Eu queria a um tempo ler o "Beber, Jogar, F@#er" do Bob Sullivan, mas me disseram que para entendê-lo eu precisava primeiro ler o "Comer, Rezar, Amar". Certo, lá fui eu tentar ler um livro de menininha e best-seller, coisas que definitivamente não me dão tesão nenhum, mas paciência. Li um pouco, aos trancos e barrancos, caindo no sono sempre depois de meia dúzia de páginas, e na metade do primeiro arco (são três), eu desisti. Desisti e resolvi começar a ser o outro.
Realmente admito que ler pelo menos a introdução daquele livro ajudou a entender melhor a 'piada'. Fica claro desde o começo que é uma sátira deslavada, ácida e até certo ponto machista do original, mas o que é válido, pois ele era muito menininha e fofinho, de uma forma que a vida real e as mulheres reais não são (ok, até onde eu li), além do que, se elas podem ser as mocinhas e nós os vilões em um livro, porque o contrário não pode acontecer em outro?
Não é questão de contar ou não o(s) livro(s) e sim de constatar que, no meio de muitos nichos, ainda existem estes, um para mulheres e outros para homens, onde a escrita, o direcionamento e até as piadas são direcionadas para um dos gêneros. E não há nada de errado nisto, errado é achar que isto é sexismo, misoginia, preconceito. Sem hipocrisia, as mulheres precisam do romance e dos contos de fada e os homens da putaria e o humor escrachado, pelo simples fato de que isto é legal, a gente gosta e ponto, não precisam de explicações científicas nem psicológicas.
Por um tempo o politicamente correto e o patrulhamento tentaram matar isso. A mulher tinha que ser forte como o homem e o homem tinha que ser sensível como a mulher, qualquer coisa que saísse desta linha era sinal de fraqueza. Mas sabe qual é a graça de existirem homens e mulheres? É que eles são diferentes, graças a Deus. E antes que comecem o patrulhamento contra homofobia, uma coisa não tem nada a ver com a outra, muitos podem não concordar comigo, mas e daí? Esta é a beleza da dialética e das discussões de mesas de bar, a diferença de opinião.
Mas voltando ao foco da conversa, parece que isto está se aliviando, e finalmente se tocaram que uma mulher não é menos forte ou menos profissionalmente sucedida se ela gosta de um filme ou livro de romance água com açúcar e sonha com o príncipe encatado e um homem não é um troglodita ignorante e espancador de mulheres se ele assiste um filme do estilo "Se Beber Não Case" ou ri de uma piada machista. Deixem o mundo em paz com as suas diferenças, pois isto é que faz dele divertido e interessante.
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quinta-feira, setembro 16, 2010
Livros Para Meninas e Para Meninos
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segunda-feira, julho 19, 2010
A Arte no Sofrer
Para começo de conversa, eu não sou masoquista, bem longe de mim gostar de sofrer e estas coisas, pois convenhamos: isto é chato pra caralho!
Mas uma coisa é necessária ser dita: a tristeza e o sofrimento são poéticos. E quando eu falo poético não estou me referindo a um estilo literário, mas sim a toda e qualquer forma de arte que seja criada com a alma e o coração. As obras mais bonitas não complementadas pela dor, seja de um amor perdido ou impossível, seja pela pelo vazio da solidão, seja por qualquer outra forma de tristeza.
Provavelmente porque o papel, a tela, a câmera, o pincel, um instrumento musical, na mão de um poeta sofrido serve como forma de exorcismo, quando o artista consegue transferir para o mundo físico toda aquela dor que existe no etéreo e, consequentemente, quem aprecia esta obra capta uma parcela deste sentimento para si.
Ninguém gosta de sofrer, mas a maioria vê o sofrimento como arte, por isso gostamos de livros e filmes tristes, músicas melancólicas, quadros e esculturas pesadas. E pensar nesta tristeza faz a gente dar maior valor para os momentos felizes te temos.
