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quarta-feira, abril 08, 2009

Show do Kiss


Peraí, que porra esse cara que não foi ao show do Kiss ontem quer falar sobre ele? É, eu não fui ontem ao show, tive que me trancar em casa e encher a cara de cerveja pra esquecer dele e minimizar minha tristeza. Mas então, pra não ficar sobrando nesta, vou falar de outro show do Kiss que aconteceu em abril, mas no longínquo ano de 1999, ou seja, exatos 10 anos atrás.

Era a tour da volta, do álbum Psycho Circus, com os quatro elementos originais, toda a parafernalha e ainda os efeitos em 3D. Cara, era o evento da década, desde que eles anunciaram a nova (na época) turnê, eu, o Luis e o Fabinho ficávamos sonhando com uma passagem pelo Brasil. Quase dois anos depois de iniciada, e depois de uns dois cancelamentos, finalmente o show foi confirmado para o dia 17 de abril de 1999, e a gente entrou em êxtase, combinando todos os detalhes. 

Tanto que, quando a venda se iniciou, descobrimos que uma loja de CDs de Piracicaba (onde estudávamos) estava vendendo ingressos e ainda combinando uma excursão pro dia e, assim, eu e o Fabinho enforcamos a aula e fomos pro centro comprar as tão sonhadas entradas.

De posse delas, iniciamos o planejamento. Achamos o set list, imprimimos todas as letras e gravamos fitinhas na ordem para escutarmos no período e acertamos que, como SBO é no caminho de Pira, os dois dormiriam em casa e pegaríamos o ônibus pela manhã.

Depois de uma noite de bebedeira, acordamos meio atrasados para o início da epopéia. A primeira coisa foi, para tristeza do meu pai, que não se conformava com isso, fazermos a maquiagem. Eu  de Gene, o Fabinho de Paul (meio a contragosto com o batom vermelho), o Luis de Ace e o Israel, que no meio do porre da noite anterior se alistou ao nosso Kiss Army, de Peter. 

O problema é que a tinta não era boa, dai ela endureceu e começou a coçar pra caralho, e o Fabinho, que acordou de TPM, ficou irritado e quis tirar a tinta. Impedido, fomos para encontrar o ônibus. Só que tinham dois problemas: o primeiro, é que combinamos de encontrá-lo debaixo de um viaduto, na estrada e o segundo é que ninguém tinha a mínima idéia do qual era o ônibus, então cada um que passava, por medo dele passar reto, a gente chamava a atenção.

Agora imaginem, quatro caras pintados de Kiss, na beira de uma estrada, precisam fazer algo mais para chamar a atenção? Óbvio que não, tão óbvio quanto o fato de que o ônibus nos viu e, quando entramos, foi uma festa, éramos os únicos pintados de lá. 

Porém, não os únicos pintados do evento, quando chegamos em Interlagos haviam milhares de nós. Chegamos na hora do almoço, porém eu nunca vi um lugar tão ruim para entrar do que o Autódromo! Pessoas furando fila, fila que passava no meio de botecos e vielas, entrada faltando 15 minutos para começo do show. 

Quando o som começou a dizer: If you want the best, you got the best... The hottest band in the world... KISS!!! e o pano caiu, só posso dizer que foi um sonho realizado. De um lado, o Luis comemorava como um gol, de outro o Fabinho estava com os olhos colados no palco. E eu? Eu estava finalmente vendo, ao vivo, o maior show da Terra. 

Como foi o show? Isso não importa, e sim tudo o que ele significou pra gente.

sexta-feira, abril 03, 2009

Um Tour por SP




Em uma semana trabalhando aqui em SP, eu já andei mais de ônibus do que a minha vida inteira. Bem, apenas para situar, eu moro no Tatuapé e trabalho no fim do Sacomã, no começo da Via Anchieta. Assim, uma única condução é algo inviável. E, para descobrir o melhor trajeto e itinerário, fiz todos os caminhos possíveis e imaginários.

