas e fiéis, como Homem Aranha, Batman, Hellboy até pequenas obras primas como Watchmen, mas algumas ainda deixam a desejar, apesar dos orçamentos milionários. E o Wolverine foi um desses.

O Hugh Jackman ficou mesmo muito parecido com o Logan mas, caramba, ele não é baixinho! E, fora isso, deu-se início a uma extensa e confusa colcha de retalhos meramente adaptada do universo mutante Marvel.

Primeiro, que merda é essa do Victor Creed ser irmão do Logan? Puta que pariu, isso foi foda, pegaram toda uma história de ódio e violência e amenizaram com essa palhaçada? Foi dolorido. Após, seguiu-se uma séria de incongruências, como o Logan lutando em um monte de guerras americanas, o passado dele no Japão esquecido (ignorem aquela cena estúpida pós créditos), o projeto Arma X ser americano e não canadense, entre outros.

Depois, pegaram uns personagens aleatórios e jogaram de pára-quedas na história. Se por um lado a aparição do Gambit foi muito legal (tinha faltado ele na trilogia cinematográfica), essa história matou qualquer possibilidade de vermos o casal mutante mais legal de todos os tempos, pois além de envelhecer o Gambit, deixaram a Vampira mais nova.

Depois, pegaram um personagem do caralho como o Deadpool, o tornaram a Arma XI, deram um monte de poderes nada a ver e, ainda por cima, costuraram a boca dele!!! O Deadpool de boca fechada não existe! O falatório dele, as piadinhas e as provocações sempre foram sua marca registrada e agora acabaram com isso? Piada, de mau gosto.

No final (é spoiler, mas foda-se), aparece quem? O professor Xavier para resgatar todos os pequenos mutantes aprisionados na ilha Stryker e, pior, andando!!!

Pronto! Pegaram toda a cronologia original dos X-Men e enfiaram no rabo! Não sei se nos últimos anos essa história foi reescrita, não leio mais quadrinhos mensais e a Marvel adora reescrever a história de seus personagens, mas independentemente disso, foderam com tudo.

Você, que não conhece nada do universo mutante, vai assistir a um filme legal, com boas cenas de ação. Mas você, que como eu, cresceu lendo X-Men, X-Factor, Tropa Alfa e Jovens Mutantes, vai ficar muito decepcionado, com certeza vai.