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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

2012. Ou o Fim do Mundo


Ontem, sem ter nada o que fazer a tarde na casa dos meus pais, eu acabei assistindo ao 2012 com meus irmãos. É mais um filme sobre a destruição da Terra, com imagens incríveis, uma história com furos técnicos e cheio de 'marmeladas' e coincidências absurdas.

Para um domingo preguiçoso foi um ótimo filme, pois o mesmo não é ruim e você nem precisa pensar muito para entender o mesmo: cientista descobre calamidade iminente + governo yankee tenta dar um jeito + tudo vai pro ar e morre um monte de gente, menos o mocinho. E agora o inimigo da vez é interno, a crosta terrestre que descola e gera um monte de tragédias e tal.

Não é o primeiro nem o último filme a explorar a catástrofe irreversível e devastadora, onde todo mundo vai morrer e ponto. Você olha as cenas e vê gente rezando, gente desesperada, gente chorando, gente alucinada. A proximidade do fim de tudo tem um efeito inesperado sobre a gente, mas nos atinge e formas diferentes.

Eu não creio que uma situação desta venha a acontecer com o planeta, e que o tal Apocalipse é uma grande metáfora, nada de destruição em massa, mas fico pensando como eu agiria se ligasse a TV e visse alguém afirmando que o mundo da forma que conhecemos está condenado e que, dentro de algumas horas não vai sobrar nada de ninguém.

A primeira coisa é que eu acho que não iria querer ver a coisa toda acontecer, seja meteoros caindo, ondas gigantes ou tudo desabando. Outra coisa é que provavelmente eu iria encher a cara, pra não sentir tudo o que acontece, pelo menos não estar totalmente consciente. Sei lá, se você morrer bêbado, você desencarna com ressaca? Acho que nem. E iria querer estar num lugar agradável, não sofrendo, nem chorando, nem em desespero.

É, resumindo, se o mundo fosse realmente acabar, eu ia tomar umas e depois morrer trepando. Não seria mal.

sexta-feira, junho 26, 2009

Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!

Não vou me aventurar a falar nestas linhas sobre o Michael Jackson e seu legado para a música pop. É indiscutível o seu valor e a qualidade de suas composições, além de ter alterado a estética da música, tornando-a, em alguns momentos, muito mais visual, tendo em vista que 'Thriller' foi um divisor da águas na história dos vídeos musicais. Porém, o meu conhecimento da sua obra é mínimo e se restringe ao que a maioria leiga sabe.

Entretanto, algumas coisas são difíceis de não perceber, principalmente a degradação do ser humano em detrimento ao ícone público. O Michael Joseph Jackson morreu faz muitos anos e ninguém se importou. Morreu quando a música e a dança se tornaram menores perante os escândalos com pedofilia, as operações plásticas, o esbranquiçamento da pele, a fábula de Neverland, suas excentricidades. Passou então a ser motivo de piada de todos, sendo tratado mais como uma aberração, daqueles lendários 'freak shows'.

Este não era mais o ser humano, nunca mais foi tratado como tal, até tuas músicas foram relegadas à segundo plano pela imprensa sedenta por tragédias que alimentava um público sádico, onde quanto mais trágico, melhor.

Mas agora ele morreu. E de repente, a figura alegórica desapareceu, restando apenas o cadáver putrefato do que um dia foi um ser humano. Mais de repente ainda, todos percebem que perderam muito tempo privilegiando o ícone em detrimento ao artista, que já não mais habitava aquela casca pálida, e todos estão tristes.

Tristeza carregada de culpa, pois os que hoje choram a tua perda foram os mesmos que fizeram tudo isto com ele. E, indepentente de ser artista ou não, ser talentoso ou não, rico ou não, é (foi) um homem, uma vida que foi atirada aos leões para diversão dos romanos. Panis et Circensis.

Típico de nós, seres humanos, apedrejar o ídolo pra depois chorar a morte dele.