Esta semana assisti dois filmes com muito e pouco em comum. Em um primeiro momento, 'Strippers Zombies' e 'Garota Infernal' são semelhantes, pois são histórias de terror, monstros e sangue, e apelam pra protagonistas gostasas, sensuais e com pouca roupa. Mas as semelhanças acabam aí, se não fosse por um detalhe involuntário que logo citarei.
O primeiro, 'Strippers Zombies', como o próprio nome entrega, foi feito para ser um filme B, e é fácil encontrar muitos indícios claros disso: A filmagem é meio tosca, os diálogos exagerados, o visual forçado. Já o roteiro, não há muito o que dizer, é um soldado mordido por um zumbi, que se esconde numa casa de striptease, e daí começa a putaria! Um mordendo o outro e, por algum motivo-não-motivo, que serve apenas pra dar graça ao filme, as mulheres quando transformadas em zumbis permanecem com a consciência.
Com isso começa um festival de cenas escatológicas, stippers com pouca - ou nenhuma - roupa, dançando no palco cobertas de sangue e em decomposição, para delírio dos caras, que se esbaldam com o espetáculo. E neste meio, não faltam outras características clássicas de filmes do gênero, como tiros, pedaços de corpo explodindo, gente morrendo aos pedaços.
Os atores? Perfeita as escolhas do eterno Freddie Krueger, Robert Englund para o papel de dono da casa e da ex-atriz pornô Jenna Jameson como a stripper mais gostosona - e mais desinibida. Afinal, quem procura um filme B de terror, não quer um roteiro bem construído e lógico, e sim muito sangue, cenas engraçadas - de preferência com humor negro - e mulheres com pouca roupa. Filme muito bom.
Já o 'Garota Infernal', nome engraçadinho e tosco, como de costume, que foi dado para o filme 'Jennifer's Body', apesar de ser um filme também de terror, buscava outro mercado. Para começar, o roteiro foi escrito pela ganhadora do Oscar com 'Juno', Diablo Cody e o papel principal coube à Megan Fox, uma das novas queridinhas e capa de dez entre dez revistas de cinema e para o público masculino - entenda-se, não revistas de mulher pelada - no último ano. Todo essa bagagem credenciava o mesmo para o sucesso. Não sei se o filme se pagou ou não, mas uma coisa eu posso dizer: ele é uma piada!
O roteiro é ridículo! Uma gostosona líder de torcida e sua melhor amiga nerd vão para um show de rock, num buraco qualquer, que pega fogo e, do nada, ela é convidada pelo vocalista da banda para 'ir com eles na van'. Horas depois ela retorna suja de sangue, esquisita e vomitando petróleo. Conforme o filme passa, a amiga nerd descobre que ela foi parte de um ritual mal sucedido de magia negra, e que um demônio dominou seu corpo e ela precisa de sangue humano pra rejuvenecer.
Então se sucede uma sequência de cenas igualmente toscas, efeitos especiais fracos, muito sangue e, principalmente, uma história extremamente idiota. Vergonha alheia total.
Certo, agora vem a questão. Pelo que eu descrevi, os dois filmes são semelhantes, mas um é bom e outro ruim. Qual é a lógica? Simples, o 'Stippers Zombies' foi feito para ser um filme B, com orçamento baixo e nenhuma preocupação em ter um roteiro que faça sentido. Por outro lado, 'Garota Infernal' é um filme de Hollywood, com grana, roteirista premiada, atriz conhecida e nenhum interesse em ser um filme B. Mas acabou virando, da pior forma.
Assim, se você quiser fazer um filme B, ou homenagendo o estilo, faça direito, do início ao fim, e não esconda isso de ninguém, pois corre o risco de acabar fazendo merda.
quinta-feira, março 25, 2010
segunda-feira, março 15, 2010
Some Days Will Never Return
Where do we go, nobody knows
Don't ever say you're on your way down, when..
God gave you style and gave you grace
And put a smile upon your face, oh yeah
Hoje eu fui tomar umas cervejas com o Fábio Mendes, conversar sobre futebol, besteiras, futebol, amigos e claro, futebol. Como eu trampo no Centro e ele mora na Praça da Árvore, marcamos um ponto intermediário, a Rua Augusta. E como marcamos um lugar para nos encontrar, escolhemos o Charm. Sentamos, bebemos e falamos.
