quinta-feira, janeiro 14, 2010

Jogos de Azar

Existe aquela piada do cara que vive pedindo uma forcinha para que o Santo o ajude à ganhar na loteria, até que um dia este se cansa e diz que ajudaria muito se o cara pelo menos jogasse. É mais ou menos o meu caso, muitas vezes eu fico pensando que seria bom ganhar uma grana na loteria, ou em algo do gênero, mas quem disse que eu jogo?

De todos os vícios que eu poderia ter, definitivamente o último seria no jogo. Nunca tive muito saco para isso, estas coisas de arriscar, apostar, contar com a sorte, e acho que não existe um motivo muito claro para tal. Não jogo na loteria, não preencho cupons de lojas e supermercados, não mando SMS's para concorrer à carros, nem de 'concursos culturais' eu participo.

Quando a onda dos bingos explodiu no Brasil, eu passei incólume pela mesma. Tinha um desses bingos, enorme, na esquina da minha casa, e eu devo ter entrado nele umas duas vezes, já que abriu, porque o povo queria jogar, e era nas máquinas. Entrar na parte de bingo propriamente dita eu nunca entrei.

Na verdade, a única vez que eu entrei e permaneci num ambiente destes foi em 1998, quando eu estava na Argentina, era o jogo da final da Copa do Mundo, e o único lugar que iria passar o mesmo era num cassino. Para ter uma noção no meu nível de desprendimento, antes da final começar, eu comprei uma meia dúzia de fichas, para passar o tempo, e fui brincar naquelas maquininhas que vemos nos filmes, onde se puxa uma alavanca e os símbolos começam a girar, precisando parar iguais para ganhar. Na minha última ficha eu puxei e nem sei porque fui embora, até que fui chamado pelo segurança do lugar, que me deu um copinho com um monte de fichas, que eu havia ganho - e nem sabia! Tinha 25 pesos, e foi a única vez que eu ganhei algo.

Cerca de uns seis meses atrás, peguei um livro que tinha em casa, já meio antigo, para finalmente ler, e dentro dele tinha um cartão da Mega-Sena, com dois jogos preenchidos. Pensei, então, que poderia ser um sinal, que eu poderia ganhar alguma coisa, e decidi que iria usar aquele jogo. E usei, como marcador de página, até terminar o livro. Então, começou o papo da Mega-Sena da virada e toda essa coisa, e mais uma vez achei que poderia ficar rico usando aquele cartão.

Retirei o mesmo do livro, já finalizado, coloquei na minha carteira, e lá ele ficou, até este ano - obviamente, não joguei na Mega-Sena da virada. Até que, semana passada, no mercado, vi uma casa lotérica e decidi jogar. Dei o cartão, paguei R$ 4,00, peguei o jogo feito e guardei os dois no bolso da calça. Fui ao mercado, fiz minhas compras, voltei pra casa, guardei tudo e comecei os afazeres domésticos, que, entre eles, era lavar minhas roupas.

Mais tarde, saí para fazer algo na rua e, de repente, tive um estalo: cadê o meu jogo? Cheguei em casa, procurei na carteira, no meu quarto, em todos os lugares que o mesmo poderia estar, e nada. Daí lembrei da calça, que tinha sido lavada. Fui ao varal, procurei no bolso e, a única coisa que tinha era um monte de papel triturado e molhado. Lá se foi meu jogo e, pior, os números.

Daí desisti. Era realmente um sinal, de que eu não devo perder meu tempo jogando em Loterias.

Um comentário:

Mariel F. Moura disse...

A gente não tem sorte suficiente pra esses jogos.