quarta-feira, março 25, 2009

Cena de Filme de Terror

Três horas da manhã, em uma estrada de terra sem iluminação, tentando chegar na cidade, mas completamente perdido pois o lugar era um labirinto de vielas estreitas e esburacadas, até que você começa a perceber que teu carro começa a cheirar queimado, algum tempo depois sai uma fumaça intoxicante pelas entradas de ventilação até que, de repente, ele pára e não liga mais. Para piorar, seus dois celulares não funcionam porque não há sinal. Não há para onde ir, não não passa nenhum carro nem um ser humano para ajudar.

Parece roteiro de filme de terror, certo? Mas não, era eu na madrugada de terça para quarta.

segunda-feira, março 23, 2009

Radiohead



Todo mundo está falando do show do Radiohead, então nem vou perder tempo falando do mesmo, colocando o set list, estas coisas. Só vou dizer uma coisa:

Puta que pariu! Foi do caralho!

Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me

quarta-feira, março 18, 2009

Diário de Rorschach - 18 de março de 2009




Terminei de reler o Watchmen. Reler, pois li a primeira vez faz muuuuuuuuuuuuito tempo e li  a segunda em 1999, quando eu comprei a minha edição, em 12 revistas mensais. Depois disso, folheei algumas vezes, mas nunca li novamente.

Quando o filme surgiu, deu vontade de ler, mas como estavam encaixotados, com todas as coisas da minha casa, não tive como, e resolvi ir o cinema sem nem lembrar detalhes da história.

O que eu achei do filme está escrito no post abaixo.

Porém, a filme foi muito fiel aos quadrinhos, transcrevendo até alguns diálogos (os melhores) na íntegra. Alguns fatos foram modificados, outros adaptados, mas nada do original se perdeu.

Assim, considerando que O Cavaleiro das Trevas não é uma adaptação (apesar do título remeter à obra prima do Frank Miller), Watchmen é a melhor adaptação de uma HQ para o cinema! E eu tenho bagagem pra dizer isso!

domingo, março 15, 2009

Who Watches the Watchmen?


A primeira coisa que eu pensei ao entrar na sala de cinema para assistir Watchmen foi a mesma coisa que pensei quando fui assistir Senhor dos Anéis: quadrinhos (ou literatura) e cinema são duas mídias completamente diferentes, e esperar que o filme venha a ser uma adaptação exata do original é uma tarefa impossível.

No caso do Watchmen, principalmente por se tratar de um quadrinho extremamente violento, denso e minucioso, não tinha como acontecer. Claro, pegar a obra originária e simplesmente adaptá-la, usando-a apenas como uma inspiração iria foder com tudo, mas eu sabia que isso não iria acontecer.

Primeiro, porque li uma entrevista com o diretor Zack Snyder que ele pretendia ser o mais fiel possível à obra de Alan Moore e Dave Gibbons e que, este segundo foi seu consultor no filme.

O segundo motivo foi que, já que entrei no cinema percebi que ninguém caiu na velha tentação de mudar a localização e a época em que a história original se passa. Originariamente ela se passa em 1985, época em que foi escrita, e o contexto histórico era a Guerra Fria com a União Soviética e o medo da guerra nuclear, que ainda bem não foi modificado.

E o engraçado é que se você parar para pensar, o roteiro é ridiculamente simples: todos os heróis mascarados foram proibidos de agirem e agora, de alguns anos depois, uma figura misteriosa que conhece as suas identidades secretas começa a matá-los, o que faz com que eles se reencontrem para tentar impedir isto. E, neste meio, estão todos os clichês possíveis e imagináveis, como o herói que fazia serviços sujos para o governo (Comediante), o herói que fica rico por causa do seu passado (Ozymandias), o herói que cai em depressão e não sabe o que fazer mais (Nite Owl), o herói que trabalha para o governo legalmente (Dr. Manhattan), a heroína gostosona (Spectre) e o herói que não aceita isso tudo e continua agindo na ilegalidade (Roscharch). Mas quem conhece o trabalho do Alan Moore sabe que clichês e histórias banais não existem para ele e, com esse roteiro aparentemente simples, ele criou uma das melhores obras em quadrinhos da história. Só para ter uma idéia, ela é a única obra em quadrinhos na lista da Times dos 100 melhores romances escritos no século XX.

Sobre o filme? A violência foi abrandada um pouco, mas as cenas de luta, os cenários e as roupas ficaram ótimas e os atores realmente representaram bem os personagens com destaque para o Jackie Earle Haley como o sociopata Roscharch e o até então galã romântico Jeffrey Dean Morgan como o Comediante. A fotografia é muito boa, a trilha sonora incrível, o filme se passa em um ritmo alucinante que você mal sente passar.

