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quarta-feira, setembro 09, 2009

É Porque a Gente Toca, a Gente Bebe e a Gente Se Diverte

Eu comecei a tocar baixo com 20 anos, de uma maneira oposta à grande maioria. Meus amigos tinham uma banda, falaram pra eu comprar um baixo e aprender a tocar, pra tocar com eles. Comprei, aprendi aos trancos e barrancos e logo estávamos fazendo shows. Claro, é pra ser considerado que os outros três tocavam muito bem.

Neste tempo toquei em três bandas e diversas formações diferentes. Toquei com cinco bateristas, cinco guitarristas, três vocalistas e dois tecladistas. Toquei também com amigos e com caras que eram apenas colegas de banda, toquei em formações divertidas e outras apenas suportáveis, mas é preciso constatar que nunca toquei num ambiente tão gostoso e agradável como essa formação do Bresser.

Certo que o Fábio e a Dany já falaram sobre isso, mas eu também preciso dar a minha opinião. E que não difere da deles. Chegamos num ponto em que quase nenhuma banda consegue chegar, e já convivi com muitas, posso falar com propriedade isso. Dentro do estúdio as músicas fluem, as composições tomam forma, o que já existia é aprimorado e o que não existia é criado. Mas não é só isso.

Eu costumo falar para eles que os nossos ensaios são, para mim, a mais barata e eficaz terapia que existe. Porque mais do que colegas de banda, viramos amigos, e mais do que amigos, viramos irmãos. E pela graça de Deus fazemos parte de uma família que cresce a cada dia pois temos a sorte de estarmos cercados de pessoas incríveis, que nos visitam, nos conhecem e passam a frequentar nossos ensaios, nossos shows, nossas Bressers Nights. E cada um traz uma coisinha nova e de boa pra gente.

Hoje o Bresser é uma família de quatro irmãos, duas cunhadas, uma pessoa que a gente não tem palavras para descrever e um monte de primos. E que, quando a família se reúne, sai de baixo!!!

Então, falo em nome dos outros três para agradecer todos que hoje fazem parte desta família Bresser, os que nos viram crescer ou os que nos conheceram agora, não tem problema, nós amamos todos vocês.

Obrigado Carol, Mariana, Kilt, Dayana, Luciana, Angélica, Paulo, Larissa, Ju D'Orácio, Ader e Ju, Dany, Regiane, Alê, Lara, Du, Renata, Roger e Sá, Fábio e Érica, Carol e Manu, Carla, Sarah, Re Prazeres, e quem mais eu possa ter esquecido. E que essa família aumente, pois nos nossos corações e nas mesas de boteco cabem muito mais.

Valeu, porque aqui é Bresser, porra!!!

domingo, julho 19, 2009

Fotos Emboloradas no Sótão

A grande maioria das nossas coisas (minhas e da minha família) encontram-se encaixotadas no sótão da casa que era da minha avó e numa salinha aos fundos dela. Décadas de coisas que não cabem mais nas nossas casas, uma vez que eu moro aqui em SP, minha irmã se casou e mudou pra Limeira e meus pais ainda moram com meus irmãos em SBO mas, como é menos gente, a casa passou a ser menor. E dá-lhe coisa velha guardada.

Eu sempre mexo lá, mas superficialmente, e nestes dias estamos tirando tudo de lá para desocupar a casa e separar o que é bom do que é ruim, pois tem muita coisa que é sem uso ou que se estragou neste tempo. E quando se mexe nisto, é como abrir uma caixa de lembranças. A cada caixa ou sacola aberta, as lembranças vão saltando, coisas ou fatos que nem me lembrava mais existirem reaparecem, deixando na boca um gostinho doce e ao mesmo tempo amargo, de tempos que já se foram e não voltam mais.

Livros dos mais diversos tipos, de direito, juvenis, romances, estudos. Quadrinhos. Revistas velhas. Fotos. Minha planilhas, histórias e dados de RPG. Meu poncho escoteiro. Minhas faixas de judô. Folhetos das minhas viagens. Utensílios do primeiro apartamento. Camisas de times. Muitas coisas de um tempo em que a vida era mais suave e eu era mais inocente e sorridente.

Naquele momento, e nas horas seguintes, uma sensação ruim se abateu sobre mim, um misto de tristeza e decepção, pois tal serviu para desencavar lembranças muito bem sepultadas, porém acho que ao final foi para o bem, para eu lidar melhor com isso e, finalmente, deixar as energias fluírem. Joguei caixas no lixo, separei livros para a biblioteca e roupas para quem precisa, mas, principalmente, me conscientizei que, por mais que não voltem mais, as boas lembranças não serão tomadas de mim, como muitas outras coisas foram.

