segunda-feira, maio 17, 2010
domingo, maio 16, 2010
Réquiem para um Sonho (um adeus)
Eu não lembro exatamente quando foi, acho que foi por volta de 1997, quando eu tinha 20 anos. Já era apaixonado por música, mas era um completo leigo. Vivia na casa do Ricardo, que ensaiava num quarto da casa dele com os primos e, um dia, o Fabrício, que as vezes tocava com eles, falou que nem poderia mais, pois estava com outra banda e tal, e no meio da conversa, o Ricardo me perguntou porque eu não aprendia a tocar baixo. Eu, que não tinha muito idéia o que era um baixo, entrei na brincadeira e, com ajuda do Fabrício, comprei um baixo Washburn Lion, modelo jazz bass.
Comecei a fazer aulas e, um dia, resolvemos levar a brincadeira a sério, e passamos a ensaiar. Até que em fevereiro de 2000, numa festa de aniversário, entre outras pessoas, fizemos um pocket show, com 5 músicas. Bem longe do primor da técnica, foi até um show divertido.
Depois disso, toquei em duas bandas em Sta Bárbara, até 2002 e, depois que mudei pra São Paulo, em 2004, eu comecei a tocar com o Bresser, banda onde estou até hoje.
Foram 6 anos de banda, com muitas histórias. Tocamos covers que ninguém conhecia, fizemos shows em lugares mais variados possíveis, ensaiamos em horários absurdos, compusemos músicas muito boas, mas, acima de tudo, ficamos muito amigos.
O Bresser deixou de ser uma banda, para ser uma família. Nos divertimos, rimos, bebemos, fizemos besteiras. Fomos companhia nos bons e nos maus momentos. Apoiamos um ao outro quando foi necessário, sofremos juntos em diversas situações. Enfim, foi um período inesquecível.
Mas como tudo na vida, um dia acaba. E por mais que você ame o que faz, as vezes precisa tomar algumas difíceis decisões. Porque o Bresser cresceu, e era isso que a gente queria. Só que cresceu de uma forma que passou a exigir de mim mais do que eu poderia dar. Mais do que o 'músico' medíocre que sou poderia oferecer. E isto não é justo.
Exatamente por isso, naqueles momentos em que a gente respira fundo e consegue colocar a razão na frente da emoção, decidi tomar a dura decisão de pegar aquele mesmo Washburn, que me acompanha há 13 anos, colocá-lo no canto e, finalmente, aposentá-lo.
Muitas lembranças ficam, mas isto que é o maravilhoso de lembranças, elas nunca nos abandonam. E o que vivi nestes anos, ninguém nunca mais vai tomar de mim. Vou sentir falta dos ensaios aos sábados de manhã, das discussões com relação ao repertório, de compor, de ver uma música surgir do nada e, de repente, tomar corpo, de se preparar para os shows e, claro, de subir no palco e fazer uma das coisas que mais amo na vida: tocar.
Eu amo música, e nunca vou deixar de amar. Assim como não vou deixar de amar os caras do Bresser. Mas quem ama, quer o melhor praquilo, e o melhor pro Bresser hoje é seguir sem mim. Sei que os caras vão dar conta e vão continuar com esse legado bonito. E, mesmo fora do palco, eu sempre vou estar perto, pois um pedacinho daquilo tudo é meu, e sempre será.
Comecei a fazer aulas e, um dia, resolvemos levar a brincadeira a sério, e passamos a ensaiar. Até que em fevereiro de 2000, numa festa de aniversário, entre outras pessoas, fizemos um pocket show, com 5 músicas. Bem longe do primor da técnica, foi até um show divertido.
Depois disso, toquei em duas bandas em Sta Bárbara, até 2002 e, depois que mudei pra São Paulo, em 2004, eu comecei a tocar com o Bresser, banda onde estou até hoje.
Foram 6 anos de banda, com muitas histórias. Tocamos covers que ninguém conhecia, fizemos shows em lugares mais variados possíveis, ensaiamos em horários absurdos, compusemos músicas muito boas, mas, acima de tudo, ficamos muito amigos.
