As vezes nos perguntamos porque grande parte das bandas que ouvimos saem do Reino Unido. E não estou falando de agora, começou com os Beatles, e passando por Black Sabbath, The Who, Rolling Stones, Queen, Sex Pistols, New Order, chegamos aos dias de hoje da mesma forma.
Alguns dizem que é por causa da maior quantidade de locais para estas bandas tocarem e, consequentemente, acabam inspirando a platéia a formar outras bandas, criando um (ótimo) circulo vicioso.
Outros que o clima frio e nublado tira o ânimo das pessoas de sairem de casa, buscando assim passatempos caseiros, como ouvir música ou tocar. E assim vai, como o preço dos instrumentos, a existência de muitas rádios de boa qualidade, a água que eles bebem, até o ponto em que ninguém consegue achar a resposta.
Mas que é uma verdade, isto é inegável, e nesta linha, dentre as inúmeras boas bandas surgidas daquelas ilhas frias e chuvosas, a próxima que tem tudo para estourar por aqui é a Grand Central, de Londres. Banda formada em 2008 pelos irmãos sulafricanos mas radicados em Londres, Cade Hannan nos vocais e Ryan Hannan nas guitarras, e influenciada The Cure, Suede, Depeche Mode, BRMC e Smashing Pumpkins, tem uma pegada de guitarra bem característica e acentuada e tem tudo para agradar quem gosta do bom rock, cru e sem muitas firulas.
Aproveitando-se desta midia chamada internet, já lançaram três singles, sendo o último, My Star, no final de 2010 e no momento estão em estúdio com Bernie Grundman, que já trabalhou com artistas do nível de Michael Jackson, Prince e Van Halen, trabalhando no lançamento do seu álbum de estréia e pronto para entrar em turnê.
Levando em consideração a qualidade das canções lançadas, e a receptividade que esses tiveram na mídia especializada na Inglaterra e nos Estados Unidos, com certeza podemos esperar algo muito bom vindo por aí, e talvez não devamos estranhar se os vermos tocando nas MTV’s da vida.
http://www.myspace.com/ukgrandcentral
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Someday I will walk away and say, “You disappoint me"
Nem tudo são flores. E 2010 trouxeram algumas decepções, e é sobre elas que nós vamos falar aqui. Mas primeiro, é preciso deixar bem claro que está não é uma lista de piores do ano, mas sim de desapontamentos, algo que você espera muito e, ao final, fica um gostinho amargo da decepção.
Álbum
Tivemos muita coisa ruim este ano, mas muita mesmo, mas a maior decepção do ano veio justamente daquela que é, para mim, a maior de todas: Sheryl Crow. Não é segredo para ninguém que eu a adoro, tenho todos os seus álbuns, mais uma porrada de bootlegs e singles, além de DVDs e MP3s, desta forma qualquer lançamento dela é, para mim, uma alegria. Porém, o 100 Miles From Memphis foi decepcionante. De longe, o pior álbum dela, com umas influências bizarras que eu nem sei definir e uma cover irritante do Jackson Five. É tão ruim que eu ainda nem tive coragem de comprar o original pra coleção.
Filme
Esta é uma escolha complicada, pois eu não vi muitos filmes este ano e, os que eu vi, a grande maioria eu gostei. Os filmes que eu nutria alguma expectativa, eu gostei, como Zumbilândia, Machete, Príncipe da Pérsia e Nosso Lar, então, partindo por essa linha de pensamento, o que me decepcionou um pouco foi o Scott Pilgrim. Certo, não foi um mega desapontamento como foi o Indiana Jones e a Caveira de Cristal, mas acho que ficou faltando algo.
Série
Outra complicada, pois eu não experimentei muitas sérias novas este ano, já que estou acompanhando um monte, mas acho que o nível de desapontamento pode ser medido pelo fato dos episódios de uma série estarem baixados no seu computador, mas você sempre arrumar uma desculpa para não assisti-los, sempre baixando uma nova. E neste ponto eu escolheria a Life Unexpected. Ela começou muito boa mas, principalmente na segunda temporada, deu uma declinada, apelando demais no melodrama e se tornando cansativa.
Show
Este é fácil, num ano de muitos e bons shows, o troféu só pode ir para o senhor Axl Rose e sua banda cover do Guns n Roses. Sejamos honestos, se você vai a um show do Guns o que você espera? Os clássicos! Pena que não é isso que a diva obesa pensa, pois deve achar que todo mundo ama o Chinese Democracy, ao ponto de tocarem todas as músicas no show. Além disso, seu estado físico está lastimável, não conseguindo emendar duas músicas na sequência e sua voz já era. Papelão.
Álbum
Tivemos muita coisa ruim este ano, mas muita mesmo, mas a maior decepção do ano veio justamente daquela que é, para mim, a maior de todas: Sheryl Crow. Não é segredo para ninguém que eu a adoro, tenho todos os seus álbuns, mais uma porrada de bootlegs e singles, além de DVDs e MP3s, desta forma qualquer lançamento dela é, para mim, uma alegria. Porém, o 100 Miles From Memphis foi decepcionante. De longe, o pior álbum dela, com umas influências bizarras que eu nem sei definir e uma cover irritante do Jackson Five. É tão ruim que eu ainda nem tive coragem de comprar o original pra coleção.
Filme
Esta é uma escolha complicada, pois eu não vi muitos filmes este ano e, os que eu vi, a grande maioria eu gostei. Os filmes que eu nutria alguma expectativa, eu gostei, como Zumbilândia, Machete, Príncipe da Pérsia e Nosso Lar, então, partindo por essa linha de pensamento, o que me decepcionou um pouco foi o Scott Pilgrim. Certo, não foi um mega desapontamento como foi o Indiana Jones e a Caveira de Cristal, mas acho que ficou faltando algo.
Série
Outra complicada, pois eu não experimentei muitas sérias novas este ano, já que estou acompanhando um monte, mas acho que o nível de desapontamento pode ser medido pelo fato dos episódios de uma série estarem baixados no seu computador, mas você sempre arrumar uma desculpa para não assisti-los, sempre baixando uma nova. E neste ponto eu escolheria a Life Unexpected. Ela começou muito boa mas, principalmente na segunda temporada, deu uma declinada, apelando demais no melodrama e se tornando cansativa.
