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terça-feira, junho 08, 2010

Um Gostinho de Muito Tempo Atrás

Eu não sou muito fã de games, mas um dos jogos que eu mais joguei na minha vida foi o 'Príncipe da Pérsia', ou simplesmente 'prince', como ele era mais conhecido, pois naquela época você precisava digitar o nome do arquivo executável no prompt do DOS. Lembro inclusive que foi a primeira coisa que eu vi em um monitor colorido (entenda-se monitor colorido um CGA de 16 cores, quase todas tons de rosa e verde).

Lembro que joguei muito este jogo, mas ele era foda, você tinha apenas uma hora pra terminar, e quando você morria voltava lá pro começo da fase. Só consegui terminar quando alguém inventou um cracker que liberava o tempo, daí eu consegui superar as 13 (acho) fases e finalmente matar o Vizir. Só que, apesar de gostar muito dele, não joguei nenhuma das versões que vieram depois, nem tenho a mínima idéia como elas são.

Só que, quando começaram a falar sobre o filme, eu fiquei interessado. Não sou de assistir adaptações de games para o cinema, até porque a maioria deles são de jogos que eu nunca joguei (menos Doom e Alone in the Dark, mas estes pessoas de alta credibilidade disseram para eu me manter longe), mas desta vez fiquei curioso. Primeiro porque parecia ter um orçamento decente depois porque, oras, o jogo era legal pra caralho!

Acompanhei os trailers e achei bem legal. Quanto a história, isso para mim tanto fazia, pois a história do primeiro jogo era a mais banal possível: Vizir sequestra a princesa (ou sei lá o cargo que ela tem) e o mocinho precisa invadir o castelo para libertá-la. Ou seja, qualquer história seria melhor do que isso. Mas daí eu vi que o roteiro seria escrito pelo criador do game, o que impediria de haver uma destruição da história, e me animou mais ainda.

Então, segunda-feira a noite, lá vou eu ao cinema, assistir ao filme. Sala quase vazia, como era de se esperar, bastaram poucos minutos para perceber que o roteiro seguiria o ritmo frenético do jogo, com muita ação, os malabarismos de sempre, imprimindo a idéia de um game de plataforma mesmo. A história? Não sei se tem a ver com algum dos jogos subsequentes, mas é devolver uma adaga mágica para o seu lugar de destino, impedindo desta forma que ela caia em mãos erradas, que já estão de olho nela.

Na real, o filme é bem previsível, só o final que não é tanto, e tem de tudo que Hollywood gosta: ação, aventura, romance e comédia. Mas quem disse que isto é uma crítica? Eu gostei muito do filme, me diverti nas quase duas horas que lá estive e saí com um gostinho que ele poderia ter até durado um pouco mais.

Só que é um filme para duas classes: meninos e nerds. Como eu sou os dois, eu curti bastante, mas não é o melhor filme pra ser ver num dia dos namorados. A não ser que ela seja uma nerd também.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Fator FarmVille

Todo mundo conhece o FarmVille. Mesmo que nunca tenha jogado, com certeza conhece alguém que joga ou, pelo menos, já deu uma espiada. E esta febre criou dois grupos, os que amam e os que odeiam. Com isso, a empresa que desenvolveu o jogo conseguiu seu objetivo: fazer com ele seja notado, perante os milhares de jogos online existentes.

Ele não tem nada de mais, não passa de uma versão rural e territorialmente menor do Sim City. Na verdade é até mais simples, pois não existem intempéries, basta fazer tudo certo que o resultado acontece dentro do prazo previsto. É um misto de simulador com um pouquinho de estratégia, que consiste em alocar o monte de tralhas que você tem disponível no espaço apresentado.

Então, qual é a graça do jogo? Difícil prever, mas é uma febre que, pessoa a pessoa, foi se disseminando pela Internet. No jogo você ajuda os vizinhos, dá e recebe presentes, compra coisinhas. Tudo até então não passaria de um simples jogo se você não pudesse realmente comprar créditos extras, em dinheiro real, para aprimorar a tua fazenda.

Daí você começa a fazer as contas. A partir de R$ 10,00 você compra alguns bons créditos, que deixarão a tua fazenda melhor, mais bonita, com alguns itens exclusivos. E, se isto te possibilita alguns bons momentos de diversão, que custa gastar uns trocos nisto? Você não gastaria este dinheiro para comprar um jogo legalizado? Ou ir há algum lugar? Exato, é esta a grande sacada!

Um pouco aqui, outro ali, mais um acolá, sem estourar o orçamento de ninguém, a Zynga, sua produtora, acumula uma pequena fortuna, sem muito trabalho. Desenvolveu um jogo simples, de uma tela só, praticamente estático, e o único trabalho que tem é, de vez em quando, projetar um novo animal, árvore, planta ou decoração. E pronto, mais e mais pessoas gastam algum dinheirinho pra adquirir estes produtos novos, descartando aqueles antigos.

Claro, um dia o jogo cansa, atinge seu limite e começa a perder usuários e ganhos, mas nisso novos jogos já entraram no ar e o público consumidor (sim, consumidor, não só jogador) já migrou para estes.

E me atrevo a dizer que este fator FarmVille vai afetar o comércio na Internet mais do que podemos imaginar. É o início do uso de um conceito de pequenos créditos, mas em grande quantidade, em coisas aparentemente inúteis e simples. Taí, quem pode dizer o que é útil ou inútil? Este é um conceito estritamente particular, o que para um não tem valor nenhum, para outro pode ser muito importante.

Daí você une esta idéia com as redes sociais, com pessoas interagindo neste meio, e temos uma nova frente a ser explorada na Internet. Eu não sou publicitário e tenho poucos conhecimentos nesta área, então não consigo visualizar exatamente como aproveitar este nicho, mas para mim, com o conhecimento e vivência digital que tenho, observo claramente que grandes idéias podem advir disto.