O Bresser deixou de ser uma banda, para ser uma família. Nos divertimos, rimos, bebemos, fizemos besteiras. Fomos companhia nos bons e nos maus momentos. Apoiamos um ao outro quando foi necessário, sofremos juntos em diversas situações. Enfim, foi um período inesquecível.
Mas como tudo na vida, um dia acaba. E por mais que você ame o que faz, as vezes precisa tomar algumas difíceis decisões. Porque o Bresser cresceu, e era isso que a gente queria. Só que cresceu de uma forma que passou a exigir de mim mais do que eu poderia dar. Mais do que o 'músico' medíocre que sou poderia oferecer. E isto não é justo.
Exatamente por isso, naqueles momentos em que a gente respira fundo e consegue colocar a razão na frente da emoção, decidi tomar a dura decisão de pegar aquele mesmo Washburn, que me acompanha há 13 anos, colocá-lo no canto e, finalmente, aposentá-lo.
Muitas lembranças ficam, mas isto que é o maravilhoso de lembranças, elas nunca nos abandonam. E o que vivi nestes anos, ninguém nunca mais vai tomar de mim. Vou sentir falta dos ensaios aos sábados de manhã, das discussões com relação ao repertório, de compor, de ver uma música surgir do nada e, de repente, tomar corpo, de se preparar para os shows e, claro, de subir no palco e fazer uma das coisas que mais amo na vida: tocar.
Eu amo música, e nunca vou deixar de amar. Assim como não vou deixar de amar os caras do Bresser. Mas quem ama, quer o melhor praquilo, e o melhor pro Bresser hoje é seguir sem mim. Sei que os caras vão dar conta e vão continuar com esse legado bonito. E, mesmo fora do palco, eu sempre vou estar perto, pois um pedacinho daquilo tudo é meu, e sempre será.
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quinta-feira, maio 13, 2010
All I know is that you're so nice
Na verdade eu queria escrever um conto. A idéia está formada, mas algo faz com que eu não consiga escrever mais nada, nenhum mísero conto, há meses. O cursor pisca, as palavras não vêm, só o incômodo de nada fluir pelo meu corpo, aportar nas pontas dos meus dedos e, imediatamente, virar a magia de uma história. Só o incômodo.
Mas para não deixar a idéia em branco, vai uma letra de uma música, uma letra que falará por mim neste momento de vazio literário, mas que ajuda a me lembrar que aqui dentro existe algo, que muitas vezes eu duvido existir. Mesmo que, normalmente, seja triste e contemplativo. Mas que me remete a primeira vez que a li.
All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something
I wish I was your favorite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favorite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand when I was upset
I wish you'd never forget the look on my face when we first met
I wish you had a favorite beauty spot that you loved secretly
'Cause it was on a hidden bit that nobody else could see
Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep
All I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish we could see if we could be something
And I wish we could see if we could be something
Mas para não deixar a idéia em branco, vai uma letra de uma música, uma letra que falará por mim neste momento de vazio literário, mas que ajuda a me lembrar que aqui dentro existe algo, que muitas vezes eu duvido existir. Mesmo que, normalmente, seja triste e contemplativo. Mas que me remete a primeira vez que a li.
All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something
I wish I was your favorite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favorite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand when I was upset
I wish you'd never forget the look on my face when we first met
I wish you had a favorite beauty spot that you loved secretly
'Cause it was on a hidden bit that nobody else could see
Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep
All I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish we could see if we could be something
And I wish we could see if we could be something
Perfeição Pop - Barenaked Ladies
Os Barenaked Ladies são um grupo canadense que faz alguma coisa que pode ser chamado de pop-rock e seu maior trunfo é a presença de palco. Os álbuns são ótimos, com canções animadas, alegres e cantantes, mas é no palco que eles fazem a diferença. 40 minutos de um show que vi deles em 2003 foram suficientes para eu sair de lá e comprar todos os CDs possíveis. E de lá para cá a minha adoração por eles só cresceu.
