Coluna do Torero sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro, com os seus cowboys...
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terça-feira, novembro 04, 2008
Tema Recorrente
Ultimamente tenho falado muito de futebol. Isto sempre acontece nos momentos finais dos campeonatos, principalmente se o Palmeiras está na disputa. Então eu mostro o meu lado torcedor, daquele fanático, que se revolta com as falcatruas, que se decepciona com o time e passa a odiar futebol, até que o árbitro apite o início do próximo jogo, que vibra com a raça, com a torcida, com o gol no último minuto.
Afinal, aqui escreve um torcedor de verdade, com alma!
Afinal, aqui escreve um torcedor de verdade, com alma!
Quem Faz o Que Não Deve
É aquilo, quem não tem noção merece se ferrar mesmo. Eu não jogava futebol há mais de dois anos, não pratico esporte ou faço exercício há muito tempo, mas ontem a noite eu tirei a poeira da chuteira e resolvi acreditar que ainda conseguiria jogar, ou seja, correr por uma hora.
Resultado: corpo dolorido e joelho inchado, do tamanho de uma bola de futebol de salão.
Mas eu não vou desistir.
Resultado: corpo dolorido e joelho inchado, do tamanho de uma bola de futebol de salão.
Mas eu não vou desistir.
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futebol
segunda-feira, novembro 03, 2008
sexta-feira, outubro 31, 2008
Catado
Halloween, esquema pro SPFW ser campeão, Luxa mais preocupado com o Dunga que com o Brasileiro, economia em cacos, governo liberando sangue para o vampiro e não para os doentes, frio depois de uma semana de calor, a primeira música com letra minha saindo do forno junto com a cover da melhor música em português 'ever', repescagem da Mostra, dores de cabeça infernais, quatro anos no inferno, um ano com um anjo.
terça-feira, outubro 28, 2008
A Origem do Ódio
Muito eu me pergunto do motivo de tanto ódio à equipe do SPFW, também conhecida vulgarmente como "os bambis". Digo pois até um tempo atrás elas eram apenas mais um rival do Palmeiras, no mesmo nível dos Gambás, então resolvi fazer um exercício mental e descobrir o estopim de tal, ao menos no meu caso, já que hoje motivos não faltam para odiá-las.
E consegui. Viajei de volta ao ano de 2002 (se a memória não me prega uma peça), quando ainda era diretor jurídico / advogado do União Barbarense, equipe da minha cidade natal e que, naquela época, fazia bonito na primeira divisão do Paulista. Nesse ano, um moleque das categorias de base despontava com grandes chances de fazer um bom papel na equipe principal. Era um centroavante, cria da cidade, que começou jogando em equipes menores do futebol amador local para, enfim, ter uma chance no futebol profissional.
As chances foram dadas, ele aproveitou e era uma das esperanças para a disputa do Paulista daquele ano. Esperança de um bom futebol mas, mais ainda, esperança de poder render algum dinheiro ao clube, no final do campeonato, pois infelizmente é só assim que clubes do interior sobrevivem.
Porém, pouco antes do campeonato começar, ele começou a se portar de maneira estranha. E, dessa forma, as tentativas de se fazer um bom contrato profissional com ele (que agradassem ambas as partes, vez que até então ele era apenas um júnior) viraram água, principalmente depois que ele desapareceu.
De repente, alguns dias depois, aparece em meu escritório um senhor que se dizia "amigo da família", explicando que ele tinha sido "convidado" por alguém do SPFW para, "descompromissadamente" conhecer o CT de treinamento delas. Percebi finalmente o que estava acontecendo, que já tínhamos perdido o atleta, então não restava outra alternativa senão acertar uma rescisão amigável.
Cumpre salientar nesse momento que, uma vez que ele ainda era uma promessa, seu contrato previa uma multa rescisória de apenas R$ 20.000,00.
Fizemos uma proposta para esse "amigo", num valor que não lembro mais (porém superior a esse acima). E o assunto começou a ser ventilado pela mídia, sendo isso negado por parte das Leonoras, já que elas nunca aliciavam atletas vinculados a outros clubes, posando se arautos da moralidade.
