sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Fator FarmVille

Todo mundo conhece o FarmVille. Mesmo que nunca tenha jogado, com certeza conhece alguém que joga ou, pelo menos, já deu uma espiada. E esta febre criou dois grupos, os que amam e os que odeiam. Com isso, a empresa que desenvolveu o jogo conseguiu seu objetivo: fazer com ele seja notado, perante os milhares de jogos online existentes.

Ele não tem nada de mais, não passa de uma versão rural e territorialmente menor do Sim City. Na verdade é até mais simples, pois não existem intempéries, basta fazer tudo certo que o resultado acontece dentro do prazo previsto. É um misto de simulador com um pouquinho de estratégia, que consiste em alocar o monte de tralhas que você tem disponível no espaço apresentado.

Então, qual é a graça do jogo? Difícil prever, mas é uma febre que, pessoa a pessoa, foi se disseminando pela Internet. No jogo você ajuda os vizinhos, dá e recebe presentes, compra coisinhas. Tudo até então não passaria de um simples jogo se você não pudesse realmente comprar créditos extras, em dinheiro real, para aprimorar a tua fazenda.

Daí você começa a fazer as contas. A partir de R$ 10,00 você compra alguns bons créditos, que deixarão a tua fazenda melhor, mais bonita, com alguns itens exclusivos. E, se isto te possibilita alguns bons momentos de diversão, que custa gastar uns trocos nisto? Você não gastaria este dinheiro para comprar um jogo legalizado? Ou ir há algum lugar? Exato, é esta a grande sacada!

Um pouco aqui, outro ali, mais um acolá, sem estourar o orçamento de ninguém, a Zynga, sua produtora, acumula uma pequena fortuna, sem muito trabalho. Desenvolveu um jogo simples, de uma tela só, praticamente estático, e o único trabalho que tem é, de vez em quando, projetar um novo animal, árvore, planta ou decoração. E pronto, mais e mais pessoas gastam algum dinheirinho pra adquirir estes produtos novos, descartando aqueles antigos.

Claro, um dia o jogo cansa, atinge seu limite e começa a perder usuários e ganhos, mas nisso novos jogos já entraram no ar e o público consumidor (sim, consumidor, não só jogador) já migrou para estes.

E me atrevo a dizer que este fator FarmVille vai afetar o comércio na Internet mais do que podemos imaginar. É o início do uso de um conceito de pequenos créditos, mas em grande quantidade, em coisas aparentemente inúteis e simples. Taí, quem pode dizer o que é útil ou inútil? Este é um conceito estritamente particular, o que para um não tem valor nenhum, para outro pode ser muito importante.

Daí você une esta idéia com as redes sociais, com pessoas interagindo neste meio, e temos uma nova frente a ser explorada na Internet. Eu não sou publicitário e tenho poucos conhecimentos nesta área, então não consigo visualizar exatamente como aproveitar este nicho, mas para mim, com o conhecimento e vivência digital que tenho, observo claramente que grandes idéias podem advir disto.

4 comentários:

Fábio Vanzo disse...

Táticas do tráfico: dá, vicia e cobra.

Isa disse...

ish.. antes do farmville a playfish já tinha criado outros joguinhos, como o pet society, que cada semana tem itens novos, e é uma merda, pq vicia e vc quer vestir seu bichinho com as roupas temáticas e decorar a casa... é idiota, estúpido, mas a gnt acaba fazendo um paralelo com a vida real, do tipo: "quero comprar a cama tal, tenho q guardar 3 mil dinheirinhos" e por aí vai... se a vida fosse fácil como no pet society/farmville, seria uma maravilha!

bjs

Nervouz disse...

Revolução da Mídia Social. Começou recentemente com a difusão da internet com a web 2.0... já vemos mudanças e ela veio para ficar. Já movimenta milhões de US$ e vai movimentar cada dia mais. E a propósito, eu jogo FarmVille kkkk

Ze Manel disse...

O FarmVille é um grande vício sim!

Mas há medida que se vai tendo uma quinta grande começa-se a ver os problemas do jogo. Plantar e colher todas as culturas e sobretudo os animais e as plantas (urghh!) começa a deixar de ser interessante para se tornar simplesmente uma perda de tempo!

Aproveito para partilhar convosco uns bons programas para o Farmville que resolvem muito destes incómodos.

Abraço!