Show
Este é fácil, num ano de muitos e bons shows, o troféu só pode ir para o senhor Axl Rose e sua banda cover do Guns n Roses. Sejamos honestos, se você vai a um show do Guns o que você espera? Os clássicos! Pena que não é isso que a diva obesa pensa, pois deve achar que todo mundo ama o Chinese Democracy, ao ponto de tocarem todas as músicas no show. Além disso, seu estado físico está lastimável, não conseguindo emendar duas músicas na sequência e sua voz já era. Papelão.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
You Wanted The Best, You Got The Best
E 2010 acabou. Todo final de ano eu faço uma listinha dos melhores do ano e tal, e este ano não poderia faltar né? O ano foi cheio de altos e baixos, com coisas muito boas e outras bem ruins, decepcionantes até, mas desta vez eu resolvi escolher apenas os melhores do ano, nada de primeiro, segundo, terceiro e décimo quinto colocados. Algo assim como: "E a Espanha na Copa do Mundo deste ano foi:"
Melhor Álbum
Até que tivemos alguns bons álbuns em 2010, como o do Bret Michaels (Custom Built), os homônimos do Stone Temple Pilot e do Slash e o da Charlotte Gainsbourg (IRM), mas o melhor de todos, fácil, foi o "All in Good Time" do Barenaked Ladies, o que não deixou de ser uma surpresa, pois eu não sabia o que esperar após a saída do Steven Page. Certo, o álbum perdeu um pouco da alegria dos anteriores, mas foi praticamente perfeito, mostrando uma melancolia que eu não sabia que eles tinham, mas sem perder o estilo.
Ps: antes que alguém me pergunte, não, eu não esqueci do Arcade Fire, eu simplesmente não achei nada do que o povo está dizendo dele.
Melhor Canção
E não é que neste ano tivemos uma dobradinha? Além de melhor álbum, o Barenaked Ladies levou o prêmio de melhor canção, com a sensacional, maravilhosa e triste "You Run Away". E olha, só não leva como melhor canção da década porque existe "The Scientist".
Merecem menções honrosas as do Bret Michaels e Miley Cyrus (Nothing to Lose), Bush (Afterlife), Charlotte Gainsbourg e Beck (Heaven Can Wait), Scorpions (The Best Is Yet To Come), She & Him (In the Sun) e STP (Cinnamon).
Melhor Filme
No ano dos filmes nerds e geeks (os videogames cinematograficos de Scott Pilgrim e Príncipe da Persia, o violento Kick-Ass e o sério Redes Sociais), não tem como não premiar um. E portanto o melhor do ano é Zumbilândia. Praticamente tudo que você espera de um filme, você encontra: premissa interessante, bons atores, ótimas tiradas, trilha sonora boa e muitas risadas. Tá, vão me dizer que faltou roteiro mas, me respondam, desde quando filme de zumbi tem roteiro?! Ok, Extermínio tinha, mas é uma exceção (e um ótimo filme).
Melhor Série
Poucas séries foram lançadas este ano e eu acompanhei, a maioria foram as antigas que eu já assistia e, destas a temporada que mais me marcou foi a do Dexter. As quarta (que só vi este ano) e a quinta foram algo de tirar o fôlego. Sensacionais e esperando pela próxima temporada já.
Melhor Show
No ano que um ex-Beatle toca no Brasil um repertório de 3 horas, que o mesmo considera este show o melhor do ano e um dos melhores da carreira (e que eu estava lá), pode parecer impossível um outro show ser escolhido o melhor do ano, certo? Errada. Apesar do show ter sido ótimo, o melhor do ano aconteceu alguns dias depois, no Via Funchal lotado, com uma banda piromaníaca que canta em alemão. Sobre o show do Rammstein, só há uma coisa a ser dito: O que foi aquilo?
Melhor Álbum
Até que tivemos alguns bons álbuns em 2010, como o do Bret Michaels (Custom Built), os homônimos do Stone Temple Pilot e do Slash e o da Charlotte Gainsbourg (IRM), mas o melhor de todos, fácil, foi o "All in Good Time" do Barenaked Ladies, o que não deixou de ser uma surpresa, pois eu não sabia o que esperar após a saída do Steven Page. Certo, o álbum perdeu um pouco da alegria dos anteriores, mas foi praticamente perfeito, mostrando uma melancolia que eu não sabia que eles tinham, mas sem perder o estilo.
Ps: antes que alguém me pergunte, não, eu não esqueci do Arcade Fire, eu simplesmente não achei nada do que o povo está dizendo dele.
Melhor Canção
E não é que neste ano tivemos uma dobradinha? Além de melhor álbum, o Barenaked Ladies levou o prêmio de melhor canção, com a sensacional, maravilhosa e triste "You Run Away". E olha, só não leva como melhor canção da década porque existe "The Scientist".
Merecem menções honrosas as do Bret Michaels e Miley Cyrus (Nothing to Lose), Bush (Afterlife), Charlotte Gainsbourg e Beck (Heaven Can Wait), Scorpions (The Best Is Yet To Come), She & Him (In the Sun) e STP (Cinnamon).
Melhor Filme
No ano dos filmes nerds e geeks (os videogames cinematograficos de Scott Pilgrim e Príncipe da Persia, o violento Kick-Ass e o sério Redes Sociais), não tem como não premiar um. E portanto o melhor do ano é Zumbilândia. Praticamente tudo que você espera de um filme, você encontra: premissa interessante, bons atores, ótimas tiradas, trilha sonora boa e muitas risadas. Tá, vão me dizer que faltou roteiro mas, me respondam, desde quando filme de zumbi tem roteiro?! Ok, Extermínio tinha, mas é uma exceção (e um ótimo filme).
Melhor Série
Poucas séries foram lançadas este ano e eu acompanhei, a maioria foram as antigas que eu já assistia e, destas a temporada que mais me marcou foi a do Dexter. As quarta (que só vi este ano) e a quinta foram algo de tirar o fôlego. Sensacionais e esperando pela próxima temporada já.