Mas uma coisa é necessária ser dita: a tristeza e o sofrimento são poéticos. E quando eu falo poético não estou me referindo a um estilo literário, mas sim a toda e qualquer forma de arte que seja criada com a alma e o coração. As obras mais bonitas não complementadas pela dor, seja de um amor perdido ou impossível, seja pela pelo vazio da solidão, seja por qualquer outra forma de tristeza.
Provavelmente porque o papel, a tela, a câmera, o pincel, um instrumento musical, na mão de um poeta sofrido serve como forma de exorcismo, quando o artista consegue transferir para o mundo físico toda aquela dor que existe no etéreo e, consequentemente, quem aprecia esta obra capta uma parcela deste sentimento para si.
Ninguém gosta de sofrer, mas a maioria vê o sofrimento como arte, por isso gostamos de livros e filmes tristes, músicas melancólicas, quadros e esculturas pesadas. E pensar nesta tristeza faz a gente dar maior valor para os momentos felizes te temos.
quinta-feira, julho 01, 2010
Meu Ano Novo
2009 foi um ano foda para mim, principalmente o primeiro semestre. Depois de um longo período de estagnação total, resolvi dar um rumo pra minha vida e, nestes casos, de mudança abrupta, temos duas possibilidades: ou uma aparente boa oportunidade que cai no colo, ou fazer aquilo que sabemos fazer. E no meu caso, parecia que tudo se acertava, uma oportunidade de ser sócio em um escritório de advocacia de Campinas que iria abrir em São Paulo, com grande know-how e clientela. Encurtando a história, em seis meses tudo que estava complicado ficou muito pior, e eu acabei sem grana, sem patrimônio, com um monte de cheque sem fundo e uma bucha na mão.
Lembro como se fosse hoje que eu tava no escritório que eu tinha alugado com outro cara, que também foi enganado, olhando pra tela do computador, totalmente perdido, imaginando o que eu iria fazer da minha vida, quando a Carol (com quem na época eu nem tinha tanta amizade ainda) me perguntou se eu estava interessado numa vaga no IPSO, onde ela trabalhava.
Eu comecei a trabalhar lá, num ambiente que me fez muito bem naquele período de extremo estresse, e me inseri em um novo (velho) mercado, o de tecnologia. E assim os caminhos começaram a se abrir pra mim. O dia que ela me chamou? 01 de julho de 2009.
Foi então que meu ano realmente começou e as coisas começaram a dar certo pra mim. Certo, ainda tinha muita bagagem anterior e outras coisinhas novas, mas é injusto dizer que foi um período ruim, prefiro acreditar que foi um período de aprendizado.
E este período durou até ontem. Aprendi muito coisa, de boas e de más maneiras, mas é assim que funciona a vida. E mais engraçado ainda é que têm momentos da nossa vida que estamos mais acessíveis às pequenas dicas que recebemos, e conseguimos assimilá-las bem. Incrível que coisas, apesar de óbvias, passem tanto tempo despercebidas, quando estamos sem foco.
Assim, meu ano começa. E resolvi começar com coisas práticas. Ontem vi um filme que, aparentemente, era bobinho, mas que acabou tendo uma puta sacada: quase no final dele, com um casal aparentemente apaixonado, a menina fala para o cara escrever uma carta explicando porque amava ela e que ela faria o mesmo. De posse delas, eles enteraram ao pé de uma árvore, para serem lidas exatamente um ano após (claro, a sacada não é só essa, e sim o desenrolar, mas não convém contar). E, se eu quero mudar, porque não escrever uma carta com a lista das coisas que eu quero mudar em um ano, colocar num envelope e datá-lo para 01 de julho de 2011? Foi o que fiz.
É óbvio que essas datas não valem nadas, são instituições do homem e, paralelamente ao 'calendário oficial', existem diversos outros, quase todos políticos, sem o mínimo de fundamento astrológico ou espiritual, mas quem faz as nossas datas somos nós mesmos, e eu decidi, novamente, fazer desta a minha. Que bons ventos me guiem para mares tranquilos e emocionantes. E com tesouros, porque ninguém é de ferro e ganhar dinheiro é bom!