Quase na hora de irmos embora, fui ao banheiro, que fica no andar inferior. Desci as escadas, e de repente tive um 'insight'. Por um segundo, vi no canto uma mesa comprida, com diversas pessoas sentadas, com CDs caseiros em mão, conversando alto e bebendo. Fechei os olhos, e quando abri já não havia mais nada. Subi as escadas e comentei com o Fábio, e ele me disse ter sentido a mesma coisa.
Pois é, o que eu me referi foi o dia 20 de dezembro de 2003, quando naquele mesmo Charm, naquele mesmo andar inferior, perto dos banheiros, um grupo de amigos, alguns recém conhecidos, outros que já haviam se visto uma ou duas vezes, se encontravam para uma celebração de final de ano, com um amigo secreto de CDs gravados.
E juntos, eu e o Fábio concluímos que aquele dia foi daqueles que, quanto mais o tempo passa, mais parece que ele não existiu, e sim que foi um sonho, ou um devaneio, de tão perfeito que foi. É daqueles que se fosse possível, eu voltaria no tempo para revivê-lo cada vez que eu estivesse triste, carente ou solitário. Ou então para acreditar na amizade, e que dias podem ser inesquecíveis quando se está com pessoas que você gosta.
Mas o mais bacana é que, daquele dia muitos ainda são amigos, e outros surgiram. E posso afirmar que aquele dia foi primordial na minha decisão de mudar para essa cidade caótica, cinza e abarrotada chamada São Paulo.
Don't ever say you're on your way down, when..
God gave you style and gave you grace
And put a smile upon your face, oh yeah
Hoje eu fui tomar umas cervejas com o Fábio Mendes, conversar sobre futebol, besteiras, futebol, amigos e claro, futebol. Como eu trampo no Centro e ele mora na Praça da Árvore, marcamos um ponto intermediário, a Rua Augusta. E como marcamos um lugar para nos encontrar, escolhemos o Charm. Sentamos, bebemos e falamos.
Quase na hora de irmos embora, fui ao banheiro, que fica no andar inferior. Desci as escadas, e de repente tive um 'insight'. Por um segundo, vi no canto uma mesa comprida, com diversas pessoas sentadas, com CDs caseiros em mão, conversando alto e bebendo. Fechei os olhos, e quando abri já não havia mais nada. Subi as escadas e comentei com o Fábio, e ele me disse ter sentido a mesma coisa.
Pois é, o que eu me referi foi o dia 20 de dezembro de 2003, quando naquele mesmo Charm, naquele mesmo andar inferior, perto dos banheiros, um grupo de amigos, alguns recém conhecidos, outros que já haviam se visto uma ou duas vezes, se encontravam para uma celebração de final de ano, com um amigo secreto de CDs gravados.
E juntos, eu e o Fábio concluímos que aquele dia foi daqueles que, quanto mais o tempo passa, mais parece que ele não existiu, e sim que foi um sonho, ou um devaneio, de tão perfeito que foi. É daqueles que se fosse possível, eu voltaria no tempo para revivê-lo cada vez que eu estivesse triste, carente ou solitário. Ou então para acreditar na amizade, e que dias podem ser inesquecíveis quando se está com pessoas que você gosta.
Mas o mais bacana é que, daquele dia muitos ainda são amigos, e outros surgiram. E posso afirmar que aquele dia foi primordial na minha decisão de mudar para essa cidade caótica, cinza e abarrotada chamada São Paulo.
domingo, março 14, 2010
Axl Rose, Ontem e Hoje

O Ronaldo foi puta jogador, jogava muito, resolvia os jogos, fazia jogadas incríveis. Quando jogava, interagia com o time, fazia tabelinhas, enchia os olhos da torcida. O tempo passou, ele se arrebentou, ficou gordo e, além disso, cheio de regalias. Joga quando quer, é uma peça deslocada no meio do time corinthiano, vivendo de jogadas individuais e um outro lance. Porém, apesar de tudo isso, de muitas vezes ferrar com o time durante o jogo, tem ainda 'flashs' de genialidade.
