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quinta-feira, dezembro 30, 2010

You Wanted The Best, You Got The Best

E 2010 acabou. Todo final de ano eu faço uma listinha dos melhores do ano e tal, e este ano não poderia faltar né? O ano foi cheio de altos e baixos, com coisas muito boas e outras bem ruins, decepcionantes até, mas desta vez eu resolvi escolher apenas os melhores do ano, nada de primeiro, segundo, terceiro e décimo quinto colocados. Algo assim como: "E a Espanha na Copa do Mundo deste ano foi:"

Melhor Álbum


Até que tivemos alguns bons álbuns em 2010, como o do Bret Michaels (Custom Built), os homônimos do Stone Temple Pilot e do Slash e o da Charlotte Gainsbourg (IRM), mas o melhor de todos, fácil, foi o "All in Good Time" do Barenaked Ladies, o que não deixou de ser uma surpresa, pois eu não sabia o que esperar após a saída do Steven Page. Certo, o álbum perdeu um pouco da alegria dos anteriores, mas foi praticamente perfeito, mostrando uma melancolia que eu não sabia que eles tinham, mas sem perder o estilo.



Ps: antes que alguém me pergunte, não, eu não esqueci do Arcade Fire, eu simplesmente não achei nada do que o povo está dizendo dele.

Melhor Canção

E não é que neste ano tivemos uma dobradinha? Além de melhor álbum, o Barenaked Ladies levou o prêmio de melhor canção, com a sensacional, maravilhosa e triste "You Run Away". E olha, só não leva como melhor canção da década porque existe "The Scientist".



Merecem menções honrosas as do Bret Michaels e Miley Cyrus (Nothing to Lose), Bush (Afterlife), Charlotte Gainsbourg e Beck (Heaven Can Wait), Scorpions (The Best Is Yet To Come), She & Him (In the Sun) e STP (Cinnamon).

Melhor Filme


No ano dos filmes nerds e geeks (os videogames cinematograficos de Scott Pilgrim e Príncipe da Persia, o violento Kick-Ass e o sério Redes Sociais), não tem como não premiar um. E portanto o melhor do ano é Zumbilândia. Praticamente tudo que você espera de um filme, você encontra: premissa interessante, bons atores, ótimas tiradas, trilha sonora boa e muitas risadas. Tá, vão me dizer que faltou roteiro mas, me respondam, desde quando filme de zumbi tem roteiro?! Ok, Extermínio tinha, mas é uma exceção (e um ótimo filme).



Melhor Série


Poucas séries foram lançadas este ano e eu acompanhei, a maioria foram as antigas que eu já assistia e, destas a temporada que mais me marcou foi a do Dexter. As quarta (que só vi este ano) e a quinta foram algo de tirar o fôlego. Sensacionais e esperando pela próxima temporada já.



Melhor Show

No ano que um ex-Beatle toca no Brasil um repertório de 3 horas, que o mesmo considera este show o melhor do ano e um dos melhores da carreira (e que eu estava lá), pode parecer impossível um outro show ser escolhido o melhor do ano, certo? Errada. Apesar do show ter sido ótimo, o melhor do ano aconteceu alguns dias depois, no Via Funchal lotado, com uma banda piromaníaca que canta em alemão. Sobre o show do Rammstein, só há uma coisa a ser dito: O que foi aquilo?

terça-feira, outubro 26, 2010

Dia da Marmota


No último episódio de Being Erica que eu assisti ontem, ela recebe uma informação pelo Kai que não deveria ter recebido e que a deixa bem confusa e em parafuso. Por isto ela procura o Dr.Tom para reclamar e a 'solução' que ele encontra é fazê-la voltar ao passado, no horário que ela recebe a notícia (as 8 da manhã), para ela entender melhor o que tá acontecendo. E assim vira o dia dela, um enorme loop entre as 8 da manhã e o meio dia, até que ela tenha uma reação razoável.

Ela faz de tudo, tranca o Kai na sala pra ele contar mais, expulsa ele, enche a cara pra aceitar, briga com o  mundo, até que, no momento que ela 'aceita' os fatos e pára de se preocupar com o futuro para se focar no presente, ela se liberta deste loop e o dia segue.

