Na última quinta e sexta eu tive a feliz oportunidade de participar da Infotrends, que tratou de diversos temas sobre internet, redes sociais e por aí vai. Para mim foi muito legal, pois eu ainda sou bem novo no tema, até pouco tempo atrás isto era apenas parte do meu tempo livre e, de repente, me vi trabalhando com isto.
Vi muitas palestras e debates de assuntos diversos, e me vi tentado a escrever alguma coisa. Claro, não tenho a pretensão de ensinar ninguém, até porque eu sou totalmente 'newbie' no assunto - profissionalmente, porque eu sou 'hard user' nas horas vagas -, e sim de dar a minha opinião sobre as coisas, afinal é para isso que um blog serve, certo?
Mas o mais engraçado é que, no meio de tanta coisa técnica e específica, a apresentação que mais me impressionou foi a do Chris Anderson, escritor do 'Long Tail', que foi praticamente inteira teórica e conceitual. Só que ela foi incrivelmente 'open minded', aquela coisa do ovo de Colombo, parece óbvio depois que ouvimos, mas nunca pensamos nisto antes.
Ele falou sobre o que ele chama da terceira revolução industrial, totalmente influenciada pela 'Long Tail', pela existência cada vez maior dos nichos, que por sua vez são cada vez mais específicos. Alguém precisa suprir estes nichos, e não serão as grandes empresas, que são muitas vezes engessadas e não investem em mercados sem muito volume. Assim, os atores desta revolução serão os microempreendedores, trabalhando cooperativamente e, principalmente, com paixão.
Esta é outra palavra chave deste momento, a paixão. Esta revolução está se dando por pessoas que fazem aquilo que amam, nos seus momentos de folga, sem a pressão de ganharem dinheiro. Elas fazem isto porque gostam, como um 'hobby', sem qualquer pretensão maior, mas daí as coisas vão tomando forma e se tornam um negócio. O que um dia começou como uma forma de suprir um interesse muito específico seu, que não era suprido pelo mercado convencional, pode dar início a um grande negócio.
É a era da cooperação, da especificidade, do trabalhar por prazer, não por obrigação. É a hora de arregaçar as mangas e tirar as idéias de dentro da sua cabeça e torná-las reais. É a hora de seguir seus sonhos e suas paixões, e transformar isto numa carreira.
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domingo, junho 20, 2010
quarta-feira, junho 02, 2010
A Velocidade das Redes Social, Um Exemplo Bobo
Não costumo escrever aqui muito sobre coisas com as quais eu trabalho, até porque normalmente trabalho com coisas desinteressantes e que não geram nada que valha a pena dizer, mas de uns meses para cá eu comecei a trabalhar com redes sociais, o que tem tudo a ver com este blog. Com isso, dá para aprender um monte de coisas e ver aplicações práticas daquilo que para mim, até algum tempo atrás, não passava de um hobby.
Porém eu vou falar aqui de algo que aconteceu não exatamente no meu trabalho, mas sim em um assunto off-topic, mas que tem tudo a ver com este conceito de redes sociais. Ontem (terça), estávamos conversando via Twitter eu, Ademir, Carlinhos e Fábio sobre o Palmeiras jogar estes dois útimos jogos com a camisa limpa e, um assunto leva ao outro, falamos que a camisa poderia apresentar alguma forma de protesto. Assim, o Carlinhos brincou com a camisa e fez duas idéias: a primeira escrita na frente: "Fora Cipullo", e a segunda: "Precisa-se de um:" acima do número 9, clara alusão ao fato de não termos um centroavante fazedor de gols.
A brincadeira foi muito legal e começamos a retwittar. Qual não foi a surpresa quando, uma hora depois, as imagens estavam no portal GloboEsporte.com (com direito a chamada na home do Globo.com) e, posteriormente também no Blog da Redação, do Uol.
Tá, mas o que isso quer dizer? Muito simples, isto mostra duas coisas: a velocidade com que as coisas acontecem nas redes sociais e que existe muita gente de olho nelas. Existe muita informação rodando nelas, e assim como existe muito lixo, existe também muita coisa boa, muitas mentes pensantes e ativas que, até pouco tempo atrás eram restritas à pequenos nichos, ou mesmo à sua cabeça, sem ninguém mais conhecer suas criações. E que, com o advento das redes sociais, principalmente o Twitter e o conceito de instantaneidade e simplicidade criado, um universo novo se abriu para estas pessoas.
