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quinta-feira, dezembro 30, 2010

You Wanted The Best, You Got The Best

E 2010 acabou. Todo final de ano eu faço uma listinha dos melhores do ano e tal, e este ano não poderia faltar né? O ano foi cheio de altos e baixos, com coisas muito boas e outras bem ruins, decepcionantes até, mas desta vez eu resolvi escolher apenas os melhores do ano, nada de primeiro, segundo, terceiro e décimo quinto colocados. Algo assim como: "E a Espanha na Copa do Mundo deste ano foi:"

Melhor Álbum


Até que tivemos alguns bons álbuns em 2010, como o do Bret Michaels (Custom Built), os homônimos do Stone Temple Pilot e do Slash e o da Charlotte Gainsbourg (IRM), mas o melhor de todos, fácil, foi o "All in Good Time" do Barenaked Ladies, o que não deixou de ser uma surpresa, pois eu não sabia o que esperar após a saída do Steven Page. Certo, o álbum perdeu um pouco da alegria dos anteriores, mas foi praticamente perfeito, mostrando uma melancolia que eu não sabia que eles tinham, mas sem perder o estilo.



Ps: antes que alguém me pergunte, não, eu não esqueci do Arcade Fire, eu simplesmente não achei nada do que o povo está dizendo dele.

Melhor Canção

E não é que neste ano tivemos uma dobradinha? Além de melhor álbum, o Barenaked Ladies levou o prêmio de melhor canção, com a sensacional, maravilhosa e triste "You Run Away". E olha, só não leva como melhor canção da década porque existe "The Scientist".



Merecem menções honrosas as do Bret Michaels e Miley Cyrus (Nothing to Lose), Bush (Afterlife), Charlotte Gainsbourg e Beck (Heaven Can Wait), Scorpions (The Best Is Yet To Come), She & Him (In the Sun) e STP (Cinnamon).

Melhor Filme


No ano dos filmes nerds e geeks (os videogames cinematograficos de Scott Pilgrim e Príncipe da Persia, o violento Kick-Ass e o sério Redes Sociais), não tem como não premiar um. E portanto o melhor do ano é Zumbilândia. Praticamente tudo que você espera de um filme, você encontra: premissa interessante, bons atores, ótimas tiradas, trilha sonora boa e muitas risadas. Tá, vão me dizer que faltou roteiro mas, me respondam, desde quando filme de zumbi tem roteiro?! Ok, Extermínio tinha, mas é uma exceção (e um ótimo filme).



Melhor Série


Poucas séries foram lançadas este ano e eu acompanhei, a maioria foram as antigas que eu já assistia e, destas a temporada que mais me marcou foi a do Dexter. As quarta (que só vi este ano) e a quinta foram algo de tirar o fôlego. Sensacionais e esperando pela próxima temporada já.



Melhor Show

No ano que um ex-Beatle toca no Brasil um repertório de 3 horas, que o mesmo considera este show o melhor do ano e um dos melhores da carreira (e que eu estava lá), pode parecer impossível um outro show ser escolhido o melhor do ano, certo? Errada. Apesar do show ter sido ótimo, o melhor do ano aconteceu alguns dias depois, no Via Funchal lotado, com uma banda piromaníaca que canta em alemão. Sobre o show do Rammstein, só há uma coisa a ser dito: O que foi aquilo?

sexta-feira, março 12, 2010

Luto

Fábio Rex

quarta-feira, março 10, 2010

Uma Vida em Retalhos

No meu aniversário eu ganhei da Veri uma edição do 'Retalhos' do Craig Thompson. É uma obra acima de tudo ousada, por dois motivos. Um que é uma auto biografia, o que é algo complicado de se fazer, pois expõe muito, feridas abertas, decepções, segredos, traumas. O outro, e talvez mais difícil de lidar, é que a história foi escrita quando ele tinha menos de 30 anos, ou seja, todos os fatos eram relativamente recentes, os personagens ainda estão vivos, a exposição é ainda maior.