A mensagem é simples, viva o presente, repense seus atos, sorria mais, não magoe as pessoas, faça exercícios, escove os dentes, olhe para os dois lados antes de atravessar a rua, coma verduras, blá blá blá. A questão nem é esta. Apesar de ser um saco viver, reviver e rererereviver o mesmo momento sem sabermos até quando, as vezes deve ser legal termos a oportunidade de tentarmos até conseguirmos. Porém, o que é 'conseguir', numa vida que não tem script e que cada ação causa uma mudança que nem sempre reflete aquilo que parecia ser?

terça-feira, maio 25, 2010

The Lost Art of Keeping a Secret

Eu sou um eterno fuçador de séries. Muitas vezes eu pego uma, pela sinopse ou mesmo pelo nome, e assisto um ou dois episódios, para ver se eu gosto. Algumas são ruins e logo são jogadas no lixo, as vezes antes de terminar o primeiro, mas algumas são muito boas.

A última 'descoberta' foi Life UneXpected, uma série que eu não dava nada, até porque o cartaz dela teve a 'grande' idéia de dizer ser 'uma mistura de Gilmour Girls com Juno', fato que me afastou por um tempo, porque eu imaginava que era muito #mimimi, até que eu fiquei sabendo que a Erin Karpluk (Being Erica) trabalhava na série. Daí resolvi dar uma chance.

A história é básica, nada demais. Um casal faz sexo uma única vez, aos 16 anos, engravida e dá a criança para adoção. Outros 16 anos se passaram e a criança-agora-adolescente aparece se identificando e pedindo a assinatura de um documento de emancipação, pois ninguém a adotou. Com isso, a vida dos dois, um dono de bar imaturo e falido e uma famosa, bem sucedida e amarga radialista, vira de cabeça para baixo.

Roteiro simples mas bem amarrado, situações leves e deliciosas, dramas e mais dramas. Eu gostei muito do resultado, tanto que em 2 dias eu vi 5 episódios (4 em seguida) e o resto já está no forno. Mas o que mais me pega nestas séries (e ultimamente isto acontece muito mais do que em filmes) são que elas me fazem pensar na vida, nas coisas que acontecem ou aconteceram e eu, quando menos espero, vejo lá um pedacinho da minha vida e dos meus dramas, e me teleporto para dentro da tela. Daí começa todo aquele processo imaginativo, e minha mente funciona a mil por hora.

Eu gosto disso, pois eu sem imaginação e sem sonhos não existo, além do que também preciso de estímulos exteriores para pensar na vida, e nas coisas ao redor dela.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Arquivando 2009

Livros

* O Cão da Meia-Noite - Marcos Rey
* Fender Benders - Bill Fitzhugh
* O Sequestro do Senhor Empresário - Levi Bucalem Ferrari
* Fantoches! - Marcos Rey
* Malditos Paulistas - Marcos Rey
* Motley Crue: The Dirt - Confessions of the World's Most Notorious Rock Band
* Coraline - Neil Gaiman
* Jogos da Atração - Breat Easton Ellis
* Faz Parte do Meu Show - Robson Pinheiro
* Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e Eu - Julián Fuks
* Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você - Greg Behrendt e Liz Tuccillo
* Mais uma Vez - Tony Parsons
* A Estrada da Noite - Joe Hill

Shows

* Copacabana Club
* Autoramas
* Ecos Falsos
* Radiohead
* Kraftwerk
* Los Hermanos
* Móveis Coloniais de Acajú
* Fino Coletivo
* Forgotten Boys
* Los Porongas

Filmes

* 500 Days of Summer
* Bastardos Inglórios
* 9
* O Anticristo
* Amantes
* Se Beber Não Case
* Pagando Bem que Mal Tem
* Era do Gelo 3
* Divã
* Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
* Anjos e Demônios
* Star Trek
* Wolverine
* Role Models
* Gran Torino
* Ele Simplesmente Não Está Afim de Você
* Watchmen
* O Lutador
* Operação Valquíria
* Noivas em Guerra
* O Menino do Pijama Listrado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Madagascar 2