Mas para, o que o Ronaldo tem a ver com o Axl Rose? Mais do que se imagina! Ambos estão gordos, ultrapassados, mas ainda acham que são o máximo, por causa de um ou outro momento incrível. O show do Guns neste sábado, em São Paulo, foi bom, mas apenas isso. Se fosse uma banda qualquer, seria um show bem legal, mas daí eu tenho a lembrança do que esta banda já foi e não há como esconder a decepção.
Só que esqueceram de avisar isso ao Axl. Ele corre, agita, mas termina uma música, ele desaparece atrás do palco, pra fazer sei lá o que, enquanto a sua banda fica enrolando, com sonzinhos eletrônicos, solos cansativos e, pior, silêncios. A banda fica amarrada nele, aos seus gostos, as músicas não são ligadas uma nas outras, o que broxa um pouco.
Daí, entre este monte de ruído, e uma infinidade de canções do Chinese Democracy - dentre as quais só se salva Better -, surgem pérolas como Sweet Child o Mine, Paradise City, Welcome to the Jungle, November Rain, You Could Be Mine. Muito bem executadas, apesar de ser meio constrangedor para um músico tocar algo composto por outro e não ser uma banda cover, estes clássicos empolgaram o estádio, lotado. Daí, em diversos momentos, principalmente no final, somos relembrados que o tempo passou, e a voz do Axl sumia.
Valeu como fato histórico, principalmente porque Guns n Roses foi peça fundamental na lapidação da minha alma roqueira. Mas eu esperava mais.
Curtas:
- Foi o primeiro show grande que fui na minha casa, e foi diferente estar naquela arquibancada não para ver um jogo, e sim um show de rock. Mas é legal, porque são dois dos meus amores.
- O show do Sebastian Bach foi um brinde incrível. O cara estava lá com um tesão incrível, as músicas de sua carreira solo são muito boas e as baladas do Skid Row são lindas. Além disso, a voz do cara continua a mesma.
- Sr. Axl Rose, quem compra ingresso para ver um show do Guns não quer ouvir o Chinese Democracy na íntegra, estamos conversados?
sexta-feira, março 12, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Uma Vida em Retalhos
No meu aniversário eu ganhei da Veri uma edição do 'Retalhos' do Craig Thompson. É uma obra acima de tudo ousada, por dois motivos. Um que é uma auto biografia, o que é algo complicado de se fazer, pois expõe muito, feridas abertas, decepções, segredos, traumas. O outro, e talvez mais difícil de lidar, é que a história foi escrita quando ele tinha menos de 30 anos, ou seja, todos os fatos eram relativamente recentes, os personagens ainda estão vivos, a exposição é ainda maior.Talvez até por isso o roteiro é tão fascinante, porque os acontecimentos ainda estão frescos e são parte de uma época que eu e muitos de vocês viveram, afinal o autor nasceu em 75, apenas 2 anos antes de mim. E, com desenhos caprichados, a leitura rendeu e devorei tudo em uma tarde.
É uma história simples, sem grandes inovações, cujo mote é como a culpa cristã atua na vida de uma pessoa. O terror da dualidade Céu-Inferno, a rigidez no tratamento dos filhos pelos pais, a rotina rígida de frequentar a igreja, a figura do Deus vigilante e punitivo e, principalmente, a culpa pelos prazeres 'mundanos'.
Existe uma passagem muito boa, onde o autor comenta na Escola da Igreja que quer fazer uma faculdade de arte e um outro aluno comenta que tem um irmão que foi para uma dessas, e logo no começo teve que pintar pessoas nuas, depois se afastou do cristianismo e no final, meu Deus, virou homossexual. É um mundo a parte, fechado, mas ao mesmo tempo muito perto e presente.
Vale conferir, é uma leitura bem agradável!
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sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Susan Is in the In-Between
Que as distribuidoras brasileiras tem uma criatividade ao inverso, para criar nomes rídiculos para filmes, não é novidade para ninguém. Desta forma, "Um Olhar do Paraíso", nome nacional para o filme "The Lovely Bones", tenta simplificar a história e resumir, sem sucesso, no título, toda a história.
Falha porque, o filme, baseado na obra literária de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, não apresenta nada de Paraíso, muito pelo contrário, mostra a menina Susan, a adolescente assassinada, naquilo que é definido como o meio do caminho entre o Céu e a Terra.