Melhor Show
No ano que um ex-Beatle toca no Brasil um repertório de 3 horas, que o mesmo considera este show o melhor do ano e um dos melhores da carreira (e que eu estava lá), pode parecer impossível um outro show ser escolhido o melhor do ano, certo? Errada. Apesar do show ter sido ótimo, o melhor do ano aconteceu alguns dias depois, no Via Funchal lotado, com uma banda piromaníaca que canta em alemão. Sobre o show do Rammstein, só há uma coisa a ser dito: O que foi aquilo?
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Stone Temple Pilots
Quando eu cheguei no Via Funchal, por volta das 19h30, nem parecia que em pouco mais de duas horas, uma banda clássica do Grunge tocaria, pela primeira vez, no Brasil, lá. Poucas pessoas esperavam na fila para entrar e a movimentação era pequena, bem inferior àquela que eu vi, uma semana antes, no show do Rammstein. E esta sensação ficou até por volta das 21h30, quando a casa, se não ficou lotada, pelo menos teve um público condizente com o tamanho da banda.
Com um pequeno atraso, o Stone Temple Piltots começou quebrando tudo com os acordes iniciais de Crackerman, clássico do Core. O palco, como é costume das bandas contemporâneas, foi super simples, apenas com um bandeirão vermelho ao fundo e algumas luzes, nada de fogos, pirotecnia e explosões, apenas o bom, velho e simples rock n roll, tocando em alto volume (certo, algumas vezes a guitarra sumia) baixo, guitarra e bateria, e nada mais.
Neste ponto mostra-se o forte da banda, um instrumental extremamente criativo e entrosado. Os irmãos DeLeo comprovam realmente que são uma das melhores duplas com as cordas, com menção especial ao Robert, o baixista que, além de tocar muito, mas muito mesmo, é carismático e estiloso, um verdadeiro rockstar. E tem ainda o Scott Weiland.
Para quem o viu com o Velvet Revolver (e em diversos vídeos com o STP), o Scott desta quinta estava irreconhecível. Entrou no palco com um terno muito bem cortado, parecendo mais o personagem Barney Stinson, da série How I Met Your Mother e, principalmente, sóbrio. Isto pode ser mais percebido nas diversas jams realizadas no decorrer do show, realizadas para ele poder recuperar o fôlego, já que o corpo cobra os excessos das últimas duas décadas. No lugar das performances alucinógenas, palminhas e vocalizações comportadas.
Mas e as músicas? Escolher um set list de pouco mais de uma hora e meia, para uma banda com a história do STP, é complicado, porque muita coisa boa fica de fora. Com apenas 3 músicas do regular álbum novo, entre elas a ótima Cinnamon e a já clássica cover do Led Zeppellin, Dancing Days, é difícil falar mal de um show que contenha Vasoline, Plush, Interstate Love Song, Sex Type Thing e Trippin' On A Hole In A Paper Heart.
Só que a banda poderia oferecer mais, muito mais. Eu, e muita gente, sentiu falta de Big Bang Baby, Lady Picture Show, Creed, Sour Girl e mais um monte. Esta na verdade foi a maior falha deles, o set list é exatamente o mesmo das outras apresentações pela América do Sul, e também dos shows da América do Norte, neste semestre, sem deixar espaço para surpresas, o que faz perder um pouco a magia do espetáculo, pois uma das melhores partes de um show ao vivo é exatamente não saber quais as músicas que serão tocadas, e em que ordem.
Problemas a parte, foi um show muito acima da média, de uma banda com 20 anos de estrada, lotada de hits e com vontade de fazer rock n roll. Fica a dica pras bandas que estão começando e se acham muita coisa.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
A Noite em que o Via Funchal Quase Pegou Fogo
Eu desejava um show do Rammstein há muito tempo, e desde que começaram os rumores que a turnê deles passaria pelo Brasil em 2010, eu decidi que iria. Tanto que comprei o ingresso logo que começaram a serem vendidos e para isto abri mão de outros shows que gostaria de ter ido, podendo ver, ao vivo, estes alemães, coisa que quase consegui em 1999, quando abriram o show do Kiss, mas que, por incompetência da organização na entrada, não pude entrar a tempo.
Já sabia desde o início que eles não trariam toda a sua parafernália de palco, primeiro porque transportar tudo aquilo numa viagem intercontinetal deve ser complicado e caro e segundo porque o Via Funchal é um lugar fechado e eles são uma banda de estádio, onde tudo é planejado para ser gigante, colossal, exagerado. Isto ficou claro na abertura do show, quando ao som de Rammlied, apoteótica canção do ótimo e consagrado Liebe Ist Für Alle Da, após a queda do pano preto que cobria o palco, apareceu um outro, preto e vermelho, que na verdade era para ser a bandeira da Alemanha mas que, por causa da altura reduzida do palco, escondeu a parte amarela.
Só que estas dimensões reduzidas do palco e o fato do local ser fechado não afetou em nada toda a pirotecnia (piromania para ser mais exato) da banda, principalmente do performático vocalista Till Lindeman, que não se cansa de brincar com o fogo, chegando inclusive a queimar o tecladista Flake Lorenz na música Weisses Fleisch (de mentirinha) e em um figurante na Benzin (daí de verdade, apesar dele usar uma roupa apropriada).
Fica claro que tudo é muito bem ensaiado e pensado, pois uma falha ou descuido pode gerar uma tragédia. Mas nada disto acontece, e a cada ato, a platéia fica mais impressionado e atônita. Era possível ver a cara de surpresa e contentamento a cada lado que se olhasse num Via Funchal totalmente lotado, extremamente quente e esfumaçado. Mas não é que além disso, existe a música?
Numa equalização muito alta (não me lembro de ter visto um show tão alto lá) e cheia de samplers, se sobressaíram a qualidade vocal de Lindeman, que tem o timbre perfeito que o som e a língua pede, e a bateria precisa de Christoph (Doom) Schneider. Era quase como se ouvíssemos o som do CD.
Com um repertório multi-linguístico, combinando o francês na Frühling In Paris, inglês na Pussy e espanhol na Te Quiero Puta, além do alemão, o que se ouvia na galera era uma mistura de canto com embromention a cada música, mas até que algumas canções conseguiram ter seus refrões cantados em uníssono, como Du Hast e Ich Will, o que não é pouca coisa, considerando o número mínimos de pessoas lá que deveriam falar o alemão.