Talvez até por isso o roteiro é tão fascinante, porque os acontecimentos ainda estão frescos e são parte de uma época que eu e muitos de vocês viveram, afinal o autor nasceu em 75, apenas 2 anos antes de mim. E, com desenhos caprichados, a leitura rendeu e devorei tudo em uma tarde.

É uma história simples, sem grandes inovações, cujo mote é como a culpa cristã atua na vida de uma pessoa. O terror da dualidade Céu-Inferno, a rigidez no tratamento dos filhos pelos pais, a rotina rígida de frequentar a igreja, a figura do Deus vigilante e punitivo e, principalmente, a culpa pelos prazeres 'mundanos'.

Existe uma passagem muito boa, onde o autor comenta na Escola da Igreja que quer fazer uma faculdade de arte e um outro aluno comenta que tem um irmão que foi para uma dessas, e logo no começo teve que pintar pessoas nuas, depois se afastou do cristianismo e no final, meu Deus, virou homossexual. É um mundo a parte, fechado, mas ao mesmo tempo muito perto e presente.

Vale conferir, é uma leitura bem agradável!

segunda-feira, novembro 09, 2009

Entrevista com Paulo Back



Eu gosto de diversas coisas, mas algumas mais do que outras, e existem três que estão entre as minhas cinco preferidas: música, quadrinhos e escrever. Alguns meses atrás, a Denise entrou em contato comigo, disse que estava começando uma revista e perguntou se eu queria escrever uma coluna de música para a mesma. E, com isso, eu comecei a minha participação na Revista Young.

Falar sobre música é uma coisa que eu gosto, e como a revista é sobre educação, resolvi falar sobre a influência dela nas profissões. Na primeira edição decidi ir pelo caminho mais fácil e entrevistar alguém que fez faculdade de música, no caso a Larissa. Após, tentei ir para caminhos menos óbvios e, nestas, via Twitter, eu cheguei ao Paulo Back.

Músico e roteirista das histórias da Turma da Mônica, achei que poderia ser uma entrevista interessante, então entrei em contato com ele, via Emerson Abreu, e perguntei sobra entrevista, a qual ele se prontificou a me responder. Mandei as perguntas e ele me retornou as respostas.

Aí eu tive uma 'problema', o espaço que eu tenho na revista é bem menor do que a entrevista, de forma que tive que editá-la. Porém, era uma pena eu 'perder' todo aquela conteúdo, de forma que decidi publicá-la aqui, neste blog, integralmente.

Aqui vai ela:

Qual seu nome e sua profissão?

Paulo Back - Roteirista e Músico.

Trabalha nesta profissão a quanto tempo?

Como Roteirista, ha 15 anos, como Músico ha mais tempo, desde que entrei para a primeira banda.

Como foi seu início de carreira? Como você chegou nesta carreira?

Já era um sonho que eu tinha desde criança trabalhar com historia em quadrinhos. No Brasil existiam dois grandes nomes: Disney e Mauricio de Sousa. Acabei fazendo arquitetura na UFSC, me formei e trabalhei algum tempo com isso, dividindo com a Música. Chegou uma hora que resolvi abraçar o meu sonho de criança, coloquei uma pilha de desenhos embaixo do braço e fui falar com o Mauricio de Sousa. No fim ele acabou gostando das historias que levei e comecei de leve, caprichando no desenho e aprendendo algumas manhas dos roteiros.

Qual a importância da música na tua vida pessoal e profissional?

A música está sempre presente, ou tocando lá no fundo, enquanto trabalho, ou grudada nos pensamentos, assobiando. É tão importante quanto os desenhos. A Música me proporcionou grandes momentos, experiências, abriu portas, conheci pessoas e lugares. Com a banda já gravei alguns discos e fizemos um grande retorno há um ano, também tive outra banda de covers para tocar em lugares pequenos, bares e festas.

Qual o personagem da Turma que você mais gosta de desenhar?

