quarta-feira, julho 23, 2008

Antecipação



No último final de semana, o Cavaleiro das Trevas voltou a ser o herói do momento, graças ao filme que, muitos dizem ser o melhor de todos da franquia e, quiçá, a melhor adaptação cinematográfica de um personagem de quadrinhos.

Engraçado eu fazer essa resenha aqui, uma vez que eu ainda não assisti ao filme, mal vi os trailers pois não dei muita sorte de vê-los no cinema e não quis procurá-los na internet, para não estragar a expectativa mas, meu background nerd-leitor de gibis desde os 15 anos (o primeiro que li foi um Batman, coincidentemente) permite que eu possa opinar mesmo antes de assisti-lo.

Diversas coisas eu posso considerar, como: O Batman é um dos melhores heróis; o seu universo permite muita coisa além da quebradeira; ele tem, fácil, os melhores (piores) vilões que um herói poderia ter; o Christopher Nolan é um dos meus diretores preferidos, tal como o Christian Bale é um dos atores; as imagens e o que vi no Batman Begins mostram que finalmente foi encontrada a ambientação perfeita para Gothan City e o Coringa.

Tá, eu não vi o filme, não sei dizer realmente se a atuação do Heather Ledger é tão perfeita assim (se bem que milhares não podem estar tão errados) mas, porra, o Coringa é o Coringa, apenas o melhor dos melhores, o maior vilão da história dos quadrinhos sem ter nenhum poder especial.

Apesar do título do filme fazer uma falsa remissão imediata ao clássico de Frank Miller (que mereceria também uma adapatação, na esteira de Sin City) tudo leva a crer que eu vou adorar esse filme.

Semana que vem eu conto o que achei.

terça-feira, julho 22, 2008

Várias Variáveis

Ultimamente eu ando viciado em séries. De fato, eu sempre gostei delas, mas de uns tempos para cá eu andava totalmente a parte delas por não ter mais cabo em casa, até que resolvi começar baixar algumas pela internet e acabou que agora eu as assisto mais do que nunca, até pela praticidade de poder acompanhá-las em seqüência, sem a necessidade de ficar plantado defronte ao televisor para não perder o próximo episódio.

A brincadeira começou com Californication, mais pela curiosidade levantada pela história, que baixei e assisti aos doze episódios em uma semana. Depois, contaminado pela facilidade, comecei a procurar por séries diferentes daquelas mais conhecidas, pelo simples prazer de descobrir coisas novas.

Nessas procuras, quatro dentre antas me atingiram em cheio. A primeira foi The Big Bang Theory, a história de dois amigos hiper-nerds que passam a dividir o andar com uma garçonete gostosona e extrovertida, sendo essa dualidade o gancho para as mais divertidas histórias. Risadas contínuas, mas recomendadas apenas para aqueles que possuem no seu DNA pelo menos um cromossomo nerd.

Depois veio a mais “popular” dessas séries, a inovadora e deliciosa Pushing Daisies. Como pôde alguém imaginar a história de um cara que tem o “poder” de reviver tudo que é morto com um toque e que, se em um minuto não der o segundo toque, que daí mata para sempre, outra vida é tirada em seu lugar, e transformá-la numa séria fofa e feliz? Não conhece? Tá perdendo, playboy!

A terceira é a mais antiga e com a história mais manjada, mas que não deixa de ser ótima mesmo assim, pois a vida é feita de deliciosos clichês. How I Met Your Mother é contada como uma história no passado, em que o pai conta aos dois filhos adolescentes como conheceu a mãe deles, que nunca aparece, pelo menos até ao final da segunda temporada, que foi o que eu já assisti.

E finalmente, minha nova descoberta, New Amsterdam, da qual eu apenas assisti quatro episódios, mas já virei fã. Conta a história de um detetive de New York, que na verdade foi abençoado/amaldiçoado com a vida eterna, até encontrar a escolhida e enfim poder envelhecer e morrer. Investigação policial, flashbacks históricos, romance e humor na medida certa, nem sei se ela passa aqui no Brasil, mas deveria, muito melhor que muita coisa que anda passando.

Fim do post? Nem, é apenas um gancho para um novo começo, tal qual um episódio dos Simpsons, onde a primeira parte é sempre um prelúdio que prepara para a “real” história, que daí se inicia e não tem quase nada a ver com o contado do começo (ah ta, vai dizer que você nunca percebeu isso??).