Lembro como se fosse hoje que eu tava no escritório que eu tinha alugado com outro cara, que também foi enganado, olhando pra tela do computador, totalmente perdido, imaginando o que eu iria fazer da minha vida, quando a Carol (com quem na época eu nem tinha tanta amizade ainda) me perguntou se eu estava interessado numa vaga no IPSO, onde ela trabalhava.
Eu comecei a trabalhar lá, num ambiente que me fez muito bem naquele período de extremo estresse, e me inseri em um novo (velho) mercado, o de tecnologia. E assim os caminhos começaram a se abrir pra mim. O dia que ela me chamou? 01 de julho de 2009.
Foi então que meu ano realmente começou e as coisas começaram a dar certo pra mim. Certo, ainda tinha muita bagagem anterior e outras coisinhas novas, mas é injusto dizer que foi um período ruim, prefiro acreditar que foi um período de aprendizado.
E este período durou até ontem. Aprendi muito coisa, de boas e de más maneiras, mas é assim que funciona a vida. E mais engraçado ainda é que têm momentos da nossa vida que estamos mais acessíveis às pequenas dicas que recebemos, e conseguimos assimilá-las bem. Incrível que coisas, apesar de óbvias, passem tanto tempo despercebidas, quando estamos sem foco.
Assim, meu ano começa. E resolvi começar com coisas práticas. Ontem vi um filme que, aparentemente, era bobinho, mas que acabou tendo uma puta sacada: quase no final dele, com um casal aparentemente apaixonado, a menina fala para o cara escrever uma carta explicando porque amava ela e que ela faria o mesmo. De posse delas, eles enteraram ao pé de uma árvore, para serem lidas exatamente um ano após (claro, a sacada não é só essa, e sim o desenrolar, mas não convém contar). E, se eu quero mudar, porque não escrever uma carta com a lista das coisas que eu quero mudar em um ano, colocar num envelope e datá-lo para 01 de julho de 2011? Foi o que fiz.
É óbvio que essas datas não valem nadas, são instituições do homem e, paralelamente ao 'calendário oficial', existem diversos outros, quase todos políticos, sem o mínimo de fundamento astrológico ou espiritual, mas quem faz as nossas datas somos nós mesmos, e eu decidi, novamente, fazer desta a minha. Que bons ventos me guiem para mares tranquilos e emocionantes. E com tesouros, porque ninguém é de ferro e ganhar dinheiro é bom!
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domingo, junho 20, 2010
A Terceira Revolução Industrial
Na última quinta e sexta eu tive a feliz oportunidade de participar da Infotrends, que tratou de diversos temas sobre internet, redes sociais e por aí vai. Para mim foi muito legal, pois eu ainda sou bem novo no tema, até pouco tempo atrás isto era apenas parte do meu tempo livre e, de repente, me vi trabalhando com isto.
Vi muitas palestras e debates de assuntos diversos, e me vi tentado a escrever alguma coisa. Claro, não tenho a pretensão de ensinar ninguém, até porque eu sou totalmente 'newbie' no assunto - profissionalmente, porque eu sou 'hard user' nas horas vagas -, e sim de dar a minha opinião sobre as coisas, afinal é para isso que um blog serve, certo?
Mas o mais engraçado é que, no meio de tanta coisa técnica e específica, a apresentação que mais me impressionou foi a do Chris Anderson, escritor do 'Long Tail', que foi praticamente inteira teórica e conceitual. Só que ela foi incrivelmente 'open minded', aquela coisa do ovo de Colombo, parece óbvio depois que ouvimos, mas nunca pensamos nisto antes.
