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segunda-feira, março 15, 2010

Some Days Will Never Return

Where do we go, nobody knows
Don't ever say you're on your way down, when..
God gave you style and gave you grace
And put a smile upon your face, oh yeah

Hoje eu fui tomar umas cervejas com o Fábio Mendes, conversar sobre futebol, besteiras, futebol, amigos e claro, futebol. Como eu trampo no Centro e ele mora na Praça da Árvore, marcamos um ponto intermediário, a Rua Augusta. E como marcamos um lugar para nos encontrar, escolhemos o Charm. Sentamos, bebemos e falamos.

Quase na hora de irmos embora, fui ao banheiro, que fica no andar inferior. Desci as escadas, e de repente tive um 'insight'. Por um segundo, vi no canto uma mesa comprida, com diversas pessoas sentadas, com CDs caseiros em mão, conversando alto e bebendo. Fechei os olhos, e quando abri já não havia mais nada. Subi as escadas e comentei com o Fábio, e ele me disse ter sentido a mesma coisa.

Pois é, o que eu me referi foi o dia 20 de dezembro de 2003, quando naquele mesmo Charm, naquele mesmo andar inferior, perto dos banheiros, um grupo de amigos, alguns recém conhecidos, outros que já haviam se visto uma ou duas vezes, se encontravam para uma celebração de final de ano, com um amigo secreto de CDs gravados.

E juntos, eu e o Fábio concluímos que aquele dia foi daqueles que, quanto mais o tempo passa, mais parece que ele não existiu, e sim que foi um sonho, ou um devaneio, de tão perfeito que foi. É daqueles que se fosse possível, eu voltaria no tempo para revivê-lo cada vez que eu estivesse triste, carente ou solitário. Ou então para acreditar na amizade, e que dias podem ser inesquecíveis quando se está com pessoas que você gosta.

Mas o mais bacana é que, daquele dia muitos ainda são amigos, e outros surgiram. E posso afirmar que aquele dia foi primordial na minha decisão de mudar para essa cidade caótica, cinza e abarrotada chamada São Paulo.

sexta-feira, julho 24, 2009

Drive My Car

Baby you can drive my car
Yes I'm gonna be a star
Baby you can drive my car
And maybe I'll love you

Eu dirijo desde que eu fiz 18 anos. Fiz aniversário em um dia, no outro já estava entrando com a documentação na auto escola para dar entrada na papelada para tirar a minha habilitação. Desde lá, eu nunca fiquei sem carro, dirigia praticamente todos os dias, ia para todos os cantos possíveis e imaginários com o carro, mesmo que não fosse necessário.

Neste começo de ano, quando voltei para São Paulo, vim sem carro. E tive que me reeducar. Andava muito pouco de metrô e não sabia andar de ônibus, então só me restava começar do zero.

Alguns meses se passaram e, mais uma vez, essa cidade caótica me surpreendeu. Da primeira vez ela me mostrou que era muito legal, e fez meu ódio/temor desaparecer. Da segunda, me mostrou que não era nenhum bicho de sete cabeças dirigir por ela, chegando ao ponto de eu saber me locomover por praticamente toda a cidade. E agora, descobri que a vida sem carro em Sampa pode ser muito mais sossegada e divertida do que a motorizada.

Tá, tem horas ruins, como esta em que eu escrevo, com frio, chuva e pé molhado, mas só de imaginar o trânsito que está lá fora e que eu não terei que enfrentar, sinto um alívio enorme. Me habituei com o ônibus e o metrô, vou ouvindo música ou notícias, lendo ou até mesmo cochilando. E posso beber, não preciso me preocupar com o carro roubado, estragado ou batido, além do custo que eu não tenho.

Motivos esses que me levam a pensar se eu quero comprar um carro agora. Tinha planejado adquirir um no meio do ano, mas a pergunta que não quer se calar é: será que eu quero um? Sinceramente, ando pensando muito e acho que, neste momento, não quero não. O custo benefício não compensará.

Claro, um dia eu vou comprar, mas agora não, agradeço.

sexta-feira, abril 03, 2009

Um Tour por SP




Em uma semana trabalhando aqui em SP, eu já andei mais de ônibus do que a minha vida inteira. Bem, apenas para situar, eu moro no Tatuapé e trabalho no fim do Sacomã, no começo da Via Anchieta. Assim, uma única condução é algo inviável. E, para descobrir o melhor trajeto e itinerário, fiz todos os caminhos possíveis e imaginários.

Some-se a isto ônibus errados, nomes de linha que confundem, trânsito, desafios às leis da física dentro de um veículo, longas caminhadas.

É, eu vou sentir falta do meu carro antes do que eu imaginava.