Mas não é que um dia somos surpreendidos com uma intimação da justiça do trabalho, em que o atleta requeria a rescisão unilateral do contrato, com o depósito em juízo do valor da multa rescisória? Estupefatos, fomos atrás do "amigo" e descobrimos que ele próprio contratou um advogado para o atleta, e que esse advogado "emprestou" para o atleta (uma vez que ele vinha de uma família pobre) a quantia dos vinte mil reais para que ele pudesse rescindir o contrato. Claro, isso tudo sem ele ter qualquer "proposta" oficial de nenhum clube, especialmente delas.
Não tendo mais nada o que fazer, eu me dirigi no dia até a justiça do trabalho, onde conheci os dois "advogados" dele. Como é costumeiro, a audiência atrasou muito e fiquei conversando com os advogados, que soltaram no meio da conversa serem sãopaulinos e ou conselheiros ou filhos de conselheiros (não me lembro mais) bambis.
Sem mais delongas, o depósito foi efetuado, o jogador liberado e, poucos dias depois, ele veio a assinar com o SPFW, uma vez que agora que ele era um jogador sem vínculo com nenhum clube, e então os "éticos", "profissionais" e "íntegros" dirigentes Leonores puderam contratá-lo.
Culpa do atleta? Não, eu não vejo nenhuma, ele estava apenas pensando no teu futuro, e deslumbrado com a "estrutura" delas. Culpa sim de um clube que prega o profissionalismo pela frente, mas que nos bastidores é sujo, traiçoeiro e nojento.
Isto não é algo que me foi contado pelo primo do vizinho de um amigo, e sim algo que eu presenciei. Assim, não há o que ser rebatido ou desmentido, pois é o relato da verdade. Uma verdade amargurada e carregada de ódio, mas a verdade.
E então a rivalidade virou ódio, e o respeito por aquela camisa desapareceu.
E consegui. Viajei de volta ao ano de 2002 (se a memória não me prega uma peça), quando ainda era diretor jurídico / advogado do União Barbarense, equipe da minha cidade natal e que, naquela época, fazia bonito na primeira divisão do Paulista. Nesse ano, um moleque das categorias de base despontava com grandes chances de fazer um bom papel na equipe principal. Era um centroavante, cria da cidade, que começou jogando em equipes menores do futebol amador local para, enfim, ter uma chance no futebol profissional.
As chances foram dadas, ele aproveitou e era uma das esperanças para a disputa do Paulista daquele ano. Esperança de um bom futebol mas, mais ainda, esperança de poder render algum dinheiro ao clube, no final do campeonato, pois infelizmente é só assim que clubes do interior sobrevivem.
Porém, pouco antes do campeonato começar, ele começou a se portar de maneira estranha. E, dessa forma, as tentativas de se fazer um bom contrato profissional com ele (que agradassem ambas as partes, vez que até então ele era apenas um júnior) viraram água, principalmente depois que ele desapareceu.
De repente, alguns dias depois, aparece em meu escritório um senhor que se dizia "amigo da família", explicando que ele tinha sido "convidado" por alguém do SPFW para, "descompromissadamente" conhecer o CT de treinamento delas. Percebi finalmente o que estava acontecendo, que já tínhamos perdido o atleta, então não restava outra alternativa senão acertar uma rescisão amigável.
Cumpre salientar nesse momento que, uma vez que ele ainda era uma promessa, seu contrato previa uma multa rescisória de apenas R$ 20.000,00.
Fizemos uma proposta para esse "amigo", num valor que não lembro mais (porém superior a esse acima). E o assunto começou a ser ventilado pela mídia, sendo isso negado por parte das Leonoras, já que elas nunca aliciavam atletas vinculados a outros clubes, posando se arautos da moralidade.
Mas não é que um dia somos surpreendidos com uma intimação da justiça do trabalho, em que o atleta requeria a rescisão unilateral do contrato, com o depósito em juízo do valor da multa rescisória? Estupefatos, fomos atrás do "amigo" e descobrimos que ele próprio contratou um advogado para o atleta, e que esse advogado "emprestou" para o atleta (uma vez que ele vinha de uma família pobre) a quantia dos vinte mil reais para que ele pudesse rescindir o contrato. Claro, isso tudo sem ele ter qualquer "proposta" oficial de nenhum clube, especialmente delas.