O resultado desta mistura toda? Um dos melhores shows que já vi na minha vida (e não foram poucos). Fato.
quarta-feira, novembro 24, 2010
O que é ser Paul McCartney?
Que o show do Paul McCartney foi apoteótico e inesquecível, não preciso dizer, pois já dito milhares e milhares de vezes nos últimos dias. Também não é preciso ficar repetindo que os presentes em algum (ou alguns) dos shows nunca mais esquecerão daquelas três horas.
A questão é: se alguém tinha alguma dúvida, não deveria ter mais, pois é claro que Paul McCartney é o maior artista vivo. Mais do que isto, ele é uma entidade que transcende a humanidade, sendo, na minha opinião, uma das duas únicas e últimas pessoas vivas que se encaixam isto (a outra é o Pelé).
Isto porque ele é foi essencial na construção daquilo que conhecemos como cultura pop, não apenas inspirando quase tudo que se fez no rock, mas também na moda, personalidade, televisão, cinema, entre outros. Compôs letras e melodias que fizeram ou fazem parte da vida de bilhões de pessoas. É um dos rostos e vozes mais conhecidos do mundo, há pelo menos 45 anos. Sem contar que é bilionário, pois o simples fato dele acordar pela manhã vivo já gera mais dinheiro que muitos de nós jamais sonharam ganhar.
E onde eu quero chegar? O cara é o mais próximo de uma divindade que existe e igual a ele não vai mais existir ninguém, e mesmo assim, no alto de seus 68 anos ele mostrou, durante toda a apresentação, um carisma e uma humildade inigualável, muito diferente do que a gente vê por aí, de 'artistas' que no alto de seus dois álbuns gravados se acham os maiorais e que podem esnobar qualquer um.
O que é ser Paul McCartney? Para nós, reles mortais, é ser um Deus na Terra, é ser uma das pessoas mais famosas, importantes, talentosas, influentes ainda vivas mas, para ele, é apenas ser James Paul McCartney, pai, avô e músico. Nada mais. E talvez por isso que ele seja quem é, pois em nenhum momento deixou a fama subir a cabeça e mudar seu comportamento. E como eu sei? Eu estava no domingo lá, vendo um senhor de 68 anos tocando e cantando por 3 horas, como se fosse um jovem num palco em Hamburgo ou no Cavern Club, tentando fazer da música a sua profissão.
E que me desculpem os fãs, uma vez que o Paul sempre foi meu Beatle preferido, mas se o John estivesse vivo, com certeza ele seria um velho pedante e arrogante, fazendo coisas estranhas e protestando contra tudo e todos, mais ou menos como um Caetano Veloso britânico. Muito diferente do que vimos nestes três shows.
Vida longa aos Beatles, vida longa a Sir Paul McCartney.
quinta-feira, maio 13, 2010
Perfeição Pop - Barenaked Ladies
Os Barenaked Ladies são um grupo canadense que faz alguma coisa que pode ser chamado de pop-rock e seu maior trunfo é a presença de palco. Os álbuns são ótimos, com canções animadas, alegres e cantantes, mas é no palco que eles fazem a diferença. 40 minutos de um show que vi deles em 2003 foram suficientes para eu sair de lá e comprar todos os CDs possíveis. E de lá para cá a minha adoração por eles só cresceu.
Porém em 2009, por problemas internos, o Steven Page saiu da banda. Para vocês entenderem, um dos trunfos era que eles eram em dois vocalistas, sendo o Steven um e o Ed Robertson outro, sendo que um tinha a voz completamente diferente do outro, e eles brincavam com este dueto. E no começo deste ano eles lançaram 'All in Good Time', o primeiro sem o Steven.
Parei ontem para ouví-lo e, na primeira audição achei bem legal, mas mais calmo, sossegado, com poucas canções com a vibe BNL e, com isso, não consegui concluir nada. Hoje cedo, vindo para o trabalho, ouvi novamente e finalmente cheguei a alguma conclusão.
Não é o melhor álbum deles, bem abaixo da obra prima 'Stunt', mas não deixa de ser um álbum bom. E sim, perdeu boa parte daquele 'up' que eles tinham, flertando mais para o pop-rock melodioso do que para as canções trabalhadas e 'confusas', com vocais rápidos e batida animada. Porém, no meio destas, está a pérola 'You Run Away', que é para mim, até agora, a mais bela música de 2010. É linda!
Ps: para quem não sabe, é do BNL a canção de abertura do The Big Bang Theory. Se situaram?
Porém em 2009, por problemas internos, o Steven Page saiu da banda. Para vocês entenderem, um dos trunfos era que eles eram em dois vocalistas, sendo o Steven um e o Ed Robertson outro, sendo que um tinha a voz completamente diferente do outro, e eles brincavam com este dueto. E no começo deste ano eles lançaram 'All in Good Time', o primeiro sem o Steven.
Parei ontem para ouví-lo e, na primeira audição achei bem legal, mas mais calmo, sossegado, com poucas canções com a vibe BNL e, com isso, não consegui concluir nada. Hoje cedo, vindo para o trabalho, ouvi novamente e finalmente cheguei a alguma conclusão.
Não é o melhor álbum deles, bem abaixo da obra prima 'Stunt', mas não deixa de ser um álbum bom. E sim, perdeu boa parte daquele 'up' que eles tinham, flertando mais para o pop-rock melodioso do que para as canções trabalhadas e 'confusas', com vocais rápidos e batida animada. Porém, no meio destas, está a pérola 'You Run Away', que é para mim, até agora, a mais bela música de 2010. É linda!
Ps: para quem não sabe, é do BNL a canção de abertura do The Big Bang Theory. Se situaram?
You Run Away - Barenaked Ladies
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I tried to be your brother
You cried and ran for cover
I made a mess, who doesn’t
I did my best but it wasn’t enough
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I’ll give you something can cry about
One thing you should try it out
Hold a mirror shoulder high
When you’re older look you in the eye
When you’re older look you in the eye
I tried but you tried harder
I lied but you lied smarter
You made me guess who was it
I did my best but it wasn’t enough
OOOOHHHHHHHOOOHHH
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
But that’s not something to cry about (crrryyyy!)
