Eu queria a um tempo ler o "Beber, Jogar, F@#er" do Bob Sullivan, mas me disseram que para entendê-lo eu precisava primeiro ler o "Comer, Rezar, Amar". Certo, lá fui eu tentar ler um livro de menininha e best-seller, coisas que definitivamente não me dão tesão nenhum, mas paciência. Li um pouco, aos trancos e barrancos, caindo no sono sempre depois de meia dúzia de páginas, e na metade do primeiro arco (são três), eu desisti. Desisti e resolvi começar a ser o outro.
Realmente admito que ler pelo menos a introdução daquele livro ajudou a entender melhor a 'piada'. Fica claro desde o começo que é uma sátira deslavada, ácida e até certo ponto machista do original, mas o que é válido, pois ele era muito menininha e fofinho, de uma forma que a vida real e as mulheres reais não são (ok, até onde eu li), além do que, se elas podem ser as mocinhas e nós os vilões em um livro, porque o contrário não pode acontecer em outro?
Não é questão de contar ou não o(s) livro(s) e sim de constatar que, no meio de muitos nichos, ainda existem estes, um para mulheres e outros para homens, onde a escrita, o direcionamento e até as piadas são direcionadas para um dos gêneros. E não há nada de errado nisto, errado é achar que isto é sexismo, misoginia, preconceito. Sem hipocrisia, as mulheres precisam do romance e dos contos de fada e os homens da putaria e o humor escrachado, pelo simples fato de que isto é legal, a gente gosta e ponto, não precisam de explicações científicas nem psicológicas.
Por um tempo o politicamente correto e o patrulhamento tentaram matar isso. A mulher tinha que ser forte como o homem e o homem tinha que ser sensível como a mulher, qualquer coisa que saísse desta linha era sinal de fraqueza. Mas sabe qual é a graça de existirem homens e mulheres? É que eles são diferentes, graças a Deus. E antes que comecem o patrulhamento contra homofobia, uma coisa não tem nada a ver com a outra, muitos podem não concordar comigo, mas e daí? Esta é a beleza da dialética e das discussões de mesas de bar, a diferença de opinião.
Mas voltando ao foco da conversa, parece que isto está se aliviando, e finalmente se tocaram que uma mulher não é menos forte ou menos profissionalmente sucedida se ela gosta de um filme ou livro de romance água com açúcar e sonha com o príncipe encatado e um homem não é um troglodita ignorante e espancador de mulheres se ele assiste um filme do estilo "Se Beber Não Case" ou ri de uma piada machista. Deixem o mundo em paz com as suas diferenças, pois isto é que faz dele divertido e interessante.
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quinta-feira, setembro 16, 2010
Livros Para Meninas e Para Meninos
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quarta-feira, março 31, 2010
Efeito Dourado
Aviso: este é um post polêmico.
Em julho do ano passado eu escrevi um post falando sobre homens modernos e tal, e gerou uma polêmica interessante, além da hashtag #MachoDeRespeito. E agora, após algumas conversas no MSN, deu vontade de escrever sobre o assunto de novo. Mas é bom ressaltar que eu não sou um ogro desrespeitador e violento, e sim uma pessoa com opiniões contundentes e até certo ponto ácidas.
Ontem acabou o tal do BBB10, que eu só assisti por causa da Veri, e o vencedor foi o Dourado. Não torci pra ninguém, acho que lá é um mundo irreal, onde todo mundo é marombado, gostosão e bem sucedido, mas percebo que a vitória dele demonstra algo.
Antes de tudo não vou tocar no assunto dele ser ou não homofóbico, pois não assisti o suficiente para perceber, apenas acho que, assim como muitos brasileiros que não estão habituados a conviver com homossexuais, ele ficava chocado e incomodado com certas coisas.
Porém ele foi muito chamado de machista, grosso, tosco, chucro e outros adjetivos pela sua forma de agir, e daí eu não concordo. Tal como eu já disse antes, o homem está cada vez mais feminilizado. Quando as mulheres assumiram o lugar que lhes cabia na sociedade - que é ao lado do homem, nem a frente, nem atrás -, começou a serem exigidos e impostos ao homem algumas condições.