Albuns e MP3's

* A Day to Remember - Homesick
* Alice in Chains - Black Gives Way to Blue
* Arctic Monkeys - Humbug
* Ben Kweller - Changing Horses
* Bob Dylan - Together Through Life
* Bruce Springsteen - Working on a Dream
* Cachorro Grande - Cinema
* Cheap Trick - The Latest
* Chickenfoot - Chickenfoot
* Colbie Caillat - Breakthrough
* Collective Soul - Afterwords
* Daughtry - Leave This Town
* Dave Matthews Band - Big Whiskey and the GrooGrux King
* Death Cab for Cutie - The Open Door EP
* Dolores O'Riordan - No Baggage
* Doves - Kingdom of Rust
* Franz Ferdinand - Tonight, Franz Ferdinand
* Gloriana - Gloriana
* Green Day - 21st Century Breakdown
* Hoobastank - For(n)ever
* Iggy Pop - Preliminaires
* Julian Casablancas - Phrazes for the Young
* Kassabian - The West Pauper Lunatic
* Kate Voegele - A Fine Mess
* Kelly Clarkson - All I Ever Wanted
* Kiss - Sonic Boom
* Lilly Allen - It's Not Me, It's You
* Ludov - Caligrafia
* Marilyn Manson - The High End of Low
* Metric - Fantasies
* Monsters of Folk - Monsters of Folk
* Muse - The Resistance
* Our Lady Peace - Burn Burn
* Pearl Jam - Backspacer
* Placebo - Battle for the Sun
* Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da
* Rascal Flatts - Unstoppable
* Regina Spektor - Far
* Rob Thomas - Cradlesong
* Sam Roberts - Love at the End of the World
* Sepultura - A-Lex
* Silversun Pickups - Swoon
* Son Volt - American Central Dust
* The Black Crowws - Before the Frost
* The Dead Weather - Horehound
* The Decemberist - The Hazards of Love
* The Flaming Lips - Embryonic
* The Lemonheads - Varshons
* The Watchmen - OST
* Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures
* They Might Be Giants - Here Came the 123
* Tinted Windows - Tinted Windows
* U2 - No Line on the Horizon
* Wilco - Wilco
* Yo La Tengo - Popular Songs
* Zero 7 - Yeah Ghost

Seriados

* House
* 10 Things I Hate About You
* Cupid
* Psychoville
* The Penguins of Madagascar
* Chuck
* Being Erica
* Dollhouse

terça-feira, dezembro 15, 2009

...and the Oscar goes to:

E o ano acabou (graças a Deus). Acho que nem vou mais escrever nada neste blog este ano, talvez só alguma coisa pra exorcizar esse ano do capeta, portanto, como de costume, vai aqui a lista de melhores do ano:

Na categoria Melhor Filme, os indicados são:

Gran Torino
Se Beber Não Case
Bastardos Inglórios
Watchmen
O Lutador

...e o Oscar vai para: Watchman

Na categoria Melhor Seriado, os indicados são:

Being Erica
House
Cupid
Chuck
Dollhouse

...e o Oscar vai para: Being Erica

Na categoria Melhor Album, os indicados são:

Ben Kweller - Changing Horses
Lily Allen - It's Not Me, It's You
Muse - The Resistance
Pearl Jam - Backspacer
Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da

...e o Oscar vai para: Muse - The Resistance

Na categoria Melhor Canção, os indicados são:

Muse - United States of Eurasia
Lily Allen - Fuck You
Dave Matthews Band - Funny the Way It Is
Pearl Jam - Just Breathe
Arctic Monkeys - My Propeller

...e o Oscar vai para: Muse - United States of Eurasia

quinta-feira, julho 30, 2009

Straight Eye for the Queer Guy

Antes um aviso: esse texto não faz questão alguma de ser politicamente correto. Assim, quem se irrita facilmente ou não sabe brincar, nem precisa continuar a leitura. Tchau.