It’s not something to lie about
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
You could turn and stay
But you run away from me
I tried to be your brother
You cried and ran for cover
I made a mess, who doesn’t
I did my best but it wasn’t enough
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I’ll give you something can cry about
One thing you should try it out
Hold a mirror shoulder high
When you’re older look you in the eye
When you’re older look you in the eye
I tried but you tried harder
I lied but you lied smarter
You made me guess who was it
I did my best but it wasn’t enough
OOOOHHHHHHHOOOHHH
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
But that’s not something to cry about (crrryyyy!)
It’s not something to lie about
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
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domingo, março 14, 2010
Axl Rose, Ontem e Hoje

O Ronaldo foi puta jogador, jogava muito, resolvia os jogos, fazia jogadas incríveis. Quando jogava, interagia com o time, fazia tabelinhas, enchia os olhos da torcida. O tempo passou, ele se arrebentou, ficou gordo e, além disso, cheio de regalias. Joga quando quer, é uma peça deslocada no meio do time corinthiano, vivendo de jogadas individuais e um outro lance. Porém, apesar de tudo isso, de muitas vezes ferrar com o time durante o jogo, tem ainda 'flashs' de genialidade.
Mas para, o que o Ronaldo tem a ver com o Axl Rose? Mais do que se imagina! Ambos estão gordos, ultrapassados, mas ainda acham que são o máximo, por causa de um ou outro momento incrível. O show do Guns neste sábado, em São Paulo, foi bom, mas apenas isso. Se fosse uma banda qualquer, seria um show bem legal, mas daí eu tenho a lembrança do que esta banda já foi e não há como esconder a decepção.
Só que esqueceram de avisar isso ao Axl. Ele corre, agita, mas termina uma música, ele desaparece atrás do palco, pra fazer sei lá o que, enquanto a sua banda fica enrolando, com sonzinhos eletrônicos, solos cansativos e, pior, silêncios. A banda fica amarrada nele, aos seus gostos, as músicas não são ligadas uma nas outras, o que broxa um pouco.
Daí, entre este monte de ruído, e uma infinidade de canções do Chinese Democracy - dentre as quais só se salva Better -, surgem pérolas como Sweet Child o Mine, Paradise City, Welcome to the Jungle, November Rain, You Could Be Mine. Muito bem executadas, apesar de ser meio constrangedor para um músico tocar algo composto por outro e não ser uma banda cover, estes clássicos empolgaram o estádio, lotado. Daí, em diversos momentos, principalmente no final, somos relembrados que o tempo passou, e a voz do Axl sumia.
Valeu como fato histórico, principalmente porque Guns n Roses foi peça fundamental na lapidação da minha alma roqueira. Mas eu esperava mais.
Curtas:
- Foi o primeiro show grande que fui na minha casa, e foi diferente estar naquela arquibancada não para ver um jogo, e sim um show de rock. Mas é legal, porque são dois dos meus amores.
- O show do Sebastian Bach foi um brinde incrível. O cara estava lá com um tesão incrível, as músicas de sua carreira solo são muito boas e as baladas do Skid Row são lindas. Além disso, a voz do cara continua a mesma.
- Sr. Axl Rose, quem compra ingresso para ver um show do Guns não quer ouvir o Chinese Democracy na íntegra, estamos conversados?
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Zumbilândia

Filmes de zumbis voltaram à moda, e praticamente todos eles têm um pezinho no trash, não tem como evitar. Porém, Zumbilândia resolve apelar e meter os dois pés no peito. É filme B, é trash, é gore. E é sensacional.
A história é a mais sem pé nem cabeça, um nerd fugindo dos zumbies (que em nenhum momento o filme tenta explicar como e quando surgiram), e que no caminho vai encontrando pessoas e aumentando o seu grupo. O objetivo deles? É mostrado como sendo tentar voltar pra casa, achar um doce ou ir até um parque, mas na verdade o objetivo é sobreviver. Nenhum deles quer salvar a Terra, achar um oásis livre dos zumbies ou o que seja, eles querem apenas continuarem vivos.
Certo, falando desta forma parece ser um roteiro fraco, mas as passagens e os diálogos são ótimos e os atores estão perfeitos nos papeis. O carinha que faz o nerd se encaixa com perfeição, mas meninas conseguem contrabalancear a docura e a malícia e o papel do Woody Harrelson foi escrito para ele, impossível imaginar outro ator fazendo aquele papel.
O que esperar? Zumbies em decomposição, tiros, explosões, sangue, sustos e muito humor negro. Enfim, tudo que um bom filme de criaturas das trevas deve ter, não essa lenga-lenga fofinha que fizeram com os coitados dos vampiros.
Para terminar, se existir um prêmio para melhor abertura de filme, esta ao som do Metallica merece o prêmio como a melhor da história.
Não assistiu? Vá!