E o que era pra ser uma coisa boa, pra amenizar certas atitudes masculinas, acabaram sendo levadas aos extremos, e o homem suavizou demais. Ficaram submissos, sensíveis demais. Mudaram as preocupações, e estas passaram a ser cada vez mais parecidas com as femininas. Cada vez mais o homem que frequentava boteco, ia ao futebol, via filme de explosão e de sangue, comia carne com gordura passou a receber a pecha de tosco e bronco. Afinal homem culto e inteligente é aquele que assiste filmes iranianos - e chora -, não liga pra futebol - eu juro que não vou fazer piadinha com sãopaulino -, vai na manicure e é vegetariano.
Sabe, nem tanto ao céu, mas nem tanto à terra. Tá na hora de diminuir esse patrulhamento e respeitarem mais as diferenças entre os sexos. Diferenças são coisas saudáveis e longe de serem agressivas e preconceituasas. As coisas precisam ser mais leves, pois hoje temos uma geração de homens frouxos e com medo das mulheres. E isto é ruim para todos.
E na verdade, com todos os seus defeitos, o Dourado é meio que uma ruptura disso. Um cara que não chega a ser troglodita, mas que é firme nos seus preceitos e sem muita frescura, parecendo grosso por isto. E isto incomoda. E fascina. Porque um pouco de testosterona não faz mal pra ninguém.
Em julho do ano passado eu escrevi um post falando sobre homens modernos e tal, e gerou uma polêmica interessante, além da hashtag #MachoDeRespeito. E agora, após algumas conversas no MSN, deu vontade de escrever sobre o assunto de novo. Mas é bom ressaltar que eu não sou um ogro desrespeitador e violento, e sim uma pessoa com opiniões contundentes e até certo ponto ácidas.
Ontem acabou o tal do BBB10, que eu só assisti por causa da Veri, e o vencedor foi o Dourado. Não torci pra ninguém, acho que lá é um mundo irreal, onde todo mundo é marombado, gostosão e bem sucedido, mas percebo que a vitória dele demonstra algo.
Antes de tudo não vou tocar no assunto dele ser ou não homofóbico, pois não assisti o suficiente para perceber, apenas acho que, assim como muitos brasileiros que não estão habituados a conviver com homossexuais, ele ficava chocado e incomodado com certas coisas.
Porém ele foi muito chamado de machista, grosso, tosco, chucro e outros adjetivos pela sua forma de agir, e daí eu não concordo. Tal como eu já disse antes, o homem está cada vez mais feminilizado. Quando as mulheres assumiram o lugar que lhes cabia na sociedade - que é ao lado do homem, nem a frente, nem atrás -, começou a serem exigidos e impostos ao homem algumas condições.
E o que era pra ser uma coisa boa, pra amenizar certas atitudes masculinas, acabaram sendo levadas aos extremos, e o homem suavizou demais. Ficaram submissos, sensíveis demais. Mudaram as preocupações, e estas passaram a ser cada vez mais parecidas com as femininas. Cada vez mais o homem que frequentava boteco, ia ao futebol, via filme de explosão e de sangue, comia carne com gordura passou a receber a pecha de tosco e bronco. Afinal homem culto e inteligente é aquele que assiste filmes iranianos - e chora -, não liga pra futebol - eu juro que não vou fazer piadinha com sãopaulino -, vai na manicure e é vegetariano.
Sabe, nem tanto ao céu, mas nem tanto à terra. Tá na hora de diminuir esse patrulhamento e respeitarem mais as diferenças entre os sexos. Diferenças são coisas saudáveis e longe de serem agressivas e preconceituasas. As coisas precisam ser mais leves, pois hoje temos uma geração de homens frouxos e com medo das mulheres. E isto é ruim para todos.
E na verdade, com todos os seus defeitos, o Dourado é meio que uma ruptura disso. Um cara que não chega a ser troglodita, mas que é firme nos seus preceitos e sem muita frescura, parecendo grosso por isto. E isto incomoda. E fascina. Porque um pouco de testosterona não faz mal pra ninguém.
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quinta-feira, julho 30, 2009
Straight Eye for the Queer Guy
Antes um aviso: esse texto não faz questão alguma de ser politicamente correto. Assim, quem se irrita facilmente ou não sabe brincar, nem precisa continuar a leitura. Tchau.
