quinta-feira, dezembro 11, 2008

O Natal está chegando. Na verdade, eu não gosto de Natal, eu costumava gostar, mas depois que meus avós faleceram, como comomoravamos na casa deles, parece que tudo perdeu a graça. Atualmente, o Natal pra mim é meio depressivo.

Para meu livro natimorto, uma vez que desisti dele, escrevi o seguinte trecho sobre o Natal, que deveria se encaixar na história, mas já que ele não existirá, não há problema em colocá-lo aqui:


O Natal estava chegando. Para dizer a verdade, o dia 25 de dezembro estava chegando, pois o clima de Natal estava no ar há muito tempo, há pelo menos um mês. Lojas decoradas com motivos natalinos, árvores montadas nas casas, junto a piscas e toda sorte de enfeite, pessoas desesperadas atrás de presentes, papais noéis e seus duendes espalhados por todos os cantos, agüentando o calor tropical debaixo de uma roupa vermelha totalmente incoerente com a época do ano que vivemos.

Aquilo que era para ser uma data festiva, alegre, de paz e harmonia, na verdade não passava de uma data como outras. Pior ainda, era uma data que eu não fazia questão nenhuma de acompanhar.

Para mim, era algo artificial, totalmente mecânico e comercial, feito para que todos se sintam bem e varram para debaixo do tapete todos os problemas por um dia. Só que a sujeira continua lá, da mesma maneira que a colocamos, apenas esperando o amanhecer do dia 26 para começar a exalar o seu cheiro ruim.

Não conseguia sentir-me feliz, era como se eu esperasse por alguma coisa que não existe, uma angústia inexplicável que me faz torcer para tudo passar rápido, para que a rotina volte e eu posso, novamente, voltar ao meu normal.

Nem sempre as coisas foram assim. Quando criança eu adorava tudo isso, alguma pessoa vestida de Papai Noel carregando um saco vermelho cheio de presentes e, dentre eles, um para mim. E não me importava o conteúdo do pacote, ou o valor do mesmo, tão somente o fato de eu ter sido lembrado, de ter recebido algo.

Após isso a família toda se reunia na casa dos meus avós, muita gente, comida farta, alegria e, no final da noite, todo mundo cansado voltava para casa, de estômago cheio e carregando seus presentes.

Conforme eu fui crescendo, a rotina continuava a mesma, mas sem a mesma empolgação de antes. E os ânimos foram progressivamente esfriando até que meus avós falecerem, cada parte da família dispersou-se para um lado e o que eu conhecia por Natal deixou de existir.

E o vermelho foi substituído pelo cinza, as músicas natalinas deixaram de ser alegres para se tornarem melancólicas e a vontade de festejar simplesmente desapareceu.

No último Natal eu me lembro de muito pouco. Bebi muita cerveja, muito vinho, cheirei uma boa carreira e desmaiei no meu quarto bem antes da meia noite. Meu pai não gostou muito, minha mãe ficou chateada, mas pelo menos a noite passou rápido, e a ressaca do dia seguinte foi digna de um dia de Natal.

E esse ano que tinha tudo para ser um pouco melhor. Tinha era o melhor tempo verbal para expressar tudo, pois com tudo que aconteceu, esse estava para ser o pior Natal da minha vida.

De Advogado e Médico Todo Mundo Tem Um Pouco

Os advogados, ou os bacharéis em Direito em geral, contaminados com o saber jurídico, perante situações da vida real, costumam agir de duas maneiras distintas: perante o menor dos problemas, ou mete-se a bancar a 'autoridade' e, ameaça processar a qualquer coisa que respire ou se mova; ou de saco cheio de conviver com tanta briga, tenta relevar ao máximo, tentando resolver na boa.

Eu definitivamente faço parte desta segunda categoria, e preciso dizer que a atitude da primeira me irrita.

Agora, pior é quem não entende de Leis, acha que entende e quer sair processando todo mundo, mesmo sem qualquer fundamento. Isso me cansa, e nessas horas eu finjo que não entendo porra nenhuma de Direito, pra não me desgastar.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Brinquedo Novo

Estou me divertindo mexendo com meu novo blog, é mais fácil falar de um assunto específico do que ser muito genérico. Mas não posso abandonar esse. 

Na verdade eu tenho muito ainda o que escrever, mas por enquanto tá foda. Só espero que eu consiga chegar até o Natal.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Novo Blog

Ok, eu vou parar de falar de futebol aqui.

Obviamente, eu não vou parar de falar de futebol, exatamente por isso criei um blog apanas para tratar desse assunto.

Dall 1914, Palestra per semper não é apenas um blog sobre futebol, é um blog sobre o Palmeiras.

Aqui, continua como sempre. 

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Fim de Ano

Final de ano tá uma correria desgraçada, mas uma correria boa. Só quero que chegue dia 24 logo para meu merecidos 10 dias de férias, período que não tenho há 4 anos.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Uma Imagem

terça-feira, dezembro 02, 2008

Se Secar Ajuda...

