quarta-feira, março 10, 2010

Uma Vida em Retalhos

No meu aniversário eu ganhei da Veri uma edição do 'Retalhos' do Craig Thompson. É uma obra acima de tudo ousada, por dois motivos. Um que é uma auto biografia, o que é algo complicado de se fazer, pois expõe muito, feridas abertas, decepções, segredos, traumas. O outro, e talvez mais difícil de lidar, é que a história foi escrita quando ele tinha menos de 30 anos, ou seja, todos os fatos eram relativamente recentes, os personagens ainda estão vivos, a exposição é ainda maior.

Talvez até por isso o roteiro é tão fascinante, porque os acontecimentos ainda estão frescos e são parte de uma época que eu e muitos de vocês viveram, afinal o autor nasceu em 75, apenas 2 anos antes de mim. E, com desenhos caprichados, a leitura rendeu e devorei tudo em uma tarde.

É uma história simples, sem grandes inovações, cujo mote é como a culpa cristã atua na vida de uma pessoa. O terror da dualidade Céu-Inferno, a rigidez no tratamento dos filhos pelos pais, a rotina rígida de frequentar a igreja, a figura do Deus vigilante e punitivo e, principalmente, a culpa pelos prazeres 'mundanos'.

Existe uma passagem muito boa, onde o autor comenta na Escola da Igreja que quer fazer uma faculdade de arte e um outro aluno comenta que tem um irmão que foi para uma dessas, e logo no começo teve que pintar pessoas nuas, depois se afastou do cristianismo e no final, meu Deus, virou homossexual. É um mundo a parte, fechado, mas ao mesmo tempo muito perto e presente.

Vale conferir, é uma leitura bem agradável!

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Susan Is in the In-Between

Que as distribuidoras brasileiras tem uma criatividade ao inverso, para criar nomes rídiculos para filmes, não é novidade para ninguém. Desta forma, "Um Olhar do Paraíso", nome nacional para o filme "The Lovely Bones", tenta simplificar a história e resumir, sem sucesso, no título, toda a história.

Falha porque, o filme, baseado na obra literária de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, não apresenta nada de Paraíso, muito pelo contrário, mostra a menina Susan, a adolescente assassinada, naquilo que é definido como o meio do caminho entre o Céu e a Terra.

A história? Uma adolescente de 14 anos conta, em off e com diversos flashbacks, a história do seu assassinato. Quem espera um filme de mistério vai se decepcionar, pois desde o começo fica claro quem é o assassino, apesar da polícia e da família não saber. O que a história conta é a dificuldade de todos em aceitar o que aconteceu. Dos pais e dos irmãos em aceitar a sua morte e, principalmente, dela, em aceitar que morreu, que seu corpo está desaparecido (em uma parte do filme, ela desabafa que não é ninguém, só 'uma garota desaparecida') e que não há nada que ela possa fazer, a não ser sentir raiva!

E é isto que acontece, a sua raiva, seu ódio pelo seu agressor, seu desejo de vingança, a impede de seguir em frente, mantendo-a presa nesta 'entre sala' do paraíso.

O filme, na minha opinião, é muito bom. Tem momentos de suspensa, angústia e tristeza, prendendo a atenção até o final, que não é assim tão previsível quanto eu li em diversos sites. Porém, o mesmo pode ser olhado de dois ângulos diferentes. O ângulo ficcional, no qual tudo que se passa é uma mera ficção, e o ângulo de quem crê naquilo que está acontecendo.

Como eu me encaixo na segunda opção, o filme acabou sendo para mim bem interessante. Creio em diversas coisas que são mostradas, como o que acontece com a negação do desencarne, a recusa em 'olhar para frente' até completar 'coisas inacabadas', a maneira como os desencarnados influenciam os vivos. Além disso, a concepção estética do 'outro lado' foi bem interessante, fugindo por completo do lugar-comum.

Gostei porque não é caricato nem forçado, uma história bem desenvolvida e um roteiro muito bom. Com isso, fiquei interessado em ler o livro, vamos esperar que logo ele é lançado, como todo que baseia um filme hollywoodiano.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Zumbilândia


Filmes de zumbis voltaram à moda, e praticamente todos eles têm um pezinho no trash, não tem como evitar. Porém, Zumbilândia resolve apelar e meter os dois pés no peito. É filme B, é trash, é gore. E é sensacional.