A história? Uma adolescente de 14 anos conta, em off e com diversos flashbacks, a história do seu assassinato. Quem espera um filme de mistério vai se decepcionar, pois desde o começo fica claro quem é o assassino, apesar da polícia e da família não saber. O que a história conta é a dificuldade de todos em aceitar o que aconteceu. Dos pais e dos irmãos em aceitar a sua morte e, principalmente, dela, em aceitar que morreu, que seu corpo está desaparecido (em uma parte do filme, ela desabafa que não é ninguém, só 'uma garota desaparecida') e que não há nada que ela possa fazer, a não ser sentir raiva!
E é isto que acontece, a sua raiva, seu ódio pelo seu agressor, seu desejo de vingança, a impede de seguir em frente, mantendo-a presa nesta 'entre sala' do paraíso.
O filme, na minha opinião, é muito bom. Tem momentos de suspensa, angústia e tristeza, prendendo a atenção até o final, que não é assim tão previsível quanto eu li em diversos sites. Porém, o mesmo pode ser olhado de dois ângulos diferentes. O ângulo ficcional, no qual tudo que se passa é uma mera ficção, e o ângulo de quem crê naquilo que está acontecendo.
Como eu me encaixo na segunda opção, o filme acabou sendo para mim bem interessante. Creio em diversas coisas que são mostradas, como o que acontece com a negação do desencarne, a recusa em 'olhar para frente' até completar 'coisas inacabadas', a maneira como os desencarnados influenciam os vivos. Além disso, a concepção estética do 'outro lado' foi bem interessante, fugindo por completo do lugar-comum.
Gostei porque não é caricato nem forçado, uma história bem desenvolvida e um roteiro muito bom. Com isso, fiquei interessado em ler o livro, vamos esperar que logo ele é lançado, como todo que baseia um filme hollywoodiano.
Falha porque, o filme, baseado na obra literária de Alice Sebold e dirigido por Peter Jackson, não apresenta nada de Paraíso, muito pelo contrário, mostra a menina Susan, a adolescente assassinada, naquilo que é definido como o meio do caminho entre o Céu e a Terra.
A história? Uma adolescente de 14 anos conta, em off e com diversos flashbacks, a história do seu assassinato. Quem espera um filme de mistério vai se decepcionar, pois desde o começo fica claro quem é o assassino, apesar da polícia e da família não saber. O que a história conta é a dificuldade de todos em aceitar o que aconteceu. Dos pais e dos irmãos em aceitar a sua morte e, principalmente, dela, em aceitar que morreu, que seu corpo está desaparecido (em uma parte do filme, ela desabafa que não é ninguém, só 'uma garota desaparecida') e que não há nada que ela possa fazer, a não ser sentir raiva!
E é isto que acontece, a sua raiva, seu ódio pelo seu agressor, seu desejo de vingança, a impede de seguir em frente, mantendo-a presa nesta 'entre sala' do paraíso.
O filme, na minha opinião, é muito bom. Tem momentos de suspensa, angústia e tristeza, prendendo a atenção até o final, que não é assim tão previsível quanto eu li em diversos sites. Porém, o mesmo pode ser olhado de dois ângulos diferentes. O ângulo ficcional, no qual tudo que se passa é uma mera ficção, e o ângulo de quem crê naquilo que está acontecendo.
Como eu me encaixo na segunda opção, o filme acabou sendo para mim bem interessante. Creio em diversas coisas que são mostradas, como o que acontece com a negação do desencarne, a recusa em 'olhar para frente' até completar 'coisas inacabadas', a maneira como os desencarnados influenciam os vivos. Além disso, a concepção estética do 'outro lado' foi bem interessante, fugindo por completo do lugar-comum.
Gostei porque não é caricato nem forçado, uma história bem desenvolvida e um roteiro muito bom. Com isso, fiquei interessado em ler o livro, vamos esperar que logo ele é lançado, como todo que baseia um filme hollywoodiano.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Zumbilândia

Filmes de zumbis voltaram à moda, e praticamente todos eles têm um pezinho no trash, não tem como evitar. Porém, Zumbilândia resolve apelar e meter os dois pés no peito. É filme B, é trash, é gore. E é sensacional.