No casamento do Roger e da Sá, estávamos bebendo e conversando eu, ele, o Fábio, o Toloi, o Naka e o Paulo, quando começou a tocar uma música da Madonna e um monte de gente foi dançar. Daí começamos a discutir se um homem pode gostar de Madonna e, chegamos a conclusão que ele pode até achar algumas músicas legais e achar ela gostosa, mas não pode ser fã dela, pois isto está restrito às mulheres e aos gays. Mas o problema é que existem alguns heterossexuais que gostam dela!

E, na verdade, o grande problema mesmo é que vivemos um momento em que a sociedade está tornando os homens cada vez menos homens, como se isso fosse um problema. Hoje, os exemplo de homens são o Hugh Grant, o Kaká e o Backham, filhos da mamãe bunda moles e que usam mais cremes que mulheres.

Para deixar bem claro, eu não estou falando de homossexuais, isso é uma outra história. Respeito eles, convivo muito bem com eles e quem me conhece sabe do que eu estou falando, mas sim dessa merda de 'macho' sensível que inventaram. Certo, como eu post na lista abaixo, o homem tem sim que respeitar a mulher, saber cozinhar, ajudar na casa e cuidar da aparência (com moderação) mas ao mesmo tempo não perde por nada o seu futebol, sabe trocar o pneu do carro e o chuveiro do banheiro, não ter problema em sentar num boteco sujo pra beber cerveja, comer amendoim e falar das gostosas.

Naquele casamento, com a pinga na cabeça, começamos a discutir como isso poderia mudar, como evitar que nós, machos de respeito, fossemos substituídos por essa coisa de metrossexual. Porque um macho de respeito abre a porta do carro pra mulher, mas quem dirige é ele. Passa perfume, mas não divide o creme com a namorada. E, se possível, não torce para o São Paulo. E chegamos a conclusão que essas coisinhas (também conhecidas na adolescência como emos) precisam é de um tratamento de choque.

Não existia na TV um programa chamado Queer Eye for the Straight Guy, onde cinco gays ajudavam um hetero? Então, nesta onda de reality shows concluímos que cairia muito bem um
Straight Eye for the Queer Guy, ou Machômetro, onde esses rapazinhos seriam levados para fazer coisas de macho, como tomar pinga as cinco da tarde em um bar de peão, trabalhar como servente de pedreiro, trocar o pneu de um carro e ir clube de strip, tendo que passar a mão na bunda das meninas e falar impropérios como 'gostosa, 'vagabunda' ou 'cachorra'.

Certo, são coisas extremas, exageradas, mas é parte da piada, ou do tratamento de choque mesmo. Cara quer ser homossexual, maravilha, é um direito de cada um escolher o que quer fazer com as suas coisas, mas não me venha com essa porra de macho sensível. Porque a mulher não quer um macho sensível, ela quer um gay para melhor amigo e um homem de verdade na cama.

E vivam os machos de respeito! Vamos tomar uma cerveja, dar uma coçada no saco e pegar umas gostosas pra comemorar.

sexta-feira, junho 05, 2009

Please, Don't Kick Me

Continuando no mesmo tema do post anterior, cada vez mais eu estou convencido que nossa vida daria um seriado muito engraçado, porque, queiramos ou não, fazemos um monte de merdas, temos ótimas histórias e damos altas risadas quando nos encontramos. Não é a toa que este núcleo é amigo há pelo menos 10 anos.

Então, conversando besteira com a Lara pelo MSN, resolvi começar a brincar com isso. Escrevi uma breve descrição de cada personagem e do ambiente e mandei pros manés. Tenho certeza absoluta que eles vão me xingar, mas vão se divertir, porque um dos nossos programas preferidos é contar histórias uns dos outros. E haja história.

O motivo de ter escrito isto aqui? É pra encher o saco mesmo. Mas, quem sabe, um dia isso não vira uma boa série, uma vez que certa vez isso começou a ser feito, com outros amigos, mas não deu certo porque aquele povo não sabia brincar. E este aqui sabe!

quinta-feira, junho 04, 2009

Seriado da Vida Real

A minha vida com o Du aqui no apartamento daria facilmente um seriado, daqueles mais engraçados possível. Tenho vontade de anotar tudo o que acontece e, um dia escrever um baseado em nossas experiências (floreando um pouco, claro).