Eu não ia falar de futebol mais este ano, mas não resisto. Não resisto porque, mesmo que temporariamente, foi lindo ver os bambis voltando pra casa com cara de merda e com a bandeira enfiada.... debaixo do braço.

Elas fizeram toda a festa antecipada e, no lugar de irem ao estádio apoiar o time, foram para comemorar, apenas e tão somente, tal qual alguém vai até um show. Mas o futebol não é isso, não existe nada concreto, até o apito final (muitas vezes o resultado demora ainda mais pra sair) e, a torcida modinha sentiu na pele. Não adianta tirar a camisa com cheiro de naftalina do armário e sair desfilando pela cidade, como senhoras pomposas, da mesma forma que vestem uma abadá para dançarem atrás do trio elétrico. Até porque, neste caso, o trio elétrico furou o pneu, a caixa de som deu pau e elas ficaram sem saber o que fazer.

Infelizmente as leis da probabilidade estão ao lado delas, mas resta a esperança que os deuses do futebol, aqueles que realmente valem, estejam do lado dos verdadeiros torcedores.

Perfeições Pop pt.5

Could you take my picture? 'Cuz I won't remember
Filter - Take My Picture

sexta-feira, novembro 28, 2008

The Show Must Go On

Quando eu comecei musicalmente a prestar atenção no Queen, estava no que antes se chamava oitava série e o Freddie Mercury já estava quase morrendo. Tanto que, alguns meses depois, foi o primeiro CD que eu comprei (não LP, que já tinha alguns), o Greatest Hits II, que já me acompanhava havia alguns meses em forma de uma fita cassete.

Eles foram umas das bandas que formaram o meu caráter musical, está em segundo lugar em quantidade de CD’s e em primeiro com relação a DVD’s que possuo e nunca, nesses anos todos, eu deixei de ouvi-los. Assim, quando descobri que eles iriam retornar com os shows, mesmo sem o Freddie (por motivos óbvios) e sem o John (que abandonou a música), comecei a nutrir esperanças de um dia poder vê-los e ouvi-los ao vivo. E esse dia finalmente chegou, nesta última quinta, dia 27.

Ao chegar ao Via Funchal, ficou claro que nenhum dos que esperavam a casa abrir ligavam para o que se dizia por aí, que se tratava de um caça níqueis, que o Queen era somente o Freddie, que eles deveriam mudar de nome. Eles queriam era ver e ouvir o Brian May e o Roger Taylor. Naquele momento, isso bastava.

Pontuais como todos os britânicos devem ser, às 22h começou um espetáculo de luzes e sons, prenunciando a entrada ao palco daqueles velhos senhores que, aos primeiros acordes de Hammer to Fall, puseram a casa abaixo.

Foi uma catarse! Nunca vi num show tanta gente cantando junto, chorando e se emocionando. Se o Queen de hoje não tem mais a voz e o carisma do Freddie, ainda tem os riffs perfeitos do Brain e o também carisma dele e do Roger. O set de 2 horas e meia passou por diversas fases da carreira da banda, desde as antigas até a nunca executada ao vivo (com os vocais do Freddie) The Show Must Go On, para mim umas das canções mais perfeitas da história e que, se não foi capaz de arrancar de mim uma lágrima de emoção, nenhuma outra conseguirá.

Além disso, foi possível ouvir músicas das bandas do Paul Rogers e algumas do álbum novo que, se não tem cara do Queen, são sim muito boas, funcionando bem ao vivo, principalmente a emocionante Say It´s Not True, iniciada na voz rasgada e única do Roger.

Hits não faltaram, como Crazy Little Thing Called Love, Under Pressure, Radio Ga Ga (com direito às palmas), Bohemian Rhapsody, We Will Rock You e We Are The Champions, todos cantados à plenos pulmões por praticamente todos os presentes.

Daí voltamos ao assunto de que o Queen sem o Freddie não é Queen, blá, blá, blá. Mas, ficou claro que esse foi um show feito para os fãs e, se os fãs foram e gostaram, o que os “críticos profissionais” têm que ficar batendo nesta tecla o tempo todo?

Voltando para casa, uma coisa não me saia da cabeça: se, com meio Queen, este foi o melhor show da minha vida, entre dezenas dos quais já vi, qual deve ter sido a sensação de ter visto um Queen inteiro? Alguém sabe onde tem uma máquina do tempo disponível?

segunda-feira, novembro 24, 2008

Jean-Paul Sartre escreveu:
A dúvida é o preço da pureza

Humberto Gessinger completou:
E é inútil ter certeza

E eu não tenho mais nada a dizer

Blackout

Eu acho que a Alê tem razão, ficar o tempo inteiro livre baixado e assistindo séries faz mal, pois desde que eu instalei a internet na chácara, eu não escrevi mais nada. Tenho uns 3 contos começados e um maxi-conto ou mini-livro que mal saiu da minha cabeça, cujas cinco páginas que escrevi são brochantes e merecem ir para o limbo. 

Preciso melhorar o nível da minha atividade cerebral. 

Expectativa

Caralho, essa semana tem Queen em Sampa, e eu vou...