Porém em 2009, por problemas internos, o Steven Page saiu da banda. Para vocês entenderem, um dos trunfos era que eles eram em dois vocalistas, sendo o Steven um e o Ed Robertson outro, sendo que um tinha a voz completamente diferente do outro, e eles brincavam com este dueto. E no começo deste ano eles lançaram 'All in Good Time', o primeiro sem o Steven.
Parei ontem para ouví-lo e, na primeira audição achei bem legal, mas mais calmo, sossegado, com poucas canções com a vibe BNL e, com isso, não consegui concluir nada. Hoje cedo, vindo para o trabalho, ouvi novamente e finalmente cheguei a alguma conclusão.
Não é o melhor álbum deles, bem abaixo da obra prima 'Stunt', mas não deixa de ser um álbum bom. E sim, perdeu boa parte daquele 'up' que eles tinham, flertando mais para o pop-rock melodioso do que para as canções trabalhadas e 'confusas', com vocais rápidos e batida animada. Porém, no meio destas, está a pérola 'You Run Away', que é para mim, até agora, a mais bela música de 2010. É linda!
Ps: para quem não sabe, é do BNL a canção de abertura do The Big Bang Theory. Se situaram?
Porém em 2009, por problemas internos, o Steven Page saiu da banda. Para vocês entenderem, um dos trunfos era que eles eram em dois vocalistas, sendo o Steven um e o Ed Robertson outro, sendo que um tinha a voz completamente diferente do outro, e eles brincavam com este dueto. E no começo deste ano eles lançaram 'All in Good Time', o primeiro sem o Steven.
Parei ontem para ouví-lo e, na primeira audição achei bem legal, mas mais calmo, sossegado, com poucas canções com a vibe BNL e, com isso, não consegui concluir nada. Hoje cedo, vindo para o trabalho, ouvi novamente e finalmente cheguei a alguma conclusão.
Não é o melhor álbum deles, bem abaixo da obra prima 'Stunt', mas não deixa de ser um álbum bom. E sim, perdeu boa parte daquele 'up' que eles tinham, flertando mais para o pop-rock melodioso do que para as canções trabalhadas e 'confusas', com vocais rápidos e batida animada. Porém, no meio destas, está a pérola 'You Run Away', que é para mim, até agora, a mais bela música de 2010. É linda!
Ps: para quem não sabe, é do BNL a canção de abertura do The Big Bang Theory. Se situaram?
You Run Away - Barenaked Ladies
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I tried to be your brother
You cried and ran for cover
I made a mess, who doesn’t
I did my best but it wasn’t enough
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I’ll give you something can cry about
One thing you should try it out
Hold a mirror shoulder high
When you’re older look you in the eye
When you’re older look you in the eye
I tried but you tried harder
I lied but you lied smarter
You made me guess who was it
I did my best but it wasn’t enough
OOOOHHHHHHHOOOHHH
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
But that’s not something to cry about (crrryyyy!)
It’s not something to lie about
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
You could turn and stay
But you run away from me
I tried to be your brother
You cried and ran for cover
I made a mess, who doesn’t
I did my best but it wasn’t enough
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
I’ll give you something can cry about
One thing you should try it out
Hold a mirror shoulder high
When you’re older look you in the eye
When you’re older look you in the eye
I tried but you tried harder
I lied but you lied smarter
You made me guess who was it
I did my best but it wasn’t enough
OOOOHHHHHHHOOOHHH
You run away
You could turn and stay
But you run away from me
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
But that’s not something to cry about (crrryyyy!)
It’s not something to lie about
You run away (I tried to be your brother)
You could turn and stay (You cried and ran for cover)
But you run away from me (I made a mess, who doesn’t, I did my best but it wasn’t enough)
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terça-feira, maio 11, 2010
Ctrl + Alt + Del
As vezes a gente brinca que nosso cérebro parece um computador, hoje um Vista, mas já foi um XP, um 3.1, um DOS. Que a gente não consegue processar duas coisas ao mesmo tempo sem dar pau em uma, que quando estamos numa janela e vamos abrir outra, fica aquele tempo que não faz uma coisa nem outra, um branco total, que o cérebro trava mesmo, e daí não resolve fazer nada.