Olha, costumo dizer que é aquele personagem que estou trabalhando naquele momento. O próprio Mauricio diz que quando ele faz uma história, ele incorpora o personagem. É esquisito isso, porque acho que a idéia segue por aí. Você se sente o personagem, que no fundo existe dentro de cada pessoa. O roteirista é apenas uma ponte entre o personagem e o papel. Eu gosto demais de dar vida aos personagens 'secundários', dar características marcantes a eles, deixá-los um pouquinho mais em evidência. Adoro a vidinha simples do Chico Bento, a infância no bairro da turminha, os papos 'humanos' do Bidu e sua turma.... mas provavelmente, se é para eu escolher um xodó, talvez eu fique com o Mingau, o gato da Magali.

Como funciona o teu processo criativo?

Para falar a verdade, não sei. Eu me obrigo a cumprir a minha cota de páginas, e mesmo não pintando nenhuma inspiração eu faço alguma coisa. Se ficou ruim, paciência, coloco na gaveta e num belo dia de sol eu dou uma olhada para ver se dá para salvar a idéia ou não. Aí folheio alguma revista, releio alguma historinha, penso num personagem, e aí vai.
E há aqueles dias que parece que paira um anjo sobre a cabeça. Pode ser o Anjinho, a Mônica ou o Jotalhão. Tanto faz. Aí então é o personagem que faz a história, não eu. O próprio Mauricio diz que muitas vezes a historia vem por si só. Então nós somos um instrumento, Numa ponta o roteirista, e em outra o personagem. No meio existe o Mauricio, pois para uma historia ficar boa, temos que pensar como ele.

Você criou algumas histórias baseadas ou em homenagens à músicos. Quais foram eles?

Foram várias sim. Das últimas cito a homenagem ao Michael Jackson, que foi divulgada ainda no rascunho pela internet e ganhou uma edição especial. Houve também uma referencia à Madonna, Amy Winehouse, Lady Gaga e B-52´s numa das últimas revistas da Mônica. Dos Beatles já fiz várias, como a turminha imitando os garotos, Beatles no parque, e tantas outras. Na época dos Mamonas Assassinas fiz uma paródia com a turminha, que acabou saindo depois do fim do grupo, e acabou sendo uma homenagem. Teve também U2, Rita Lee, The Cure, Elvis, e algumas outras com Michael Jackson (ele foi uma referencia e tanto para as historinhas)
E vale lembrar que Mauricio de Sousa criou o personagem cadeirante Luca, em homenagem ao Herbert Viana. Tanto que o apelido do personagem é 'Paralaminha'.

Você é um grande fã dos Beatles, a historia "Paul is Dead", que homenageia a banda, é tua?

Infelizmente não, pois gostaria de tê-la feito. Tanto esta como 'Paul in Roça' com Chico Bento, foram de outros roteiristas, na época que estava entrando no estúdio. Mesmo antes disso, Mauricio tinha um projeto de lançar personagens baseados nos Beatles, Beatles 4 Kids. Era algo muito bem estudado e estruturado, mas uma das quatro partes ( dos 3 Beatles na época, mais Yoko ) vetou. Ninguém sabe qual foi. Pena. Não peguei esse processo, pois foi anterior a minha entrada no estúdio, mas acho que adoraria estar envolvido nisso.

Poucos dias depois da morte de Michael Jackson, o storyboard de uma história homenagem já estava na internet. Como foi desenvolver essa história num tempo tão curto?

Bom, foi um choque para todo mundo. Eu mesmo dizia por aí que o Michael Jackson não ia durar muito, mas quando soube da morte dele fiquei estarrecido também. Soube só tarde da noite por um programa, achava que era brincadeira, só quando me toquei que era verdade, caiu a ficha.
Como anos atrás já havia feito uma pequena homenagem numa historia do Penadinho, onde a turma do cemitério invade um estúdio de gravação e se fazer passar pelos monstros de 'Thriller', pensei na mesma hora em fazer uma continuação.
No outro dia de manhã, rabisquei a historia e fiz o rascunho até o meio da tarde. Enviei para o Mauricio o roteiro, como todos fazem.
Surpresa a minha quando vi, no inicio da noite, a história sendo mostrada a todos na internet, pelo twitter do Mauricio.
No fundo foi uma grande honra, pois foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Uma historia foi disponibilizada apenas no roteiro, sem acabamento e sem arte final. O Mauricio achou melhor mostrá-la dessa forma para homenagear o astro, já que, menos de 24 horas depois, o mundo estava bastante comovido. A historinha ganhou blogs, jornais, TV, dessa forma. De uma maneira triste, foi uma ação feliz. Foi espontânea..