A história é a mais sem pé nem cabeça, um nerd fugindo dos zumbies (que em nenhum momento o filme tenta explicar como e quando surgiram), e que no caminho vai encontrando pessoas e aumentando o seu grupo. O objetivo deles? É mostrado como sendo tentar voltar pra casa, achar um doce ou ir até um parque, mas na verdade o objetivo é sobreviver. Nenhum deles quer salvar a Terra, achar um oásis livre dos zumbies ou o que seja, eles querem apenas continuarem vivos.

Certo, falando desta forma parece ser um roteiro fraco, mas as passagens e os diálogos são ótimos e os atores estão perfeitos nos papeis. O carinha que faz o nerd se encaixa com perfeição, mas meninas conseguem contrabalancear a docura e a malícia e o papel do Woody Harrelson foi escrito para ele, impossível imaginar outro ator fazendo aquele papel.

O que esperar? Zumbies em decomposição, tiros, explosões, sangue, sustos e muito humor negro. Enfim, tudo que um bom filme de criaturas das trevas deve ter, não essa lenga-lenga fofinha que fizeram com os coitados dos vampiros.

Para terminar, se existir um prêmio para melhor abertura de filme, esta ao som do Metallica merece o prêmio como a melhor da história.

Não assistiu? Vá!

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Eu Não Odeio Esta Segunda-Feira


O dia seguinte de uma vitória contra os bambis nunca é ruim, pelo contrário!

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Avatar



Fui assitir Avatar mais pela experiência de ver um filme em 3D, pois nem estava muito empolgado. Não sou muito fã do trabalho do James Cameron, não gostei de Titanic nem Segredo do Abismo e nem ligo muito para a saga Exterminador do Futuro. Além disso, toda essa falação em torno do filme, com Oscar e tudo, faz com que eu peguasse birra.

Porém, posso dizer que valeu a pena. É um filme legal, com um roteiro simples mas bem escrito, até que poucos furos (muitos necessários para fazer tudo se encaixar) e efeitos especiais muito interessantes. Toda a estrutura do universo Na'Vi, desde a moradia deles, até a fauna e a flora convenceram. Sobre os atores, não há muito o que dizer, pois não é um filme complexo, apesar que deve ser difícil contracenar com um fundo verde o filme inteiro.

Se vale a ida ao cinema? Vale sim, especialmente no 3D, pois é uma história bem interessante, mas não consegui ver o 'marco da história do cinema' que muitos bradam. E olha que eu gosto desses filmes de nerd.

Perfeições Pop

MÖTLEY CRUE - HOME SWEET HOME

You know I'm a dreamer
But my heart's of gold
I had to run away high
So I wouldn't come home low

Just when things went right
Doesn't mean they were always wrong
Just take this song and you'll never feel
Left all alone

Take me to your heart
Feel me in your bones
Just one more night
And I'm comin' off this
Long & winding road

I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home

You know that I've seen
Too many romantic dreams
Up in lights, fallin' off the silver screen

My heart's like an open book
For the whole world to read
Sometimes nothing keeps me together at the seams

I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home

I'm on my way
I'm on my way
Home Sweet Home
Yeah
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Muro das Lamentações


Quando as redes sociais surgiram, o objetivo principal delas foi integrar as pessoas com alguma coisa em comum, ou mesmo as que aparentemente não tinham nada em comum, mas poderiam, por meio delas, encontrar similaridades. A idéia é ótima, tanto que proliferaram redes sociais por toda a Internet. Como tudo na vida, algumas fizeram sucesso e outras não vingaram.

Eu comecei a 'brincar' com elas já no início, primeiro com Friendster, que mal cheguei a aprender a usar e nem sei se alguém ainda usa, depois com o Orkut, na época que você precisava ser convidado para fazer parte dele e dava para contar nos dedos quantos 'amigos' você tinha. O tempo passou, novas redes sociais surgiram, com novas formas e aparências.

E como tudo, existe o lado ruim. O primeiro lado ruim percebido das redes sociais é que deu início a um grande Big Brother virtual, onde todo mundo queria e podia saber da vida de todo mundo. Isso começou a ser resolvido com o advento da opção 'privacidade' e suas variações. Não resolveu totalmente, mas serviu para permitir que uma pessoa possa estar na rede ser ter sua vida devassada.

Daí criaram o Twitter, com um conceito simples mas que revolucionou totalmente a Web 2.0. Interatividade, facilidade, agilidade, tudo ao mesmo tempo agora, o que as pessoas precisavam no dia a dia acelerado que todos temos. Poucos caracteres expressando uma única sensação ou idéia, a celeridade na Internet. Fotos, vídeos, músicas? Quem se interessar, clique no link, pois as mesmas não poluem sua timeline. A idéia foi tão boa que outras redes, como o Orkut e o Facebook alteraram a sua interface para se adaptar.