E exatamente por isto que as vezes (ou quase sempre) a gente gostaria de poder dar um boot no cérebro, começar a funcionar de novo, com toda memória liberada. Só que a gente não pode. Não é tão fácil assim.
Mas as vezes a gente consegue fazer algumas coisinhas assim, como desinstalar um software desnecessário, ou apagar alguns cookies, um drive incômodo. E acho que consegui isso de uns dias pra cá. Acertei alguns focos, resolvi fazer valer aquela listinha que eu fiz no começo do ano de resoluções para o ano novo (que já não é tão novo assim).
Estou ficando menos tempo ocioso na internet, entrei na academia, estou comendo menos tranqueira e bebendo menos, joguei umas coisas velhas fora.
Sei lá, as vezes a gente tem que fazer alguma coisa, né?
E exatamente por isto que as vezes (ou quase sempre) a gente gostaria de poder dar um boot no cérebro, começar a funcionar de novo, com toda memória liberada. Só que a gente não pode. Não é tão fácil assim.
Mas as vezes a gente consegue fazer algumas coisinhas assim, como desinstalar um software desnecessário, ou apagar alguns cookies, um drive incômodo. E acho que consegui isso de uns dias pra cá. Acertei alguns focos, resolvi fazer valer aquela listinha que eu fiz no começo do ano de resoluções para o ano novo (que já não é tão novo assim).
Estou ficando menos tempo ocioso na internet, entrei na academia, estou comendo menos tranqueira e bebendo menos, joguei umas coisas velhas fora.
Sei lá, as vezes a gente tem que fazer alguma coisa, né?
segunda-feira, maio 03, 2010
Aconteceu em Porto Alegre
Que eu adoro futebol isto não é segredo para ninguém. Que eu adoro o Palmeiras ainda mais que o futebol em si é outro fato, mas isto não me impede de apreciar o futebol. E quando eu falo 'futebol', eu acho que me diferencio da maioria, pois eu não sou o maior fã do futebol arte e pra mim ele é um esporte, não um espetáculo.
Mas tá, a questão é que neste domingo, sem Palmeiras jogando, eu fui com a Carol assistir ao Gre-Nal da decisão do Gauchão num bar lá pros lados de Santo Amaro, com a torcida do Grêmio em São Paulo. O lugar estava lotado de gaúcho, pois reconheço que deve ser foda morar em outro Estado, longe dos seus e, principalmente, longe do seu time. Assim, qualquer oportunidade de se reunir é mais que válida.
O jogo foi disputado, o Inter ganhou mas não levou, na soma dos placares, o que deu o título para o Grêmio. Apesar das dificuldades, a gauchada não parava de cantar um minuto, o que eu acho bacana, apesar de não consigo, quando fico nervoso, fico quieto, mal converso.
Ao final, valeu a experiência. Claro, não era o Palmeiras jogando e, principalmente, sendo campeão, mas me diverti muito, afinal, com futebol, cerveja e amigos, quase tudo fica bom, e assim, por uma tarde, me senti em Porto Alegre. Ou qualquer outra cidade gaúcha.
Ps: uma coisa que não posso deixar de citar é que eu não me lembro de, alguma vez na minha vida, ter visto tanta mulher bonita num espaço tão pequeno. Sem palavras.
sexta-feira, abril 30, 2010
Show do Bresser
Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução

Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução:

Já pensou você curtir uma balada legal, ouvir uma puta banda ao vivo, beber algo em ótima companhia e ainda trocar as suas vigurinhas da copa? Então nós temos a solução:
terça-feira, abril 27, 2010
It's Show Time!
Ontem a noite, depois das tarefas domésticas de um prendado #MachoDeRespeito, resolvi deitar no sofá para assistir algo. Não estava afim de ver nenhuma série, e comecei a zapear e, entre filmes já começados e mesas redondas com velhos rabugentos, vi que estava começando um programa sobre a NBA do meu tempo.