Existe algum músico que você tenha vontade de inserir numa história ou homenagear e que ainda não pode?

Muitos, mas alguns a maioria dos leitores não devem conhecer, já que são crianças.
Dos músicos que gosto, já coloquei os que citei acima, mas as vezes, por uma nova 'mania' ou 'moda', eu colo um ou outro que não curto e torço o nariz. Na época do Tchan, por exemplo, usei as dançarinas numa historinha, apesar de não gostar da música nem do estilo, mas respeito quem gosta.

Você tem algum projeto profissional que não tenha realizado?

Gostaria de trabalhar com animação, já que faço desenhos também. Mas como algumas historinhas já foram e continuam sendo adaptadas para os cine-gibis, me sinto realizado nessa parte.. Gostaria de fazer algo relacionado ao bem estar dos animais, e tento passar alguma mensagem nas historinhas também. Na musica me considero realizado assim como nas HQs, Nem tudo que faço eu gosto, sempre acho que poderia fazer maior (geralmente no dia seguinte de finalizar e entregar). É sempre bom almejar um degrauzinho a mais. De resto, outras coisas que gosto, bonsais, aquarismo, coleções, figuras, pinturas, as tenho como hobby, isso é, quando sobra um tempinho. Tudo almejando o bem estar do espírito e da paz.

segunda-feira, maio 18, 2009

Wolverine

Fui assistir ao filme do Wolverine. Mas, já fui com um pé atrás, fã xiita que sou, desde muito antes dele ficar famoso, eu gostaria de esperar uma mistura de Origens com Arma X, mas tinha certeza não veria nada disto.

Certo, os filmes baseados em quadrinhos melhoraram muito nesta década, com adaptações muito boas e fiéis, como Homem Aranha, Batman, Hellboy até pequenas obras primas como Watchmen, mas algumas ainda deixam a desejar, apesar dos orçamentos milionários. E o Wolverine foi um desses.

O Hugh Jackman ficou mesmo muito parecido com o Logan mas, caramba, ele não é baixinho! E, fora isso, deu-se início a uma extensa e confusa colcha de retalhos meramente adaptada do universo mutante Marvel.

Primeiro, que merda é essa do Victor Creed ser irmão do Logan? Puta que pariu, isso foi foda, pegaram toda uma história de ódio e violência e amenizaram com essa palhaçada? Foi dolorido. Após, seguiu-se uma séria de incongruências, como o Logan lutando em um monte de guerras americanas, o passado dele no Japão esquecido (ignorem aquela cena estúpida pós créditos), o projeto Arma X ser americano e não canadense, entre outros.

Depois, pegaram uns personagens aleatórios e jogaram de pára-quedas na história. Se por um lado a aparição do Gambit foi muito legal (tinha faltado ele na trilogia cinematográfica), essa história matou qualquer possibilidade de vermos o casal mutante mais legal de todos os tempos, pois além de envelhecer o Gambit, deixaram a Vampira mais nova.

Depois, pegaram um personagem do caralho como o Deadpool, o tornaram a Arma XI, deram um monte de poderes nada a ver e, ainda por cima, costuraram a boca dele!!! O Deadpool de boca fechada não existe! O falatório dele, as piadinhas e as provocações sempre foram sua marca registrada e agora acabaram com isso? Piada, de mau gosto.

No final (é spoiler, mas foda-se), aparece quem? O professor Xavier para resgatar todos os pequenos mutantes aprisionados na ilha Stryker e, pior, andando!!!