As principais empresas e mídias já perceberam o valor da rede social e a sua penetração, e estão de olho nelas 24/7, sem deixar escapar quase nada. Mesmo no meio do flood de informações, é muito mais fácil você ser ouvido hoje que antigamente, principalmente se o que você disser tiver alguma relevância. É cada vez mais difícil se alegar ignorância e sustentar uma mentira, pois além de todos virarem publicadores de conteúdo, passaram também a ser avaliadores destes.
E assim funciona este novo conceito de redes sociais, uma brincadeira entre amigos acabou nos dois maiores portais da internet, o que nos faz pensar quanto mais disto aconteceu e acontece todos os dias. Será mesmo que as redes sociais ainda são aquilo que já foi um dia dito do Twitter, um hospício, onde todo mundo fala sozinho e as vezes, um louco responde? Acho que não mais, não tem mais ninguém falando sozinho aqui. Muito pelo contrário.
Para quem tiver curiosidade em conhecer o desenho:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2010/06/foto-palmeirense-brinca-para-protestar-contra-cartola-e-falta-de-9.html
http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2010-05-30_2010-06-05.html#2010_06-01_22_39_31-10305746-0
Porém eu vou falar aqui de algo que aconteceu não exatamente no meu trabalho, mas sim em um assunto off-topic, mas que tem tudo a ver com este conceito de redes sociais. Ontem (terça), estávamos conversando via Twitter eu, Ademir, Carlinhos e Fábio sobre o Palmeiras jogar estes dois útimos jogos com a camisa limpa e, um assunto leva ao outro, falamos que a camisa poderia apresentar alguma forma de protesto. Assim, o Carlinhos brincou com a camisa e fez duas idéias: a primeira escrita na frente: "Fora Cipullo", e a segunda: "Precisa-se de um:" acima do número 9, clara alusão ao fato de não termos um centroavante fazedor de gols.
A brincadeira foi muito legal e começamos a retwittar. Qual não foi a surpresa quando, uma hora depois, as imagens estavam no portal GloboEsporte.com (com direito a chamada na home do Globo.com) e, posteriormente também no Blog da Redação, do Uol.
Tá, mas o que isso quer dizer? Muito simples, isto mostra duas coisas: a velocidade com que as coisas acontecem nas redes sociais e que existe muita gente de olho nelas. Existe muita informação rodando nelas, e assim como existe muito lixo, existe também muita coisa boa, muitas mentes pensantes e ativas que, até pouco tempo atrás eram restritas à pequenos nichos, ou mesmo à sua cabeça, sem ninguém mais conhecer suas criações. E que, com o advento das redes sociais, principalmente o Twitter e o conceito de instantaneidade e simplicidade criado, um universo novo se abriu para estas pessoas.
As principais empresas e mídias já perceberam o valor da rede social e a sua penetração, e estão de olho nelas 24/7, sem deixar escapar quase nada. Mesmo no meio do flood de informações, é muito mais fácil você ser ouvido hoje que antigamente, principalmente se o que você disser tiver alguma relevância. É cada vez mais difícil se alegar ignorância e sustentar uma mentira, pois além de todos virarem publicadores de conteúdo, passaram também a ser avaliadores destes.
E assim funciona este novo conceito de redes sociais, uma brincadeira entre amigos acabou nos dois maiores portais da internet, o que nos faz pensar quanto mais disto aconteceu e acontece todos os dias. Será mesmo que as redes sociais ainda são aquilo que já foi um dia dito do Twitter, um hospício, onde todo mundo fala sozinho e as vezes, um louco responde? Acho que não mais, não tem mais ninguém falando sozinho aqui. Muito pelo contrário.
Para quem tiver curiosidade em conhecer o desenho:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2010/06/foto-palmeirense-brinca-para-protestar-contra-cartola-e-falta-de-9.html
http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2010-05-30_2010-06-05.html#2010_06-01_22_39_31-10305746-0
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quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Muro das Lamentações

Quando as redes sociais surgiram, o objetivo principal delas foi integrar as pessoas com alguma coisa em comum, ou mesmo as que aparentemente não tinham nada em comum, mas poderiam, por meio delas, encontrar similaridades. A idéia é ótima, tanto que proliferaram redes sociais por toda a Internet. Como tudo na vida, algumas fizeram sucesso e outras não vingaram.
