quinta-feira, janeiro 22, 2009

Os Meios ou os Fins?

Duas coisas que eu ouvi essa semana no escritório:

- Mas você garante que eu ganho a causa?
- As chances são boas, mas não posso garantir.
- Se eu perder, você me devolve o dinheiro?
- E se ganhar, você me paga em dobro?

- Doutor, a ação tá tranquila, né?
- Temos boas chances, mas eu preciso daquele documento que eu te pedi.
- Eu não acho, mas eu paguei o cara.
- Sim, mas com os documentos eu consigo provar.
- Olha doutor, eu não vou pagar o cara de novo. Eu não posso perder a ação.
- Eu sei, mas não tenho como prometer vitória, não depende só de mim.
- Mas o senhor tem que ganhar, senão não vou pagar seus honorários.
- .... (silênco, eu mordendo o lábio pra não mandar o cliente tomar no cu)

domingo, janeiro 18, 2009

Quando os Ponteiros Giram ao Contrário

Mal o ano começou e já assisti o que deve ser um dos melhores filmes do ano: "O Curioso Caso de Benjamin Button". 

Não convém aqui contar a história, de um nenê que nasce velho e vai rejuvenecendo com o transcorrer dos anos, blá blá blá, mas é preciso dizer que é uma história incrível e o roteiro é extremamente bem amarrado, intercalando a leitura do diário do Benjamin no tempo preseste com o que realmente aconteceu, em flashback. Eu gosto muito desse tipo de enredo, misturando as linhas temporais, tanto que o livro que escrevi é assim e a história que estou escrevendo também funcionará assim.

As atuações estão muito convincentes, e a forma que a história é conduzida é brilhante, méritos para o diretor David Fincher. A fauna diversificada de personagens que dão corpo ao enredo é uma questão a parte, lembrando muito ao "Peixe Grande".

Mas, na verdade, trata-se de uma bela história de amor. Um amor impossível, inviável, com prazo para terminar, como dois trens que vão em direção contrária e só se encontram por uma fração de tempo e depois se afastam, na mesma velocidade. E, mesmo assim,  é o maior amor da vida de cada um deles, o que mostra que o "felizes para sempre" não é necessariamente o melhor dos amores.

Em Algum Lugar no Tempo

Uma das melhor músicas que ouvi nos últimos tempos, tanto na letra quanto na melodia e harmonia. Perfeita, posso dizer!

Em Algum Lugar no Tempo
Biquini Cavadão


Não guarde mágoa de mim
Também não me esqueça
Talvez não saiba amar
Nem mesmo te mereça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço...

Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Em algum lugar
Ainda estamos juntos
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos...

Não tenha medo de mim
Não importa o que aconteça
Não me tire da sua vida
Nem desapareça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço...

Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Em algum lugar
Ainda estamos juntos
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos
Juntos...

Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos
Não guarde mágoa de mim!

sábado, janeiro 17, 2009

A Rainha do Pop

A Madonna acabou de fazer alguns show no Brasil, mas eu não gosto dela, nunca gostei, e não é sobre ela que eu vou falar, desculpem-me os fãs xiitas, que são muitos. 

Eu gosto de rock, sempre ouvi rock, toco numa banda de rock, mas gosto um pouco do pop, e muitas vezes daquele pop bem comercial, bem plastificado. E uma que eu gostei desde a primeira vez que eu vi o primeiro clipe foi a Britney Spears. Convenhamos, "Baby, One More Time" é um clássico, uma das melhores músicas pop já feitas e ela, novinma ha, naquela roupinha de colegial, era o sonho de qualquer homem, adolescente ou qualquer outro.

O tempo passou, ela passou por muitos altos e baixos, atingindo ambos os extremos mais de uma vez, e agora volta com um novo álbum, "Circus", que por sinal estou acabando de ouvir. O que dizer dele? É um PUTA álbum, passa por tudo que o pop tem de bom para oferecer, é dançante, é romântico, é cantante, é agradável. 

Uma vez ouvi alguém dizer que fazer uma música pop perfeita é o trabalho mais difícil que existe, pois o limite entre a perfeição e o ridículo é uma linha muito tênue. E posso dizer que neste caso, pendeu muito mais para a perfeição. E com certeza é um álbum que eu ouvirei mais vezes.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Fim dos Tempos

O filme 'Fim dos Tempos' do Shyamalan nunca esteve tão próximo da realidade. A ocorrência deste calor infernal intercalado por tempestades torrenciais, deixa, ao menos para mim, cada vez mais claro que a natureza está querendo extirpar de seu organismo um vírus, ou seja, nós, humanos.

Teoria da conspiração? Sei não, viu...

domingo, janeiro 11, 2009

Little Rockstar


Eu comprei meu baixo com 20 anos, e até pouco tempo antes eu nem sabia que este instrumento existia, mas eu comprei de teimoso, porque queria muito saber tocar algum instrumento e poder fazer a música que eu adorava ouvir.

Agora, parece que meu sobrinho leva jeito pra coisa. Ontem fomos num barzinho e iria tocar uma banda. Antes do show ele quis ir até perto do palco para ver os instrumentos e a 'viola' e, quando a banda começou a tocar, me fez levá-lo novamente para assistir. Ele dançou, bateu palma, ficou assistindo. Além disso ele brinca com a gaita e com um tambor sempre.