Que Friends o que nada!!!

terça-feira, maio 26, 2009

My Big Bang Theory

Descobri por acaso o The Big Bang Theory, em um dia, ano passado, na casa da minha irmã. Foi o episódio do 'Halo Night' e, apesar já estar na metade, ficamos eu e meu cunhado assistindo. Como eu não tinha tv a cabo em casa, passei a baixar todos para assistir e, bastaram poucos para eu me viciar na mesma.

Mas o tema aqui não é a série em si, mas o contexto, do universo nerd. Eu sei que, se alguns amigos lessem esse blog, eles me xingariam, mas como não lêem, fodam-se, posso falar toda sorte de besteira que eu quiser. Eu nunca gostei muito de estudar e não entendo porra nenhuma de física e química, o que 'aprendi' foi na época do cursinho e foi o suficiente para eu não zerar no vestibular, mas tive uma adolescência extremamente nerd, com amigos nerds, e muitos passatempos iguais aos deles.

Certo, eu jogava basquete e ia ao clube à noite nos fins de semana (quem viveu no interior sabe o que isso significa), mas não bebia, jogava joguinhos em computador, lia quadrinhos e jogava RPG. Véio, nerd pra caralho!!!

E quando o assunto é mulher, todo nerd se enquadra em um dos quatro estereótipos. Têm os que não ligam pra mulher, como o Sheldon, os que tem pânico perto de mulher como o Raj, os desesperados por mulher (e, consequentemente, atrapalhados), como o Howard e aqueles que ficam pensando um milhão de vezes pensando no que dizer para uma mulher, e que ao final são passados para trás por um cara mais cool e despojado.

Quando adolescentes, chamávamos isso de queijo, no qual o modelo era o Charlie Brown com sua famosa garotinha ruiva, mas nos anos 2000, creio que o Leonard poderia muito bem ocupar esse papel. E, pensando neste sentido, eu passei bons anos da minha vida 'produtiva' com síndrome de Leonard Hofstadter. Quantas e quantas vezes eu deixei de sair com alguém por puro cagaço, por achar que ela iria rir de mim, iria me ignorar. Quantas vezes não saí do campo do platônico.

Toda aquela merda que te ensinam quando você é criança, que você precisa ser educado, respeitar as mulheres, ser galante, somada com uma auto estima abalada (síndrome de patinho feio, esse texto tá parecendo tratado de psicologia), faz tua vida amorosa ser um área improdutiva, daquelas que o MST invade. 

Mas é foda, você cresce e percebe que não é assim que funciona. O Leonard dentro de você percebe que a Penny só está esperando você chegar nela com confiança, agarrá-la pela cintura, dar-lhe um beijo na boca de tirar o fôlego, e convidá-la para ir até tua casa. Ela não quer rodeios, ela quer ação.

E não é só isso, você descobre que de nada adianta ser o genro que toda mãe quer, se a filha não te quer. Melhor é ser aquele cara que está comendo a filha dela e que ela não gosta. É muito mais divertido e faz muito melhor pro teu ego (e pra outras coisas também).

O Leonard é um cara legal, assim como é o Charlie Brown, mas, como em tudo na vida, o campo amoroso não perdoa os bonzinhos. Não há espaço para aqueles muito respeitadores e, convenhamos, vocês mulheres podem me xingar, mas nenhuma de vocês gosta de caras bonzinhos. Vocês gostam de atitude e, queiram ou não, atitude vem num pacote onde aparecem outras 'qualidades' que não são as que eu descrevi acima, muito pelo contrário.

Se existe um adesivo escrito "mulheres boazinhas vão para o céu, e as más para onde quiserem", o dos homens poderia ser "homens bonzinhos não vão pra lugar nenhum e os maus vão pra cama com mulheres". É assim que funciona, vocês xingam a gente, mas no final só querem os que não prestam. Você tenta ser respeitador e, quando respeita os limites, é chamado de viado ou de brocha.

Um dia o jogo mudou, e eu descobri que a vida é muito mais divertida quando você perde o medo de levar um fora (até porque daí você recebe muito menos) e descobre que dá sim pra sair comendo mulheres por aí, que isso não acontece só no cinema.