Pronto! Pegaram toda a cronologia original dos X-Men e enfiaram no rabo! Não sei se nos últimos anos essa história foi reescrita, não leio mais quadrinhos mensais e a Marvel adora reescrever a história de seus personagens, mas independentemente disso, foderam com tudo.

Você, que não conhece nada do universo mutante, vai assistir a um filme legal, com boas cenas de ação. Mas você, que como eu, cresceu lendo X-Men, X-Factor, Tropa Alfa e Jovens Mutantes, vai ficar muito decepcionado, com certeza vai.

domingo, abril 19, 2009

What If...?

Aproveitei esses dias de ócio relativo e que o Du tem todas as caixas de Friends, para continuar a assistir aos episódios na ordem cronológica, uma vez que assisti praticamente todos, mas meio saltados, de maneira aleatória.

Assim, estou terminando a 6ª temporada e ontem eu vi um episódio que eu não havia assistido, que trata de uma realidade alternativa, onde mostra como eles estariam se, no passado, cada um tivesse tomado uma atitude diferente, ou algo tivesse ocorrido, afetando o presente/futuro de uma forma brusca. Como seria o universo Friends se o Ross não tivesse se separado da Carol, se o Joey ainda estivesse no elenco de Days of Ours Lives, se o Chandler tivesse seguido o sonho dele de fazer roteiros humorísticos, se a Rachel não tivesse se separado do Barry, se a Mônica não tivesse emagrecido e se a Phoebe fosse uma corretora da bolsa.

É o conhecido efeito borboleta, onde uma decisão afeta o destino não só da pessoa, como o do universo a sua volta.
 
Marvel Comics tem uma revista chamada What If...?, que mostra esses futuros alternativos se certas coisas tivessem ocorridos diferente com os seus personagens, tais como se o Homem Aranha tivesse se tornado parte do Quarteto Fantástico ou se o Capitão América fosse o presidente eleito dos EUA. 

Mente quem diz que nunca pensou como seria a sua vida se tal decisão, no passado, fosse diversa daquela tomada, e eu não sou diferente, principalmente levando em conta o inferno astral (e real) que tenho vivido nos últimos anos. Se eu fosse um personagem da Marvel, imagino como teria sido a minha vida se eu...

- tivesse investido nas minhas aulas de violão quando tinha 9 anos;

- não tivesse 'me precipitado' em fazer Direito no meio do ano de 1995 e tivesse esperado até os vestibulares de fim de ano, escolhendo uma faculdade (e carreira) com mais calma;

- no lugar de começar um estágio com uma advogada, tivesse apostado na vontade de um então dono de uma livraria em Limeira, de abrir uma filial em Piracicaba, especializada em coisas geek, que eugerenciaria;

- tivesse focado a minha vida pós faculdade em estudar e passar em algum concurso público, no lugar de advogar;

- não tivesse tanto 'medo' de São Paulo e, recém formado, tivesse vindo pra cá estudar e, consequentemente, trabalhar;

- não tivesse desistido de advogar para viajar ao Canadá e depois trabalhar com minha família;

- fosse menos 'covarde' e tivesse seguido meus sonhos, entre milhares de outras.

Será que eu estaria aqui, agora? Será que eu teria este blog? Será que eu estaria casado, com filhos? Quem seriam meus amigos? Será que eu estaria vivo?

É, perguntas que, vez ou outras circundam minha mente. Mas, como não somos personagens de um seriado nem de uma história em quadrinhos, isto se limita à minha imaginação.

quarta-feira, março 18, 2009

Diário de Rorschach - 18 de março de 2009




Terminei de reler o Watchmen. Reler, pois li a primeira vez faz muuuuuuuuuuuuito tempo e li  a segunda em 1999, quando eu comprei a minha edição, em 12 revistas mensais. Depois disso, folheei algumas vezes, mas nunca li novamente.

Quando o filme surgiu, deu vontade de ler, mas como estavam encaixotados, com todas as coisas da minha casa, não tive como, e resolvi ir o cinema sem nem lembrar detalhes da história.

O que eu achei do filme está escrito no post abaixo.