Começou, então, um outro 'problema'. Com as facilidades criadas, contas e contas foram sendo criadas e todo mundo resolveu se inserir no mundo digital, mesmo aqueles que não têm nada de interessante para dizer. Pior, a Internet virou um verdadeiro Muro das Lamentações.

Virou uma profusão de reclamações, melodramas, lástimas, choros. Frases e palavras jogadas na rede, esperando por uma resposta, por uma demonstração de pena, por pessoas que corroborem seu sofrimento, parecendo um bando de pedintes, mendigando por atenção ou por carinho, de quem quer que seja, independente se for sincero ou não. Isto quando não vira um disputa, de quem sofre mais.

Isto está tornando as redes sociais um ambiente cansativo, deprimido e negativo, totalmente ao contrário do que elas deveriam ser. Na boa, e depois neguinho vem reclamar que fica levando unfollow.

(Primeira postagem da série #GetaLife, sobre gente que não sabe brincar nas redes sociais)

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

2012. Ou o Fim do Mundo


Ontem, sem ter nada o que fazer a tarde na casa dos meus pais, eu acabei assistindo ao 2012 com meus irmãos. É mais um filme sobre a destruição da Terra, com imagens incríveis, uma história com furos técnicos e cheio de 'marmeladas' e coincidências absurdas.

Para um domingo preguiçoso foi um ótimo filme, pois o mesmo não é ruim e você nem precisa pensar muito para entender o mesmo: cientista descobre calamidade iminente + governo yankee tenta dar um jeito + tudo vai pro ar e morre um monte de gente, menos o mocinho. E agora o inimigo da vez é interno, a crosta terrestre que descola e gera um monte de tragédias e tal.

Não é o primeiro nem o último filme a explorar a catástrofe irreversível e devastadora, onde todo mundo vai morrer e ponto. Você olha as cenas e vê gente rezando, gente desesperada, gente chorando, gente alucinada. A proximidade do fim de tudo tem um efeito inesperado sobre a gente, mas nos atinge e formas diferentes.

Eu não creio que uma situação desta venha a acontecer com o planeta, e que o tal Apocalipse é uma grande metáfora, nada de destruição em massa, mas fico pensando como eu agiria se ligasse a TV e visse alguém afirmando que o mundo da forma que conhecemos está condenado e que, dentro de algumas horas não vai sobrar nada de ninguém.

A primeira coisa é que eu acho que não iria querer ver a coisa toda acontecer, seja meteoros caindo, ondas gigantes ou tudo desabando. Outra coisa é que provavelmente eu iria encher a cara, pra não sentir tudo o que acontece, pelo menos não estar totalmente consciente. Sei lá, se você morrer bêbado, você desencarna com ressaca? Acho que nem. E iria querer estar num lugar agradável, não sofrendo, nem chorando, nem em desespero.

É, resumindo, se o mundo fosse realmente acabar, eu ia tomar umas e depois morrer trepando. Não seria mal.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Fator FarmVille

Todo mundo conhece o FarmVille. Mesmo que nunca tenha jogado, com certeza conhece alguém que joga ou, pelo menos, já deu uma espiada. E esta febre criou dois grupos, os que amam e os que odeiam. Com isso, a empresa que desenvolveu o jogo conseguiu seu objetivo: fazer com ele seja notado, perante os milhares de jogos online existentes.

Ele não tem nada de mais, não passa de uma versão rural e territorialmente menor do Sim City. Na verdade é até mais simples, pois não existem intempéries, basta fazer tudo certo que o resultado acontece dentro do prazo previsto. É um misto de simulador com um pouquinho de estratégia, que consiste em alocar o monte de tralhas que você tem disponível no espaço apresentado.

Então, qual é a graça do jogo? Difícil prever, mas é uma febre que, pessoa a pessoa, foi se disseminando pela Internet. No jogo você ajuda os vizinhos, dá e recebe presentes, compra coisinhas. Tudo até então não passaria de um simples jogo se você não pudesse realmente comprar créditos extras, em dinheiro real, para aprimorar a tua fazenda.

Daí você começa a fazer as contas. A partir de R$ 10,00 você compra alguns bons créditos, que deixarão a tua fazenda melhor, mais bonita, com alguns itens exclusivos. E, se isto te possibilita alguns bons momentos de diversão, que custa gastar uns trocos nisto? Você não gastaria este dinheiro para comprar um jogo legalizado? Ou ir há algum lugar? Exato, é esta a grande sacada!