Não tendo mais nada o que fazer, eu me dirigi no dia até a justiça do trabalho, onde conheci os dois "advogados" dele. Como é costumeiro, a audiência atrasou muito e fiquei conversando com os advogados, que soltaram no meio da conversa serem sãopaulinos e ou conselheiros ou filhos de conselheiros (não me lembro mais) bambis.
Sem mais delongas, o depósito foi efetuado, o jogador liberado e, poucos dias depois, ele veio a assinar com o SPFW, uma vez que agora que ele era um jogador sem vínculo com nenhum clube, e então os "éticos", "profissionais" e "íntegros" dirigentes Leonores puderam contratá-lo.
Culpa do atleta? Não, eu não vejo nenhuma, ele estava apenas pensando no teu futuro, e deslumbrado com a "estrutura" delas. Culpa sim de um clube que prega o profissionalismo pela frente, mas que nos bastidores é sujo, traiçoeiro e nojento.
Isto não é algo que me foi contado pelo primo do vizinho de um amigo, e sim algo que eu presenciei. Assim, não há o que ser rebatido ou desmentido, pois é o relato da verdade. Uma verdade amargurada e carregada de ódio, mas a verdade.
E então a rivalidade virou ódio, e o respeito por aquela camisa desapareceu.
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Parado no Tempo
Em 2003, eu postei o meu time de todos os tempos do Palmeiras como sendo:
Marcos. Arce, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos. César Sampaio, Amaral, Rivaldo e Alex, Evair e Edmundo.
Em 2008, cinco anos depois, eu não consigo pensar em ninguém para entrar nessa lista.
Decepção. Anos de decepção.
Marcos. Arce, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos. César Sampaio, Amaral, Rivaldo e Alex, Evair e Edmundo.
Em 2008, cinco anos depois, eu não consigo pensar em ninguém para entrar nessa lista.
Decepção. Anos de decepção.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Blogspot for Dummies
Estou me divertindo com essas "modernidades" do Blogspot. Para um não-programador em HTML como eu, que programou pela última vez em "C", é uma ótima!
Mostra de Cinema
Esse ano eu, ainda que tardiamente, acompanhei a minha primeira Mostra de Cinema. Para ser gramaticamente correto, estou acompanhando, pois tenho ingressos para serem trocados na repescagem. Comprei a minha credencial de 20 filmes e, em dois finais de semana, assisti a 13 filmes, o que pode ser pouco para a maioria dos seus assíduos frequentadores, mas para mim é muito!
Confesso que acabei indo à Mostra mais influenciado pela Alê (e claro, pra não ficar três finais de semana sem namorada), uma vez que por mais que ela diga que não entende como eu não gosto de filmes menos comerciais, ainda prefiro os filmes mais padrão Holywood e narrados em português, mas admito que assisti algumas coisas muito boas (e é claro, algumas bombas também).
Não me arrisco à resenhar os filmes, pois nem de longe tenho a capacidade e o conhecimento de blogueiros como a própria Alê (que infelizmente esse ano está sem internet e não tem como fazer as suas resenhas, que eu acompanhava ano passado, enquanto ainda só estava de olho nela) e do Michel, mas não custa escrver uma ou duas linhas de cada filme que vi até agora, atendo-me a minha opinião de leigo, sem esmiuçar sobre a trajetória do diretor, sobre o estilo de filmagem ou detalhes técnicos como fotografia:
Rebobine, Por Favor: Qualquer filme com o Jack Black merece, no mínimo, minha atenção especial, e essa dita homenagem à história do cinema é muito divertida.
Alvorada em Sunset: A idéia é boa, tem algumas tiradas engraçadas, mas não gostei do filme não. Tem hora que parece que vai virar um pornô (oba, putaria!), mas acaba sendo uma sucessão de broxadas.
Juventude: A primeira surpresa positiva da Mostra, um filme com diálogos rápidos e ácidos, que compensam totalmente a
falta de ação. Para alguém que quer ser escritor, uma aula de roteiro.