Porém, a filme foi muito fiel aos quadrinhos, transcrevendo até alguns diálogos (os melhores) na íntegra. Alguns fatos foram modificados, outros adaptados, mas nada do original se perdeu.

Assim, considerando que O Cavaleiro das Trevas não é uma adaptação (apesar do título remeter à obra prima do Frank Miller), Watchmen é a melhor adaptação de uma HQ para o cinema! E eu tenho bagagem pra dizer isso!

domingo, março 15, 2009

Who Watches the Watchmen?


A primeira coisa que eu pensei ao entrar na sala de cinema para assistir Watchmen foi a mesma coisa que pensei quando fui assistir Senhor dos Anéis: quadrinhos (ou literatura) e cinema são duas mídias completamente diferentes, e esperar que o filme venha a ser uma adaptação exata do original é uma tarefa impossível.

No caso do Watchmen, principalmente por se tratar de um quadrinho extremamente violento, denso e minucioso, não tinha como acontecer. Claro, pegar a obra originária e simplesmente adaptá-la, usando-a apenas como uma inspiração iria foder com tudo, mas eu sabia que isso não iria acontecer.

Primeiro, porque li uma entrevista com o diretor Zack Snyder que ele pretendia ser o mais fiel possível à obra de Alan Moore e Dave Gibbons e que, este segundo foi seu consultor no filme.

O segundo motivo foi que, já que entrei no cinema percebi que ninguém caiu na velha tentação de mudar a localização e a época em que a história original se passa. Originariamente ela se passa em 1985, época em que foi escrita, e o contexto histórico era a Guerra Fria com a União Soviética e o medo da guerra nuclear, que ainda bem não foi modificado.

E o engraçado é que se você parar para pensar, o roteiro é ridiculamente simples: todos os heróis mascarados foram proibidos de agirem e agora, de alguns anos depois, uma figura misteriosa que conhece as suas identidades secretas começa a matá-los, o que faz com que eles se reencontrem para tentar impedir isto. E, neste meio, estão todos os clichês possíveis e imagináveis, como o herói que fazia serviços sujos para o governo (Comediante), o herói que fica rico por causa do seu passado (Ozymandias), o herói que cai em depressão e não sabe o que fazer mais (Nite Owl), o herói que trabalha para o governo legalmente (Dr. Manhattan), a heroína gostosona (Spectre) e o herói que não aceita isso tudo e continua agindo na ilegalidade (Roscharch). Mas quem conhece o trabalho do Alan Moore sabe que clichês e histórias banais não existem para ele e, com esse roteiro aparentemente simples, ele criou uma das melhores obras em quadrinhos da história. Só para ter uma idéia, ela é a única obra em quadrinhos na lista da Times dos 100 melhores romances escritos no século XX.

Sobre o filme? A violência foi abrandada um pouco, mas as cenas de luta, os cenários e as roupas ficaram ótimas e os atores realmente representaram bem os personagens com destaque para o Jackie Earle Haley como o sociopata Roscharch e o até então galã romântico Jeffrey Dean Morgan como o Comediante. A fotografia é muito boa, a trilha sonora incrível, o filme se passa em um ritmo alucinante que você mal sente passar.

Agora, convenhamos, a atriz Malin Akerman no papel da Spectre está algo sensacional! Ela com o uniforme colado povoará os sonhos de 10 entre 10 nerds que assistirem ao filme. Porém, fetiches a parte, a cena onde ela faz sexo com o Nite Owl vestindo apenas uma bota de vinil que chega até o meio da coxa é para mexer com a cabeça de qualquer homem. Meu Deus, vem ser gostosa assim aqui em casa...



O Snyder conseguiu manter a fidelidade à obra (o que chegou até a ser criticado por alguns) diferentemente de outras adaptações como Liga dos Homens Extraordinários e Do Inferno, o que não significa que ‘leigos’ não gostem do filme, pelo contrário, é um ótimo filme de ação. Mas foi um filme feito para fãs, isso sim.

segunda-feira, março 02, 2009

Watchmen é um dos melhores quadrinhos ever.