No casamento do Roger e da Sá, estávamos bebendo e conversando eu, ele, o Fábio, o Toloi, o Naka e o Paulo, quando começou a tocar uma música da Madonna e um monte de gente foi dançar. Daí começamos a discutir se um homem pode gostar de Madonna e, chegamos a conclusão que ele pode até achar algumas músicas legais e achar ela gostosa, mas não pode ser fã dela, pois isto está restrito às mulheres e aos gays. Mas o problema é que existem alguns heterossexuais que gostam dela!
E, na verdade, o grande problema mesmo é que vivemos um momento em que a sociedade está tornando os homens cada vez menos homens, como se isso fosse um problema. Hoje, os exemplo de homens são o Hugh Grant, o Kaká e o Backham, filhos da mamãe bunda moles e que usam mais cremes que mulheres.
Para deixar bem claro, eu não estou falando de homossexuais, isso é uma outra história. Respeito eles, convivo muito bem com eles e quem me conhece sabe do que eu estou falando, mas sim dessa merda de 'macho' sensível que inventaram. Certo, como eu post na lista abaixo, o homem tem sim que respeitar a mulher, saber cozinhar, ajudar na casa e cuidar da aparência (com moderação) mas ao mesmo tempo não perde por nada o seu futebol, sabe trocar o pneu do carro e o chuveiro do banheiro, não ter problema em sentar num boteco sujo pra beber cerveja, comer amendoim e falar das gostosas.
Naquele casamento, com a pinga na cabeça, começamos a discutir como isso poderia mudar, como evitar que nós, machos de respeito, fossemos substituídos por essa coisa de metrossexual. Porque um macho de respeito abre a porta do carro pra mulher, mas quem dirige é ele. Passa perfume, mas não divide o creme com a namorada. E, se possível, não torce para o São Paulo. E chegamos a conclusão que essas coisinhas (também conhecidas na adolescência como emos) precisam é de um tratamento de choque.
Não existia na TV um programa chamado Queer Eye for the Straight Guy, onde cinco gays ajudavam um hetero? Então, nesta onda de reality shows concluímos que cairia muito bem um
Straight Eye for the Queer Guy, ou Machômetro, onde esses rapazinhos seriam levados para fazer coisas de macho, como tomar pinga as cinco da tarde em um bar de peão, trabalhar como servente de pedreiro, trocar o pneu de um carro e ir clube de strip, tendo que passar a mão na bunda das meninas e falar impropérios como 'gostosa, 'vagabunda' ou 'cachorra'.
Certo, são coisas extremas, exageradas, mas é parte da piada, ou do tratamento de choque mesmo. Cara quer ser homossexual, maravilha, é um direito de cada um escolher o que quer fazer com as suas coisas, mas não me venha com essa porra de macho sensível. Porque a mulher não quer um macho sensível, ela quer um gay para melhor amigo e um homem de verdade na cama.
E vivam os machos de respeito! Vamos tomar uma cerveja, dar uma coçada no saco e pegar umas gostosas pra comemorar.
No casamento do Roger e da Sá, estávamos bebendo e conversando eu, ele, o Fábio, o Toloi, o Naka e o Paulo, quando começou a tocar uma música da Madonna e um monte de gente foi dançar. Daí começamos a discutir se um homem pode gostar de Madonna e, chegamos a conclusão que ele pode até achar algumas músicas legais e achar ela gostosa, mas não pode ser fã dela, pois isto está restrito às mulheres e aos gays. Mas o problema é que existem alguns heterossexuais que gostam dela!
E, na verdade, o grande problema mesmo é que vivemos um momento em que a sociedade está tornando os homens cada vez menos homens, como se isso fosse um problema. Hoje, os exemplo de homens são o Hugh Grant, o Kaká e o Backham, filhos da mamãe bunda moles e que usam mais cremes que mulheres.
Para deixar bem claro, eu não estou falando de homossexuais, isso é uma outra história. Respeito eles, convivo muito bem com eles e quem me conhece sabe do que eu estou falando, mas sim dessa merda de 'macho' sensível que inventaram. Certo, como eu post na lista abaixo, o homem tem sim que respeitar a mulher, saber cozinhar, ajudar na casa e cuidar da aparência (com moderação) mas ao mesmo tempo não perde por nada o seu futebol, sabe trocar o pneu do carro e o chuveiro do banheiro, não ter problema em sentar num boteco sujo pra beber cerveja, comer amendoim e falar das gostosas.