Esse vai ser um pequeno rockstar, e vai dar trabalho

Montanha Russa

A subida sempre demora mais do que a decida. Você passa mais tem na parte de baixo no que da de cima e, quando a atinge, desce numa velocidade proporcionalmente contrária daquela que te fez subir. A subida angustia e a descida assusta, pois o carrinho sempre pode descarrilhar. E no final, você para na parte de baixo e desce.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Saara

Eu não nasci pra viver no Saara, não tem jeito! Certo que esse calor tem coisas boas, como tomar uma cerveja bem gelada dentro da piscina, mas quem precisa trabalhar para sobreviver, sofre com esse clima. 

Não, eu não reclamaria de morar na neve. 

terça-feira, janeiro 06, 2009

2009

Ano novo, né? De novo. Assim como nos últimos 20 anos (porque antes disso em nem pensava nesse tipo de coisas), neste ano que se inicia eu prometo (tentar) fazer as coisas diferentes. Assim, em 2009:

- vou ler mais

- vou escrever muito mais

- vou fazer mais shows com o Bresser

- vou tentar beber menos e tentar entrar em forma

- vou dar um rumo profissional na minha vida

- vou ganhar dinheiro

- vou manter meus velhos amigos e fazer novos

- vou fazer pelo menos uma 'loucura'

Ou então, de repente 2009 pode ser complicado como foi 2008, mas eu não quero pensar desta forma não, e não vou.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Apocalypse Now

Olha, vamos ser sinceros, todo mundo, sem exceção, tem a tendência a super valorizar as suas sensações e seus sentimentos, achar que costuma sofrer mais que os outros, que seu fardo é o mais pesado e por aí vai. É da natureza humana, e por mais que tentemos nos policiar, não raro acabamos por perder as rédeas do auto controle.

Ontem eu estava num desses dias. Tudo o que eu tentei fazer deu errado, as esperanças que eu tinha, de resolução dos problemas, para permitir que as festas de final de ano fossem mais amenas caíram, uma a uma, como peças de dominó emparelhadas. Saí da empresa emocionalmente destruído, ao ponto de afetar até a saúde (já perceberam que somos mais sucetíveis às doenças quando estamos mal emocional e psicologicamente?), procurando algum lugar para me esconder. Fosse um urso, hibernaria, fosse um avestruz, enfiaria a cabeça num buraco.

Passo por um inferno astral que perdura há algum tempo, como se fosse uma tortura chinesa, a gota que pinga na cabeça inicialmente pouco incomoda mas, com o transcorrer do tempo, pingo atrás de pingo, a sensação passa do desconforto ao insuportável. A pressão incomoda, a humilhação corrói as entranhas, de dentro para fora, como fosse invisível. 

Fim do ano chegando, minhas merecidas e necessárias férias chegando. Hora de carregar as baterias, armazenar forças para voltar à luta, pois a vida não amacia. Mas que os dias que restam até lá serão tortuosos, disso não tenho dúvida. 

terça-feira, dezembro 16, 2008

Os Melhores de 2008

O ano chega ao fim e começam as listas de melhores e piores em todos os quesitos possíveis e imaginários. Eu, por minha vez, sempre tive o costume de fazê-las e, desta vez decidi refiná-la. Dos itens que compõem a minha barra lateral, escolherei os quais achei os melhores e piores neste 2008.

Aproveitando que foi ano de Olimpíadas, dividirei os escolhidos nas seguintes categorias:

Para os melhores, escolherei apenas três, que serão, obviamente, medalhas de outro, prata e bronze.

Doping: o pior de todos, no geral.

Diego Hipólito: aquele do qual esperavam muito, mas na hora h, uma escorregada pôs tudo a perder e decepcionou a todos.

Coroa de Louros: não subiu ao pódio, ninguém esperava nada, não deu entrevista para imprensa, mas correu por fora e fez um papel bonito. Mais ou menos como um quarto lugar da Islândia no Volei de Praia ou do Brasil no Hoquei sobre Grama.

Livros

O critério aqui não foi o ano de publicação, mas sim os que li este ano.

  • O Menino do Pijama Listrado - John Boyne
  • As Intermitências da Morte - José Saramago
  • Esta Noite ou Nunca - Marcos Rey
  • Profeta Tricolor - Nelson Rodrigues
  • Feliz Ano Novo - Rubem Fonseca
  • Jogando por Pizza - John Grisham
  • Deuses Americanos - Neil Gaiman
  • Falando com o Anjo - Nick Hornby e Outros
  • Microservos - Douglas Coupland
  • A Casa dos Budas Ditosos - João Ubaldo Ribeiro
  • Geração Beat - Jack Kerouac
  • Uma Longa Queda - Nick Hornby

Ouro: O Menino do Pijama Listrado – ouvi falar primeiro do filme, e então resolvi lê-lo. Menos de 200, leitura fácil mas envolvente, principalmente se você não tiver idéia do que ele trata e conseguir acompanhar a história apenas pelo olhar ingênuo de Bruno.

Prata: As Intermitências da Morte - José Saramago – fui conhecer Saramago por influência da Alê e este foi meu primeiro dele. Texto viajante e uma brincadeira com a morte, coisas que muito me atraem.

Bronze: Deuses Americanos - Neil Gaiman – Neil Gaiman fazendo aquilo que ele sabe de melhor: uma história com muita fantasia, seres extraordinários e místicos e um roteiro denso.

Doping:  Geração Beat - Jack Kerouac – uma  história horrível, em forma de teatro. Na boa, eu faria coisa melhor.

Diego Hipólito: Uma Longa Queda - Nick Hornby – não é uma má história, mas muito aquém do que eu acostumei a ler dele. Mediano.

Coroa de Louros: A Casa dos Budas Ditosos - João Ubaldo Ribeiro – não esperava quase nada, mas uma história recheada de putaria sem soar (muito) vulgar. Me inspirou a começar a escrever meus contos eróticos.