Feliz Natal: Outro filme brasileiro (dois seguidos? Quem te viu, quem te vê, meu filho), não tão bom quando ao anterior, mas bem angustiante, se bem que com alguns furos no roteiro.
The Collective: O grande fiasco. Um filme com roteiro de Sessão da Tarde dos anos 80 filmado pelo pessoal do Hermes e Renato. Não vale nem pela piada.
O Poderoso Chefão: Tá, eu sei, é um filme antigo. Tá, eu sei, é um clássico e é inadmissível eu ter demorado tanto para assisti-lo. Tá, eu sei, é foda!!!
Queime Depois de Ler: Eu nunca tinha visto (nem ouvido) a Alê rir tanto assistindo um filme. Então, para um bom entendedor meia palavra basta, e minhas mandíbulas doem.
Moscou, Bélgica: Iniciou minha trilogia de filmes não falados em inglês (outra primeira vez minha), uma história romantica interessante, mas sem nada demais.
Gomorra: Deveria ser um filme que fala sobre a máfia em Napoles. Deveria ser um bom filme, pois vem sendo muito bem elogiado. Na verdade, deve ser tudo isso, mas eu não entendi porra nenhuma, pra mim não passou de uma colagem de histórias desconexas e mal explicadas.
Fuera de Carta: Uma comédia espanhola que entrou como um encaixe, mas que foi para mim a melhor surpresa da Mostra. Hilária, para não dizer outras coisas.
Heróis da Vizinhança: Uma história de amor alemã, numa cidadezinha onde tudo parece dar errado, as vidas se cruzam e tudo se acerta ao mesmo tempo.
Confissões de Super-Heróis: Um angustiante documentário sobre pessoas que se vestem de super heróis para ganharem dinheiro na rua. Acho que não vou mais deixar o Lucas se vestir de Homem Aranha.
A Guitarra: Filme hollywoodiano. Suave, divertido e insípido como um fime deve ser aos domingos a noite. E isso não é uma crítica.
Confesso que acabei indo à Mostra mais influenciado pela Alê (e claro, pra não ficar três finais de semana sem namorada), uma vez que por mais que ela diga que não entende como eu não gosto de filmes menos comerciais, ainda prefiro os filmes mais padrão Holywood e narrados em português, mas admito que assisti algumas coisas muito boas (e é claro, algumas bombas também).
Não me arrisco à resenhar os filmes, pois nem de longe tenho a capacidade e o conhecimento de blogueiros como a própria Alê (que infelizmente esse ano está sem internet e não tem como fazer as suas resenhas, que eu acompanhava ano passado, enquanto ainda só estava de olho nela) e do Michel, mas não custa escrver uma ou duas linhas de cada filme que vi até agora, atendo-me a minha opinião de leigo, sem esmiuçar sobre a trajetória do diretor, sobre o estilo de filmagem ou detalhes técnicos como fotografia:
Rebobine, Por Favor: Qualquer filme com o Jack Black merece, no mínimo, minha atenção especial, e essa dita homenagem à história do cinema é muito divertida.
Alvorada em Sunset: A idéia é boa, tem algumas tiradas engraçadas, mas não gostei do filme não. Tem hora que parece que vai virar um pornô (oba, putaria!), mas acaba sendo uma sucessão de broxadas.
Juventude: A primeira surpresa positiva da Mostra, um filme com diálogos rápidos e ácidos, que compensam totalmente a
falta de ação. Para alguém que quer ser escritor, uma aula de roteiro.Feliz Natal: Outro filme brasileiro (dois seguidos? Quem te viu, quem te vê, meu filho), não tão bom quando ao anterior, mas bem angustiante, se bem que com alguns furos no roteiro.
The Collective: O grande fiasco. Um filme com roteiro de Sessão da Tarde dos anos 80 filmado pelo pessoal do Hermes e Renato. Não vale nem pela piada.
O Poderoso Chefão: Tá, eu sei, é um filme antigo. Tá, eu sei, é um clássico e é inadmissível eu ter demorado tanto para assisti-lo. Tá, eu sei, é foda!!!
Queime Depois de Ler: Eu nunca tinha visto (nem ouvido) a Alê rir tanto assistindo um filme. Então, para um bom entendedor meia palavra basta, e minhas mandíbulas doem.