Fiz coisas divertidas demais no meu passado nerd, e ainda me considero um, pelos meus gostos e tudo mais, não tenho problema algum com isto, mas torna-se muito mais divertido quando você não transporta esta nerdice para sua vida amorosa. 

sexta-feira, maio 15, 2009

Being Hiran




Algumas pessoas são viciadas em filmes, precisam ir sempre ao cinema, acompanhar todos os lançamentos, estar por dentro das novidades. Eu gosto de filmes, mas ultimamente o meu vício são as séries, não posso descobrir uma nova que preciso baixar o piloto para saber como ela é. E, em minha última busca, eu descobri uma série chamada ‘Being Erica’, a qual baixei o primeiro episódio.

Não sei realmente se essa série passa no Brasil ou não, mas eu não me lembro de tê-la visto em nenhum canal, e olha que agora eu tenho cabo em casa. Para dizer a verdade, eu nem sei o motivo de tê-la baixado, acho que entrou no meio do pacotão, mas foi uma grata surpresa. Mais do que isso, foi uma das poucas vezes que vi uma série e disse “eu queria ter escrito essa história”.

Falo isso não porque é algo sensacional, até porque só vi um episódio, mas sim por eu ter me identificado com ela. Primeiro, ela se passa em Toronto e as imagens do Eaton Center e do Hard Rock Café iluminados me lembram de uma época muito especial na minha vida, onde tudo era mais leve e alegre.

Mas o verdadeiro motivo dessa identificação foi o monólogo inicial, que se começa logo na primeira cena. Erica relata sua vida: 32 anos, solteira, quando jovem tinha um futuro promissor mas, em algum lugar ela se perdeu e, agora, não estava realizada nem pessoal nem profissionalmente, enquanto todas as pessoas ao seu redor estavam ambos e, por conseqüência, com pena dela. Diversas decisões equivocadas no transcorrer de sua vida fizeram com que sua vida estagnasse.

Caralho, eu poderia ter escrito isso! Isso é o que passa pela minha cabeça praticamente todos os dias quando eu acordo! Não se de onde o cara que escreveu tirou isso mas, vi minha vida passando na tela de um computador, no papel de uma mulher com cara de menina (até isso...).

No transcorrer do episódio, percebi que o mote da série deve ser ela tentar corrigir os erros do passado, por intermédio de um tipo de psicólogo ou o que quer que seja, que está mais para o Dr. Estranho, que tem o poder de teleportá-la ao passado, para uma série de eventos frustrantes e/ou vexatórios de sua vida, que ela listou numa folha de papel, e que ajudaram, de uma forma ou de outra, a jogá-la na vala que agora habita.

Pouco tempo atrás escrevi neste blog sobre o efeito borboleta e eventos passados que eu gostaria de alterar, e não teria a menor dificuldade de preencher as duas folhas de fatos que a Erica preencheu para o tal psicólogo.

Claro, como quase toda boa série (ou mesmo as séries ruins), ela tenta passar uma mensagem positiva, e o que eu percebi vendo esse primeiro, foram duas coisas: refazer o passado não significa que a gente vai acertar, podemos errar ainda pior; e que muita vezes, vendo certas situações com olhos mais experientes (velho é a $#@%$&), percebemos nuances e detalhes que deixamos passar em branco.

Estou até vendo, no final ela vai perceber que o passado já está escrito, que a mudança está dentro dela, basta ela acreditar e fazer algo para que seu presente e seu futuro possam ser pintados com tintas mais coloridas, mas, eu queria muito poder voltar ao passado e reescrever certos capítulos da minha história. E pau no cu da borboleta.

domingo, abril 19, 2009

What If...?

Aproveitei esses dias de ócio relativo e que o Du tem todas as caixas de Friends, para continuar a assistir aos episódios na ordem cronológica, uma vez que assisti praticamente todos, mas meio saltados, de maneira aleatória.