Some-se a isto ônibus errados, nomes de linha que confundem, trânsito, desafios às leis da física dentro de um veículo, longas caminhadas.

É, eu vou sentir falta do meu carro antes do que eu imaginava.

quarta-feira, março 25, 2009

Cena de Filme de Terror

Três horas da manhã, em uma estrada de terra sem iluminação, tentando chegar na cidade, mas completamente perdido pois o lugar era um labirinto de vielas estreitas e esburacadas, até que você começa a perceber que teu carro começa a cheirar queimado, algum tempo depois sai uma fumaça intoxicante pelas entradas de ventilação até que, de repente, ele pára e não liga mais. Para piorar, seus dois celulares não funcionam porque não há sinal. Não há para onde ir, não não passa nenhum carro nem um ser humano para ajudar.

Parece roteiro de filme de terror, certo? Mas não, era eu na madrugada de terça para quarta.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Murphy

Carnaval em casa, sem nada para fazer a não ser torrar no sol, passar calor e fazer churrasco, vou eu brincar com a cachorra e tentar chutar uma bolinha de tênis. Resultado? Eu literalmente decolei, caindo com todo o peso do meu corpo sobre a minha mão e, com isso, trinquei o osso.

Médico, raio x, tala, mão imobilizada, remédio para dores porque dói pra cacete, incômodo pra dormir, pra tomar banho, pra fazer qualquer coisa, digitar com uma mão só. Será essa minha rotina nos próximos 15 dias.

Parabéns para mim e para o filadaputa do Murphy.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Eu Era Pop, Um Dia Eu Já Fui Pop

Ontem fui ao cinema. Assisti uma comédia mezzo romântica mezzo menininha chamada Noivas em Guerra. Se eu for pensar bem, as únicas coisas boas são a Katie Hudson (que eu acho linda, mas estava estranha com a franjinha) e a Anne Hathaway (que se ganhasse um pouco mais de substância, virava top na minha lista fácil fácil), porque a história é extremamente bobinha e previsível. 

O ponto? É que eu gosto destas 'popices', por mais que eu tente esconder. 

Filmes, eu gosto de diversos nesse estilo, principalmente comédias bobas, daquelas sem nenhum nexo, com losers que se dão bem e cheio de situações forçadas e comédias românticas, melosas e fofas. Eu me divirto com elas, na maioria das vezes prefiro até mais do que um filme mais complexo e inteligente.

Já na parte musical, apesar do meu gosto mais 'sofisticado' (ou chato mesmo), eu gosto de coisas como Lily Allen, Britney Spears, Robbie Williams e tais, com os dois pezinhos no pop.

A vida precisa do pop, do descartável, do divertido sem necessidade de ser verossímil, porque muitas vezes ela é amarga e intrincada demais.

domingo, fevereiro 15, 2009

Guilty

Nelson Rodrigues, em uma de suas mais conhecidas frases, disse: "toda unanimidade é burra". No contexto, ela se aplicava ao futebol, mas pode facilmente ser utilizada a qualquer momento de nossas vidas. Que atire a primeira pedra aquele que nunca tentou agradar a todos o tempo todo.

Mas isso é missão impossível, mesmo agradar uma pessoa só o tempo todo. Fazemos tudo que está a nosso alcance (ou não), mas vez ou outra fazemos merda e tudo se perde. 

O problema é que o ser humano tem a tendência a buscar a aprovação de todos, não é fácil para ele dar os ombros, ser ele próprio e não ligar para o que é dito sobre ele, principalmente as inverdades e as mentiras.

Mentiras porque somos maldosos por natureza. Mesmo quando gostamos de alguém não conseguimos ser realmente altruístas, sempre resta uma ponta de raiva, inveja, maldizer. Mas isso é ser humano, ser vivo, ter alma. Não somos santos, não somos puros, não evoluímos ao ponto de não sentir coisas ruins. Elas estão conosco e vão nos acompanhar, todos os dias, todas as horas.