Ele falou sobre o que ele chama da terceira revolução industrial, totalmente influenciada pela 'Long Tail', pela existência cada vez maior dos nichos, que por sua vez são cada vez mais específicos. Alguém precisa suprir estes nichos, e não serão as grandes empresas, que são muitas vezes engessadas e não investem em mercados sem muito volume. Assim, os atores desta revolução serão os microempreendedores, trabalhando cooperativamente e, principalmente, com paixão.
Esta é outra palavra chave deste momento, a paixão. Esta revolução está se dando por pessoas que fazem aquilo que amam, nos seus momentos de folga, sem a pressão de ganharem dinheiro. Elas fazem isto porque gostam, como um 'hobby', sem qualquer pretensão maior, mas daí as coisas vão tomando forma e se tornam um negócio. O que um dia começou como uma forma de suprir um interesse muito específico seu, que não era suprido pelo mercado convencional, pode dar início a um grande negócio.
É a era da cooperação, da especificidade, do trabalhar por prazer, não por obrigação. É a hora de arregaçar as mangas e tirar as idéias de dentro da sua cabeça e torná-las reais. É a hora de seguir seus sonhos e suas paixões, e transformar isto numa carreira.
Vi muitas palestras e debates de assuntos diversos, e me vi tentado a escrever alguma coisa. Claro, não tenho a pretensão de ensinar ninguém, até porque eu sou totalmente 'newbie' no assunto - profissionalmente, porque eu sou 'hard user' nas horas vagas -, e sim de dar a minha opinião sobre as coisas, afinal é para isso que um blog serve, certo?
Mas o mais engraçado é que, no meio de tanta coisa técnica e específica, a apresentação que mais me impressionou foi a do Chris Anderson, escritor do 'Long Tail', que foi praticamente inteira teórica e conceitual. Só que ela foi incrivelmente 'open minded', aquela coisa do ovo de Colombo, parece óbvio depois que ouvimos, mas nunca pensamos nisto antes.
Ele falou sobre o que ele chama da terceira revolução industrial, totalmente influenciada pela 'Long Tail', pela existência cada vez maior dos nichos, que por sua vez são cada vez mais específicos. Alguém precisa suprir estes nichos, e não serão as grandes empresas, que são muitas vezes engessadas e não investem em mercados sem muito volume. Assim, os atores desta revolução serão os microempreendedores, trabalhando cooperativamente e, principalmente, com paixão.
Esta é outra palavra chave deste momento, a paixão. Esta revolução está se dando por pessoas que fazem aquilo que amam, nos seus momentos de folga, sem a pressão de ganharem dinheiro. Elas fazem isto porque gostam, como um 'hobby', sem qualquer pretensão maior, mas daí as coisas vão tomando forma e se tornam um negócio. O que um dia começou como uma forma de suprir um interesse muito específico seu, que não era suprido pelo mercado convencional, pode dar início a um grande negócio.
É a era da cooperação, da especificidade, do trabalhar por prazer, não por obrigação. É a hora de arregaçar as mangas e tirar as idéias de dentro da sua cabeça e torná-las reais. É a hora de seguir seus sonhos e suas paixões, e transformar isto numa carreira.
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segunda-feira, fevereiro 01, 2010
O Limiar do Sonho e da Realidade
Existem situações em nossas vidas que, mesmo tendo acontecido, parecem ter sido apenas sonhos, como um filme que a gente assistiu, adorou e, de tão intenso, é como se tivéssemos vivenciado tudo aquilo, parte integrante e ativa daquela realidade que não é real.
Normalmente são situações completamente fora do nosso dia a dia, onde, por algum motivo, escapamos - ou somos 'escapados' - da rotina, e acontecem coisas que nos surpreendem, nos chocam, nos impressionam.
Isto funciona para o bem ou para o mal, quando os extremos são atingidos e a situação é surreal demais para ser crível. Quando é ruim, tentamos de todas as formas fazê-la desaparecer, em cantos obscuros e perdidos da nossa mente, debaixo de toneladas e informação. Mas quando é bom, a situação é diferente.