O que une os quatro seriados? Na verdade, o que une quase tudo que existe na vida? A real busca pelo amor, pela pessoa que nos completa e faz a nossa vida melhor, mesmo que momentaneamente. O Leonard é apaixonado pela Penny, mesmo que ele não admita e saiba que não têm nada a ver um com o outro. O relacionamento obrigatoriamente platônico entre o “Piemaker” e a Chucky é angustiante e claustrofóbico, mas consegue ser intenso sem contato físico. Já a busca desesperada pela mulher da sua vida pelo Ted, seja ela a Robin ou não, é tão intensa que não há como não torcer por ele. E, a busca pela escolhida do Amsterdam demonstra que só o amor salva, mesmo que a salvação signifique a morte.

Será que foi só por isso que eu gostei dessas séries? Óbvio que não, pois o tema amor é abordado em quase todos meios de comunicação artística, seja ela clássica ou pop. Mas as quatro, cada qual a tua forma, mostra que na verdade o que buscamos é o amor puro e verdadeiro, aquele romântico, de contos de fadas mesmo, que nos desconecte dos nossos problemas mundanos. Queremos ser amados e admirados, adorados e desejados, queremos o frio na espinha, as borboletas no estômago, aquele momento do qual não vamos nos esquecer jamais, mesmo que um dia venhamos a derramar rios de lágrimas e quilômetros de lamúrias e maldizeres, pois um dia vamos esquecer o lado ruim disso e mais uma vez vamos querer sentir tal novamente.

E eu sou diferente disso? Não, não sou não! Sou uma pessoa normal, com sentimentos iguais a todos os outros, que buscava, mesmo que não a toda hora, essas sensações. Um beijo tímido da minha Penny na porta do seu apartamento, depois de um silêncio sepulcral gerado pelo medo da recusa. Um beijo da minha Chucky pelo plástico, por não podermos nos tocar. Fazer chover para impedir que a minha Robin encontre com o cara errado e fique comigo. Ou tentar explicar para a minha escolhida como só o amor dela salvará a minha existência.

Mas tranqüilo, a busca terminou. Ao menos para mim, pois a mulher linda e extrovertida beijou o nerd, não precisei fazer chover para isso, apenas encontrá-la acidentalmente, para enfim ela perceber que era a minha escolhida e que salvaria a minha alma. E, melhor de tudo, eu posso tocá-la sem perdê-la.

sexta-feira, julho 18, 2008

O Próximo Show

Esse ano já foram Bob Dylan e Rufus Wainwright.

Agora, estão vindo Muse, Nine Inch Nails, KT Tunstall e Kaiser Chiefs.

Dói o bolso!!! =)

quinta-feira, julho 17, 2008

The Indies

Cinco anos atrás alguma coisa começava a mudar na vida de algumas pessoas. Pessoas diferentes, de lugares diferentes, mas que por algum motivo inexplicável, acabaram por se conhecer num então iniciante universo virtual. No início eram apenas “nicks” em blogs e caixas de comentários, passando então para ICQ/MSN, emails e, aos poucos, percebendo que aquilo não bastava, que as afinidades e a empatia eram muitas, decidiram se encontrarem.

Dois aqui, um terceiro ali, um quarto acolá um tempo depois, pessoas que eram apenas nomes e textos começaram a tomar forma, adquirir traços, vozes, trejeitos. Longas discussões virtuais foram substituídas por horas de conversa, o teclado e o monitor se converteram em mesas de bar, casas de shows e longas caminhadas na rua, “nicks” foram substituídos por nomes e caracteres finalmente deram lugar ao calor humano de um abraço e ao som de uma gargalhada.

Então, em pouco tempo pareciam que se conheciam há anos e, num desses encontros, resolveu-se criar um universo virtual ficcional, brincando com o real, onde cada um era ele mesmo, intercalando a realidade com a imaginação, mostrando como a vida poderia ser mais engraçada do que era.

Por motivos outros, tal idéia não prosperou, mas, diferentemente disso – ainda bem – o universo real manteve-se vivo. O tempo passou, novos personagens surgiram nessa história, outros se afastaram um pouco pelos mais diversos motivos, brigas e abraços, beijos e rangeres de dentes, dores e alívios, lagrimas e sorrisos, afinal, assim é a vida.

E, a história de deixou de ser estória, a história que não foi escrita mas sim filmada pela retina de cada um dos participantes, merecia um ápice, um final de temporada, um “grand finale”. E sábado último, ela finalmente teve.