Pelo informativo vi que se tratava de um documentário da série ESPN 30 for 30 chamado 'Winning Time - Reggie Miller vs The New York Knicks' dirigido pelo Dan Klores, que tratava da rivalidade entre Indiana Pacers (no caso representada pelo seu único grande jogador, Reggie Miller) e o New York Knicks no início dos anos 90.
O documentário passa por diversas fases, desde o draft de Miller, a contragosto de todo estado de Indiana até estes épicos embates, em playoffs. Mostra a provocação dele para John Starks, a troca de agrados entre ele e o diretor Spike Lee e jogos históricos, além de ótimos depoimentos dos envolvidos.
Eu não conhecia esta série, mas vou atrás dos outros, até porque ontem, numa segunda-feira sozinho em casa, a NBA trouxe-me de volta aquele gostinho gostoso da nostalgia e de uma épica boa.
Pra quem quiser conferir:
Pelo informativo vi que se tratava de um documentário da série ESPN 30 for 30 chamado 'Winning Time - Reggie Miller vs The New York Knicks' dirigido pelo Dan Klores, que tratava da rivalidade entre Indiana Pacers (no caso representada pelo seu único grande jogador, Reggie Miller) e o New York Knicks no início dos anos 90.
O documentário passa por diversas fases, desde o draft de Miller, a contragosto de todo estado de Indiana até estes épicos embates, em playoffs. Mostra a provocação dele para John Starks, a troca de agrados entre ele e o diretor Spike Lee e jogos históricos, além de ótimos depoimentos dos envolvidos.
Eu não conhecia esta série, mas vou atrás dos outros, até porque ontem, numa segunda-feira sozinho em casa, a NBA trouxe-me de volta aquele gostinho gostoso da nostalgia e de uma épica boa.
Pra quem quiser conferir:
segunda-feira, abril 26, 2010
Culpa

Mutas vezes eu fico procurando um ditado popular pra explicar alguma coisa, ou 'desexplicar', já que Alice está na moda, mesmo que eu não curta muito eles. Não sei, é uma mania que eu tenho ao escrever, usá-los como alegorias nos meus textos. Funciona mais ou menos assim: eu tenho uma idéia, daí eu fico tentando encaixar as coisas, pra tentar fazer com que aquilo que faz sentido na minha cabeça passe a fazer também no papel. E em diversas ocasiões estes ditados ajudam a dar esta liga. Mas hoje eu sentei, olhei pra tela em branco, com uma idéia na cabeça e... nada.
É foda quando você tem uma coisa entalada na garganta, tem muita vontade de dizer, mas não consegue. E nem não consegue porque não tem coragem ou algo do gênero, e sim porque não consegue se expressar. A sensação está lá, incomoda, mas não quer vir pro papel. E com isso ela te enrola, te faz gastar linhas e linhas de um texto que não significa absolutamente nada.
Deve ser porque é difícil mesmo se expor e falar coisas que nos atingem, é muito mais fácil falar sobre besteiras e futilidades. Mesmo quando é algo particular, é muito mais fácil um desabafo raivoso do que um sentido. Principalmente quando, analisando friamente, nós somos o personagem ativo e gerador dele.
A vida caleja a gente, eu posso dizer que passei por um intensivão em matéria de tomar no cu e ter que continuar a vida, como se nada tivesse acontecido, o que não é nada fácil. Mas eu descobri uma coisa, que se não é regra, pelo menos é como funciona comigo: por mais que eu me foda, eu sempre sofro mais quando, direta ou indiretamente, eu faço alguém sofrer.
Algumas situações que, quando vítima, eu tento me manter forte, quando algoz eu me corroo em culpa, mesmo tendo a certeza que tomei a decisão correta. Culpa por de repente não ter feito algo, quando na verdade não faço a mínima idéia do que poderia fazer. Culpa por ter sido omisso onde não via a omissão, culpa por ter sido ausente onde não via a ausência. Culpa por sentir culpa. Culpa porque a vida não é lógica e nem tudo aquilo que deveria ser é, ou o que gostaríamos que fosse é.