Moscou, Bélgica: Iniciou minha trilogia de filmes não falados em inglês (outra primeira vez minha), uma história romantica interessante, mas sem nada demais.
Gomorra: Deveria ser um filme que fala sobre a máfia em Napoles. Deveria ser um bom filme, pois vem sendo muito bem elogiado. Na verdade, deve ser tudo isso, mas eu não entendi porra nenhuma, pra mim não passou de uma colagem de histórias desconexas e mal explicadas.
Fuera de Carta: Uma comédia espanhola que entrou como um encaixe, mas que foi para mim a melhor surpresa da Mostra. Hilária, para não dizer outras coisas.
Heróis da Vizinhança: Uma história de amor alemã, numa cidadezinha onde tudo parece dar errado, as vidas se cruzam e tudo se acerta ao mesmo tempo.
Confissões de Super-Heróis: Um angustiante documentário sobre pessoas que se vestem de super heróis para ganharem dinheiro na rua. Acho que não vou mais deixar o Lucas se vestir de Homem Aranha.
A Guitarra: Filme hollywoodiano. Suave, divertido e insípido como um fime deve ser aos domingos a noite. E isso não é uma crítica.
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Amanhã?
O amanhã tem esse nome, porque sempre é amanhã, ele nunca chega!
Eu estou cansado de viver o hoje...
Eu estou cansado de viver o hoje...
quarta-feira, outubro 22, 2008
O Poder
o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente
Nicolau Maquiavel - O Príncipe
Nicolau Maquiavel - O Príncipe
Maquiavel estava certo, e tal é uma premissa que nunca vai mudar. Desde o início dos tempos, o homem buscava e temia o poder. Buscava por motivos óbvios e temia deixar-se corromper por ele.
Esse final de semana eu finalmente conseguir assistir a um dos mais famosos e elogiados filmes de todos os tempos, "O Poderoso Chefão". E foi grande estilo, no Cine Sesc, numa versão restaurada. Realmente, é um puta filme!
Mas o que tem a ver Maquiavel com Coppola? O que tem a ver "O Principe" dele com "O Poderoso Chefão" do Mario Puzo? Na verdade, tem tudo a ver. Como todo mundo sabe (e agora até eu sei), o personagem do Al Pacino, o filho mais novo de Don Corleone, passa a maior parte do filme demonstrando claramente que não quer fazer parte da 'rotina' da família, não quer seguir os passos do pai, não quer ser o novo 'capo' e sim seguir uma vida normal, com sua namorada. Ou seja, ele não quer ser um mafioso.
Com o decorrer do filme, fatos vão acontecendo que, supostamente, o fazem ir de encontro ao seu destino, tendo que se envolver com a máfia, até que se vê envolvido de uma tal maneira que não há como voltar atrás, e acaba corrompido. Porém, pode-se ter outra visão da história, e eu acredito que seja essa que o Mário Puzo quis contar.
Ao final do filme, rememorando todas as passagens, fica muito claro que o Michael está predestinado a suceder ao pai no comando, e as suas atitudes demonstram que ele sabe muito bem disso. Mas ele tem medo. Tem medo de se transformar no momento que assumir essa responsabilidade, pois os poderes que vêm com o cargo são muito tentadores, o poder de manipular, ameaçar, conquistar, matar. A ganância, o orgulho, a cobiça.
E esta dualidade, entre a tentação pelo poder e o medo das consequências desaparecem por completo quando a sua esposa italiana é assassinada, é a 'desculpa' que ele tanto precisava, o seu auto convencimento, para poder enfim seguir o seu destino, coisa que faz muito bem.
Alguém dizer que não será corrompido pelo poder é o mesmo que dizer que vai caminhar na neve e não sentirá frio. O poder corrompe, sempre corrompeu e vai continuar corrompendo para todo o sempre. O poder tem a capacidade de extrair o pior de cada ser humano, faz com que ela esqueça suas raízes, sua moral, sua consciência.
Fama é afrodisíaca, dinheiro é relaxante, mas o poder, como o próprio nome diz, é o topo da escada da vida. O resto, vem por conseqüência.
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