Tentamos rememorar de todas as formas e, quanto mais o tempo passa, mais o ocorrido se torna difícil de acreditar, passando a ganhar contornos de fantasia, dados pela nossa fértil imaginação. Porém, certos dias sentamos e afirmamos: realmente aconteceu.
Estes dias não voltam mais, mas se tornaram parte do nosso maior tesouro, as nossas lembranças. E isso, ninguém pode tirar da gente.
quinta-feira, maio 28, 2009
O Tal Lado Negro da Força
O tal lado negro da força, o lado negro da lua, o inferno de Dante. O frágil limiar entre o bem e o mal, aquele que transpassamos todos dos dias, o tempo todo. Um passo para a direita, outro para a esquerda, um passo na luz, outro nas sobras. O cinza, que não é nem branco nem preto, nem claro nem escuro.
A nossa vida não tem como ser retilínea, pois é impossível caminhar com retidão, independente em qual direção caminhe, pois os vales não são planos e os obstáculos estão em todos os lugares.
E, por mais que tentemos, muitas vezes nos devíamos do caminho que planejamos, por diversos motivos. A sombra do outro lado é maior e mais confortável, o piso é menos pedregoso. Ou simplesmente somos levados, por nós e por outros, a um sutil desvio que, a primeiro momento pode não parecer nada, mas que, após algum tempo, se faz claramente visível.
Só que vivemos uma realidade cruel, que nos molda com brasa enegrecida e exige que nos adaptemos, para não sucumbirmos.
Por tudo isso, é foda quando você para pensar e percebe que tudo isso contado aí pra cima aconteceu. Sem você perceber o couro vai ficando duro, você se deixa afetar menos pelas coisas, mas, ao mesmo tempo, perde a sensibilidade para com certos acontecimentos. Não se compadece mais tanto, não se emociona também. E, no embalo do post anterior, eu não falo isso apenas com relação aos relacionamentos, falo num contexto muito mais amplo. O mais amplo possível.
As cores não são mais tão vibrantes, os sons não vibram como costumavam vibrar, o sorriso não é mais tão alegre. Fecha-se numa ostra, torna-se egoísta. Não quer fazer tudo isso, porque dói, mas não consegue. Então, você se acostuma e aprende a lidar com isso.
Porque o mundo não apenas preto ou branco, e sim diversos tons de cinza.
A nossa vida não tem como ser retilínea, pois é impossível caminhar com retidão, independente em qual direção caminhe, pois os vales não são planos e os obstáculos estão em todos os lugares.
E, por mais que tentemos, muitas vezes nos devíamos do caminho que planejamos, por diversos motivos. A sombra do outro lado é maior e mais confortável, o piso é menos pedregoso. Ou simplesmente somos levados, por nós e por outros, a um sutil desvio que, a primeiro momento pode não parecer nada, mas que, após algum tempo, se faz claramente visível.
Só que vivemos uma realidade cruel, que nos molda com brasa enegrecida e exige que nos adaptemos, para não sucumbirmos.
Por tudo isso, é foda quando você para pensar e percebe que tudo isso contado aí pra cima aconteceu. Sem você perceber o couro vai ficando duro, você se deixa afetar menos pelas coisas, mas, ao mesmo tempo, perde a sensibilidade para com certos acontecimentos. Não se compadece mais tanto, não se emociona também. E, no embalo do post anterior, eu não falo isso apenas com relação aos relacionamentos, falo num contexto muito mais amplo. O mais amplo possível.
As cores não são mais tão vibrantes, os sons não vibram como costumavam vibrar, o sorriso não é mais tão alegre. Fecha-se numa ostra, torna-se egoísta. Não quer fazer tudo isso, porque dói, mas não consegue. Então, você se acostuma e aprende a lidar com isso.