E com isso lembrei de um ditado, quase no fim deste post: "Deus não nos dá um fardo maior do que podemos carregar", e isso me consola. As vezes.
sexta-feira, abril 23, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
Confusão
O que tem a ver coelhos com ovos de chocolate com Jesus? E samba e cerveja com a crucificação do mesmo? E um tiozinho gordo de barba branca com presentes com o nascimento do mesmo Jesus? E os dias de São João e/ou Santo Antônio com música sertaneja e pé de moleque?
De uma forma ou de outra, criamos uma confusão de datas e celebrações. Por sermos um país de origem católica, praticamente todas (com exceção de um ou outro feriado histórico) as datas comemorativas tem um fundo religioso.
Porém, com o tempo, o mix de novas religiões e os interesses comerciais, os feriados religiosos foram perdendo o significado, se misturando com celebrações pagãs, e virando o samba do crioulo doido que é o Brasil. E isso não é uma crítica, pelo contrário, pois se tem uma coisa boa com relação ao Brasil é esta diversidade, tolerância e até intersecção religiosa.
Pensando bem, essa mutação de datas é histórica, pois o Natal foi inspirado numa celebração Celta, ou algo do gênero. E, se eu resolver pesquisar, com certeza acharei mais datas.
A tendência é que, com o passar do tempo, estas datas percam por completo o sentido religioso? Ou eles ficarem cada vez mais restritos aos seus nichos, como são as comemorações islâmicas, judaicas ou do candomblé?
E por falar nisso, alguém sabe, sem olhar no Google, o que realmente significa o tal do Corpus Christ?
De uma forma ou de outra, criamos uma confusão de datas e celebrações. Por sermos um país de origem católica, praticamente todas (com exceção de um ou outro feriado histórico) as datas comemorativas tem um fundo religioso.
Porém, com o tempo, o mix de novas religiões e os interesses comerciais, os feriados religiosos foram perdendo o significado, se misturando com celebrações pagãs, e virando o samba do crioulo doido que é o Brasil. E isso não é uma crítica, pelo contrário, pois se tem uma coisa boa com relação ao Brasil é esta diversidade, tolerância e até intersecção religiosa.
Pensando bem, essa mutação de datas é histórica, pois o Natal foi inspirado numa celebração Celta, ou algo do gênero. E, se eu resolver pesquisar, com certeza acharei mais datas.
A tendência é que, com o passar do tempo, estas datas percam por completo o sentido religioso? Ou eles ficarem cada vez mais restritos aos seus nichos, como são as comemorações islâmicas, judaicas ou do candomblé?
E por falar nisso, alguém sabe, sem olhar no Google, o que realmente significa o tal do Corpus Christ?
quarta-feira, março 31, 2010
Efeito Dourado
Aviso: este é um post polêmico.
Em julho do ano passado eu escrevi um post falando sobre homens modernos e tal, e gerou uma polêmica interessante, além da hashtag #MachoDeRespeito. E agora, após algumas conversas no MSN, deu vontade de escrever sobre o assunto de novo. Mas é bom ressaltar que eu não sou um ogro desrespeitador e violento, e sim uma pessoa com opiniões contundentes e até certo ponto ácidas.
Ontem acabou o tal do BBB10, que eu só assisti por causa da Veri, e o vencedor foi o Dourado. Não torci pra ninguém, acho que lá é um mundo irreal, onde todo mundo é marombado, gostosão e bem sucedido, mas percebo que a vitória dele demonstra algo.
Antes de tudo não vou tocar no assunto dele ser ou não homofóbico, pois não assisti o suficiente para perceber, apenas acho que, assim como muitos brasileiros que não estão habituados a conviver com homossexuais, ele ficava chocado e incomodado com certas coisas.
Porém ele foi muito chamado de machista, grosso, tosco, chucro e outros adjetivos pela sua forma de agir, e daí eu não concordo. Tal como eu já disse antes, o homem está cada vez mais feminilizado. Quando as mulheres assumiram o lugar que lhes cabia na sociedade - que é ao lado do homem, nem a frente, nem atrás -, começou a serem exigidos e impostos ao homem algumas condições.