Eu comecei a 'brincar' com elas já no início, primeiro com Friendster, que mal cheguei a aprender a usar e nem sei se alguém ainda usa, depois com o Orkut, na época que você precisava ser convidado para fazer parte dele e dava para contar nos dedos quantos 'amigos' você tinha. O tempo passou, novas redes sociais surgiram, com novas formas e aparências.
E como tudo, existe o lado ruim. O primeiro lado ruim percebido das redes sociais é que deu início a um grande Big Brother virtual, onde todo mundo queria e podia saber da vida de todo mundo. Isso começou a ser resolvido com o advento da opção 'privacidade' e suas variações. Não resolveu totalmente, mas serviu para permitir que uma pessoa possa estar na rede ser ter sua vida devassada.
Daí criaram o Twitter, com um conceito simples mas que revolucionou totalmente a Web 2.0. Interatividade, facilidade, agilidade, tudo ao mesmo tempo agora, o que as pessoas precisavam no dia a dia acelerado que todos temos. Poucos caracteres expressando uma única sensação ou idéia, a celeridade na Internet. Fotos, vídeos, músicas? Quem se interessar, clique no link, pois as mesmas não poluem sua timeline. A idéia foi tão boa que outras redes, como o Orkut e o Facebook alteraram a sua interface para se adaptar.
Começou, então, um outro 'problema'. Com as facilidades criadas, contas e contas foram sendo criadas e todo mundo resolveu se inserir no mundo digital, mesmo aqueles que não têm nada de interessante para dizer. Pior, a Internet virou um verdadeiro Muro das Lamentações.
Virou uma profusão de reclamações, melodramas, lástimas, choros. Frases e palavras jogadas na rede, esperando por uma resposta, por uma demonstração de pena, por pessoas que corroborem seu sofrimento, parecendo um bando de pedintes, mendigando por atenção ou por carinho, de quem quer que seja, independente se for sincero ou não. Isto quando não vira um disputa, de quem sofre mais.
Isto está tornando as redes sociais um ambiente cansativo, deprimido e negativo, totalmente ao contrário do que elas deveriam ser. Na boa, e depois neguinho vem reclamar que fica levando unfollow.
(Primeira postagem da série #GetaLife, sobre gente que não sabe brincar nas redes sociais)
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Fator FarmVille
Todo mundo conhece o FarmVille. Mesmo que nunca tenha jogado, com certeza conhece alguém que joga ou, pelo menos, já deu uma espiada. E esta febre criou dois grupos, os que amam e os que odeiam. Com isso, a empresa que desenvolveu o jogo conseguiu seu objetivo: fazer com ele seja notado, perante os milhares de jogos online existentes.
Ele não tem nada de mais, não passa de uma versão rural e territorialmente menor do Sim City. Na verdade é até mais simples, pois não existem intempéries, basta fazer tudo certo que o resultado acontece dentro do prazo previsto. É um misto de simulador com um pouquinho de estratégia, que consiste em alocar o monte de tralhas que você tem disponível no espaço apresentado.
Então, qual é a graça do jogo? Difícil prever, mas é uma febre que, pessoa a pessoa, foi se disseminando pela Internet. No jogo você ajuda os vizinhos, dá e recebe presentes, compra coisinhas. Tudo até então não passaria de um simples jogo se você não pudesse realmente comprar créditos extras, em dinheiro real, para aprimorar a tua fazenda.
Daí você começa a fazer as contas. A partir de R$ 10,00 você compra alguns bons créditos, que deixarão a tua fazenda melhor, mais bonita, com alguns itens exclusivos. E, se isto te possibilita alguns bons momentos de diversão, que custa gastar uns trocos nisto? Você não gastaria este dinheiro para comprar um jogo legalizado? Ou ir há algum lugar? Exato, é esta a grande sacada!
Um pouco aqui, outro ali, mais um acolá, sem estourar o orçamento de ninguém, a Zynga, sua produtora, acumula uma pequena fortuna, sem muito trabalho. Desenvolveu um jogo simples, de uma tela só, praticamente estático, e o único trabalho que tem é, de vez em quando, projetar um novo animal, árvore, planta ou decoração. E pronto, mais e mais pessoas gastam algum dinheirinho pra adquirir estes produtos novos, descartando aqueles antigos.
Claro, um dia o jogo cansa, atinge seu limite e começa a perder usuários e ganhos, mas nisso novos jogos já entraram no ar e o público consumidor (sim, consumidor, não só jogador) já migrou para estes.