Mas, se a gente não pode se controlar, como controlar os outros? Não tem como...

sábado, fevereiro 14, 2009

I'm Going Slightly Mad

Que eu estou enlouquecendo é um fato. Não é de hoje que eu estou no carro ou na minha casa e escuto o meu celular tocar, mesmo quando ele não toca. Eu ouço a musiquinha inteira, nota atrás de nota, mas somente na minha cabeça. Isto quando eu não sinto o mesmo vibrando no meu bolso e ele não está lá.

Agora, como se não bastasse, eu deito a cabeça no meu travesseiro e ficou ouvindo 'rádio'. Vozes, músicas, etc. Só que, quando eu levanta a cabeça, o som desaparece, simplesmente porque ele não existe! 

É, estou ficando cada vez mais doido.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Quando você pára de escrever

Que eu sempre gostei de escrever nunca escondi de ninguém. Algumas vezes eu acho que gosto mesmo mais de escrever do que de tocar baixo, até porque escrevo muito melhor do que toco, apesar de serem duas coisas bem diferentes, uma solitária e introspectiva, outra coletiva e explosiva.

Porém, ando fazendo muito pouco um e outro. Tocar está complicado pois ainda estou morando em SBO e tá árdua a logística de ir ensaiar em Sampa, mas para escrever esta desculpa não cola. O que acontece é que não estou conseguindo passar para o papel as boas idéias que venho tendo, falta disciplina, falta concentração.

Pior é que eu escrevo bem (sem falsa modéstia nesta hora), eu mostro meus contos para as pessoas e a maioria os elogia. Eu mesmo acho que são bons, que estou conseguindo chegar ao nível da época que escrevi o livro, porém com mais maturidade nos temas, o que é bom.

Estou com três histórias engatilhadas, todas diferentes uma das outras, inclusive no formato, que quero terminá-las logo, pois além de eu sentir que elas têm um 'tino comercial', preciso fazer a energia circular, terminar uma para começar outra.

A primeira é no formato de um seriado de tv, o qual estou escrevendo o piloto. Trata de uma mistura de Reaper com My Name Is Earl, onde o protagonista recebe uma "maldição" e, para quebrá-la, precisa se desculpar com todas as mulheres com quem ele saiu e desapareceu. Estou tentando dar uma veia cômica e utilizar mais diálogos para, uma dia, tentar vender como um roteiro, mas eu ainda apanho com essas duas coisas.

A segunda é uma história completamente non sense, onde uma criança recebe de seu avô um tipo de máquina de escrever (a qual eu não consegui ainda definir a aparência) em que ele consegue "escrever" a sua história. Tudo vai bem até que ele descobre que sobre um fato específico esta máquina não tem efeito. É para ser uma história bem desconexa e fantasiosa.

A terceira é uma história romântica, água com açúcar mesmo, sobre duas pessoas que se conheceram rapidamente no passado e, quando não achavam que iriam se encontrar novamente, o destino os faz reencontrar. Sim, terá muito romance, algumas vezes será meloso demais, mas é para ser algo mais, sobre correr atrás dos seus sonhos e não deixar a vida te acomodar.

Três histórias diferentes, diferentes dos meus contos e ainda diferentes do meu livro, pois não quero ser um músico de uma nota só, quero rodar por todos os campos até achar um que eu me encontre, apesar de eu gostar desta variação, pois a vida não é sempre uma comédia, um drama ou uma aventura, ela é a soma de tudo e mais um pouco.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Asa Negra (ou há males que vem para o bem)

Procura-se uma sala perto do centro de Sampa para montar um escritório de advocacia e negócios. E preciso resolver isso logo.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Uma Segunda Chance

Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe
Ditado Popular

Ditados populares existem aos montes, e mais ainda são as variações sobre o mesmo tema, mudando ordem, palavras, mas sem perder o sentido original. E este é um que eu tenho pensado muito sobre.