E o que era pra ser uma coisa boa, pra amenizar certas atitudes masculinas, acabaram sendo levadas aos extremos, e o homem suavizou demais. Ficaram submissos, sensíveis demais. Mudaram as preocupações, e estas passaram a ser cada vez mais parecidas com as femininas. Cada vez mais o homem que frequentava boteco, ia ao futebol, via filme de explosão e de sangue, comia carne com gordura passou a receber a pecha de tosco e bronco. Afinal homem culto e inteligente é aquele que assiste filmes iranianos - e chora -, não liga pra futebol - eu juro que não vou fazer piadinha com sãopaulino -, vai na manicure e é vegetariano.
Sabe, nem tanto ao céu, mas nem tanto à terra. Tá na hora de diminuir esse patrulhamento e respeitarem mais as diferenças entre os sexos. Diferenças são coisas saudáveis e longe de serem agressivas e preconceituasas. As coisas precisam ser mais leves, pois hoje temos uma geração de homens frouxos e com medo das mulheres. E isto é ruim para todos.
E na verdade, com todos os seus defeitos, o Dourado é meio que uma ruptura disso. Um cara que não chega a ser troglodita, mas que é firme nos seus preceitos e sem muita frescura, parecendo grosso por isto. E isto incomoda. E fascina. Porque um pouco de testosterona não faz mal pra ninguém.
Em julho do ano passado eu escrevi um post falando sobre homens modernos e tal, e gerou uma polêmica interessante, além da hashtag #MachoDeRespeito. E agora, após algumas conversas no MSN, deu vontade de escrever sobre o assunto de novo. Mas é bom ressaltar que eu não sou um ogro desrespeitador e violento, e sim uma pessoa com opiniões contundentes e até certo ponto ácidas.
Ontem acabou o tal do BBB10, que eu só assisti por causa da Veri, e o vencedor foi o Dourado. Não torci pra ninguém, acho que lá é um mundo irreal, onde todo mundo é marombado, gostosão e bem sucedido, mas percebo que a vitória dele demonstra algo.
Antes de tudo não vou tocar no assunto dele ser ou não homofóbico, pois não assisti o suficiente para perceber, apenas acho que, assim como muitos brasileiros que não estão habituados a conviver com homossexuais, ele ficava chocado e incomodado com certas coisas.
Porém ele foi muito chamado de machista, grosso, tosco, chucro e outros adjetivos pela sua forma de agir, e daí eu não concordo. Tal como eu já disse antes, o homem está cada vez mais feminilizado. Quando as mulheres assumiram o lugar que lhes cabia na sociedade - que é ao lado do homem, nem a frente, nem atrás -, começou a serem exigidos e impostos ao homem algumas condições.
E o que era pra ser uma coisa boa, pra amenizar certas atitudes masculinas, acabaram sendo levadas aos extremos, e o homem suavizou demais. Ficaram submissos, sensíveis demais. Mudaram as preocupações, e estas passaram a ser cada vez mais parecidas com as femininas. Cada vez mais o homem que frequentava boteco, ia ao futebol, via filme de explosão e de sangue, comia carne com gordura passou a receber a pecha de tosco e bronco. Afinal homem culto e inteligente é aquele que assiste filmes iranianos - e chora -, não liga pra futebol - eu juro que não vou fazer piadinha com sãopaulino -, vai na manicure e é vegetariano.
Sabe, nem tanto ao céu, mas nem tanto à terra. Tá na hora de diminuir esse patrulhamento e respeitarem mais as diferenças entre os sexos. Diferenças são coisas saudáveis e longe de serem agressivas e preconceituasas. As coisas precisam ser mais leves, pois hoje temos uma geração de homens frouxos e com medo das mulheres. E isto é ruim para todos.
E na verdade, com todos os seus defeitos, o Dourado é meio que uma ruptura disso. Um cara que não chega a ser troglodita, mas que é firme nos seus preceitos e sem muita frescura, parecendo grosso por isto. E isto incomoda. E fascina. Porque um pouco de testosterona não faz mal pra ninguém.
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