Porque o mundo não apenas preto ou branco, e sim diversos tons de cinza.
terça-feira, maio 26, 2009
My Big Bang Theory
Descobri por acaso o The Big Bang Theory, em um dia, ano passado, na casa da minha irmã. Foi o episódio do 'Halo Night' e, apesar já estar na metade, ficamos eu e meu cunhado assistindo. Como eu não tinha tv a cabo em casa, passei a baixar todos para assistir e, bastaram poucos para eu me viciar na mesma.
Mas o tema aqui não é a série em si, mas o contexto, do universo nerd. Eu sei que, se alguns amigos lessem esse blog, eles me xingariam, mas como não lêem, fodam-se, posso falar toda sorte de besteira que eu quiser. Eu nunca gostei muito de estudar e não entendo porra nenhuma de física e química, o que 'aprendi' foi na época do cursinho e foi o suficiente para eu não zerar no vestibular, mas tive uma adolescência extremamente nerd, com amigos nerds, e muitos passatempos iguais aos deles.
Certo, eu jogava basquete e ia ao clube à noite nos fins de semana (quem viveu no interior sabe o que isso significa), mas não bebia, jogava joguinhos em computador, lia quadrinhos e jogava RPG. Véio, nerd pra caralho!!!
E quando o assunto é mulher, todo nerd se enquadra em um dos quatro estereótipos. Têm os que não ligam pra mulher, como o Sheldon, os que tem pânico perto de mulher como o Raj, os desesperados por mulher (e, consequentemente, atrapalhados), como o Howard e aqueles que ficam pensando um milhão de vezes pensando no que dizer para uma mulher, e que ao final são passados para trás por um cara mais cool e despojado.
Quando adolescentes, chamávamos isso de queijo, no qual o modelo era o Charlie Brown com sua famosa garotinha ruiva, mas nos anos 2000, creio que o Leonard poderia muito bem ocupar esse papel. E, pensando neste sentido, eu passei bons anos da minha vida 'produtiva' com síndrome de Leonard Hofstadter. Quantas e quantas vezes eu deixei de sair com alguém por puro cagaço, por achar que ela iria rir de mim, iria me ignorar. Quantas vezes não saí do campo do platônico.
Toda aquela merda que te ensinam quando você é criança, que você precisa ser educado, respeitar as mulheres, ser galante, somada com uma auto estima abalada (síndrome de patinho feio, esse texto tá parecendo tratado de psicologia), faz tua vida amorosa ser um área improdutiva, daquelas que o MST invade.
Mas é foda, você cresce e percebe que não é assim que funciona. O Leonard dentro de você percebe que a Penny só está esperando você chegar nela com confiança, agarrá-la pela cintura, dar-lhe um beijo na boca de tirar o fôlego, e convidá-la para ir até tua casa. Ela não quer rodeios, ela quer ação.
E não é só isso, você descobre que de nada adianta ser o genro que toda mãe quer, se a filha não te quer. Melhor é ser aquele cara que está comendo a filha dela e que ela não gosta. É muito mais divertido e faz muito melhor pro teu ego (e pra outras coisas também).
O Leonard é um cara legal, assim como é o Charlie Brown, mas, como em tudo na vida, o campo amoroso não perdoa os bonzinhos. Não há espaço para aqueles muito respeitadores e, convenhamos, vocês mulheres podem me xingar, mas nenhuma de vocês gosta de caras bonzinhos. Vocês gostam de atitude e, queiram ou não, atitude vem num pacote onde aparecem outras 'qualidades' que não são as que eu descrevi acima, muito pelo contrário.
Se existe um adesivo escrito "mulheres boazinhas vão para o céu, e as más para onde quiserem", o dos homens poderia ser "homens bonzinhos não vão pra lugar nenhum e os maus vão pra cama com mulheres". É assim que funciona, vocês xingam a gente, mas no final só querem os que não prestam. Você tenta ser respeitador e, quando respeita os limites, é chamado de viado ou de brocha.