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Perfeições Pop
MÖTLEY CRUE - HOME SWEET HOME
You know I'm a dreamer
But my heart's of gold
I had to run away high
So I wouldn't come home low
Just when things went right
Doesn't mean they were always wrong
Just take this song and you'll never feel
Left all alone
Take me to your heart
Feel me in your bones
Just one more night
And I'm comin' off this
Long & winding road
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
You know that I've seen
Too many romantic dreams
Up in lights, fallin' off the silver screen
My heart's like an open book
For the whole world to read
Sometimes nothing keeps me together at the seams
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
I'm on my way
I'm on my way
Home Sweet Home
Yeah
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
You know I'm a dreamer
But my heart's of gold
I had to run away high
So I wouldn't come home low
Just when things went right
Doesn't mean they were always wrong
Just take this song and you'll never feel
Left all alone
Take me to your heart
Feel me in your bones
Just one more night
And I'm comin' off this
Long & winding road
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
You know that I've seen
Too many romantic dreams
Up in lights, fallin' off the silver screen
My heart's like an open book
For the whole world to read
Sometimes nothing keeps me together at the seams
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
I'm on my way
I'm on my way
Home Sweet Home
Yeah
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
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terça-feira, janeiro 05, 2010
Perfeições Pop
JET - EVERYTHING WILL BE ALLRIGHT
Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright
Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright
They'll never hurt you again
Now where to run no end in sight
Tell everyone that you are right
Yeah
Tel me tel me again will it ever end
Nothing seems to come out right
It doesn't come out right
Ain't it the truth
No where to run no end in sight
Tell everyone that you're are right
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright
No where to run no end in sight
Tell everyone that you're alright
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright
And if I can hold I tell you its alright
Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright
Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright
They'll never hurt you again
Now where to run no end in sight
Tell everyone that you are right
Yeah
Tel me tel me again will it ever end
Nothing seems to come out right
It doesn't come out right
Ain't it the truth
No where to run no end in sight
Tell everyone that you're are right
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright
No where to run no end in sight
Tell everyone that you're alright
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright
And if I can hold I tell you its alright
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terça-feira, dezembro 15, 2009
...and the Oscar goes to:
E o ano acabou (graças a Deus). Acho que nem vou mais escrever nada neste blog este ano, talvez só alguma coisa pra exorcizar esse ano do capeta, portanto, como de costume, vai aqui a lista de melhores do ano:
Na categoria Melhor Filme, os indicados são:
Gran Torino
Se Beber Não Case
Bastardos Inglórios
Watchmen
O Lutador
...e o Oscar vai para: Watchman
Na categoria Melhor Seriado, os indicados são:
Being Erica
House
Cupid
Chuck
Dollhouse
...e o Oscar vai para: Being Erica
Na categoria Melhor Album, os indicados são:
Ben Kweller - Changing Horses
Lily Allen - It's Not Me, It's You
Muse - The Resistance
Pearl Jam - Backspacer
Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da
...e o Oscar vai para: Muse - The Resistance
Na categoria Melhor Canção, os indicados são:
Muse - United States of Eurasia
Lily Allen - Fuck You
Dave Matthews Band - Funny the Way It Is
Pearl Jam - Just Breathe
Arctic Monkeys - My Propeller
...e o Oscar vai para: Muse - United States of Eurasia
Na categoria Melhor Filme, os indicados são:
Gran Torino
Se Beber Não Case
Bastardos Inglórios
Watchmen
O Lutador
...e o Oscar vai para: Watchman
Na categoria Melhor Seriado, os indicados são:
Being Erica
House
Cupid
Chuck
Dollhouse
...e o Oscar vai para: Being Erica
Na categoria Melhor Album, os indicados são:
Ben Kweller - Changing Horses
Lily Allen - It's Not Me, It's You
Muse - The Resistance
Pearl Jam - Backspacer
Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da
...e o Oscar vai para: Muse - The Resistance
Na categoria Melhor Canção, os indicados são:
Muse - United States of Eurasia
Lily Allen - Fuck You
Dave Matthews Band - Funny the Way It Is
Pearl Jam - Just Breathe
Arctic Monkeys - My Propeller
...e o Oscar vai para: Muse - United States of Eurasia
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Perfeições Pop
Via-Crúcis - Bresser
No Mosteiro de São Bento, monges budistas buscam alento
Na Capela dos Aflitos, resolvem-se todos conflitos
Na Catedral da Sé, põe-se à prova toda fé
Na Igreja dos Enforcados, vencem os desesperados.
Franciscanos, jesuítas, marianos, carmelitas
Santa Donata, Santa Cecília – mártires em sua vigília
Novenas, trezenas, fiéis em centena, rosário de contas pequenas
Nossa Senhora da Boa Morte, faça com que eu seja forte.
João Mendes, Patriarca, prostitutas e barracas
Ciganas, cartomantes, mães-de-santo e quiromantes
Pastores ensandecidos pregando a desgraça na praça
Será minha fé tão verdadeira quanto estas igrejas com cadeiras de praia?
Hare-krishnas nas ruas confusas, freiras tímidas louvando reclusas
Todo mundo tem razão, todos têm a explicação
Odeio cheiro de incenso, tudo isto é contra-senso
Caboclos, guias, psicografia – quero apenas ver à luz do dia!
No Mosteiro de São Bento, monges budistas buscam alento
Na Capela dos Aflitos, resolvem-se todos conflitos
Na Catedral da Sé, põe-se à prova toda fé
Na Igreja dos Enforcados, vencem os desesperados.
Franciscanos, jesuítas, marianos, carmelitas
Santa Donata, Santa Cecília – mártires em sua vigília
Novenas, trezenas, fiéis em centena, rosário de contas pequenas
Nossa Senhora da Boa Morte, faça com que eu seja forte.
João Mendes, Patriarca, prostitutas e barracas
Ciganas, cartomantes, mães-de-santo e quiromantes
Pastores ensandecidos pregando a desgraça na praça
Será minha fé tão verdadeira quanto estas igrejas com cadeiras de praia?
Hare-krishnas nas ruas confusas, freiras tímidas louvando reclusas
Todo mundo tem razão, todos têm a explicação
Odeio cheiro de incenso, tudo isto é contra-senso
Caboclos, guias, psicografia – quero apenas ver à luz do dia!
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quinta-feira, novembro 05, 2009
Perfeições Pop
Quando a 'cópia' sai melhor do que o original. E olha que o original é foda pra caralho!!!
Hurt - Johnny Cash
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt..
I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
Hurt - Johnny Cash
I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt..
I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here
(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way
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sexta-feira, outubro 16, 2009
1991
Em 1991 eu fiz 14 anos. Adolescente numa cidade pequena, onda não tinha porra nenhuma pra fazer a não ser jogar bola, ou no clube ou na escola, foi longe de ser a melhor época da minha vida, tanto que trago pouquíssimos amigos deste período. Porém, este ano serviu para sedimentar a minha paixão pelo bom e velho (na época não tão velho) rock n roll.
Eu já ouvia algumas coisas, mas mais nacionais, como RPM na época do multiplatinado Radio Pirata Ao Vivo e Titãs, com o visceral e, até então, violento, Cabeça Dinossauro. Mas o caminho já estava sedimentando-se com a descoberta do Appetite for Destruction do Guns, que chegou às minhas mãos por causa da baladinha Patience, que era parte da trilha sonora de alguma novela e era figuração certa em qualquer bailinho.
Porém, 1991 foi a virada de tudo! Em um mundo sem rádios rock, MTV, boas lojas de disco e muito menos internet, obter a cópia de algum álbum era tarefa das mais árduas, mas sempre se dava um jeito. Um amigo comprava um LP ou um Cassete e gravava pra todo mundo as famosas fitinhas, que até se desmagnetizavam de tanto que eram escutadas. Talvez esta geração não tenha idéia do que é isto, mas muitos ainda lembram deste período.