Agora, convenhamos, a atriz Malin Akerman no papel da Spectre está algo sensacional! Ela com o uniforme colado povoará os sonhos de 10 entre 10 nerds que assistirem ao filme. Porém, fetiches a parte, a cena onde ela faz sexo com o Nite Owl vestindo apenas uma bota de vinil que chega até o meio da coxa é para mexer com a cabeça de qualquer homem. Meu Deus, vem ser gostosa assim aqui em casa...



O Snyder conseguiu manter a fidelidade à obra (o que chegou até a ser criticado por alguns) diferentemente de outras adaptações como Liga dos Homens Extraordinários e Do Inferno, o que não significa que ‘leigos’ não gostem do filme, pelo contrário, é um ótimo filme de ação. Mas foi um filme feito para fãs, isso sim.

quarta-feira, março 11, 2009

Mais Tempero, Por Favor

O novo álbum do U2, como qualquer outro deles, desde o Joshua Tree, é esperado com muita expectativa. O No Line On The Horizon, em particular, era vendido como a salvação (sempre odiei esse termo) e a reinvenção do rock.

Assim que o álbum foi lançado eu o baixei (é, vão me prender?) e na primeira audição eu fiquei extremamente decepcionado. Sim, porque de primeira pra mim este álbum significou nada! 
Nenhuma música me empolgou, ele foi simplesmente sendo tocado e tocado, música após música, servido para aquilo que é a pior função de uma canção: música ambiente.

Eu acho isso péssimo, quando eu ouço um álbum pela primeira vez e ele me causa a mesma sensação de comer uma comida sem sal, dificilmente eu virei a gostar dele. Certo, eu posso depois de algumas vezes perceber que ele não é tão ruim, que tem uma ou outra boa canção, mas nunca virá a ter um posto entre os álbuns essenciais da minha vida. O U2 conseguiu isto com All That You Can Leave Behind, mas não com o No Line On The Horizon.

Por outro lado, a maior surpresa deste ano é um cara que eu achava que era apenas mais um daqueles cantorzinhos indies, que lamentavam sobre a vida, chamado Ben Kweller. Eu já tinha ouvido falar nele, já tinha ouvido algo mas não havia me atraído, tanto que a minha pasta de MP3’s não contava com uma mísera canção. Porém, resolvi arriscar e baixei o Changing Horses.

Primeiro, de indie ele não tem nada! Ele tem os dois pés no country, mas o som é temperado com o folk, orgulhando tanto Bruce Springsteen quanto Bob Dylan ou Hawk Williams. Ele tem uma voz sensacional, o instrumental é sem exagero, muito bem encaixado.

Gipsy Rose e Fight são músicas de raiz, podendo facilmente serem confundidas com outras compostas na Louisiana muitas décadas atrás, enquanto Old Hat tem uma linha de baixo simples e marcada, porém arrebatadora. Ballad of Wendy Baker parece ter ser sido composta por Paul McCartney logo após She’s Leaving, assim como Sawdust Man parece uma sobre de estúdio do Revolver ou do Rubber Soul. E qualquer outra canção, se fosse gravada pela The Boss ou por Bob Dylan, seriam aclamadas como geniais. E, para não desagradar os moderninhos, o vocal remete ao Wilco em algumas faixas, como Hurtin’ You.

Sabe aquele álbum perfeito, que com 30 segundos da primeira música você pára e pensa: “caralho, o que é isto?”, e então larga tudo o que está fazendo para prestar a atenção? Este é o Changing Horses do Ben Kweller. Um álbum que toca profundamente, com melodias incríveis, e que não dá vontade de parar de ouvir.

O terceiro mês do ano começou, mas já acho difícil algum álbum tomar do Changing Horses o posto de melhor álbum de 2009, só se uma obra prima aparecer por aí. Se ele fosse lançado em 2008, teria sido o número um da minha lista.
Mas, como dizem que tem novo do Muse por aí, pode ser que algo de bom aconteça.

segunda-feira, março 09, 2009

Curtas

- acabei não assistindo ao Watchaman

- festa de aniversário na sinuca, com poucas pessoas, mas apenas as especiais. Adorei.

- a gente nem marcar horário em estúdio consegue. A gente erra de uma vez só horário e endereço.

- #derbybresser: 26 garrafas de cerveja, amendoim, pizza, caminhada noturna atrás de cerveja, baratas do cemitério desviando da gente e muita, mas muita besteira.

- impedido de dormir a noite.

- novidades muito boas muito próximas.

- ingresso do Radiohead enfim em mãos.

- muita vontade de ir ao Kiss.

- gordo filho da puta.

segunda-feira, março 02, 2009

Watchmen é um dos melhores quadrinhos ever.

Agora, o trailer, ao som de Take a Bow do Muse, foi o melhor que já assisti na minha vida.