Naquele casamento, com a pinga na cabeça, começamos a discutir como isso poderia mudar, como evitar que nós, machos de respeito, fossemos substituídos por essa coisa de metrossexual. Porque um macho de respeito abre a porta do carro pra mulher, mas quem dirige é ele. Passa perfume, mas não divide o creme com a namorada. E, se possível, não torce para o São Paulo. E chegamos a conclusão que essas coisinhas (também conhecidas na adolescência como emos) precisam é de um tratamento de choque.
Não existia na TV um programa chamado Queer Eye for the Straight Guy, onde cinco gays ajudavam um hetero? Então, nesta onda de reality shows concluímos que cairia muito bem um
Straight Eye for the Queer Guy, ou Machômetro, onde esses rapazinhos seriam levados para fazer coisas de macho, como tomar pinga as cinco da tarde em um bar de peão, trabalhar como servente de pedreiro, trocar o pneu de um carro e ir clube de strip, tendo que passar a mão na bunda das meninas e falar impropérios como 'gostosa, 'vagabunda' ou 'cachorra'.
Certo, são coisas extremas, exageradas, mas é parte da piada, ou do tratamento de choque mesmo. Cara quer ser homossexual, maravilha, é um direito de cada um escolher o que quer fazer com as suas coisas, mas não me venha com essa porra de macho sensível. Porque a mulher não quer um macho sensível, ela quer um gay para melhor amigo e um homem de verdade na cama.
E vivam os machos de respeito! Vamos tomar uma cerveja, dar uma coçada no saco e pegar umas gostosas pra comemorar.
quarta-feira, julho 29, 2009
#machoderespeito
O Ademir postou hoje no Twitter os mandamentos do macho de respeito, e eu não resisti, e postei aqui:
1) Não se declarar a uma mulher antes que ela faça isso
2) Nunca pegar a mulher de um amigo ou a ex, caso saiba que ele vai se importar com isso (se for ex, na dúvida, pergunte antes)
3) Nunca deixar de ver um jogo de futebol do seu time para acompanhar mulher em algum evento social
4) Não deixar de fazer nada do que gosta porque a sua namorada pediu. Um dia você vai se arrepender (Nunca deixar uma mulher mandar em você)
5) Não dizer o tempo todo que é macho. Homem que é homem não precisa reafirmar isso o tempo todo. Isso é coisa de idiota
6) Não aceitar traição. Ser corno manso não é ser macho (não precisa matar ninguém também, isso é burrice)
7) Nunca ser sustentado por uma mulher. Isso não quer dizer que não pode aceitar que ela pague algo ou te dê presentes, mas não viver às custas de uma mulher. (Caso contrário, você vai cair no mandamento 4: ela vai mandar em você)
8) Nunca implorar a atenção de uma mulher. Se ela não está nem aí para você, siga em frente, não se humilhe
9) Fazer de tudo para dar prazer a uma mulher na cama, colocando-a em primeiro lugar
10) Não tentar entender as mulheres
1) Não se declarar a uma mulher antes que ela faça isso
2) Nunca pegar a mulher de um amigo ou a ex, caso saiba que ele vai se importar com isso (se for ex, na dúvida, pergunte antes)
3) Nunca deixar de ver um jogo de futebol do seu time para acompanhar mulher em algum evento social
4) Não deixar de fazer nada do que gosta porque a sua namorada pediu. Um dia você vai se arrepender (Nunca deixar uma mulher mandar em você)
5) Não dizer o tempo todo que é macho. Homem que é homem não precisa reafirmar isso o tempo todo. Isso é coisa de idiota
6) Não aceitar traição. Ser corno manso não é ser macho (não precisa matar ninguém também, isso é burrice)
7) Nunca ser sustentado por uma mulher. Isso não quer dizer que não pode aceitar que ela pague algo ou te dê presentes, mas não viver às custas de uma mulher. (Caso contrário, você vai cair no mandamento 4: ela vai mandar em você)
8) Nunca implorar a atenção de uma mulher. Se ela não está nem aí para você, siga em frente, não se humilhe
9) Fazer de tudo para dar prazer a uma mulher na cama, colocando-a em primeiro lugar
10) Não tentar entender as mulheres
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