Um pouco aqui, outro ali, mais um acolá, sem estourar o orçamento de ninguém, a Zynga, sua produtora, acumula uma pequena fortuna, sem muito trabalho. Desenvolveu um jogo simples, de uma tela só, praticamente estático, e o único trabalho que tem é, de vez em quando, projetar um novo animal, árvore, planta ou decoração. E pronto, mais e mais pessoas gastam algum dinheirinho pra adquirir estes produtos novos, descartando aqueles antigos.

Claro, um dia o jogo cansa, atinge seu limite e começa a perder usuários e ganhos, mas nisso novos jogos já entraram no ar e o público consumidor (sim, consumidor, não só jogador) já migrou para estes.

E me atrevo a dizer que este fator FarmVille vai afetar o comércio na Internet mais do que podemos imaginar. É o início do uso de um conceito de pequenos créditos, mas em grande quantidade, em coisas aparentemente inúteis e simples. Taí, quem pode dizer o que é útil ou inútil? Este é um conceito estritamente particular, o que para um não tem valor nenhum, para outro pode ser muito importante.

Daí você une esta idéia com as redes sociais, com pessoas interagindo neste meio, e temos uma nova frente a ser explorada na Internet. Eu não sou publicitário e tenho poucos conhecimentos nesta área, então não consigo visualizar exatamente como aproveitar este nicho, mas para mim, com o conhecimento e vivência digital que tenho, observo claramente que grandes idéias podem advir disto.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Oscar


Saiu a lista dos indicados ao Oscar. Pra mim não faz diferença porque quando a lista sai, eu normalmente não ouvi falar de 80% dos filmes e, com o tempo, eu assisto um ou dois. Só para situar, dos 10 (sim, esta ano são 10) filmes indicados eu só vi 2, sendo um animação (Up) e outro Tarantino (Bastardos Inglórios).

Mesmo assim, eu adoro listas e opiniões, e não posso me furtar de escolher meus preferidos. Nada de resenhas e análises embasadas e sérias, até porque eu não assisti - nem vou assistir - a maioria dos filmes, e sim escolhas sem o mínimo de lógica ou sentido.

Melhor filme
"Up – Altas aventuras" - porque eu queria ver uma animação ganhando

Melhor direção
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios” - porque é o Tarantino

Melhor ator
Morgan Freeman, “Invictus” - porque o cara é bom

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios” - como não tem o Russell de Up, fico com ele porque realmente o cara foi bem demais no filme

Melhor atriz
Gabourey Sidibe, “Preciosa” - porque ela difere dos padrões estéticos de Hollywood e ia ser legal ela ganhar

Melhor atriz coadjuvante
ou Penélope Cruz, “Nine” - porque é a mais gostosa
ou Maggie Gyllenhaal, “Coração louco” - porque é a mais bonita

Melhor animação
“Coraline” - porque é do Neil Gaiman

Melhor roteiro original
“Bastardos inglórios” - porque é do Tarantino

Melhor roteiro adaptado
“Educação” - porque é do Nick Hornby

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

O Limiar do Sonho e da Realidade

Existem situações em nossas vidas que, mesmo tendo acontecido, parecem ter sido apenas sonhos, como um filme que a gente assistiu, adorou e, de tão intenso, é como se tivéssemos vivenciado tudo aquilo, parte integrante e ativa daquela realidade que não é real.

Normalmente são situações completamente fora do nosso dia a dia, onde, por algum motivo, escapamos - ou somos 'escapados' - da rotina, e acontecem coisas que nos surpreendem, nos chocam, nos impressionam.

Isto funciona para o bem ou para o mal, quando os extremos são atingidos e a situação é surreal demais para ser crível. Quando é ruim, tentamos de todas as formas fazê-la desaparecer, em cantos obscuros e perdidos da nossa mente, debaixo de toneladas e informação. Mas quando é bom, a situação é diferente.

Tentamos rememorar de todas as formas e, quanto mais o tempo passa, mais o ocorrido se torna difícil de acreditar, passando a ganhar contornos de fantasia, dados pela nossa fértil imaginação. Porém, certos dias sentamos e afirmamos: realmente aconteceu.

Estes dias não voltam mais, mas se tornaram parte do nosso maior tesouro, as nossas lembranças. E isso, ninguém pode tirar da gente.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Cauda Longa

Resolvi neste ano de 2010 ler mais sobre assuntos relacionados à tecnologia, principalmente voltadas para o entretenimento, que é uma área que eu gosto, e para o Direito que, mesmo não sendo algo que gosto muito, pelo menos eu entendo. E o primeiro livro que eu peguei foi o "A Cauda Longa" do Chris Anderson.