E me atrevo a dizer que este fator FarmVille vai afetar o comércio na Internet mais do que podemos imaginar. É o início do uso de um conceito de pequenos créditos, mas em grande quantidade, em coisas aparentemente inúteis e simples. Taí, quem pode dizer o que é útil ou inútil? Este é um conceito estritamente particular, o que para um não tem valor nenhum, para outro pode ser muito importante.
Daí você une esta idéia com as redes sociais, com pessoas interagindo neste meio, e temos uma nova frente a ser explorada na Internet. Eu não sou publicitário e tenho poucos conhecimentos nesta área, então não consigo visualizar exatamente como aproveitar este nicho, mas para mim, com o conhecimento e vivência digital que tenho, observo claramente que grandes idéias podem advir disto.
Ele não tem nada de mais, não passa de uma versão rural e territorialmente menor do Sim City. Na verdade é até mais simples, pois não existem intempéries, basta fazer tudo certo que o resultado acontece dentro do prazo previsto. É um misto de simulador com um pouquinho de estratégia, que consiste em alocar o monte de tralhas que você tem disponível no espaço apresentado.
Então, qual é a graça do jogo? Difícil prever, mas é uma febre que, pessoa a pessoa, foi se disseminando pela Internet. No jogo você ajuda os vizinhos, dá e recebe presentes, compra coisinhas. Tudo até então não passaria de um simples jogo se você não pudesse realmente comprar créditos extras, em dinheiro real, para aprimorar a tua fazenda.
Daí você começa a fazer as contas. A partir de R$ 10,00 você compra alguns bons créditos, que deixarão a tua fazenda melhor, mais bonita, com alguns itens exclusivos. E, se isto te possibilita alguns bons momentos de diversão, que custa gastar uns trocos nisto? Você não gastaria este dinheiro para comprar um jogo legalizado? Ou ir há algum lugar? Exato, é esta a grande sacada!
Um pouco aqui, outro ali, mais um acolá, sem estourar o orçamento de ninguém, a Zynga, sua produtora, acumula uma pequena fortuna, sem muito trabalho. Desenvolveu um jogo simples, de uma tela só, praticamente estático, e o único trabalho que tem é, de vez em quando, projetar um novo animal, árvore, planta ou decoração. E pronto, mais e mais pessoas gastam algum dinheirinho pra adquirir estes produtos novos, descartando aqueles antigos.
Claro, um dia o jogo cansa, atinge seu limite e começa a perder usuários e ganhos, mas nisso novos jogos já entraram no ar e o público consumidor (sim, consumidor, não só jogador) já migrou para estes.
E me atrevo a dizer que este fator FarmVille vai afetar o comércio na Internet mais do que podemos imaginar. É o início do uso de um conceito de pequenos créditos, mas em grande quantidade, em coisas aparentemente inúteis e simples. Taí, quem pode dizer o que é útil ou inútil? Este é um conceito estritamente particular, o que para um não tem valor nenhum, para outro pode ser muito importante.
Daí você une esta idéia com as redes sociais, com pessoas interagindo neste meio, e temos uma nova frente a ser explorada na Internet. Eu não sou publicitário e tenho poucos conhecimentos nesta área, então não consigo visualizar exatamente como aproveitar este nicho, mas para mim, com o conhecimento e vivência digital que tenho, observo claramente que grandes idéias podem advir disto.
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sexta-feira, janeiro 29, 2010
Cauda Longa
Resolvi neste ano de 2010 ler mais sobre assuntos relacionados à tecnologia, principalmente voltadas para o entretenimento, que é uma área que eu gosto, e para o Direito que, mesmo não sendo algo que gosto muito, pelo menos eu entendo. E o primeiro livro que eu peguei foi o "A Cauda Longa" do Chris Anderson.
O conceito que ele trabalha é aparentemente simples, mas faz muito sentido. Ele mostra como o mundo virtual alterou profundamente as relações comerciais, principalmente as relacionada à produtos que não precisam ser necessariamente físicos. É muito comentado sobre a música, que trata-se do exemplo perfeito.
Uma loja física vende a música de forma física (em CD's). Neste caso, tudo custa dinheiro (o transporte, o armazenamento, a exposição dos CD's) e, como não é possível expor muitos títulos, obviamente a escolha recai sobre os mais vendidos, em detrimento daqueles títulos mais inexpressivos comercialmente. Mas, com o advento das lojas virtuais, um novo leque se abriu. E duas vezes.