Porque, muitas vezes para que o mal acabe, a vida nos dá segundas chances, de corrigir certas coisas, cabendo a nós saber reconhecer estes momentos e, principalmente, fazer uso deles.

E, depois da vida me dar um gelo, resolveu me possibilitar alguns momentos de redenção, pondo no meu caminho oportunidades de reconstruir algumas coisas, reparar outras e criar outras ainda. Mais, isso acaba por nos abrir os olhos, e ver que algumas atitudes aparentemente simples podem fazer grande diferença, e dependem apenas de nós.

Não, isso não vai virar um blog de auto ajuda, eu odeio isso, pra mim essa coisa de auto ajuda é dizer o óbvio, como "respire", "coma", "durma", e depois são vendidos como a salvação da humanidade. Se vai salvar a humanidade, eu duvido, mas com certeza salvou o bolso de quem escreveu. Mas, para não perder a linha e viajar demais, acho apenas que agora eu consigo enxergar certas coisas mais claramente. Como isso se deu não posso afirmar, mas quem sou eu para reclamar das coisas boas?

Não sou uma Polyana, mas a vida também não é tão amarga quanto as vezes pensamos.

domingo, janeiro 25, 2009

E Agora???

Eu sei que parece um pouco tarde para falar sobre isso, mas toda virada de ano costumamos fazer nossas resoluções de ano novo, e comigo não é diferente. Na verdade, eu comecei a fazê-las alguns dias antes do novo ano se iniciar, desta vez de uma maneira menos teórica e sim prática.

A analogia da vida com um poço é muito real, muitas vezes descemos, descemos, sem saber onde é o fundo dele, mas não conseguimos reverter esse processo, não conseguimos mudar a direção da nossa movimentação, mesmo quando olhamos para cima e luz fica mais e mais distante. O grande problema é que não sabemos qual é o fundo, pois toda vez que jogamos uma moeda para ouvi-la chocá-la com o chão, nenhum som retorna. Essa é a suave ironia da vida.

Quando descemos muito, começa a ficar frio, sentimo-nos cada vez mais cansados, exaustos mesmo pela falta de um ponto de descanso. A água rareia, a comida idem, o sono chega, mas um movimento em falso pode significar uma queda irreversível.

É sabido que quando inalamos uma grande quantidade de alguns gases tóxicos ficamos com sono e que acabamos cedendo ao sono, mesmo sabendo que esse sono será fatal, o último que teremos. E algumas vezes em nossa vida, intoxicados pelos seus odores, buscamos este sono, uma falsa paz que na verdade precipita o fim.

Infelizmente, deixei-me levar por tais, estagnando a minha vida por alguns anos, entrando numa espiral negativa, não conseguindo apreciar as poucas coisas boas que me aconteceram e, pior, não consegui deixar que tais fizessem a diferença em alguns momentos, vi-me cego para tais, deixando escorrer pelos meus dedos todas as coisas boas.

Mas, como podemos deixar o exterior nos afetar, se nosso interior está corroído? De que adianta o acabamento se os alicerces estão podres? Com certeza, o prédio irá ruir. Como ruiu o meu, no final do último ano, após diversos alarmes. E, ao chão, resta apenas reconstruí-lo, em bases mais sólidas, mesmo que isso signifique deixar para trás todas as coisas boas, por mais que você deseje carregá-las contigo.

Metáf0ras a parte, resolvi parar, respirar fundo e rever tudo de certo e errado que eu vinha fazendo, analisar a minha posição nesse universo, tanto micro quanto macro e, principalmente, parar de esperar e começar a agir.