A história é a mais sem pé nem cabeça, um nerd fugindo dos zumbies (que em nenhum momento o filme tenta explicar como e quando surgiram), e que no caminho vai encontrando pessoas e aumentando o seu grupo. O objetivo deles? É mostrado como sendo tentar voltar pra casa, achar um doce ou ir até um parque, mas na verdade o objetivo é sobreviver. Nenhum deles quer salvar a Terra, achar um oásis livre dos zumbies ou o que seja, eles querem apenas continuarem vivos.
Certo, falando desta forma parece ser um roteiro fraco, mas as passagens e os diálogos são ótimos e os atores estão perfeitos nos papeis. O carinha que faz o nerd se encaixa com perfeição, mas meninas conseguem contrabalancear a docura e a malícia e o papel do Woody Harrelson foi escrito para ele, impossível imaginar outro ator fazendo aquele papel.
O que esperar? Zumbies em decomposição, tiros, explosões, sangue, sustos e muito humor negro. Enfim, tudo que um bom filme de criaturas das trevas deve ter, não essa lenga-lenga fofinha que fizeram com os coitados dos vampiros.
Para terminar, se existir um prêmio para melhor abertura de filme, esta ao som do Metallica merece o prêmio como a melhor da história.
Não assistiu? Vá!
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Avatar
Fui assitir Avatar mais pela experiência de ver um filme em 3D, pois nem estava muito empolgado. Não sou muito fã do trabalho do James Cameron, não gostei de Titanic nem Segredo do Abismo e nem ligo muito para a saga Exterminador do Futuro. Além disso, toda essa falação em torno do filme, com Oscar e tudo, faz com que eu peguasse birra.
Porém, posso dizer que valeu a pena. É um filme legal, com um roteiro simples mas bem escrito, até que poucos furos (muitos necessários para fazer tudo se encaixar) e efeitos especiais muito interessantes. Toda a estrutura do universo Na'Vi, desde a moradia deles, até a fauna e a flora convenceram. Sobre os atores, não há muito o que dizer, pois não é um filme complexo, apesar que deve ser difícil contracenar com um fundo verde o filme inteiro.
Se vale a ida ao cinema? Vale sim, especialmente no 3D, pois é uma história bem interessante, mas não consegui ver o 'marco da história do cinema' que muitos bradam. E olha que eu gosto desses filmes de nerd.
Perfeições Pop
MÖTLEY CRUE - HOME SWEET HOME
You know I'm a dreamer
But my heart's of gold
I had to run away high
So I wouldn't come home low
Just when things went right
Doesn't mean they were always wrong
Just take this song and you'll never feel
Left all alone
Take me to your heart
Feel me in your bones
Just one more night
And I'm comin' off this
Long & winding road
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
You know that I've seen
Too many romantic dreams
Up in lights, fallin' off the silver screen
My heart's like an open book
For the whole world to read
Sometimes nothing keeps me together at the seams
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
I'm on my way
I'm on my way
Home Sweet Home
Yeah
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
You know I'm a dreamer
But my heart's of gold
I had to run away high
So I wouldn't come home low
Just when things went right
Doesn't mean they were always wrong
Just take this song and you'll never feel
Left all alone
Take me to your heart
Feel me in your bones
Just one more night
And I'm comin' off this
Long & winding road
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
You know that I've seen
Too many romantic dreams
Up in lights, fallin' off the silver screen
My heart's like an open book
For the whole world to read
Sometimes nothing keeps me together at the seams
I'm on my way
I'm on my way
Home sweet home
Tonight, tonight
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
Home Sweet Home
I'm on my way
I'm on my way
Home Sweet Home
Yeah
I'm on my way
Just set me free
Home Sweet Home
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quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Muro das Lamentações

Quando as redes sociais surgiram, o objetivo principal delas foi integrar as pessoas com alguma coisa em comum, ou mesmo as que aparentemente não tinham nada em comum, mas poderiam, por meio delas, encontrar similaridades. A idéia é ótima, tanto que proliferaram redes sociais por toda a Internet. Como tudo na vida, algumas fizeram sucesso e outras não vingaram.
