segunda-feira, outubro 27, 2008

Mostra de Cinema

Esse ano eu, ainda que tardiamente, acompanhei a minha primeira Mostra de Cinema. Para ser gramaticamente correto, estou acompanhando, pois tenho ingressos para serem trocados na repescagem. Comprei a minha credencial de 20 filmes e, em dois finais de semana, assisti a 13 filmes, o que pode ser pouco para a maioria dos seus assíduos frequentadores, mas para mim é muito!

Confesso que acabei indo à Mostra mais influenciado pela Alê (e claro, pra não ficar três finais de semana sem namorada), uma vez que por mais que ela diga que não entende como eu não gosto de filmes menos comerciais, ainda prefiro os filmes mais padrão Holywood e narrados em português, mas admito que assisti algumas coisas muito boas (e é claro, algumas bombas também).

Não me arrisco à resenhar os filmes, pois nem de longe tenho a capacidade e o conhecimento de blogueiros como a própria Alê (que infelizmente esse ano está sem internet e não tem como fazer as suas resenhas, que eu acompanhava ano passado, enquanto ainda só estava de olho nela) e do Michel, mas não custa escrver uma ou duas linhas de cada filme que vi até agora, atendo-me a minha opinião de leigo, sem esmiuçar sobre a trajetória do diretor, sobre o estilo de filmagem ou detalhes técnicos como fotografia:

Rebobine, Por Favor: Qualquer filme com o Jack Black merece, no mínimo, minha atenção especial, e essa dita homenagem à história do cinema é muito divertida.

Alvorada em Sunset: A idéia é boa, tem algumas tiradas engraçadas, mas não gostei do filme não. Tem hora que parece que vai virar um pornô (oba, putaria!), mas acaba sendo uma sucessão de broxadas.

Juventude: A primeira surpresa positiva da Mostra, um filme com diálogos rápidos e ácidos, que compensam totalmente aItálico falta de ação. Para alguém que quer ser escritor, uma aula de roteiro.

Feliz Natal: Outro filme brasileiro (dois seguidos? Quem te viu, quem te vê, meu filho), não tão bom quando ao anterior, mas bem angustiante, se bem que com alguns furos no roteiro.

The Collective: O grande fiasco. Um filme com roteiro de Sessão da Tarde dos anos 80 filmado pelo pessoal do Hermes e Renato. Não vale nem pela piada.

O Poderoso Chefão: Tá, eu sei, é um filme antigo. Tá, eu sei, é um clássico e é inadmissível eu ter demorado tanto para assisti-lo. Tá, eu sei, é foda!!!

Queime Depois de Ler: Eu nunca tinha visto (nem ouvido) a Alê rir tanto assistindo um filme. Então, para um bom entendedor meia palavra basta, e minhas mandíbulas doem.

Moscou, Bélgica: Iniciou minha trilogia de filmes não falados em inglês (outra primeira vez minha), uma história romantica interessante, mas sem nada demais.

Gomorra: Deveria ser um filme que fala sobre a máfia em Napoles. Deveria ser um bom filme, pois vem sendo muito bem elogiado. Na verdade, deve ser tudo isso, mas eu não entendi porra nenhuma, pra mim não passou de uma colagem de histórias desconexas e mal explicadas.

Fuera de Carta: Uma comédia espanhola que entrou como um encaixe, mas que foi para mim a melhor surpresa da Mostra. Hilária, para não dizer outras coisas.

Heróis da Vizinhança: Uma história de amor alemã, numa cidadezinha onde tudo parece dar errado, as vidas se cruzam e tudo se acerta ao mesmo tempo.

Confissões de Super-Heróis: Um angustiante documentário sobre pessoas que se vestem de super heróis para ganharem dinheiro na rua. Acho que não vou mais deixar o Lucas se vestir de Homem Aranha.

A Guitarra: Filme hollywoodiano. Suave, divertido e insípido como um fime deve ser aos domingos a noite. E isso não é uma crítica.

2 comentários:

Michel Simões disse...

Muito bem comentado, me diverti muito com Rebobine e como te disse, tv não vi grandes coisas no Gomorra. E aquele alemão q assistimos juntos era fraquinho né? hehe

abraço

Alê disse...

Adorei os comentário, amor! E, mais ainda, adorei o fato de você gostar de filmes de língua não-inglesa. ;)