O conceito que ele trabalha é aparentemente simples, mas faz muito sentido. Ele mostra como o mundo virtual alterou profundamente as relações comerciais, principalmente as relacionada à produtos que não precisam ser necessariamente físicos. É muito comentado sobre a música, que trata-se do exemplo perfeito.

Uma loja física vende a música de forma física (em CD's). Neste caso, tudo custa dinheiro (o transporte, o armazenamento, a exposição dos CD's) e, como não é possível expor muitos títulos, obviamente a escolha recai sobre os mais vendidos, em detrimento daqueles títulos mais inexpressivos comercialmente. Mas, com o advento das lojas virtuais, um novo leque se abriu. E duas vezes.

Na primeira, com as lojas virtuais que vendem o produto físico, permitiu-se uma gama maior de títulos, pois não há a exposição real dos mesmos, apenas uma tela com os dados informativos. Quando uma pessoa entra no site e escolhe um CD, o mesmo é enviado de um grande galpão, unificado, e com um custo físico muito menor.

Porém, com a evolução da tecnologia, o comércio musical atingiu um novo estágio, completamente virtual, onde as músicas passaram a ser arquivos virtuais, armazenados em um Hard Drive em qualquer lugar do mundo, podendo ser comercializadas (e transferidas) milhões de vezes, sem por isso ocupar mais espaço.

E tudo se modificou. A indústria se modificou, pois teve que mudar a maneira de gerir teus negócios, vez que esta nova modalidade de comércio é afetada diretamente pela tão criticada pirataria. Os músicos mudaram, pois a divulgação se torna cada vez mais fácil e mais barata, permitindo o surgimento de artistas de regiões e estilos até estão inexistentes comercialmente. Os periféricos e agregados mudaram, pois mudou-se a forma de divulgar a música, de cobrir a mesma, saindo daquele universo até então restrito do "artista vende muito CD e toca na rádio". Tudo teve que se modificar, se modernizar.

Mas o fator mais importante disto tudo é que o mercado parou de ser restrito para se tornar infinito. As restrições físicas praticamente caíram por terra e qualquer pessoa pode jogar na rede seus trabalhos, decidindo o quanto e se quer cobrar por ele. Os grandes vendedores desapareceram, pois uma coisa era competir num universo de 10, outra é competir num de 10.000. Claro que os procura aumentou, mas não na mesma proporção que a demanda. E a tendência é esta progressão ser cada vez maior.

Se você toca música celta cantada em paquistanês, com certeza alguém, em algum lugar no mundo, vai ouvi-la, e isto é o lindo desta nova indústria.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Perfeições Pop

Michelle Branch - Are You Happy Now?

Now,
don't just walk away
pretending everything's okay and you don't care about me.
And I
know it's just no use.
When all your lies become your truths and I don't care.
Yeah, yeah, yeah.

(chorus)
Could you look me in the eye,
and tell me that you're happy now.
Oooh.
Would you tell it to my face or have I been erased,
Are you happy now?
Are you happy now?

You
took all there was to take,
and left me with an empty plate and you don't care about it, yeah.
And I
am giving up this game,
and leaving you with all the blame, cause I don't care.
Yeah, yeah, yeah.

(chorus)
Could you look me in the eye,
and tell me that you're happy now oooh.
Would you tell it to my face or have I been erased,
Are you happy now?
Oooh.
Are you happy now?

Yeah, yeah.
Do you really have everything you want.
You could never give something you ain't got,
you can't run away from yourself.

Could you look me in the eye,
and tell me that you're happy now.
Yeah, yeah.
Come on tell it to my face or have I been replaced,
are you happy now?
Yeah, yeah, yeah, ohh, ohh.
Yeah.
ohh oh.
Would you look me in the eye,
could you look me in the eye.
I've had all that i can take i'm not about to break cause I'm happy now.
Oooh.

Are you happy now?

terça-feira, janeiro 19, 2010

Você Acredita em Reencarnação?

Não, antes de tudo, esta não é uma postagem religiosa, pois eu não gosto disso e evito tal tema ao máximo. Eu tenho a minha crença e ponto, e eu acredito em reencarnação.