A primeira coisa que fiz para romper com o status quo foi aproveitar minhas curtas férias e ir para um lugar longe, recarregar minhas pilhas e começar tal. Lembro que em 2003 eu fiz exatamente isso e não me arrependo das decisões que tomei. Viajei, conheci pessoas incríveis, mas mais do que isso reencontrei uma amiga que há muito não via, que achei que nunca mais veria e que me ajudou muito nesse processo. Foram horas e horas e horas de conversas de todos os tipos, desabafos, risos, lamentações e, principalmente, conselhos dos quais nunca esquecerei. No ônibus de volta para casa remodelei o meu futuro.

Decidi lutar pelo que quero, não deixar mais as intempéries da vida sobrepujar a minha vontade, mesmo que isso signifique modificar alguns dos meus projetos, abrir mão de alguns confortos.

O projeto já está em andamento, fiz algumas coisas que deveria ter feito há muito tempo, reaproximei-me de algumas pessoas que me são importantes, mesmo que nesse ínterim eu tenha sido ausente para outras por demais valiosas, conheci pessoas que me abriram novos horizontes e, sem perceberem, me deram forças. Abracei-me mais fortemente ao que acredito e aprendi a deixar ir aquilo que me fazia mal.

Porém, principalmente, perdi o medo de querer ser feliz. Deixei de me sentir culpado por tentar ser algo que eu não estava sendo, e que na verdade é o meu verdadeiro eu. Quero muitas coisas, e muitas coisas conseguirei. Obviamente não imediatamente, mas sim no transcorrer da minha vida.

Quero acordar pela manhã e ir para o trabalho com um sorriso no rosto, quero sentir prazer no que faço, mas, principalmente, sentir orgulho de mim por fazê-lo.

Quero ganhar dinheiro e gastá-lo com o que realmente importa: comigo. Não preciso de casas enormes nem carros caros, pois tudo isso é facilmente tomado de você e, quando isso acontecer, vai doer muito e você demorará para se recompor. Quero aquilo que ninguém jamais poderá tomar de você, alegrias, lembranças e conhecimento.

Quero viajar muito, nem que eu tenha que deixar o conforto da casa, mas quero desbravar o mundo.

Quero estudar, sentir-me útil, demolir o marasmo intelectual que fortifiquei em volta de mim.

Quero conhecer muitas pessoas novas, e poder abraçar, ao menos uma vez na vida, cada um dos amigos que eu vier a fazer. Quero também abraçar novamente todos os amigos que já tenho e que há muito não vejo, não importa em qual lugar do mundo eles estejam.

Quero passar os finais de semana na chácara, com a minha família, bebendo, comendo, rindo, sem nenhum pesar nem preocupação.

Quero um dia ter ao meu lado uma pessoa que me faça feliz, que eu possa chamar de melhor amiga, com quem possa conversar, desabafar, chorar, comemorar. Alguém para dividir a cama e os abraços.

Quero ter nos meus braços uma pequena criança, e poder enfim saber qual deve ser a mágica sensação de ser pai. E depois ver essa criança crescer, ver o seu sorriso.

Quero escrever. Livros, contos, romances, roteiros. Quero que as pessoas leiam, amem ou odeiem, mas que isso as façam pensar.

Quero sair com amigos. Beber no boteco, assistir a um show, jogar vídeo game ou um jogo de tabuleiro, ou simplesmente conversar. Quero manter meus amigos sempre próximos, se não fisicamente, pelo menos espiritualmente.

Quero ser feliz. Afinal, todos nós temos direito a isso!

domingo, janeiro 11, 2009

Montanha Russa

A subida sempre demora mais do que a decida. Você passa mais tem na parte de baixo no que da de cima e, quando a atinge, desce numa velocidade proporcionalmente contrária daquela que te fez subir. A subida angustia e a descida assusta, pois o carrinho sempre pode descarrilhar. E no final, você para na parte de baixo e desce.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Saara

Eu não nasci pra viver no Saara, não tem jeito! Certo que esse calor tem coisas boas, como tomar uma cerveja bem gelada dentro da piscina, mas quem precisa trabalhar para sobreviver, sofre com esse clima. 