Quase todos os seus protagonistas iniciais, acompanhados de outros que entraram no decorrer da mesma e que acabaram conquistando a audiência, estavam presentes. Pessoas que não se viam há muito tempo conversavam como se o último encontro tivesse sido na semana anterior e a empolgação e a alegria serviam para disfarçar a maquiagem borrada e os olhos vermelhos.

Assim, o seriado que nunca existiu mas que trata da vida de amigos de verdade poderia ter acabado naquela noite, em Taubaté, no exato momento em que a música – que os uniu – que tocava no meio do salão começasse a sumir, num “fade out” e a tomada da câmera se afastasse, lentamente, até que tudo se tornasse um borrão de luzes e fumaça.

Porém, diferentemente da arte, a vida real continua e só posso agradecer por isso, por todos esses momentos e pelo caminho que a minha vida tomou desde o dia que escrevi o primeiro comentário em um blog. E se um dia eu disse que a vida imita a arte, algumas vezes a vida pode ser bem melhor do que ela, pois eu não reescreveria essa.

sexta-feira, julho 11, 2008

A Farsa

http://www.lancenet.com.br/clubes/PALMEIRAS/noticias/08-07-10/333220.stm?diego-cavalieri-assina-com-o-liverpool

Isso foi realmente confirmado pela imprensa, não tem nada a ver com fax falso para consegui aumento de salário.

Duas conclusões:

- Ética é algo que vem do berço.

- Agora no exterior, o Diego será o titular da Copa de 2010.

terça-feira, julho 08, 2008

Eu Quero




Wall-E, EVA e M-o




Domingo foi sessão criança, eu e a Alê assistindo Wall-E, e dessa vez à pedidos dela, alguém venha dizer alguma coisa. Então você se pergunta, como pode uma animação com quase nada de diálogos, consegue ser atrativo?

A resposta? Ótimo!!!! Os robozinhos são incríveis, o Wall-E tem uma personalidade ímpar e uma fofura fora do normal, mas o melhor de todos é o M-o, o robozinho da limpeza, que faz uma mera figuração.

Eu quero um bonequinho do M-o!

quinta-feira, julho 03, 2008

Short Cuts

- o Thiago Neves pode ser mau caráter, mas joga muita bola

- o Dodô é o pior tipo de jogador que existe: displicente, arrogante e só ele acha que joga algo

- a camisa listrada do Fluminense é uma das mais bonitas do futebol brasileiro

- Gilberto na seleção quando existe um jogador chamado Júnior Cesar?

- quem diria que no Equador existe um time qual tal qualidade?

- o Renato mostrou que é um técnico de primeira linha, só precisa mostrar isso fora do Rio pra não virar um Joel Santana

- mas já ta pegando a mania beste de culpar os juízes por tudo...

- ... e ser arrogante

- é foda quando os dois jogadores mais técnicos jogando no Brasil são um argentino e um chileno

- o Fluminense vai dificultar o título brasileiro do Palmeiras

- eu não sabia que agora tinha prorrogação na final. Totalmente dispensável

- bem que o Galvão Bueno podia continuar só com a Seleção, já que eu não assisto mesmo

- quantos estrangeiros podem jogar em times equatorianos?

- adoro decisão por pênaltis, menos quando é meu time envolvido

- goleiro que pega três de quatro pênaltis merece ser campeão

- tremeu!

Existência

Eu só queria um pouquinho de chocolate no meu copo de vinho e uma pedra de gelo a mais no meu Jack Daniels; que a azeitona viesse sem o seu caroço e o azeite fosse virgem, como aquela garota que eu conheci na mesa daquele bar algumas noites atrás; que a canção que me acompanha desde a manhã acompanhasse o meu humor e me trouxesse à superfície, para uma última lufada de ar antes de me enroscar para sempre por entre os corais coloridos do oceano de lágrimas injustamente choradas por mim; que meus sonhos fossem um pouco mais vívidos e meus pesadelos doessem menos que os ossos quebrados na queda do castelo de cartas, formado apenas por rainhas nuas e ensandecidas; que o amanhã durasse para sempre e o hoje nunca chegasse; que minhas víboras picassem cada face beijada, com o rubor da paixão tímida e platônica; que a sinfonia de vozes roucas e desafinadas me acordasse; que as ninfas servissem-me ambrosia num prato de louça e Pan ensinasse-me seu ofício; uma dose a mais, uma gota a menos.