Existe uma teoria que tudo o que você viveu em vidas passadas está guardado em alguma parte do teu cérebro, uma parte conscientemente inacessível mas que, algumas vezes, dá uns 'estalos', como quando a gente vê ou está em um lugar nunca dantes visitado ou uma reencenação histórica, mas tem a plena sensação de que lá já esteve alguma vez antes, tem a certeza que conhece certa construção, ou certa situação.

Eu já senti isso diversas vezes, tenho praticamente certeza de alguns lugares e épocas históricas que eu vivi, pela sensação que tenho ao ver ou estar em certos lugares. Neste final de semana eu fui assistir ao filme do Sherlock Holmes, que se passa na Londres do final do século XIX. A retratação da cidade acabou ficando perfeita, suas ruas escuras, suas casas, a London Bridge em obras, talvez porque deram a honra de filmar as histórias de um dos maiores ícones ingleses para aquele que é, provavelmente, o diretor que melhor retrata do submundo londrino: Guy Ritchie.

Onde eu quero chegar? Eu acho a Grã Bretanha um lugar interessante, e que tenho vontade de visitar, mas não tenho a adoração por ela que algumas pessoas que conheço têm. Porém, qualquer referência à Londres obscura e decrépita dos anos 1800 me fascina de uma forma inexplicável. Eu sempre tive uma curiosidade absurda pela história do Jack o Estripador e outros histórias contemporâneas, e uma das coisas que eu vou fazer em Londres, quando for, será um passeio para conhecer estes lugares, que preservam a arquitetura característica da época.

Por isso e por tudo, eu sinto que vivi naquela época, não sei em que momento específico, nem em qual situação, mas eu simplesmente sei. E tenho outras sensações ou experiências semelhantes.

Quando eu fui para Toronto, foi algo muito estranho. Já tinha visitado outros lugares antes, mas nunca me senti tão confortável e adaptadoà nenhum deles como lá. No meu terceiro dia, eu estava voltando para a casa que eu fiquei, estava escuro, nevando e entre o ponto de ônibus e lá a caminhada era de aproximadamente uns 20 minutos. Conforme eu ia caminhando e olhando em volta, eu sentia que como se eu morasse lá há anos. A mesma sensação eu tive diversas e diversas vezes durante o tempo que fiquei lá, era uma absoluta sensação de volta à casa.

E outros lugares me despertam esta sensação, de uma maneira mais remota, tal como o Egito na época dos Faraós e a Romênia, numa época incerta e não sabida. Com certeza já vivi outras reencarnações em outros lugares, mas estas me são muito claras.

Acreditar ou não? Isto depende de cada um...

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Jogos de Azar

Existe aquela piada do cara que vive pedindo uma forcinha para que o Santo o ajude à ganhar na loteria, até que um dia este se cansa e diz que ajudaria muito se o cara pelo menos jogasse. É mais ou menos o meu caso, muitas vezes eu fico pensando que seria bom ganhar uma grana na loteria, ou em algo do gênero, mas quem disse que eu jogo?

De todos os vícios que eu poderia ter, definitivamente o último seria no jogo. Nunca tive muito saco para isso, estas coisas de arriscar, apostar, contar com a sorte, e acho que não existe um motivo muito claro para tal. Não jogo na loteria, não preencho cupons de lojas e supermercados, não mando SMS's para concorrer à carros, nem de 'concursos culturais' eu participo.

Quando a onda dos bingos explodiu no Brasil, eu passei incólume pela mesma. Tinha um desses bingos, enorme, na esquina da minha casa, e eu devo ter entrado nele umas duas vezes, já que abriu, porque o povo queria jogar, e era nas máquinas. Entrar na parte de bingo propriamente dita eu nunca entrei.

Na verdade, a única vez que eu entrei e permaneci num ambiente destes foi em 1998, quando eu estava na Argentina, era o jogo da final da Copa do Mundo, e o único lugar que iria passar o mesmo era num cassino. Para ter uma noção no meu nível de desprendimento, antes da final começar, eu comprei uma meia dúzia de fichas, para passar o tempo, e fui brincar naquelas maquininhas que vemos nos filmes, onde se puxa uma alavanca e os símbolos começam a girar, precisando parar iguais para ganhar. Na minha última ficha eu puxei e nem sei porque fui embora, até que fui chamado pelo segurança do lugar, que me deu um copinho com um monte de fichas, que eu havia ganho - e nem sabia! Tinha 25 pesos, e foi a única vez que eu ganhei algo.