Agora, o trailer, ao som de Take a Bow do Muse, foi o melhor que já assisti na minha vida.

Só me resta enfim o filme. Acho que vai ser do caralho!!! Dia 7, tô no cinema, comemorando meu aniversário em alto estilo!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Eu Desisto

Eu Não Sei Escrever

Óbvio que eu penso que sei escrever, pois meto-me a fazer esses posts, publicar os meus contos e ainda resolvi ter a petulância de escrever um livro. Mas, existem alguns escritores que, após eu lê-los, fico com a sensação de que não sei escrever nada!

Ontem a noite eu terminei de ler o Deuses Americanos, do Neil Gaiman e percebi que ainda tenho muito à melhorar, se é que vou conseguir nesta vida. E não falo apenas da maneira como ele escreve, da sua narrativa e tudo o mais, mas principalmente das suas idéias. O cara cria coisas não sei da onde e tem uma imaginação que, ser chamada de fértil é depreciar sua capacidade.

Quem leu ao menos um arco de histórias do Sandman, com certeza eliminou com completo o preconceito contra quadrinhos (isso é uma outra história pra outro post), pois trata-se de um enredo denso, violento, aterrorizante e muito, mas muito, criativo. Além disso, o cara escreveu quadrinhos fantásticos como os Livros da Magia e livros como Stardust, além de personagens únicos com os Perpétuos (e a melhor personificação da Morte em todas as mídias em todos os tempos), Tim Hunter e Caim e Abel.

Não há muito o que dizer, apenas: "quando eu crescer eu quero ser Neil Gaiman"

sexta-feira, setembro 19, 2008

Tiras

by Laerte



segunda-feira, julho 28, 2008

Perpétuos

Neil Gaiman + Guilhermo del Toro + Morte = eu quero um ingresso pra pré estréia

O Cavaleiro das Trevas e o Palhaço

Finalmente assisti ao Cavaleiro das Trevas, e a única coisa que me vem à cabeça é: como eu pude demorar tanto?

Difícil dizer se é a melhor adaptação cinematográfica de um herói em quadrinhos, mas é fácil a mais sombria, a mais violenta e, pasmem, a mais hollywoodiana. Sim, porque você não precisa ter lido aos quadrinhos, muito menos conhecer o Batman (basta ter assistido ao Batman Begins) para entender e aproveitá-lo.

As cenas de ação são fantásticas, o roteiro é incrivelmente bem amarrado, sem as bobagens que costumam aparecer nesse tipo de filme e as interpretações, bem, isso é um caso a parte.

Para começar, o Harvey Dent - Duas Caras ficou muito realista, apresentando bem os extremos, do promotor incorruptível que se torna o assassino insano da moeda, e nem o fato de mudarem a forma que seu rosto é deformado afeta isso, uma vez que ficou até melhor e mais realista do que o ácido criado décadas atrás.

Agora, sobre o Batman e o Coringa, ambos foram feitos para esses papéis. A roupagem mais doentia dada ao Coringa, com a maquiagem borrada, somada aos trejeitos e tiques o fizeram como eu sempre imaginei, nas histórias mais insanas, o vilão sem poder mas sem limites, o cara que não teme nada, o palhaço do inferno. A cena do interrogatório na delegacia foi das mais perfeitas que já vi, a loucura em seu estado mais bruto. Afinal, o que você pode conseguir de alguém que não tem nada à perder?

Fica com isso clara a dicotimia entre Batman/Coringa, na verdade duas faces da mesma moeda (sem trocadilho com o Duas Caras), a mesma insanidade voltada para focos diferentes, um completando ao outro, motivo pelo qual é o principal inimigo do Batman, pois o mostra quão no fio da navalha esse anda. Ou seja, o Heather Ledger criou um Coringa digno daquela da Piada Mortal ou do Asilo Arkham, o que não é pouca coisa.