terça-feira, julho 01, 2008

O Menino Aranha Ataca Novamente




quarta-feira, junho 25, 2008

Banheiro do Chico Bento

Hoje quando eu desci da cama e veio aquele vento gelado, percebi que o bicho ia pegar, ou melhor, ia congelar. Estava tão frio que até pra trocar de roupa estava foda. O pior de tudo é que meus pais - e, temporariamente, eu - moram numa chácara, no meio do nada de uma cidade nada, num total descampado cercado de materia prima de biocombustível - aka cana - por todos os lados, o que significa que faz um frio do cacete!

Então, lá vou eu caminhando naquele piso frio, quase um picolé, pegar a roupa pra trocar e essas coisas. Nem dá para tomar banho pela manhã.

Taí uma coisa foda! Eu gosto de tomar banho pela manhã, para acordar e tal, devido à minha enorme dificuldade de funcionar nesse horário mas, quando eu olho pela janela, vejo aquela névoa e eu lembro que teria que tomar banho no banheiro do Chico Bento, daí eu desisto.

Para quem acompanha o gibi, o banheiro do Chico Bento é numa casinha fora da casa e aqui é praticamente a mesma coisa. Não que não tenha um banheiro dentro de casa, até tem, mas por causa de leis da física que eu não entendo, a pressão da água no chuveiro é inexistente então nem vira. Dessa forma, tomar um banho significa encarar uma caminhada de ida e volta de uns 70 metros cada percurso até o vestiário onde o chuveiro funciona.

Desse jeito, não tem gripe que cure. Portanto, banhinho quente só para dormir.

terça-feira, junho 24, 2008

Tente Outra Vez

O que é uma banda senão uma desculpa socialmente aceitável para se tomar cerveja num domingo às 10 da manhã, antes mesmo do café da manhã?

Eu “aprendi” – porque na verdade eu não aprendi até hoje – a tocar baixo por volta dos meus 20 anos, quando eu ia à casa do Ricardo e ficava vendo os caras tocarem e pagando pau, até que, um dia eu fui falar com o Fabrício, que tocava baixo pra caralho antes de começar com frescura e parar de tocar e pedi para ele me ajudar a comprar um baixo e me dar uns toques. E sim, um dos motivos para eu escolher o instrumento é que parecia o mais fácil de todos.

Nestes mais de 10 anos eu já toquei, parei, voltei a tocar, voltei a parar e “re- voltei” a tocar, estou na minha terceira banda e adoro o meu instrumento, não me vejo tocando guitarra nem a pau, é muito sem glamour, o baixo tem muito mais pegada, swing, ritmo que qualquer outro instrumento, tanto que se um gênio aparecesse para mim e falasse que eu poderia escolher a aprender a tocar qualquer instrumento, eu com certeza pediria pra aprender tocar baixo de verdade. E pra ser sincero, acho que foi a única coisa que eu conquistei por pura persistência, pois não tenho dom nenhum para a música, mas um dia cismei que queria tocar e cá estou eu.

Mas nesse fingimento, esse humilde “wannabe bass player” vai levando as coisas, tocando reto, com poucas firulas – principalmente porque até hoje eu não aprendi as escalas – e atravessando o bumbo de vez em quando. Tanto que, pela primeira vez, de um ano para cá, estou com uma banda que compõe músicas e quer tocar em algum lugar pra alguém ouvir, mesmo que isso signifique queimar o filme.

Até porque queimar o filme é algo que a gente não se preocupa, afinal que banda que consegue beber até cair no meio de um ensaio-balada, contar piada pra preencher o tempo do show, dar showzinho depois de um show com evasão escolar, tocar com um cone na bateria, ir atrapalhar o ensaio das outras bandas e ainda gravar uma demo?

Daí vem neguinho e pensa: “meu, os caras devem ser foda, pra comporem em escala industrial e essas coisas”. Mal sabem que é mais fácil compor, porque daí ninguém tem como dizer que estamos tocando errado nem estragando as músicas dos outros.

E domingo sim, domingo não, estamos lá no Mad pra nossa sessão terapêutica quinzenal, tomando nosso suquinho e rindo sem parar. Claro, se pintar um show nesse meio tempo, melhor, desde que tenha cerveja na faixa e ninguém jogue tomate na gente.