Não, eu não reclamaria de morar na neve. 

terça-feira, janeiro 06, 2009

2009

Ano novo, né? De novo. Assim como nos últimos 20 anos (porque antes disso em nem pensava nesse tipo de coisas), neste ano que se inicia eu prometo (tentar) fazer as coisas diferentes. Assim, em 2009:

- vou ler mais

- vou escrever muito mais

- vou fazer mais shows com o Bresser

- vou tentar beber menos e tentar entrar em forma

- vou dar um rumo profissional na minha vida

- vou ganhar dinheiro

- vou manter meus velhos amigos e fazer novos

- vou fazer pelo menos uma 'loucura'

Ou então, de repente 2009 pode ser complicado como foi 2008, mas eu não quero pensar desta forma não, e não vou.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Apocalypse Now

Olha, vamos ser sinceros, todo mundo, sem exceção, tem a tendência a super valorizar as suas sensações e seus sentimentos, achar que costuma sofrer mais que os outros, que seu fardo é o mais pesado e por aí vai. É da natureza humana, e por mais que tentemos nos policiar, não raro acabamos por perder as rédeas do auto controle.

Ontem eu estava num desses dias. Tudo o que eu tentei fazer deu errado, as esperanças que eu tinha, de resolução dos problemas, para permitir que as festas de final de ano fossem mais amenas caíram, uma a uma, como peças de dominó emparelhadas. Saí da empresa emocionalmente destruído, ao ponto de afetar até a saúde (já perceberam que somos mais sucetíveis às doenças quando estamos mal emocional e psicologicamente?), procurando algum lugar para me esconder. Fosse um urso, hibernaria, fosse um avestruz, enfiaria a cabeça num buraco.

Passo por um inferno astral que perdura há algum tempo, como se fosse uma tortura chinesa, a gota que pinga na cabeça inicialmente pouco incomoda mas, com o transcorrer do tempo, pingo atrás de pingo, a sensação passa do desconforto ao insuportável. A pressão incomoda, a humilhação corrói as entranhas, de dentro para fora, como fosse invisível. 

Fim do ano chegando, minhas merecidas e necessárias férias chegando. Hora de carregar as baterias, armazenar forças para voltar à luta, pois a vida não amacia. Mas que os dias que restam até lá serão tortuosos, disso não tenho dúvida. 

quinta-feira, dezembro 11, 2008

De Advogado e Médico Todo Mundo Tem Um Pouco

Os advogados, ou os bacharéis em Direito em geral, contaminados com o saber jurídico, perante situações da vida real, costumam agir de duas maneiras distintas: perante o menor dos problemas, ou mete-se a bancar a 'autoridade' e, ameaça processar a qualquer coisa que respire ou se mova; ou de saco cheio de conviver com tanta briga, tenta relevar ao máximo, tentando resolver na boa.

Eu definitivamente faço parte desta segunda categoria, e preciso dizer que a atitude da primeira me irrita.

Agora, pior é quem não entende de Leis, acha que entende e quer sair processando todo mundo, mesmo sem qualquer fundamento. Isso me cansa, e nessas horas eu finjo que não entendo porra nenhuma de Direito, pra não me desgastar.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Brinquedo Novo

Estou me divertindo mexendo com meu novo blog, é mais fácil falar de um assunto específico do que ser muito genérico. Mas não posso abandonar esse. 

Na verdade eu tenho muito ainda o que escrever, mas por enquanto tá foda. Só espero que eu consiga chegar até o Natal.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Fim de Ano

Final de ano tá uma correria desgraçada, mas uma correria boa. Só quero que chegue dia 24 logo para meu merecidos 10 dias de férias, período que não tenho há 4 anos.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Uma Imagem

segunda-feira, novembro 24, 2008

Jean-Paul Sartre escreveu:
A dúvida é o preço da pureza

Humberto Gessinger completou:
E é inútil ter certeza

E eu não tenho mais nada a dizer