Virada? Mas qual é essa virada? Fora o que eu acabei de dizer, neste ano foram lançados álbuns sensacionais e clássicos, como:
- U2 - Achtung Baby
- Soundgarden - Badmotorfinger
- Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers
- Smashing Pumpkins - Gish (álbum de estréia)
- Queen - Innuendo
- Metallica - Black Album
- Nirvana - Nevermind
- REM - Out of Time
- Skid Row - Slave to the Grind
- Temple of the Dog - Temple of the Dog
- Pearl Jam - Ten
- Guns n Roses - Use Your Illusion I e II
- Legião Urbana - V
- Engenheiros do Hawaii - Várias Variáveis
Precisa dizer alguma coisa?
Eu já ouvia algumas coisas, mas mais nacionais, como RPM na época do multiplatinado Radio Pirata Ao Vivo e Titãs, com o visceral e, até então, violento, Cabeça Dinossauro. Mas o caminho já estava sedimentando-se com a descoberta do Appetite for Destruction do Guns, que chegou às minhas mãos por causa da baladinha Patience, que era parte da trilha sonora de alguma novela e era figuração certa em qualquer bailinho.
Porém, 1991 foi a virada de tudo! Em um mundo sem rádios rock, MTV, boas lojas de disco e muito menos internet, obter a cópia de algum álbum era tarefa das mais árduas, mas sempre se dava um jeito. Um amigo comprava um LP ou um Cassete e gravava pra todo mundo as famosas fitinhas, que até se desmagnetizavam de tanto que eram escutadas. Talvez esta geração não tenha idéia do que é isto, mas muitos ainda lembram deste período.
Virada? Mas qual é essa virada? Fora o que eu acabei de dizer, neste ano foram lançados álbuns sensacionais e clássicos, como:
- U2 - Achtung Baby
- Soundgarden - Badmotorfinger
- Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers
- Smashing Pumpkins - Gish (álbum de estréia)
- Queen - Innuendo
- Metallica - Black Album
- Nirvana - Nevermind
- REM - Out of Time
- Skid Row - Slave to the Grind
- Temple of the Dog - Temple of the Dog
- Pearl Jam - Ten
- Guns n Roses - Use Your Illusion I e II
- Legião Urbana - V
- Engenheiros do Hawaii - Várias Variáveis
Precisa dizer alguma coisa?
quarta-feira, outubro 14, 2009
Perfeições Pop
O 'Grave Dancers Union' é pra mim um dos melhores álbuns da década de 90 e provavelmente o mais subestimado. É um hit atrás do outro, só tem canções sensacionais. Uma ouvida nele me transporta imediatamente de volta à um tempo bom...
HOMESICK - SOUL ASYLUM
I want to live with you in the fifth dimension
In a dream I've never had
Cause I just can't live like this in a world like this
I just want a kiss goodbye
And we are not of this world
And there's a place for us
Stuck inside this fleeting moment
Tucked away where no one own it
Wrapped up in a haste and by mistake got thrown away
And oh, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
And though I sometimes get annoyed I know just where I'm at
This is my song of joy
And now I know there are no secret trick, no correct politics
Just liars and lunatics
And we are not of this world
And there's a place for us
Stuck inside this fleeting moment
Tucked away where no one own it
Wrapped up in a haste and by mistake got thrown away
And oh, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
And though I would not take it personally, it's just the child in me
I never really knew how much I had
Woe is me, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
HOMESICK - SOUL ASYLUM
I want to live with you in the fifth dimension
In a dream I've never had
Cause I just can't live like this in a world like this
I just want a kiss goodbye
And we are not of this world
And there's a place for us
Stuck inside this fleeting moment
Tucked away where no one own it
Wrapped up in a haste and by mistake got thrown away
And oh, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
And though I sometimes get annoyed I know just where I'm at
This is my song of joy
And now I know there are no secret trick, no correct politics
Just liars and lunatics
And we are not of this world
And there's a place for us
Stuck inside this fleeting moment
Tucked away where no one own it
Wrapped up in a haste and by mistake got thrown away
And oh, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
And though I would not take it personally, it's just the child in me
I never really knew how much I had
Woe is me, I am so homesick
But it ain't that bad
Cause I'm homesick for the home I've never had
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quarta-feira, setembro 30, 2009
Perfeições Pop
MUSE - UPRISING
Paranoia is in bloom,
The PR transmissions will resume,
They'll try to push drugs that keep us all dumbed down,
And hope that we will never see the truth around
(So come on)
Another promise, another scene,
Another packaged lie to keep us trapped in greed,
And all the green belts wrapped around our minds,
And endless red tape to keep the truth confined
(So come on)
They will not force us,
They will stop degrading us,
They will not control us,
We will be victorious
(So come on)
Interchanging mind control,
Come let the revolution take it's toll,
If you could flick a switch and open your third eye,
You'd see that
We should never be afraid to die
(So come on)
Rise up and take the power back,
It's time the fat cats had a heart attack,
You know that their time's coming to an end,
We have to unify and watch our flag ascend
They will not force us,
They will stop degrading us,
They will not control us,
We will be victorious
Paranoia is in bloom,
The PR transmissions will resume,
They'll try to push drugs that keep us all dumbed down,
And hope that we will never see the truth around
(So come on)
Another promise, another scene,
Another packaged lie to keep us trapped in greed,
And all the green belts wrapped around our minds,
And endless red tape to keep the truth confined
(So come on)
They will not force us,
They will stop degrading us,
They will not control us,
We will be victorious
(So come on)
Interchanging mind control,
Come let the revolution take it's toll,
If you could flick a switch and open your third eye,
You'd see that
We should never be afraid to die
(So come on)
Rise up and take the power back,
It's time the fat cats had a heart attack,
You know that their time's coming to an end,
We have to unify and watch our flag ascend
They will not force us,
They will stop degrading us,
They will not control us,
We will be victorious
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quinta-feira, agosto 20, 2009
Perfeições Pop
Pra dar uma relaxada, depois de uma noite filha da puta.