Porém, com a sua morte, impossível um novo Coringa no terceiro filme, daí ficam as apostas para o que virá. Se eu tivesse que advinhar, apostaria ou no Pinguim (menos caricato que o do Denny DeVitto) ou no Charada (muito menos caricato que o do Jim Carrey), mas eu adoraria ver o Chapeleiro Louco e uma adaptação d'O Longo Dia das Bruxas.

quarta-feira, julho 23, 2008

Antecipação



No último final de semana, o Cavaleiro das Trevas voltou a ser o herói do momento, graças ao filme que, muitos dizem ser o melhor de todos da franquia e, quiçá, a melhor adaptação cinematográfica de um personagem de quadrinhos.

Engraçado eu fazer essa resenha aqui, uma vez que eu ainda não assisti ao filme, mal vi os trailers pois não dei muita sorte de vê-los no cinema e não quis procurá-los na internet, para não estragar a expectativa mas, meu background nerd-leitor de gibis desde os 15 anos (o primeiro que li foi um Batman, coincidentemente) permite que eu possa opinar mesmo antes de assisti-lo.

Diversas coisas eu posso considerar, como: O Batman é um dos melhores heróis; o seu universo permite muita coisa além da quebradeira; ele tem, fácil, os melhores (piores) vilões que um herói poderia ter; o Christopher Nolan é um dos meus diretores preferidos, tal como o Christian Bale é um dos atores; as imagens e o que vi no Batman Begins mostram que finalmente foi encontrada a ambientação perfeita para Gothan City e o Coringa.

Tá, eu não vi o filme, não sei dizer realmente se a atuação do Heather Ledger é tão perfeita assim (se bem que milhares não podem estar tão errados) mas, porra, o Coringa é o Coringa, apenas o melhor dos melhores, o maior vilão da história dos quadrinhos sem ter nenhum poder especial.

Apesar do título do filme fazer uma falsa remissão imediata ao clássico de Frank Miller (que mereceria também uma adapatação, na esteira de Sin City) tudo leva a crer que eu vou adorar esse filme.

Semana que vem eu conto o que achei.

segunda-feira, junho 23, 2008

Menino Aranha

Estava eu sábado a noite andando no Shopping quando minha irmã liga perguntando se eu tinha o filme do Homem Aranha para o meu sobrinho, porque o molequinho tinha acabado de assistir ao filme na tv e adorado. Pouco tempo depois ela me liga novamente, dizendo que ele tinha colocado uma meia calça na cabeça e dizia que era o Homem Aranha! E me mandou uma foto para eu ver, hilária!

Não tem como não dizer que ele é meu sobrinho!

terça-feira, junho 17, 2008

Hulk Esmaga Homenzinho

O Verdão (super-herói, não o time) nunca foi meu personagem preferido, nem quando verde, nem quando cinza, nem quando burro, nem quando inteligente, mas foi personagem de algumas boas histórias. Porém, diferentemente do primeiro filme lançado alguns anos atrás, eu me senti seriamente tentado à assistir esse filme que entrou em cartaz semana passada.

O motivo não tem nada a ver com ator, diretor, locação ou o que seja, porque eu não sou muito ligado a esse tipo de informação, mas por dois - grandes - motivos. O primeiro é que esse é feito diretamente pela Marvel, o que significa que não somos mais obrigado a ver adaptações sofríveis, mudanças ridículas na história dos personagens nem mutilações mil.

Mas o segundo motivo é o principal. Com as rédeas tomadas pela Marvel, os filmes a partir de agora serão, aparentemente, intercambiáveis, formando um universo único, tal qual nos quadrinhos, e isso já foi possível perceber no filme do Homem de Ferro e veio a ser mais claro agora, no Hulk. Pequenos detalhes que passam despercebidos para a grande maioria, mas que arrancam um sorriso nada discreto de todos os fãs da Marvel.

Soro do supersoldado, S.H.I.E.L.D., Nick Fury, organização de super seres.

Agora é fazer as apostas sobre quais virão a seguir. A deixa do Capitão América já foi dada, mas pode ter certeza que muitos virão.

E mais alguém, aqui ou em qualquer lugar, percebeu o Líder surgindo? É, estou adorando essas informações subliminares.