Assim, estou terminando a 6ª temporada e ontem eu vi um episódio que eu não havia assistido, que trata de uma realidade alternativa, onde mostra como eles estariam se, no passado, cada um tivesse tomado uma atitude diferente, ou algo tivesse ocorrido, afetando o presente/futuro de uma forma brusca. Como seria o universo Friends se o Ross não tivesse se separado da Carol, se o Joey ainda estivesse no elenco de Days of Ours Lives, se o Chandler tivesse seguido o sonho dele de fazer roteiros humorísticos, se a Rachel não tivesse se separado do Barry, se a Mônica não tivesse emagrecido e se a Phoebe fosse uma corretora da bolsa.

É o conhecido efeito borboleta, onde uma decisão afeta o destino não só da pessoa, como o do universo a sua volta.
 
Marvel Comics tem uma revista chamada What If...?, que mostra esses futuros alternativos se certas coisas tivessem ocorridos diferente com os seus personagens, tais como se o Homem Aranha tivesse se tornado parte do Quarteto Fantástico ou se o Capitão América fosse o presidente eleito dos EUA. 

Mente quem diz que nunca pensou como seria a sua vida se tal decisão, no passado, fosse diversa daquela tomada, e eu não sou diferente, principalmente levando em conta o inferno astral (e real) que tenho vivido nos últimos anos. Se eu fosse um personagem da Marvel, imagino como teria sido a minha vida se eu...

- tivesse investido nas minhas aulas de violão quando tinha 9 anos;

- não tivesse 'me precipitado' em fazer Direito no meio do ano de 1995 e tivesse esperado até os vestibulares de fim de ano, escolhendo uma faculdade (e carreira) com mais calma;

- no lugar de começar um estágio com uma advogada, tivesse apostado na vontade de um então dono de uma livraria em Limeira, de abrir uma filial em Piracicaba, especializada em coisas geek, que eugerenciaria;

- tivesse focado a minha vida pós faculdade em estudar e passar em algum concurso público, no lugar de advogar;

- não tivesse tanto 'medo' de São Paulo e, recém formado, tivesse vindo pra cá estudar e, consequentemente, trabalhar;

- não tivesse desistido de advogar para viajar ao Canadá e depois trabalhar com minha família;

- fosse menos 'covarde' e tivesse seguido meus sonhos, entre milhares de outras.

Será que eu estaria aqui, agora? Será que eu teria este blog? Será que eu estaria casado, com filhos? Quem seriam meus amigos? Será que eu estaria vivo?

É, perguntas que, vez ou outras circundam minha mente. Mas, como não somos personagens de um seriado nem de uma história em quadrinhos, isto se limita à minha imaginação.

terça-feira, setembro 23, 2008

O Vício Está de Volta

Estão de voltas as séries. As novas temporadas já estão começando nos EUA e muitas delas já foram disponibilizadas na internet, para serem baixadas, entre elas as novas de How I Met Your Mother e The Big Bang Theory, que nesse momento estão quase na minha máquina.

Sempre gostei muito de séries, mas de um ano e pouco para cá estou sem canais a cabo, o que significa nada de séries na TV. Porém, ao comprar o laptop, percebi que era muito melhor baixar elas (existem todas disponíveis) e assistí-las direto do computador. E como eu estou morando com meus pais na chácara, e não tenho nada para fazer, várias são as noites passadas em companhia delas.

E agora, com as novas temporadas começando, a diversão está garantida.

terça-feira, julho 22, 2008

Várias Variáveis

Ultimamente eu ando viciado em séries. De fato, eu sempre gostei delas, mas de uns tempos para cá eu andava totalmente a parte delas por não ter mais cabo em casa, até que resolvi começar baixar algumas pela internet e acabou que agora eu as assisto mais do que nunca, até pela praticidade de poder acompanhá-las em seqüência, sem a necessidade de ficar plantado defronte ao televisor para não perder o próximo episódio.

A brincadeira começou com Californication, mais pela curiosidade levantada pela história, que baixei e assisti aos doze episódios em uma semana. Depois, contaminado pela facilidade, comecei a procurar por séries diferentes daquelas mais conhecidas, pelo simples prazer de descobrir coisas novas.