Eu comecei a 'brincar' com elas já no início, primeiro com Friendster, que mal cheguei a aprender a usar e nem sei se alguém ainda usa, depois com o Orkut, na época que você precisava ser convidado para fazer parte dele e dava para contar nos dedos quantos 'amigos' você tinha. O tempo passou, novas redes sociais surgiram, com novas formas e aparências.
E como tudo, existe o lado ruim. O primeiro lado ruim percebido das redes sociais é que deu início a um grande Big Brother virtual, onde todo mundo queria e podia saber da vida de todo mundo. Isso começou a ser resolvido com o advento da opção 'privacidade' e suas variações. Não resolveu totalmente, mas serviu para permitir que uma pessoa possa estar na rede ser ter sua vida devassada.
Daí criaram o Twitter, com um conceito simples mas que revolucionou totalmente a Web 2.0. Interatividade, facilidade, agilidade, tudo ao mesmo tempo agora, o que as pessoas precisavam no dia a dia acelerado que todos temos. Poucos caracteres expressando uma única sensação ou idéia, a celeridade na Internet. Fotos, vídeos, músicas? Quem se interessar, clique no link, pois as mesmas não poluem sua timeline. A idéia foi tão boa que outras redes, como o Orkut e o Facebook alteraram a sua interface para se adaptar.
Começou, então, um outro 'problema'. Com as facilidades criadas, contas e contas foram sendo criadas e todo mundo resolveu se inserir no mundo digital, mesmo aqueles que não têm nada de interessante para dizer. Pior, a Internet virou um verdadeiro Muro das Lamentações.
Virou uma profusão de reclamações, melodramas, lástimas, choros. Frases e palavras jogadas na rede, esperando por uma resposta, por uma demonstração de pena, por pessoas que corroborem seu sofrimento, parecendo um bando de pedintes, mendigando por atenção ou por carinho, de quem quer que seja, independente se for sincero ou não. Isto quando não vira um disputa, de quem sofre mais.
Isto está tornando as redes sociais um ambiente cansativo, deprimido e negativo, totalmente ao contrário do que elas deveriam ser. Na boa, e depois neguinho vem reclamar que fica levando unfollow.
(Primeira postagem da série #GetaLife, sobre gente que não sabe brincar nas redes sociais)
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segunda-feira, fevereiro 08, 2010
2012. Ou o Fim do Mundo

Ontem, sem ter nada o que fazer a tarde na casa dos meus pais, eu acabei assistindo ao 2012 com meus irmãos. É mais um filme sobre a destruição da Terra, com imagens incríveis, uma história com furos técnicos e cheio de 'marmeladas' e coincidências absurdas.
Para um domingo preguiçoso foi um ótimo filme, pois o mesmo não é ruim e você nem precisa pensar muito para entender o mesmo: cientista descobre calamidade iminente + governo yankee tenta dar um jeito + tudo vai pro ar e morre um monte de gente, menos o mocinho. E agora o inimigo da vez é interno, a crosta terrestre que descola e gera um monte de tragédias e tal.
Não é o primeiro nem o último filme a explorar a catástrofe irreversível e devastadora, onde todo mundo vai morrer e ponto. Você olha as cenas e vê gente rezando, gente desesperada, gente chorando, gente alucinada. A proximidade do fim de tudo tem um efeito inesperado sobre a gente, mas nos atinge e formas diferentes.
Eu não creio que uma situação desta venha a acontecer com o planeta, e que o tal Apocalipse é uma grande metáfora, nada de destruição em massa, mas fico pensando como eu agiria se ligasse a TV e visse alguém afirmando que o mundo da forma que conhecemos está condenado e que, dentro de algumas horas não vai sobrar nada de ninguém.
A primeira coisa é que eu acho que não iria querer ver a coisa toda acontecer, seja meteoros caindo, ondas gigantes ou tudo desabando. Outra coisa é que provavelmente eu iria encher a cara, pra não sentir tudo o que acontece, pelo menos não estar totalmente consciente. Sei lá, se você morrer bêbado, você desencarna com ressaca? Acho que nem. E iria querer estar num lugar agradável, não sofrendo, nem chorando, nem em desespero.
É, resumindo, se o mundo fosse realmente acabar, eu ia tomar umas e depois morrer trepando. Não seria mal.
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