Bem, pelo menos eu estou tentando me conscientizar, mas é um trabalho árduo.

sexta-feira, junho 12, 2009

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Ontem, noite chuvosa de feriado, fui até o cinema assistir ao filme 'Minhas Adoráveis Ex-Namoradas', nome ridículo para uma comédia romântica que nada mais é que uma adaptação moderninha para o 'Um Conto de Natal' de Dickens, com a mudança do pecado, trocando a avareza pela luxúria.

Comédia levinha, bem divertida, com passagens engraçadas, muito romance água com açúcar, final feliz e previsível, enfim, programa muito recomendado para um dia dos namorados ou pessoas que acreditam que o amor muda tudo e supera qualquer coisa.

Mas, não é sobre isso que quero falar, sobre amor paixão e o caralho, porque eu ainda sou uma pessoa solteira, sem vontade de namorar e tudo isso aí, mas teve uma passagem do filme que me tocou, super rápida, mas que me atingiu. No final do filme, no brinde do padrinho, o personagem principal, solteirão convicto, fala para o irmão, noivo e único parente vivo, que ele está feliz com o casório e que os pais deles, onde estivessem, estavam felizes com tudo isso.

Estou numa fase bem complicada profissionalmente, mas tudo isso se amplifica assustadoramente quando parte do fato que nos últimos anos eu trabalhei com toda a minha família, ou seja: pai, mãe e irmãos, num mesmo e problemático ambiente profissional, gerando um caos que, inevitavelmente afetou o relacionamento familiar. E muito.

E para mim tudo isso é uma grande merda, porque eu amo a minha família, sempre tivemos um relacionamento muito bom apesar de tudo e, de uns anos para cá, este relacionamento veio ruindo ao ponto de eu brigar todos os dias com eles e precisar sair da empresa e de casa pra não virar um problema maior.

Hoje estou num momento de transição. Morando em SP, trabalhando meio que sozinho (ainda ajudo algumas coisas lá) mas ainda não consegui eliminar meus demônios interiores. E me dói muito quando eu vejo momentos em que a família se reúne com alegria e paz, pois eu já me esqueci do que é isso. E é a coisa que eu mais sinto falta na minha vida.

Hoje é dia dos namorados? Dia de falar ou demonstrar sentimento? Falar sobre amores?
Ótimo, então eu falo sobre isso, não tenho pudores. Já tive diversas namoradas, todas as vezes que eu disse "eu te amo" foi do fundo do meu coração e de todas elas eu trago ótimas lembranças. Mas o maior amor da minha vida é a minha família e, por mais que eu reclame deles, brigue, xingue, perca a paciência, é aquela porra da dualidade amor e ódio.

O principal motivo que eu odeio a situação pelo qual eu passo não é a falta de grana ou ter que trabalhar muito e aguentar humilhações e ironia das pessoas, mas sim o que tal fez com a nossa relação familiar. A pior merda da minha vida hoje é não conseguir sentar numa mesa para jantar e conversar qualquer coisa que não seja trabalho ou lamentações provenientes dele.

Então, dói demais ter que mudar da cidade e não ter vontade de visitá-los. Dói ficar longe dos meus pais, meus irmãos e meu sobrinho. Dói mais ainda saber que quando eu os encontrar, agora, nada vai ter mudado e o clima vai estar pesado, e que não haverá nada de bom para conversar. Mas é isto que me faz lutar. Não quero ficar rico, não quero ganhar fortunas nem atingir algum posto de status, eu quero é enterrar tudo isso e recuperar o que eu já tive.

Quero conversar com meus pais numa boa, ir a jogos com meu pai e meu irmão, ficar falando sobre minha vida com minha mãe, ir a shows com meus irmãos e, finalmente, poder curtir o meu sobrinho em paz. No fundo, é para isso que eu luto. Se eu tivesse a escolha de abrir mão de qualquer coisa na minha vida para conseguir isso, eu faria, imediatamente, sem qualquer concessão. Abriria mão de qualquer sonho, de qualquer conquista extra, para resolver toda esta questão, pois não há dor maior que ver tua família desmoronar e você não poder fazer nada. Bom como, creio, não há alegria maior do que vencer tudo isso, unidos.