Cerca de uns seis meses atrás, peguei um livro que tinha em casa, já meio antigo, para finalmente ler, e dentro dele tinha um cartão da Mega-Sena, com dois jogos preenchidos. Pensei, então, que poderia ser um sinal, que eu poderia ganhar alguma coisa, e decidi que iria usar aquele jogo. E usei, como marcador de página, até terminar o livro. Então, começou o papo da Mega-Sena da virada e toda essa coisa, e mais uma vez achei que poderia ficar rico usando aquele cartão.

Retirei o mesmo do livro, já finalizado, coloquei na minha carteira, e lá ele ficou, até este ano - obviamente, não joguei na Mega-Sena da virada. Até que, semana passada, no mercado, vi uma casa lotérica e decidi jogar. Dei o cartão, paguei R$ 4,00, peguei o jogo feito e guardei os dois no bolso da calça. Fui ao mercado, fiz minhas compras, voltei pra casa, guardei tudo e comecei os afazeres domésticos, que, entre eles, era lavar minhas roupas.

Mais tarde, saí para fazer algo na rua e, de repente, tive um estalo: cadê o meu jogo? Cheguei em casa, procurei na carteira, no meu quarto, em todos os lugares que o mesmo poderia estar, e nada. Daí lembrei da calça, que tinha sido lavada. Fui ao varal, procurei no bolso e, a única coisa que tinha era um monte de papel triturado e molhado. Lá se foi meu jogo e, pior, os números.

Daí desisti. Era realmente um sinal, de que eu não devo perder meu tempo jogando em Loterias.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Chocolates

Toda vez que eu comento de chocolate com alguém, seja pessoalmente, seja no Twitter, um monte de gente 'discute' comigo. E o motivo disto é que eu adoro chocolate vagabundo.

Tá, se você for me falar de um chocolate de alto padrão, um suíço ou belga, vou dizer que até eu que sou tonto gosto, mas os chocolates normais, estilo Nestlé, Garoto, Lacta (olhe, chocolate ao leite, não aqueles recheados e tal, porque daí é diferente), eu nem gosto muito, gosto mesmo é de porcaria, daqueles hidrogenados, os guarda-chuvinhas, os peixinhos, as bolinhas, que eu comi desde que era criança.

A minha marca de chocolates preferida sempre foi a Pan, eu adorava os chocolates deles. Adorava porque, deu um tempo pra cá, eles tentaram adaptar o seu sabor àquilo que a maioria gosta e perdeu um pouco o seu gosto característico, o que me decepcionou um pouco.

Certo, eu não sou um chocólatra, então acho que não tenho direito de falar muita coisa...

terça-feira, janeiro 05, 2010

Perfeições Pop

JET - EVERYTHING WILL BE ALLRIGHT

Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright

Tell me everything
Tell me everything
Everything will be alright
It's gonna be alright
They'll never hurt you again

Now where to run no end in sight
Tell everyone that you are right
Yeah

Tel me tel me again will it ever end
Nothing seems to come out right
It doesn't come out right
Ain't it the truth

No where to run no end in sight
Tell everyone that you're are right
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright

No where to run no end in sight
Tell everyone that you're alright
All of this life I never meant to tell a lie
And if I can hold I tell you its alright

And if I can hold I tell you its alright

E Foi Dada a Largada

Começou um novo ano, e no começo de ano todo mundo mete-se a fazer as suas resoluções: emagrecer, praticar um esporte, trocar de emprego, comprar um carro novo, fazer a viagem dos sonhos, voltar a estudar, casar. Certo que durante o ano muitas coisas não se concretizam, algumas em detrimento de outras não planejadas, mas é assim que a vida funciona.

Mas qual o motivo do povo fazer isto no início de um ano e não, por exemplo, em 15 de agosto? É o efeito psicológico mesmo, a muleta que nós precisamos para mudar algo que nos incomoda. Faz bem pensar que com a mudança de ano, acaba-se um ciclo e deixa-se para trás as coisas ruins que aconteceram conosco, como se uma borracha fosse passada e pudéssemos recomeçar do zero.

Certo, sabemos que não é assim que funciona, mas o que custa acreditar nisso um pouco para mudar algumas coisas que deram errado? No meu caso, posso dizer que 2009 foi um inferno astral ininterrupto, e que fora duas ou três coisas muito boas, as demais foram desastrosas, motivo pelo qual eu me agarrei na crença de 'ano novo, vida nova' para fazer meu 2010 diferente.

E sabe que está funcionando? Nestes poucos dias eu já percebi alguns caminhos se abrindo, o que é legal, pois isto significa que o universo está se mexendo e, desta vez, a meu favor. Se a vida é cíclica, acho que chegou a minha vez de ficar por cima de novo.