Um dia o jogo mudou, e eu descobri que a vida é muito mais divertida quando você perde o medo de levar um fora (até porque daí você recebe muito menos) e descobre que dá sim pra sair comendo mulheres por aí, que isso não acontece só no cinema.
Fiz coisas divertidas demais no meu passado nerd, e ainda me considero um, pelos meus gostos e tudo mais, não tenho problema algum com isto, mas torna-se muito mais divertido quando você não transporta esta nerdice para sua vida amorosa.
domingo, abril 19, 2009
What If...?
Aproveitei esses dias de ócio relativo e que o Du tem todas as caixas de Friends, para continuar a assistir aos episódios na ordem cronológica, uma vez que assisti praticamente todos, mas meio saltados, de maneira aleatória.
Assim, estou terminando a 6ª temporada e ontem eu vi um episódio que eu não havia assistido, que trata de uma realidade alternativa, onde mostra como eles estariam se, no passado, cada um tivesse tomado uma atitude diferente, ou algo tivesse ocorrido, afetando o presente/futuro de uma forma brusca. Como seria o universo Friends se o Ross não tivesse se separado da Carol, se o Joey ainda estivesse no elenco de Days of Ours Lives, se o Chandler tivesse seguido o sonho dele de fazer roteiros humorísticos, se a Rachel não tivesse se separado do Barry, se a Mônica não tivesse emagrecido e se a Phoebe fosse uma corretora da bolsa.
É o conhecido efeito borboleta, onde uma decisão afeta o destino não só da pessoa, como o do universo a sua volta.
A Marvel Comics tem uma revista chamada What If...?, que mostra esses futuros alternativos se certas coisas tivessem ocorridos diferente com os seus personagens, tais como se o Homem Aranha tivesse se tornado parte do Quarteto Fantástico ou se o Capitão América fosse o presidente eleito dos EUA.
Mente quem diz que nunca pensou como seria a sua vida se tal decisão, no passado, fosse diversa daquela tomada, e eu não sou diferente, principalmente levando em conta o inferno astral (e real) que tenho vivido nos últimos anos. Se eu fosse um personagem da Marvel, imagino como teria sido a minha vida se eu...
- tivesse investido nas minhas aulas de violão quando tinha 9 anos;
- não tivesse 'me precipitado' em fazer Direito no meio do ano de 1995 e tivesse esperado até os vestibulares de fim de ano, escolhendo uma faculdade (e carreira) com mais calma;
- no lugar de começar um estágio com uma advogada, tivesse apostado na vontade de um então dono de uma livraria em Limeira, de abrir uma filial em Piracicaba, especializada em coisas geek, que eugerenciaria;
- tivesse focado a minha vida pós faculdade em estudar e passar em algum concurso público, no lugar de advogar;
- não tivesse tanto 'medo' de São Paulo e, recém formado, tivesse vindo pra cá estudar e, consequentemente, trabalhar;
- não tivesse desistido de advogar para viajar ao Canadá e depois trabalhar com minha família;
- fosse menos 'covarde' e tivesse seguido meus sonhos, entre milhares de outras.
Será que eu estaria aqui, agora? Será que eu teria este blog? Será que eu estaria casado, com filhos? Quem seriam meus amigos? Será que eu estaria vivo?
É, perguntas que, vez ou outras circundam minha mente. Mas, como não somos personagens de um seriado nem de uma história em quadrinhos, isto se limita à minha imaginação.
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quarta-feira, janeiro 14, 2009
Fim dos Tempos
O filme 'Fim dos Tempos' do Shyamalan nunca esteve tão próximo da realidade. A ocorrência deste calor infernal intercalado por tempestades torrenciais, deixa, ao menos para mim, cada vez mais claro que a natureza está querendo extirpar de seu organismo um vírus, ou seja, nós, humanos.
Teoria da conspiração? Sei não, viu...