Nessas procuras, quatro dentre antas me atingiram em cheio. A primeira foi The Big Bang Theory, a história de dois amigos hiper-nerds que passam a dividir o andar com uma garçonete gostosona e extrovertida, sendo essa dualidade o gancho para as mais divertidas histórias. Risadas contínuas, mas recomendadas apenas para aqueles que possuem no seu DNA pelo menos um cromossomo nerd.

Depois veio a mais “popular” dessas séries, a inovadora e deliciosa Pushing Daisies. Como pôde alguém imaginar a história de um cara que tem o “poder” de reviver tudo que é morto com um toque e que, se em um minuto não der o segundo toque, que daí mata para sempre, outra vida é tirada em seu lugar, e transformá-la numa séria fofa e feliz? Não conhece? Tá perdendo, playboy!

A terceira é a mais antiga e com a história mais manjada, mas que não deixa de ser ótima mesmo assim, pois a vida é feita de deliciosos clichês. How I Met Your Mother é contada como uma história no passado, em que o pai conta aos dois filhos adolescentes como conheceu a mãe deles, que nunca aparece, pelo menos até ao final da segunda temporada, que foi o que eu já assisti.

E finalmente, minha nova descoberta, New Amsterdam, da qual eu apenas assisti quatro episódios, mas já virei fã. Conta a história de um detetive de New York, que na verdade foi abençoado/amaldiçoado com a vida eterna, até encontrar a escolhida e enfim poder envelhecer e morrer. Investigação policial, flashbacks históricos, romance e humor na medida certa, nem sei se ela passa aqui no Brasil, mas deveria, muito melhor que muita coisa que anda passando.

Fim do post? Nem, é apenas um gancho para um novo começo, tal qual um episódio dos Simpsons, onde a primeira parte é sempre um prelúdio que prepara para a “real” história, que daí se inicia e não tem quase nada a ver com o contado do começo (ah ta, vai dizer que você nunca percebeu isso??).

O que une os quatro seriados? Na verdade, o que une quase tudo que existe na vida? A real busca pelo amor, pela pessoa que nos completa e faz a nossa vida melhor, mesmo que momentaneamente. O Leonard é apaixonado pela Penny, mesmo que ele não admita e saiba que não têm nada a ver um com o outro. O relacionamento obrigatoriamente platônico entre o “Piemaker” e a Chucky é angustiante e claustrofóbico, mas consegue ser intenso sem contato físico. Já a busca desesperada pela mulher da sua vida pelo Ted, seja ela a Robin ou não, é tão intensa que não há como não torcer por ele. E, a busca pela escolhida do Amsterdam demonstra que só o amor salva, mesmo que a salvação signifique a morte.

Será que foi só por isso que eu gostei dessas séries? Óbvio que não, pois o tema amor é abordado em quase todos meios de comunicação artística, seja ela clássica ou pop. Mas as quatro, cada qual a tua forma, mostra que na verdade o que buscamos é o amor puro e verdadeiro, aquele romântico, de contos de fadas mesmo, que nos desconecte dos nossos problemas mundanos. Queremos ser amados e admirados, adorados e desejados, queremos o frio na espinha, as borboletas no estômago, aquele momento do qual não vamos nos esquecer jamais, mesmo que um dia venhamos a derramar rios de lágrimas e quilômetros de lamúrias e maldizeres, pois um dia vamos esquecer o lado ruim disso e mais uma vez vamos querer sentir tal novamente.

E eu sou diferente disso? Não, não sou não! Sou uma pessoa normal, com sentimentos iguais a todos os outros, que buscava, mesmo que não a toda hora, essas sensações. Um beijo tímido da minha Penny na porta do seu apartamento, depois de um silêncio sepulcral gerado pelo medo da recusa. Um beijo da minha Chucky pelo plástico, por não podermos nos tocar. Fazer chover para impedir que a minha Robin encontre com o cara errado e fique comigo. Ou tentar explicar para a minha escolhida como só o amor dela salvará a minha existência.

Mas tranqüilo, a busca terminou. Ao menos para mim, pois a mulher linda e extrovertida beijou o nerd, não precisei fazer chover para isso, apenas encontrá-la acidentalmente, para enfim ela perceber que era a minha escolhida e que salvaria a minha alma. E, melhor de tudo, eu posso tocá-la sem perdê-la.