Na primeira, com as lojas virtuais que vendem o produto físico, permitiu-se uma gama maior de títulos, pois não há a exposição real dos mesmos, apenas uma tela com os dados informativos. Quando uma pessoa entra no site e escolhe um CD, o mesmo é enviado de um grande galpão, unificado, e com um custo físico muito menor.
Porém, com a evolução da tecnologia, o comércio musical atingiu um novo estágio, completamente virtual, onde as músicas passaram a ser arquivos virtuais, armazenados em um Hard Drive em qualquer lugar do mundo, podendo ser comercializadas (e transferidas) milhões de vezes, sem por isso ocupar mais espaço.
E tudo se modificou. A indústria se modificou, pois teve que mudar a maneira de gerir teus negócios, vez que esta nova modalidade de comércio é afetada diretamente pela tão criticada pirataria. Os músicos mudaram, pois a divulgação se torna cada vez mais fácil e mais barata, permitindo o surgimento de artistas de regiões e estilos até estão inexistentes comercialmente. Os periféricos e agregados mudaram, pois mudou-se a forma de divulgar a música, de cobrir a mesma, saindo daquele universo até então restrito do "artista vende muito CD e toca na rádio". Tudo teve que se modificar, se modernizar.
Mas o fator mais importante disto tudo é que o mercado parou de ser restrito para se tornar infinito. As restrições físicas praticamente caíram por terra e qualquer pessoa pode jogar na rede seus trabalhos, decidindo o quanto e se quer cobrar por ele. Os grandes vendedores desapareceram, pois uma coisa era competir num universo de 10, outra é competir num de 10.000. Claro que os procura aumentou, mas não na mesma proporção que a demanda. E a tendência é esta progressão ser cada vez maior.
Se você toca música celta cantada em paquistanês, com certeza alguém, em algum lugar no mundo, vai ouvi-la, e isto é o lindo desta nova indústria.
O conceito que ele trabalha é aparentemente simples, mas faz muito sentido. Ele mostra como o mundo virtual alterou profundamente as relações comerciais, principalmente as relacionada à produtos que não precisam ser necessariamente físicos. É muito comentado sobre a música, que trata-se do exemplo perfeito.
Uma loja física vende a música de forma física (em CD's). Neste caso, tudo custa dinheiro (o transporte, o armazenamento, a exposição dos CD's) e, como não é possível expor muitos títulos, obviamente a escolha recai sobre os mais vendidos, em detrimento daqueles títulos mais inexpressivos comercialmente. Mas, com o advento das lojas virtuais, um novo leque se abriu. E duas vezes.
Na primeira, com as lojas virtuais que vendem o produto físico, permitiu-se uma gama maior de títulos, pois não há a exposição real dos mesmos, apenas uma tela com os dados informativos. Quando uma pessoa entra no site e escolhe um CD, o mesmo é enviado de um grande galpão, unificado, e com um custo físico muito menor.
Porém, com a evolução da tecnologia, o comércio musical atingiu um novo estágio, completamente virtual, onde as músicas passaram a ser arquivos virtuais, armazenados em um Hard Drive em qualquer lugar do mundo, podendo ser comercializadas (e transferidas) milhões de vezes, sem por isso ocupar mais espaço.
E tudo se modificou. A indústria se modificou, pois teve que mudar a maneira de gerir teus negócios, vez que esta nova modalidade de comércio é afetada diretamente pela tão criticada pirataria. Os músicos mudaram, pois a divulgação se torna cada vez mais fácil e mais barata, permitindo o surgimento de artistas de regiões e estilos até estão inexistentes comercialmente. Os periféricos e agregados mudaram, pois mudou-se a forma de divulgar a música, de cobrir a mesma, saindo daquele universo até então restrito do "artista vende muito CD e toca na rádio". Tudo teve que se modificar, se modernizar.
Mas o fator mais importante disto tudo é que o mercado parou de ser restrito para se tornar infinito. As restrições físicas praticamente caíram por terra e qualquer pessoa pode jogar na rede seus trabalhos, decidindo o quanto e se quer cobrar por ele. Os grandes vendedores desapareceram, pois uma coisa era competir num universo de 10, outra é competir num de 10.000. Claro que os procura aumentou, mas não na mesma proporção que a demanda. E a tendência é esta progressão ser cada vez maior.
Se você toca música celta cantada em paquistanês, com certeza alguém, em algum lugar no mundo, vai ouvi-la, e isto é o lindo desta nova indústria.
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