Só me resta enfim o filme. Acho que vai ser do caralho!!! Dia 7, tô no cinema, comemorando meu aniversário em alto estilo!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Futuro Bresser


Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você

Vi o trailer do “Ela Simplesmente Não Está A Fim de Você”, o que parecia ser mais uma comédia romântica com diversos figurões no elenco, mas daí  a Larissa me disse que se trata da adaptação de um livro de grande sucesso lá fora, feito por dois roteiristas do “Sex and the City”, que ela me enviou para eu ler.

Na verdade se trata de uma mistura de auto ajuda com humor, onde um cara responde questionamentos femininos, com uma premissa básica: se um homem não faz de tudo pela mulher, ele simplesmente não está a fim dela.

O livro foi escrito para mulheres, mas é divertido lê-lo. A primeira coisa que eu pensei foi que o livro deveria ser todo recolhido e queimado, pois o cara entrega muitos ‘segredos’ dos homens, mas depois eu me toquei de toda a piada. Trata-se de uma esculhambação, tanto contra homens como contra mulheres, tratando das inseguranças e medos de ambos os sexos. A parte masculina é muito preto ou branco e a feminina fica procurando mensagens subliminares em qualquer espirro.

Dizer que o livro é leitura obrigatória é um tanto quanto exagerado, mas não tenho como negar que me divertiu e fez rir, e tem algumas passagens impagáveis. Quem quiser uma cópia, é só me pedir.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Murphy

Carnaval em casa, sem nada para fazer a não ser torrar no sol, passar calor e fazer churrasco, vou eu brincar com a cachorra e tentar chutar uma bolinha de tênis. Resultado? Eu literalmente decolei, caindo com todo o peso do meu corpo sobre a minha mão e, com isso, trinquei o osso.

Médico, raio x, tala, mão imobilizada, remédio para dores porque dói pra cacete, incômodo pra dormir, pra tomar banho, pra fazer qualquer coisa, digitar com uma mão só. Será essa minha rotina nos próximos 15 dias.

Parabéns para mim e para o filadaputa do Murphy.

domingo, fevereiro 22, 2009

Luta Livre

O Lutador (The Wrestling) é uma ode aos anos 80. Aos dias de auge da WWF, dos longos cabelos platinados, do espetáculo plástico, do Hard Rock e do Mickey Rourke.

Não assisti o Milk, mas sei que o Sean Penn é um puta ator, então deve ter merecido o Oscar, porém isso não diminui a atuação do Sr. Rourke, que nos anos 80 fez todos os homens morrem de inveja e todas as mulheres, de desejo, depois do 9 1/2 Semanas de Amor e Orquídea Selvagem, mas que sentiu o peso do sucesso, que lhe deixou marcas muito mais externas que internas.

História simples, um lutador de luta livre (não confundir com essa merda de vale tudo), que foi um ídolo no passado (poucos no Brasil tem idéia da dimensão da idolatria que há sobre esses lutadores nos EUA), mas que agora, velho e depois de torrar toda grana, luta em pequenos ginásios, por alguns trocados e por lampejos da época de ouro.

No fundo é disso que o filme se trata, da dificuldade em aceitar que os bons tempos passaram, que os holofotes e os flashs não estão mais voltados para ele, que a fama se foi, os fãs e o dinheiro também. É a dificuldade de se lidar com isso, pois um dos ditados mais válidos que existe é aquele que diz 'quanto maior a montanha, maior a queda'. E, no caso dele, a queda esfacelou toda a sua dignidade.

É muito difícil para alguém que passou sua vida toda num faz-de-conta ter que encarar de frente a realidade, que mesmo trás muitas mesas, cadeiras e escadas escondidas debaixo do ringue, prontas para serem usadas.

No meu caso, que sempre adorei este espetáculo, o filme traz um atrativo extra, os bastidores das lutas, suas coreografias extremas e maravilhosas e um Mickey Rourke numa mistura de Shawn Michaels e Mike Foley.

Bring me the pain! 

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Genialidade

I am a dire world, prey-stalking, lethal prowler.

I am a hunter, horse-mounted, wolf-stabbing.

I am a horsefly, horse-stinging, hunter-throwing.

I am a spider, fly-consuming, eight legged.

I am a snake, spider-devouring, posion-toothed.

I am an ox, snake-crushing, heavy footed.

I am an anthrax, butcher, bacterium, warm-life destroying.

I am a world, space-floating, life nurturing.

I am a nova, all-exploding... planet-cremating.

I am the Universe -- all things encompassing, all life embracing.

I am Anti-Life, the Beast of Judgement. I am the dark at the end of everything. The end of universes, gods, worlds... of everything. Sss. And what will you be then, Dreamlord?

I am hope