Ótimo 2010 para todos. E com licença que eu vou completar as minhas resoluções de ano novo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Em 2019

Como a maioria das pessoas que aqui frequentam não vão até meu outro blog, por razões clubísticas ou mesmo porque não gostam de futebol, resolvi linkar aqui um texto que fiz nele, uma ficção (que pode virar uma triste realidade) sobre como será o futebol daqui dez anos.

http://dal1914.blogspot.com/2009/12/em-2019.html

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Arquivando 2009

Livros

* O Cão da Meia-Noite - Marcos Rey
* Fender Benders - Bill Fitzhugh
* O Sequestro do Senhor Empresário - Levi Bucalem Ferrari
* Fantoches! - Marcos Rey
* Malditos Paulistas - Marcos Rey
* Motley Crue: The Dirt - Confessions of the World's Most Notorious Rock Band
* Coraline - Neil Gaiman
* Jogos da Atração - Breat Easton Ellis
* Faz Parte do Meu Show - Robson Pinheiro
* Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e Eu - Julián Fuks
* Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você - Greg Behrendt e Liz Tuccillo
* Mais uma Vez - Tony Parsons
* A Estrada da Noite - Joe Hill

Shows

* Copacabana Club
* Autoramas
* Ecos Falsos
* Radiohead
* Kraftwerk
* Los Hermanos
* Móveis Coloniais de Acajú
* Fino Coletivo
* Forgotten Boys
* Los Porongas

Filmes

* 500 Days of Summer
* Bastardos Inglórios
* 9
* O Anticristo
* Amantes
* Se Beber Não Case
* Pagando Bem que Mal Tem
* Era do Gelo 3
* Divã
* Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
* Anjos e Demônios
* Star Trek
* Wolverine
* Role Models
* Gran Torino
* Ele Simplesmente Não Está Afim de Você
* Watchmen
* O Lutador
* Operação Valquíria
* Noivas em Guerra
* O Menino do Pijama Listrado
* O Curioso Caso de Benjamin Button
* Madagascar 2

Albuns e MP3's

* A Day to Remember - Homesick
* Alice in Chains - Black Gives Way to Blue
* Arctic Monkeys - Humbug
* Ben Kweller - Changing Horses
* Bob Dylan - Together Through Life
* Bruce Springsteen - Working on a Dream
* Cachorro Grande - Cinema
* Cheap Trick - The Latest
* Chickenfoot - Chickenfoot
* Colbie Caillat - Breakthrough
* Collective Soul - Afterwords
* Daughtry - Leave This Town
* Dave Matthews Band - Big Whiskey and the GrooGrux King
* Death Cab for Cutie - The Open Door EP
* Dolores O'Riordan - No Baggage
* Doves - Kingdom of Rust
* Franz Ferdinand - Tonight, Franz Ferdinand
* Gloriana - Gloriana
* Green Day - 21st Century Breakdown
* Hoobastank - For(n)ever
* Iggy Pop - Preliminaires
* Julian Casablancas - Phrazes for the Young
* Kassabian - The West Pauper Lunatic
* Kate Voegele - A Fine Mess
* Kelly Clarkson - All I Ever Wanted
* Kiss - Sonic Boom
* Lilly Allen - It's Not Me, It's You
* Ludov - Caligrafia
* Marilyn Manson - The High End of Low
* Metric - Fantasies
* Monsters of Folk - Monsters of Folk
* Muse - The Resistance
* Our Lady Peace - Burn Burn
* Pearl Jam - Backspacer
* Placebo - Battle for the Sun
* Rammstein - Liebe Ist Für Alle Da
* Rascal Flatts - Unstoppable
* Regina Spektor - Far
* Rob Thomas - Cradlesong
* Sam Roberts - Love at the End of the World
* Sepultura - A-Lex
* Silversun Pickups - Swoon
* Son Volt - American Central Dust
* The Black Crowws - Before the Frost
* The Dead Weather - Horehound
* The Decemberist - The Hazards of Love
* The Flaming Lips - Embryonic
* The Lemonheads - Varshons
* The Watchmen - OST
* Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures
* They Might Be Giants - Here Came the 123
* Tinted Windows - Tinted Windows
* U2 - No Line on the Horizon
* Wilco - Wilco
* Yo La Tengo - Popular Songs
* Zero 7 - Yeah Ghost

Seriados

* House
* 10 Things I Hate About You
* Cupid
* Psychoville
* The Penguins of Madagascar
* Chuck
* Being Erica
* Dollhouse