Esta semana assisti dois filmes com muito e pouco em comum. Em um primeiro momento, 'Strippers Zombies' e 'Garota Infernal' são semelhantes, pois são histórias de terror, monstros e sangue, e apelam pra protagonistas gostasas, sensuais e com pouca roupa. Mas as semelhanças acabam aí, se não fosse por um detalhe involuntário que logo citarei.
O primeiro, 'Strippers Zombies', como o próprio nome entrega, foi feito para ser um filme B, e é fácil encontrar muitos indícios claros disso: A filmagem é meio tosca, os diálogos exagerados, o visual forçado. Já o roteiro, não há muito o que dizer, é um soldado mordido por um zumbi, que se esconde numa casa de striptease, e daí começa a putaria! Um mordendo o outro e, por algum motivo-não-motivo, que serve apenas pra dar graça ao filme, as mulheres quando transformadas em zumbis permanecem com a consciência.
Com isso começa um festival de cenas escatológicas, stippers com pouca - ou nenhuma - roupa, dançando no palco cobertas de sangue e em decomposição, para delírio dos caras, que se esbaldam com o espetáculo. E neste meio, não faltam outras características clássicas de filmes do gênero, como tiros, pedaços de corpo explodindo, gente morrendo aos pedaços.
Os atores? Perfeita as escolhas do eterno Freddie Krueger, Robert Englund para o papel de dono da casa e da ex-atriz pornô Jenna Jameson como a stripper mais gostosona - e mais desinibida. Afinal, quem procura um filme B de terror, não quer um roteiro bem construído e lógico, e sim muito sangue, cenas engraçadas - de preferência com humor negro - e mulheres com pouca roupa. Filme muito bom.
Já o 'Garota Infernal', nome engraçadinho e tosco, como de costume, que foi dado para o filme 'Jennifer's Body', apesar de ser um filme também de terror, buscava outro mercado. Para começar, o roteiro foi escrito pela ganhadora do Oscar com 'Juno', Diablo Cody e o papel principal coube à Megan Fox, uma das novas queridinhas e capa de dez entre dez revistas de cinema e para o público masculino - entenda-se, não revistas de mulher pelada - no último ano. Todo essa bagagem credenciava o mesmo para o sucesso. Não sei se o filme se pagou ou não, mas uma coisa eu posso dizer: ele é uma piada!
O roteiro é ridículo! Uma gostosona líder de torcida e sua melhor amiga nerd vão para um show de rock, num buraco qualquer, que pega fogo e, do nada, ela é convidada pelo vocalista da banda para 'ir com eles na van'. Horas depois ela retorna suja de sangue, esquisita e vomitando petróleo. Conforme o filme passa, a amiga nerd descobre que ela foi parte de um ritual mal sucedido de magia negra, e que um demônio dominou seu corpo e ela precisa de sangue humano pra rejuvenecer.
Então se sucede uma sequência de cenas igualmente toscas, efeitos especiais fracos, muito sangue e, principalmente, uma história extremamente idiota. Vergonha alheia total.
Certo, agora vem a questão. Pelo que eu descrevi, os dois filmes são semelhantes, mas um é bom e outro ruim. Qual é a lógica? Simples, o 'Stippers Zombies' foi feito para ser um filme B, com orçamento baixo e nenhuma preocupação em ter um roteiro que faça sentido. Por outro lado, 'Garota Infernal' é um filme de Hollywood, com grana, roteirista premiada, atriz conhecida e nenhum interesse em ser um filme B. Mas acabou virando, da pior forma.
Assim, se você quiser fazer um filme B, ou homenagendo o estilo, faça direito, do início ao fim, e não esconda isso de ninguém, pois corre o risco de acabar fazendo merda.
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quinta-feira, março 25, 2010
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Zumbilândia
Filmes de zumbis voltaram à moda, e praticamente todos eles têm um pezinho no trash, não tem como evitar. Porém, Zumbilândia resolve apelar e meter os dois pés no peito. É filme B, é trash, é gore. E é sensacional.
A história é a mais sem pé nem cabeça, um nerd fugindo dos zumbies (que em nenhum momento o filme tenta explicar como e quando surgiram), e que no caminho vai encontrando pessoas e aumentando o seu grupo. O objetivo deles? É mostrado como sendo tentar voltar pra casa, achar um doce ou ir até um parque, mas na verdade o objetivo é sobreviver. Nenhum deles quer salvar a Terra, achar um oásis livre dos zumbies ou o que seja, eles querem apenas continuarem vivos.
Certo, falando desta forma parece ser um roteiro fraco, mas as passagens e os diálogos são ótimos e os atores estão perfeitos nos papeis. O carinha que faz o nerd se encaixa com perfeição, mas meninas conseguem contrabalancear a docura e a malícia e o papel do Woody Harrelson foi escrito para ele, impossível imaginar outro ator fazendo aquele papel.
O que esperar? Zumbies em decomposição, tiros, explosões, sangue, sustos e muito humor negro. Enfim, tudo que um bom filme de criaturas das trevas deve ter, não essa lenga-lenga fofinha que fizeram com os coitados dos vampiros.
Para terminar, se existir um prêmio para melhor abertura de filme, esta ao som do Metallica merece o prêmio como a melhor da história.
Não assistiu? Vá!
quarta-feira, março 25, 2009
Cena de Filme de Terror
Três horas da manhã, em uma estrada de terra sem iluminação, tentando chegar na cidade, mas completamente perdido pois o lugar era um labirinto de vielas estreitas e esburacadas, até que você começa a perceber que teu carro começa a cheirar queimado, algum tempo depois sai uma fumaça intoxicante pelas entradas de ventilação até que, de repente, ele pára e não liga mais. Para piorar, seus dois celulares não funcionam porque não há sinal. Não há para onde ir, não não passa nenhum carro nem um ser humano para ajudar.
Parece roteiro de filme de terror, certo? Mas não, era eu na madrugada de terça para quarta.
terça-feira, agosto 26, 2008
No MSN
Hiran... diz:
ow... assistiu o ze do caixão?
Fábio Vanzo diz:
ainda não
tô afinzão
Hiran... diz:
vc vai adorar
putaria
sadismo
blasfêmia
violência
sodomização
e trasheira
Fábio Vanzo diz:
quase um show do bresser?
ow... assistiu o ze do caixão?
Fábio Vanzo diz:
ainda não
tô afinzão
Hiran... diz:
vc vai adorar
putaria
sadismo
blasfêmia
violência
sodomização
e trasheira
Fábio Vanzo diz:
quase um show do bresser?
Perversão
Raras são as vezes que um filme consegue me incomodar, e o novo do Zé do Caixão, o Encarnação do Demônio, conseguiu.
O filme é digno do seu legado: diálogos toscos ao extremo, monólogos caricatos, cenários carregados e , violência física e sexual desmedida, tortura, sadismo, pornografia, mulheres peladas à dar com pau, blasfêmias e heresias e mares de sangue falso.
A parte religiosa me incomodou bastante, pois é algo que eu não gosto de brincar, mas de resto, adorei!
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