SIGNAL FIRE - SNOW PATROL
The perfect words never crossed my mind,
'cause there was nothing in there but you,
I felt every ounce of me screaming out,
But the sound was trapped deep in me,
All I wanted just spin right past me,
While I was rooted fast to the earth,
I could be stuck here for a thousand years,
Without your arms to drag me out,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety
No I wont wait forever (x2)
In the confusion and the aftermath,
You are my signal fire,
The only resolution and the only joy,
Is the faint spark of forgiveness in your eyes,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety,
No I wont wait forever (x3)
SIGNAL FIRE - SNOW PATROL
The perfect words never crossed my mind,
'cause there was nothing in there but you,
I felt every ounce of me screaming out,
But the sound was trapped deep in me,
All I wanted just spin right past me,
While I was rooted fast to the earth,
I could be stuck here for a thousand years,
Without your arms to drag me out,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety
No I wont wait forever (x2)
In the confusion and the aftermath,
You are my signal fire,
The only resolution and the only joy,
Is the faint spark of forgiveness in your eyes,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety,
There you are standing right in front of me (x2)
All this here falls away to leave me naked,
Hold me close cause I need you to guide me to safety,
No I wont wait forever (x3)
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segunda-feira, agosto 17, 2009
Dois Terços Já Foram. Quem Vem Para Salvar?
Quando eu criei este blog, a principal razão dele de ser era escrever sobre música. O tempo passou, o leque de assuntos aumentou (graças a Deus) e, durante alguns períodos, eu não falo nada sobre música. Mas isto não significa que eu tenha parado de ouvir, muito pelo contrário.
Vivo atrás dos novos lançamentos, novos álbuns, algumas vezes de bandas que eu desconheço completamente, mas que baixo por indicação de conhecidos, de outros meios da imprensa ou sem nenhum motivo aparente. Conforme é possível conferir na listagem ao lado, desde o início do ano já ouvi 36 álbuns, sendo um EP e uma trilha sonora de filme, sem nenhuma novidade. Assim, foram 34 álbuns de inéditas.
Nesta lista constam clássicos (Bruce Springsteen, Bob Dylan, Cheap Trick, Iggy Pop), novos artistas (Daughtry, Metric, Kate Voegele, Regina Spector), alguns pouco conhecidos mas que eu adoro (Our Lady Peace, Collective Soul, Doves, Sam Roberts) e outros que eu nunca tinha ouvido falar antes desta audição (Chickenfoot, A Day to Remember, Gloriana, Kate Voegele) entre muitos outros, estas listas foram apenas uma amostra.
Porém pouca coisa me agradou de verdade, a ponto de se tornar constante na minha playlist. Para ser sincero, até o momento apenas três desta vasta lista mereceram tal glória (Ben Kweller, Lily Allen e The Decemberists). Diversos eu ouvi apenas uma vez e nunca mais.
Têm coisas boas por virem, como Pearl Jam e Muse, e espero que esta lista possa aumentar. Ou então que eu passe a gostar de outros, assim que ouvir com mais carinho.
Ps: após escrever este post, fui ouvir o "American Central Dust" do Son Voit e realmente constatei o que achei da primeira vez: é uma álbum deliciosamente triste.
Vivo atrás dos novos lançamentos, novos álbuns, algumas vezes de bandas que eu desconheço completamente, mas que baixo por indicação de conhecidos, de outros meios da imprensa ou sem nenhum motivo aparente. Conforme é possível conferir na listagem ao lado, desde o início do ano já ouvi 36 álbuns, sendo um EP e uma trilha sonora de filme, sem nenhuma novidade. Assim, foram 34 álbuns de inéditas.
Nesta lista constam clássicos (Bruce Springsteen, Bob Dylan, Cheap Trick, Iggy Pop), novos artistas (Daughtry, Metric, Kate Voegele, Regina Spector), alguns pouco conhecidos mas que eu adoro (Our Lady Peace, Collective Soul, Doves, Sam Roberts) e outros que eu nunca tinha ouvido falar antes desta audição (Chickenfoot, A Day to Remember, Gloriana, Kate Voegele) entre muitos outros, estas listas foram apenas uma amostra.
Porém pouca coisa me agradou de verdade, a ponto de se tornar constante na minha playlist. Para ser sincero, até o momento apenas três desta vasta lista mereceram tal glória (Ben Kweller, Lily Allen e The Decemberists). Diversos eu ouvi apenas uma vez e nunca mais.
Têm coisas boas por virem, como Pearl Jam e Muse, e espero que esta lista possa aumentar. Ou então que eu passe a gostar de outros, assim que ouvir com mais carinho.
Ps: após escrever este post, fui ouvir o "American Central Dust" do Son Voit e realmente constatei o que achei da primeira vez: é uma álbum deliciosamente triste.
domingo, agosto 16, 2009
Perfeições Pop
SEX TYPE THING
I am, I am, I am
I said I wanna get next to you
I said I gonna get close to you
You wouldn't want me have to hurt you too, hurt you too?
I ain't, I ain't, I ain't
A buyin' into your apathy
I'm gonna learn ya my philosophy
You wanna know about atrocity, atrocity?
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
I am a man, a man
I'll give ya somethin' that ya won't forget
I said ya shouldn't have worn that dress
I said ya shouldn't have worn that dress
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
Here I come, I come, I come
I am, I am, I am
I said I wanna get next to you
I said I gonna get close to you
You wouldn't want me have to hurt you too, hurt you too?
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
I am, I am, I am
I said I wanna get next to you
I said I gonna get close to you
You wouldn't want me have to hurt you too, hurt you too?
I ain't, I ain't, I ain't
A buyin' into your apathy
I'm gonna learn ya my philosophy
You wanna know about atrocity, atrocity?
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
I am a man, a man
I'll give ya somethin' that ya won't forget
I said ya shouldn't have worn that dress
I said ya shouldn't have worn that dress
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
Here I come, I come, I come
I am, I am, I am
I said I wanna get next to you
I said I gonna get close to you
You wouldn't want me have to hurt you too, hurt you too?
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
I know you want what's on my mind
I know you like what's on my mind
I know it eats you up inside
I know, you know, you know, you know
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
Here I come, I come, I come
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