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quarta-feira, outubro 22, 2008
O Poder
o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente
Nicolau Maquiavel - O Príncipe
Nicolau Maquiavel - O Príncipe
Maquiavel estava certo, e tal é uma premissa que nunca vai mudar. Desde o início dos tempos, o homem buscava e temia o poder. Buscava por motivos óbvios e temia deixar-se corromper por ele.
Esse final de semana eu finalmente conseguir assistir a um dos mais famosos e elogiados filmes de todos os tempos, "O Poderoso Chefão". E foi grande estilo, no Cine Sesc, numa versão restaurada. Realmente, é um puta filme!
Mas o que tem a ver Maquiavel com Coppola? O que tem a ver "O Principe" dele com "O Poderoso Chefão" do Mario Puzo? Na verdade, tem tudo a ver. Como todo mundo sabe (e agora até eu sei), o personagem do Al Pacino, o filho mais novo de Don Corleone, passa a maior parte do filme demonstrando claramente que não quer fazer parte da 'rotina' da família, não quer seguir os passos do pai, não quer ser o novo 'capo' e sim seguir uma vida normal, com sua namorada. Ou seja, ele não quer ser um mafioso.
Com o decorrer do filme, fatos vão acontecendo que, supostamente, o fazem ir de encontro ao seu destino, tendo que se envolver com a máfia, até que se vê envolvido de uma tal maneira que não há como voltar atrás, e acaba corrompido. Porém, pode-se ter outra visão da história, e eu acredito que seja essa que o Mário Puzo quis contar.
Ao final do filme, rememorando todas as passagens, fica muito claro que o Michael está predestinado a suceder ao pai no comando, e as suas atitudes demonstram que ele sabe muito bem disso. Mas ele tem medo. Tem medo de se transformar no momento que assumir essa responsabilidade, pois os poderes que vêm com o cargo são muito tentadores, o poder de manipular, ameaçar, conquistar, matar. A ganância, o orgulho, a cobiça.
E esta dualidade, entre a tentação pelo poder e o medo das consequências desaparecem por completo quando a sua esposa italiana é assassinada, é a 'desculpa' que ele tanto precisava, o seu auto convencimento, para poder enfim seguir o seu destino, coisa que faz muito bem.
Alguém dizer que não será corrompido pelo poder é o mesmo que dizer que vai caminhar na neve e não sentirá frio. O poder corrompe, sempre corrompeu e vai continuar corrompendo para todo o sempre. O poder tem a capacidade de extrair o pior de cada ser humano, faz com que ela esqueça suas raízes, sua moral, sua consciência.
Fama é afrodisíaca, dinheiro é relaxante, mas o poder, como o próprio nome diz, é o topo da escada da vida. O resto, vem por conseqüência.
segunda-feira, junho 23, 2008
Fim dos Tempos
Faz tempo que o M. Night Shyamalan não faz um bom filme. Bem, para dizer a verdade, desde o Sexto Sentido a única coisa que ele consegue é não fazer boas histórias virarem bons filmes. E no domingo fui com a patroa ver o novo dele, o "Fim dos Tempos".
Esqueçam o filme, mas a história para mim está muito real! Essa teoria da natureza se rebelar contra o homem é muito plausível, e na verdade eu acho que já está acontecendo. Vocês viram que nesse final de semana prenderam mais um maluco dirigindo na contra mão da Imigrantes?
Loucos dirigindo na contra mão, crianças jogadas pela janela, atiradores homicidas-suicidas, o mundo está entrando em parafuso.
Definitivamente, a natureza está de saco cheio da gente!
Esqueçam o filme, mas a história para mim está muito real! Essa teoria da natureza se rebelar contra o homem é muito plausível, e na verdade eu acho que já está acontecendo. Vocês viram que nesse final de semana prenderam mais um maluco dirigindo na contra mão da Imigrantes?
Loucos dirigindo na contra mão, crianças jogadas pela janela, atiradores homicidas-suicidas, o mundo está entrando em parafuso.
Definitivamente, a natureza está de saco cheio da gente!
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